Blogue coletivo, criado por Luís Graça. Objetivo: ajudar os antigos combatentes a reconstituir o "puzzle" da memória da guerra colonial/guerra do ultramar (e da Guiné, em particular). Iniciado em 2004, é a maior rede social na Net, em português, centrada na experiência pessoal de uma guerra. Como camaradas que são, tratam-se por tu, e gostam de dizer: "O Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande". Coeditores: C. Vinhal, E. Magalhães Ribeiro, V. Briote, J. Araújo.
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sábado, 18 de julho de 2026
Guiné 61/74 - P28192: Humor de caserna ( 280): Treze sextilhas e um refrão para o nosso mano Jaime Silva, agora octogenário (Luís Graça)
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Guiné 61/74 - P28189: E as nossas palmas vão para... (36): O Jaime Bonifácio Marques da Silva, natural do Seixal da Lourinhã e filho adotivo de Fafe, ex-alf mil pqdt, BCP 21 (Angola, 1970/72), que celebra hoje o seu 80º aniversário
Último poste da série > 13 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27731: E as nossas palmas vão para... (35): O régulo Manuel Resende que conseguiu juntar 73 convivas na festa do 16.º aniversário da Magnífica Tabanca da Linha, em Algés, no passado dia 14 - Fotogaleria - Parte VII
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Guiné 61/74 - P28179: Humor de caserna (279): Uff, primeiro que minha voz chegasse, dos CTT de Bambadinca, na Spinolândia, à Lourinhã, a 4 mil km de distância!...(Luís Graça)

O cabo submarino que existia em Bolama, lançado em 1893 pela companhia britânica West African Telegraph Company,já tinha sido abandonado e desativado décadas antes (o tráfego comercial de cabos telegráficos para aquela zona da costa africana foi sendo progressivamente desligado à medida que as estações de rádio entraram em cena na primeira metade do século XX). E cabos coaxiais submarinos na Guiné?|... Nunca existiram até ao fim da guerra.
O circuito histórico exato de 1969 era o seguinte: as comunicações de Bambadinca para a Lourinhã dependiam a 100% da via aérea (rádio) na sua primeira e mais longa etapa.
O verdadeiro percurso daquela chamada era este:
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| ~ A antena de rádio mais alta de Bambadinca, c. 1969/70. Vista aérea Foto: Humbert Reis / Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné |
Como os postes telegráficos da rede civil terrestre tinham sido cortados e sabotados pelo PAIGC logo no início do conflito, o posto dos CTT de Bambadinca dependia de um posto emissor de rádio HF (instalado no quartel, dentro do perímetro de arame farpado, pior razóes de segurança)
A minha voz saía de Bambadinca pelo éter e era captada em Bissau pela estação central dos CTT.
Aqui entra a tecnologia da época. A central de Bissau não injetava nada num cabo submarino. O sinal era retransmitido por potentes emissores de onda curta (HF) da Companhia Portuguesa Rádio Marconi (CPRM) instalados na Guiné.
A minha voz viajava por propagação ionosférica; as ondas de rádio subiam, batiam na ionosfera (a camada alta da atmosfera), faziam ricochete e voltavam a descer, cruzando os 4 mil quilómetros de distância em frações de segundo até serem captadas pelas gigantescas antenas de receção da Marconi em Portugal (como a mítica Estação de Receção de Alfragide ou de Vendas Novas).
Só quando o sinal de rádio vindo de Bissau aterrava nas antenas da Marconi em Portugal Continental é que ele era transformado em sinal elétrico de linha telefónica:
A Marconi passava a chamada para a rede dos CTT em Lisboa.
A partir de Lisboa, a chamada seguia pelos cabos aéreos de cobre ou feixes hertzianos terrestres nacionais, subindo pela Estremadura até chegar à central manual dos CTT da Lourinhã, onde a telefonista finalmente completava a ligação para o destinatário.
Não havia a estabilidade de um cabo submarino debaixo de água. Dependia-se inteiramente do estado do tempo e da atividade solar. Se a ionosfera estivesse instável, a chamada "caía", o ruído estático tapava a voz e os operadores tinham de ficar horas à espera que a frequência "abrisse".
Havia pouquíssimos canais de rádio disponíveis na Marconi para o tráfego civil/militar simultâneo, o que gerava as célebres listas de espera de dias nos postos dos CTT do mato.
Afinal, o único fio que nos unia, a nós militares, à metrópole era, ironicamente, invisível e passava pelas ondas de rádio (e não por nenhum cabo submarino, como alguns de nós pensávamos).
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(*) Último poste da série > 4 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28155: Humor de caserna (278): Na Spinolândia, namorar não era proibido... o preço da chamada telefónica para a metrópole é que era proibitivo!... Que o diga o Humberto Reis, o nosso "cartógrafo" e "ranger" (que está agora no "estaleiro", e a quem desejamos rápida recuperação)
A ilha assumiu grande importância geoestratégica durante a Segunda Guerra Mundial devido à sua infraestrutura de comunicações: (i) Cabos Britânicos: eram os mais antigos e numerosos, sendo perados pela Western Telegraph Company: aziam as conexões cruciais do Império Britânico ligando Portugal continental (Carcavelos), Madeira, Brasil, e a costa ocidental de África; (ii) Cabos Italianos: operados pela Italcable, cabos ligavam a Itália à América do Sul, passando por Cabo Verde (com amarração na praia da Matiota).
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Guiné 61/74 - P28159: In Memoriam (582): António Nunes Lopes (1942-2026), ex-fur mil at inf, CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Porto Gole, Enxalé e Missirá, 1965/67), e cruz de guerra de 3ª classe: senta-se simbolicamente, a título póstumo, no lugar nº 916, à sombra do nosso poilão
Lourinhã > Ribamar > Tabanca de Porto Dinheiro > 12 de julho de 2015 > Restaurante O Viveiro > Convívio anual da Tabanca de Porto Dinheiro > O António Nunes Lopes (1942-2026) e João Crisóstomo. Ambos foram condecorados com a Cruz de Guerra, de 3ª e 4ª classe, respetivamente, por feitos em combate no decurso da Op Avante (30 de agosto de 1965).
Lourinhã > Ribamar > Tabanca de Porto Dinheiro > 12 de julho de 2015 > Restaurante O Viveiro > Convívio anual da Tabanca de Porto Dinheiro. Régulo: Euardo Jorge Ferreira (1953- 2019), ex-alf mil, PA - Polícia Aérea, Bissalanca, 1973/74.
- António Nunes Lopes (1942-2026) e João Crisóstomo (ambos pertenceram à CCAÇ 1439, 1965/67);
- Helena do Enxalé (mulher do Álvaro Carvalho, fotógrafo; era filha do Pereira do Enxalé, que morreu em Bissau, em agosto de 1974);
- Vilma Crisóstomo (esposa do João);
- Dina (esposa do Jaime, já falecida) e Milita (esposa do Horácio) (as duas últimas naturais de Fafe);
- Eduardo Jorge Ferreira (193-2019);
- Maria Alice Carneiro e Luís Graça;
- Alexandre Rato (então presidente da junta de freguesia de Ribamar);
- Horácio Fernandes (1936-2025);
- Jaime Bonifácio Marques da Silva. (Falta o fotógrafo, o Álvaro Carvalho.)
Lourinhã > Ribamar > Tabanca de Porto Dinheiro > 12 de julho de 2015 > Restaurante O Viveiro >De pé o Álvaro Carvalho... Sentados, da esquerda para a direita: Luís Graça, João Crisóstomo e o António Nunes Lopes (estava convidado, desde essa data, para integrar a nossa Tabanca Grande, mas não tinha endereço de email, ficando nós a aguardar o da esposa, o que nunca se chegou a concretizar.)
Lourinhã > Ribamar > Tabanca de Porto Dinheiro > 12 de julho de 2015 > Restaurante O Viveiro "Recordar é viver", diz o João Crisóstomo, para o Luís Graça e o António Nunes Lopes.
Fotos: © Álvaro Carvalho (2015) Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
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| Crachá da CCAÇ 1439 (1965/67) |
O António Lopes nasceu a 23/3/1942 e morreu a 23/2/2026, ia completar 84 anos. Foi fur mil at inf, pertencia ao pelotão comandado pelo João Crisótomo na madeirense CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Porto Gole, Enxalé e Missirá, 1965/67).
O João Crisóstomo e o António Nunes Lopes haveriam de encontrar-se ao fim de quase meio século, na Praia de Porto Dinheiro, Ribamar, Lourinhã, por ocasião do convívio da Tabanca de Porto Dinheiro, em 12 de julho de 2015... Pertenceram ambos à mesma companhia e ao mesmo pelotão...
No vídeo abaixo, gravado na altura (2015), e que voltamos a reproduzir, os dois evocam aqui, de maneira muito viva e emocionada, uma dos mais duros episódios de guerra por que passaram, em 30 de agosto de 1965, no decurso da Op Avante, em Darsalame (Baio), na zona de Baio/Buruntoni, no Xime, sctor L1 (Bambadinca). Era um ponto que o PAIGC sempre "controlou" durante toda a guerra, e onde era inevitável haver "contacto" com as NT, em operações de contrapenetração ou em patrulhamentos ofensivos...
Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Xime > CCAÇ 1439 (1965/67) > 30 de agosto de 1965 > O Armando Assunção Coutinho, de alcunha o "Pênalti", soldado do BCAÇ 697,adido à CCAÇ 1439, ferido no decurso da Op Avante. Foto: fonte desconhecida.
Guiné > Zona leste > Setor L1 (Bambadinca) > Susetor do Xime > Carta do Xime (1961) > Escala de 1/50 mil > Posição relativa do Xime e Darsalame (Baio) onde o pelotão do João Crisóstomo (alferes) e do António Nunes Lopes (furriel) sofreram uma violenta emboscada, em 1966, e tiveram um comportamento heróico, eles e os seus homens... Na zona de Poindom / Ponta do Inglês, havia população que cultivava as bolanhas, na margem direita do R Corubal e que "apoiava" a guerrilha... Também eu ali iria conhecer o inferno, três ou quatro anos mais tarde, em 1969/71... (LG).
Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2015).
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército nº 29, 3ª série, de 1966. Por Portaria de 20 de setembro de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3ª classe, ao abrigo dos artigos 9º e 10º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa: O Furriel Miliciano de Infantaria, António Nunes Lopes, da Companhia de Caçadores nº 1439 / Batalhão de Caçadores nº 694 - Batalhão Independente de Infantaria nº 19.
Transcrição do louvor que originou a condecoração. Publicado na OS nº 89, de 29 de outubro de 1965, do QG/CTIG:
Louvo o Furriel Miliciano, António Nunes Lopes, da Companhia de Caçadores nº 1439, porque, na operação "Avante", quando as NT se encontravam debaixo de nutrido e violento fogo Inimigo, em terreno que nos era manifestamente desfavorável, fez parte, com a sua secção reforçada, do grupo que, sob o comando do comandante da operação, executou uma arrancada heróica ao encontro do inimigo oculto, do que resultou a suspensão do seu fogo e o consequente alívio da situação das NT (Nossas Tropas), tornando-se em sucesso para nós, embora com baixas, o que podia ter sido um desastre.
Durante esta acção incutiu no seu grupo a necessidade de avançar, a fim de descobrir e aniquilar um dos grupos do IN que mais flagelava as NT com o que demonstrou a sua coragem e decisão de enfrentar o perigo, a sua serena energia e sangue frio debaixo de fogo, bem como a sua valentia e bravura perante o IN traiçoeiro, nada tendo havido que conseguisse quebrar o seu ânimo, nem mesmo a morte de um dos seus melhores elementos ou o sibilar das balas à sua volta.
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Notas do editor LG:
(*) Último poste da série > 1 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28064: In Memoriam (580): Major-general Paraquedista Heitor Hamilton Almendra (1932-2026): cerimónias fúnebres hoje, às 13h00, na Igreja da Força Aérea, em São Domingos de Benfica, seguindo depois o funeral para o crematório dos Olivais
(**) Vd. poste de 24 de abril de 2021 > Guiné 61/74 - P22131: CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67): A “história” como eu a lembro e vivi (João Crisóstomo, ex-alf mil, Nova Iorque) - Parte VI: O baptismo de fogo no Xime (17/8/1965, e a Op Avante, ao Buruntoni (em 29-30/8/1965) com os primeiros mortossábado, 4 de julho de 2026
Guiné 61/74 - P28156: Agenda cultural (895): Na 2ª feira, dia 6 de julho, lá estaremos na tradicional batatada de peixe seco, na Festa da Marquiteira, Lourinhã... Ontem, comida dos pobres, hoje produto "gourmet"
A iniciativa é da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Marquiteira, a quem tiramos o quico, por manter esta tradição, provavelmente única em todo o mundo... Em anos anteriores, foram já centenas os comensais da batatada de peixe seco. Só a terra vizinha da Ventosa do Mar lhe faz frente...
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Nota do editor LG:
Último poste da série > 17 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28109: Agenda Cultural (894): Lançamento do livro "Um percurso pela história e pelos sabores da Guiné-Bissau", de M. Margarida Pereira-Müller, dia 23 de Junho de 2026, pelas 18h00, na Galeria ArteGraça, Rua da Graça, 27-29, Lisboa
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Guiné 61/74 - P28021: Manuscrito(s) (Luís Graça) (289): Talvez o mundo fosse mais... amigável: poema para dizer hoje, ao vivo, no festival literário "Livros a Oeste 2026", Lourinhã
Se todos os pescadores do mundo,
ao longo de todas as costas,
linhas do horizonte, praias,mares,
bancos de pesca, icebergs,
cabos e promontórios,
lagos e albufeiras,
Se todos os pescadores do mundo
se dessem as mãos,
canas de pesca, fios e anzóis,
do cerco, da xávega e da sombreira,
do arrasto e da ganchorra,
das redes de emalhar e de tresmalho,
da linha, dos alcatruzes e das gaiolas...
Se todos nós, no fundo,
partilhássemos o nosso pão de cada dia,
o peixe por haver,
fresco, cru, seco,
frito, cozido, guisado,
assado, grelhado, fumado,
salgado ou congelado,
sem esquecer as batatas e as cebolas...
Se todos nós fizéssemos uma corrente humana
talvez o mundo fosse mais aconchegado,
Luís Graça
Lourinhã, Praia de Porto Dinheiro | 11/8/2007.
Revisto, 14/5/2026
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Último poste da série > 9 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28003: Manuscrito(s) (Luís Graça) (288): Horóscopo poético de Arsénio Puim, nascido na ilha de Santa Maria, às 23h00 do dia 8 de maio de 1936, sob o signo Touro
domingo, 3 de maio de 2026
Guiné 61/74 - P27983: III Viagem a Timor-Leste: 2019 (Rui Chamusco /ASTIL) - Parte III: semana de 17 a 23 de fevereiro: finalmente a caminho de Boebau... de "motor" (motorizada)
Já publicámos excertos das crónicas da I viaggem (2016), II (2018) e VI (e última) (2025). Depois meteu-se a pandemia, e o Rui só voltou a Timor Leste em 2023 (IV viagem), e anos seguintes: 2024 (V viagem) e 2025 (VI viagem). Este ano de 2026, irá por razões de saúde.
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| Fundadores: Rui Chamusco, Glória Sobral e Gaspar Sobral |
É também uma forma de a gente não se esquecer dos timorenses..., para que os timorenses, por sua vez, não se esqueçam de nós. Ser solidário com quem é solidário é também uma das nossas formas de ser estar dos amigos e camaradas da Guiné, alguns dos quais também são amigos de Timor-Leste.
(*) Último poste da série > 27 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27957: III Viagem a Timor-Leste: 2019 (Rui Chamusco /ASTIL) - Parte II: semana de 10 a 16 de fevereiro: a promiscuidade do... jardim do Éden
(i) Para os timorenses (ocupação indonésia, 1975–2002)
Liquiçá (cidade e sede e município) tornou-se um símbolo de sofrimento sobretudo por causa do que aconteceu em 1999, já no fim da ocupação indonésia. A chamada Massacre de Liquiçá ocorreu em abril desse ano, quando milícias pró-indonésias, com apoio ou tolerância de setores das forças de segurança, atacaram civis que se tinham refugiado numa igreja. Houve dezenas de mortos (o número exato continua debatido, há quem fale em duas centenas), e o episódio ficou como um dos mais marcantes da violência que antecedeu o referendo de independência organizado pela ONU.
Esse período insere-se na mais vasta ocupação indonésia de Timor-Leste, que causou enorme destruição, deslocamentos forçados e perda de vidas. Por isso, Liquiçá permanece um lugar de memória dolorosa para muitos timorenses.
(ii) Para os portugueses (II Guerra Mundial, 1942-1945):
Durante a Segunda Guerra Mundial, Timor, terriotório sob administração portuguesa, foi invadido pelo Japão em 1942, apesar da neutralidade de Portugal. Em consequência da ocupação japonesa de Timor, militares portugueses e civis foram capturados e internados.
Liquiçá foi um dos locais onde existiram campos de internamento e onde passaram prisioneiros portugueses (e também outros, incluindo timorenses e aliados). As condições eram duríssimas ( fome, doença e trabalho forçado) e muitos não sobreviveram. Embora não seja o único local associado a esse sofrimento (Aileu é também lembrado pelo massacre de 1/10/1942, perpretado pelas "colunas negras"),






































