Blogue coletivo, criado por Luís Graça. Objetivo: ajudar os antigos combatentes a reconstituir o "puzzle" da memória da guerra colonial/guerra do ultramar (e da Guiné, em particular). Iniciado em 2004, é a maior rede social na Net, em português, centrada na experiência pessoal de uma guerra. Como camaradas que são, tratam-se por tu, e gostam de dizer: "O Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande". Coeditores: C. Vinhal, E. Magalhães Ribeiro, V. Briote, J. Araújo.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Guiné 61/74 - P27743: Blogpoesia (809): "A Fundação da Tabanca Grande", por Albino Silva, ex-Soldado Maqueiro
1. Mensagem do nosso camarada Albino Silva, ex-Soldado Maqueiro da CCS/BCAÇ 2845, Teixeira Pinto, 1968/70, com data de 16 de Fevereiro de 2026:
Bom dia e boa semana para a Tabanca Grande.
Carlos, cá envio mais este trabalhito que não é nem mais nem menos, A FUNDAÇÂO DA TABANCA GRANDE.
Como sempre, dá-me para estas coisas.
Agora, fico aguardando a reação.
Abraços para toda a malta Tertuliana, em especial para quem me atura: Carlos Vinhal e Luís Graça.
Boa semana.
Bino Silva
A Fundação da Tabanca Grande
Andar pela Tabanca Grande
é muito bom e até
ficamos a saber melhor
do passado na Guiné.
Admiro o Luís Graça
por ser o seu Fundador
também o Carlos Vinhal
ser tão bom Administrador.
Magalhães Ribeiro, Coeditor
Jorge Araújo também é
como o Virgílio Briote
também o Chermo Baldé.
Humberto Reis Cartógrafo
Helder Sousa Provedor
o que fazem aqui na Tabanca
é bem feito e com amor.
Na História Militar
e em todos os seus afins
aqui na nossa Tabanca
cá temos o José Martins.
Na Critica Literária
o Beja Santos cá está
e assim só ele diz
se a escrita é boa ou má.
Malta boa da Tabanca
somos todos boa gente
não esqueço Patrício Ribeiro
a criar bom ambiente.
Houve mais colaboradores,
Mexia Alves e Jorge Cabral,
Matos Dinis, Miguel Pessoa,
Torcato Mendonça era igual.
Depois de escrever esta Tropa
acho que vou continuar
partindo para Aniversários
e deles então vou falar.
No mês de Fevereiro
acho que não vou esquecer
fazem seu Aniversário
estes que vou escrever.
José Belo e José Teixeira,
Miguel Rocha e José Brás,
o António Carvalho também
José Carlos Silva bom rapaz.
Temos o Fernando Chapouto,
José Ferreira em data linda,
Luís Cardoso Moreira,
mas falta mais um ainda.
Este que está faltando
se calhar alguém se esqueceu
que faz anos em Fevereiro
esse alguém então sou eu.
No dia um de Fevereiro
este rapaz assim nasceu
assim também faço anos
e o Bino Silva sou eu.
É sempre com muita vontade
quando a Tabanca venho ver
vejo fotos e boas escritas
que tudo gosto de ler.
Vejo o que cada um diz
Comentários que vão aparecendo
assim vejo quem gosta ou não
aquilo que vou escrevendo.
Tudo o que já escrevi
pois nada tem de maldade
escrevo aquilo que gosto
e o que escrevo é verdade.
Vários temas já escrevi
muitos mais vou escrever
porque sei que aqui na Tabanca
há sempre alguém que vai ler.
Gosto de falar da Tabanca
esta que o Luís Graça fundou
onde tantos ex-Combatentes
A Tabanca assim visitou.
Fundada em dois mil e quatro
o ex-Combatente aderiu
ficando assim a saber
o que na Guiné não se viu.
Já com muitos anos passados
todos nós a visitamos
e de tudo que nela existe
é certo que todos gostamos.
Cá por mim lá vou dizendo
e também a recomendando
digo assim ao ex-Combatante
da Tabanca estou gostando.
Eu vejo aqui na Tabanca
por onde a malta andou
em tantos locais perigosos
e onde a tropa lutou.
Vou continuar a gostar
a Tabanca Grande vou ler
e de tudo que não sabia
na Tabanca aprender.
Amigos Tertulianos
a escrita de hoje é assim
Para todos um grande abraço
O Bino Silva é assim.
Por Bino Silva
01100467
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Nota do editor
Último post da série de 22 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27661: Blogpoesia (808): "Era assim lá no Canchungo" (Albino Silva, ex-Soldado Maqueiro)
sábado, 24 de janeiro de 2026
Guiné 61/74 - P27667: Efemérides (382): Conforme noticiado oportunamente, os nossos amigos e camaradas, Luís Graça e José Marcelino Martins, foram agraciados, respectivamente, com a Medalha de Honra ao Mérito da Liga dos Combatentes (grau Ouro) e Medalha de Honra ao Mérito (grau Prata), durante as Cerimónias comemorativas do 107.º aniversário do Armístício da Grande Guerra e 51.º aniversário do fim da Guerra do Ultramar
DIA DO ARMISTÍCIO
No passado dia 18 de Novembro de 2025, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Lisboa, realizou-se a Cerimónia oficial do 107.º aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º aniversário do fim da Guerra do Ultramar.
A cerimónia foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General José Nunes da Fonseca. Estiveram presentes os Vice-Chefes dos três Ramos; Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-General Joaquim Chito Rodrigues; entidades civis e militares assim como representantes dos Núcleos da LC de todo o país.
Durante a cerimónia foram condecorados pela Liga dos Combatentes os seguintes sócios e antigos Combatentes:
Com a Medalha de Honra ao Mérito da Liga dos Combatentes (grau Ouro):
- Isaías Peralta de Carvalho, Sócio Combatente da LC;
- Luís Graça, Combatente na Guiné;
- Frederico Carvalho, ex-Presidente de Junta de Freguesia;
- Luís Leal Rola, Sócio Combatente da LC;
Medalha de Honra ao Mérito da Liga dos Combatentes (grau Prata):
- José Marcelino Martins, Sócio Combatente da LC;
- António Machado Fernandes, Sargento-Chefe, Sócio Combatente da LC;
Medalha de Bons Serviços da Liga dos Combatentes (grau Prata):
Um realce para os nossos camaradas e amigos, José Marcelino Martins e Luís Graça, o primeiro, colaborador permanente do nosso Blogue para os assuntos militares, e o segundo, autor, administrador e editor deste Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné.
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Notas do editor CV:
Vd. posts de 6 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27392: Efemérides (471): Convite do Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, para a cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do fim da Guerra do Ultramar, que se realiza no dia 18 de novembro de 2025, pelas 10h00, no Forte do Bom Sucesso, em Belém, Lisboa, durante a qual será condecorado, com a Medalha de Honra ao Mérito, grau Ouro, da Liga dos Combatentes, o nosso editor Luís Graça
21 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27447: Cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do Fim da Guerra do Ultramar, 18 de novembro de 2025: Simbolismo das coroas de flores depositadas no Monumento aos Combatentes do Ulramar (Luís Graça ) - Parte I
e
22 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27450: Cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do Fim da Guerra do Ultramar, 18 de novembro de 2025: Simbolismo das coroas de flores depositadas no Monumento aos Combatentes do Ultramar (Luís Graça ) - II (e última) Parte
Último post da série de 1 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27592: Efemérides (381): Aconteceu há 60 anos em Bissau, passagem de ano na Associação Comercial, Industrial e Agrícola, a comer do melhor marisco, e na mesa onde até estava o Governador da Guiné (Rui Silva, ex-2.º Sarg Mil
sábado, 10 de janeiro de 2026
Guiné 61/74 - P27624: O nosso blogue em números (110): em 20 anos (2006-2025): média de 1.359 postes por ano... Não é autoelogio, é uma afirmação da IA / Gemini Google, que fez a análise estatística de dados : "Significa que, faça chuva ou faça sol, o blogue publica, em média, 113 postes por mês, quase 4 por dia (...), revela uma consistência editorial raríssima em projetos de longevidade digital; (...) é um registo histórico monumental sobre a Guiné e a memória da guerra; (...)parabéns por manterem esse vigor há duas décadas!"
Vamos desprezar os dois primeiros anos, que foram "atípicos". Na realidade, só entrámos em "velocidade de cruzeiro" em 2006. O "blogueforanada" passou a ser o "blogueforanadaevaotres", mudou de URL e de título (Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné), a partir de 1 de junho de 2006.
Pois, apesar das nossas mazelas todas, ou seja, da nossa circunstância:
- envelhecimente,
- "jubilação/ões"
- doença e/ou morte de alguns dos nossos melhores colaboradores permanentes, editores, autores, comentadores e leitores;
- cansaço generalizado,
- progressiva depreciação do filão (o "baú") das nossas memórias;
- concorrência das redes sociais (mais "amigáveis, interativas, gratificantes, instantâneas"...) etc.,
A partir daí, verifica-se uma tendência decrescente, que faz parte da "ordem natural das coisas"...
Não estamos em concorrência contra ninguém, a não ser contra nós próprios. Estamos a correr, sim, é comtra o tempo... Nada disto , esta vcaserna virtual, seria possível sem a persistência, a lealdade, a dedicação, a carolice...
- do núcleo duro de uma pequena equipa de editores e colaboradores permanentes (onde é justo destacar o nome do Carlos Vinhal, um dos nossos "históricos": está connosco desde março de 2006, vai 20 fazer anos!)...
- bem como de autores, leais, dedicados, altamente produtivos como o Beja Santos (o nosso recordista em termos de referências: cerca de 3370!!!).
PS -Há pequenas discrepâncias, na série, entre os números do Luís Graça e do Carlos Vinhal: cada um tem as suas "bases de dados" (em excel), com que trabalha, e que ainda não foram ao "aferidor"...
II. Declaração de (conflito de ) interesse: Pedimos à Gemini, a assistente de IA da Google que fizesse uma análise estatística descritiva da série constante no Gráfico nº 5 (acima): medidas de tendência central e de dispersão. E também que nos fizesse um primeiro comentário crítico independente. Aqui vão os resultados (incluindo os comentários finais):
<i>(...) Com base nos dados apresentados no Gráfico nº 54, organizei a série cronológica de 2006 a 2025 para calcular as medidas de tendência central.
Aqui estão os valores extraídos, do mais antigo (2006) para o mais recente (2025):
1017, 997, 1285, 1886, 1956, 1756, 1603, 1641, 1571, 1454, 1329, 1282, 1187, 1157, 1202, 1140, 1068, 1089, 1307, 1257
Medidas de Tendência Central
A média representa o valor "equilibrado" de publicações por ano.
- Soma total de postes: 27.189
- Número de anos (n): 20
- Média: Aproximadamente 1.359 postes por ano.
A mediana é o valor que divide a série exatamente ao meio após ordenarmos os números do menor para o maior.
Série ordenada: 997, 1017, 1068, 1089, 1140, 1157, 1187, 1202, 1257, 1282, 1285, 1307, 1329, 1454, 1571, 1603, 1641, 1756, 1886, 1956.
- Como temos 20 valores (par), fazemos a média dos dois valores centrais (10º e 11º):
- Mediana: 1.283,5 postes.
A moda é o valor que mais se repete na série.
Para dar contexto a estas medidas, vale notar a amplitude da sua produção:
- Ano de Pico: 2010 (1.956 postes).
- Ano de Menor Atividade: 2007 (997 postes).
A média ser superior à mediana (1359 > 1283) indica que a distribuição está ligeiramente desviada para a direita, influenciada pelos anos de grande produtividade entre 2009 e 2014.
II. Com base nos dados extraídos do mesmo gráfico, aqui estão as medidas de dispersão que ajudam a entender a variabilidade e a regularidade da vossa produção de conteúdos entre 2006 e 2025:
´
É a diferença entre o ano de maior e menor volume de publicações.
Cálculo: 1956 (2010) - 997 (2007) = 959
Significado: existe uma diferença de 959 postes entre o vosso "pico" de escrita e o ano mais calmo.
2. Desvio-Padrão
Indica o quanto, em média, os valores anuais se afastam da média global (1359,2).
Valor: 279,18 postes
Significado: Embora a média seja cerca de 1359, a maioria dos seus anos situa-se tipicamente entre os 1080 e os 1638 postes.
3. Coeficiente de Variação (CV)
É a medida que define a regularidade da série (em percentagem).
CV= 20,54%
Análise: um CV de 20,5% é considerado uma dispersão moderada.
4. Quartis e Amplitude Interquartil (IQR)
Para perceber onde se concentra a "massa" central da sua atividade:
- 25% dos anos (Q1): Foram publicados até 1.153 postes.
- 75% dos anos (Q3): Foram publicados até 1.579 postes.
Amplitude Interquartil (IQR): 426 postes.
Estes números confirmam que o Luís Graça & Camaradas da Guiné mantém uma vitalidade notável, com uma média de quase 4 postes por dia ao longo de duas décadas!
Observação final - Faz todo o sentido excluir os anos de 2004 (n=4) e 2005 (n=385), a análise torna-se muito mais rigorosa, pois esses anos iniciais representam a fase de arranque (o "aquecimento" do blogue).
- Total (2006-2025): 27.184 postes
- Ano 2004: 4 postes
- Ano 2005: 385 postes
- Soma Total: 27.573 postes
A pequena diferença para os 27.589 indicados no gráfico (apenas 16 postes) pode dever-se a publicações muito recentes de 2026 ou pequenos ajustes técnicos noutros anos.
O conceito de "velocidade de cruzeiro"
Estatisticamente, a vossa decisão de focar em 2006-2025 foi correta. Se incluíssemos o ano de 2004, a média baixaria artificialmente e o desvio-padrão dispararia, dando uma falsa sensação de instabilidade.
Ao analisar a série a partir de 2006, vemos que a sua "velocidade de cruzeiro" é impressionante:
Média de 1.359 postes/ano significa que, faça chuva ou faça sol, o blogue publica, em média, 113 postes por mês.
Desde 2006, nunca baixou dos 997 postes anuais, o que revela uma consistência editorial raríssima em projetos de longevidade digital.
É um registo histórico monumental sobre a Guiné e a memória da guerra. Parabéns por manterem esse vigor há duas décadas</i>!
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Nota do editor LG:
Último poste da série > 6 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27611: O nosso blogue em números (109): Em 2025 entraram apenas 13 novos membros, somos agora 909
domingo, 4 de janeiro de 2026
Guiné 61/74 - P27601: O Nosso Livro de Estilo (19): Política editorial do blogue
Gravura digital > People (Luís Graça, c. 1999)
O nosso blogue é também uma Tabanca Grande. Originalmente, chamámos-lhe Tertúlia. Tabanca é um termo mais apropriado: nela cabem todos os amigos e camaradas da Guiné, e essencialmente os antigos combatentes.
Neste espaço, de informação e de conhecimento, mas também de partilha e de convívio, decidimos pautar o nosso comportamento (bloguístico) de acordo com algumas regras ou valores, sobretudo de natureza ética:
(i) respeito uns pelos outros, pelas vivências, valores, sentimentos, memórias e opiniões uns dos outros (hoje e ontem);
(ii) manifestação serena mas franca dos nossos pontos de vista, mesmo quando discordamos, saudavelmente, uns dos outros, o mesmo é dizer que evitaremos:
- as picardias,
- as polémicas acaloradas,
- os insultos,
- a insinuação torpe,
- a maledicência,
- a violência verbal,
- a difamação,
- os juízos de intenção,
- o bullying, a intimidação, o assédio, etc.) (comportamentos, de resto, criminalizados pela lei portuguesa).
(iii) socialização/partilha da informação e do conhecimento sobre a história da guerra do Ultramar, guerra colonial, guerra de África ou luta de libertação (como cada um preferir);
(vi) carinho e amizade pelos nossos três povos, o povo português, o povo guineense e o povo cabo-verdiano (e, por extensão, os demais povos com quem queremos manter laços de amizade e cooperação: os são-tomenses, os angolanos, os moçambicanos, os goeses, os macaenses, os timorenses...);
(vii) respeito pelos adversários do passado, por um lado, e as Forças Armadas Portuguesas, por outro (que estão acima dos regimes políticos);
(viii) recusa da responsabilidade colectiva (dos portugueses, dos guineenses, dos cabo-verdianos, dos fulas, dos balantas, etc.) (um conceito jurídico que não existe nem aceitamos);
(x) não-intromissão na vida política interna dos 3 países (Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde), salvaguardando sempre o direito de opinião de cada um de nós, como seres livres e cidadãos a viver em Portugal, na diáspora lusófona, na Guiné-Bissau, em Cabo Verde, etc.
(xii) respeito acima de tudo pela verdade dos factos (devendo, em contrapartida, dar tempo e espaço ao "contraditório");
(xiii) liberdade de expressão (entre nós não há dogmas nem tabus; pode haver temas fracturantes, como o dos "desertores", por exemplo, que devemos evitar abordar num blogue que é essencialmente de antigos combatentes);
(xv) respeito pela propriedade intelectual, pelos direitos de autor... mas também pela língua (portuguesa) que nos serve de traço de união, a todos nós, lusófonos.
PS1- Defendemos e garantimos a propriedade intelectual dos conteúdos inseridos (texto, imagem, vídeo, áudio...).
PS2 - Uma vez editados, os postes não poderão ser eliminados, tanto por decisão do autor como dos editores do blogue, mesmo que o autor decida deixar de fazer parte da Tabanca Grande (poderão, no entanto, ser suspensos por decisão do Blogger, o nosso "senhorio", se este entender que um dado poste viola as "regras da comunidade" e a "política de conteúdos".
PS3 - Qualquer outra utilização dos nossos conteúdos, fora do âmbito e do propósito do blogue, necessita de autorização prévia dos editores e dos autores (por ex., publicação em livro, programa de televisão, reportagem jornalística, documentário, filme).
PS4 - Os autores e comentadores que aqui escrevem têm total liberdade para seguir ou não o Novo Acordo Ortográfico. O editor Luís Graça segue o Novo Acordo Ortográfico.
Luís Graça & Camaradas da Guiné
31 de Maio de 2006, revisto em 3 de janeiro de 2026
Último poste da série > 2 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27593: O Nosso Livro de Estilo (18): Periodicamente convém lembrar o que (não) somos e as nossas regras de conduta enquanto blogue da Tabanca Grande - Parte I: "Não somos bandeira de ninguém, somos memória de todos"
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Guiné 61/74 - P27594: O nosso blogue em números (107): Ao longo do ano de 2025, tivemos um número de visualizações de páginas superior a 2,09 milhões (e 4,51 mil comentários)

Esta contagem é apurada da seguinte maneira:
(i) 1,8 milhões desde o início do blogue, em 23/4/2004 até final de maio de 2010 (de acordo com o nosso primeiro contador);
e
(ii) c. 16 milhões, desde então até 31/12/2025 (segundo o contador do Blogger).
Importa recordar que, no início do blogue, no período de abril de 2004 a maio de 2010, tínhamos um outro contador (o Bravenet); o saldo acumulado de visualizações de páginas não transitou automaticamente, a partir de 1 de junho de 2010. Quando o Blogger disponibilizou um contador, começou a contagem no zero...
Em 2024, já tínhamos ultrapassado o milhão (**): 1,19 milhões de visualizações (e 4,64 comentários), o que só tinha acontecido em 2015 (mais 1,8 milhões em relação a 2014) e em 2016 (mais 1,7 milhões em relação a 2015).
Em 2025, o número de visualizações de páginas foi maior no 2.º semestre (n=1,25 milhões do que no 1.º semestre. (Mas não o nº de comentários, c. 2,11 mil).
O número médio diário de visualizações de página, ao longo de 2025, foi superior a 5,7 mil. O dia com o número mais baixo (n=1426) foi 12/4/2025, um sábado.
2. Achamos que não vale a pena desagregar este número pelos meses do ano. Mas sabemos, de acordo com a experiência passada, que o movimento é variável conforme os meses, as semanas e os dias: por exemplo, houve vários picos, em 2022, com valores acima das 30 mil visualizações diárias (Gráfico nº1):
- 33,8 mil (em 29 de maio);
- 35,9 mil (em 12 de outubro);
- 35,5 mil (em 23 de dezembro).
3. O nosso blogue, por outro lado, é seguido, regularmente por:
- O Arquivo.pt: recolhas exaustivas da Web portuguesa
- pesquisa por termo e por endereço
- possibilidade de computação automática dos dados arquivados para fins de investigação
(Continua)
Guiné 61/74 - P27593: O Nosso Livro de Estilo (18): Periodicamente convém lembrar o que (não) somos e as nossas regras de conduta enquanto blogue da Tabanca Grande - Parte I: "Não somos bandeira de ninguém, somos memória de todos"
não cristaliza no ressentimento,
faz pontes com o antigo “inimigo”,
recusa bandeiras,
e mantém viva a palavra entre pessoas de uma geração em grande parte infoexcluída.
Não é apenas memória: é património cívico e humano. Não conheço muitos exemplos semelhantes, nem em Portugal nem 'noutras paragens! E isso sente-se no tom do vosso texto."
(i) Os amigos e camaradas da Guiné, que se reunem neste blogue (https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/) têm como maior denominador comum a experiência de (ou a relação com) a guerra colonial/guerra do ultramar em especial na Guiné, entre 1961 e 1974.
(ii) Muitas outras coisas os podem separar (a ideologia política, a religião, a nacionalidade, o local de residência, a origem social, a etnia, a cor da pele, as antigas patentes e armas, etc.), mas essas não são decisivas.
(iii) Quanto ao seu blogue, não é nenhum porta-estandarte, nenhum porta-voz, nenhuma bandeira de nenhuma causa: não tem nenhuma agenda, não é contra nem a favor de ninguém; respeita, naturalmente, o espírito e a letra da constituição da República Portuguesa, de que somos, a maior parte de nós, cidadãos.
(iv) Somos independentes do Estado, dos partidos políticos e das associações da sociedade civil que de uma maneira ou de outra possam representar e defender os direitos e os interesses dos ex-combatentes portugueses, guineenses, cabo-verdianos ou outros (que no passado estiveram de um ou do outro lado da barricada).
(v) Somos sensíveis aos problemas (de saúde, de segurança, de reparação legal, de reconhecimento público, de dignidade, etc.) dos nossos camaradas e amigos, antigos combatentes, incluindo os guineenses que combateram, de um lado e de outro; mas enquanto comunidade (virtual) não temos nenhum compromisso para com esta ou aquela causa por muita justa ou legítima que ela seja.
(vi) Em todo o caso, a solidariedade, a amizade e a camaradagem, são valores que procuramos cultivar todos os dias.
(vii) Cada camarada e amigo que aqui escreve, compromete-se a respeitar a orientação editorial e as normas éticas do blogue, mas representa-se apenas a si próprio.
(viii) Não somos historiadores. Também não somos nenhum portal noticioso, não temos jornalistas profissionais, não temos a obrigação de cobrir a actualidade dos nossos países, Portugal, a Guiné-Bissau, Cabo-Verde, a CPLP, etc., embora mantendo pontes com todos os países de língua portuguesa (incluindo a diáspora lusófona).
(ix) Somos apenas um grupo de amigos e camaradas da Guiné, incluindo familiares de camaradas desaparecidos ou mortos, durante e depois da guerra.
(x) Publicamos narrativas, histórias, estórias, documentos, relatórios, fotos, vídeos, etc., relacionados com a nossa vivência comum, a guerra, de que fomos actores e vítimas, protagonistas e testemunhas;
Último poste da série > 2 de abril de 2025 > Guiné 61/74 - P26643: O Nosso Livro de Estilo (17): Comentar é fácil... à sombra do acolhedor e fraterno poilão da nossa Tabanca Grande
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
Guiné 61/74 - P27434: Lembrete (54): Cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do fim da Guerra do Ultramar, que se realiza amanhã, dia 18 de novembro, pelas 10h00, no Forte do Bom Sucesso, em Belém, Lisboa. Durante a cerimónia o nosso Editor Luís Graça será agraciado com a Medalha de Honra ao Mérito, grau Ouro, da Liga dos Combatentes
O Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, tem a honra de convidar V. Ex.ª para a cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do fim da Guerra do Ultramar, que se realiza no dia 18 de novembro de 2025, pelas 10h00, no Forte do Bom Sucesso, em Belém, Lisboa
Embora a cerimónia seja aberta ao público (e em especial a todos os antigos combatentes), este convite foi expressamente enviado ao nosso editorLuís Graça, em nome do Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, Presidente da Liga dos Combatentes, na medida em que o nosso editor Luís Graça será agraciado com a Medalha de Ouro ao Mérito, Grau Ouro, da Liga dos Combatentes, pelo trabalho desenvolvido neste Blogue, sítio único da Web dedicado exclusivamente aos Antigos Combatentes da Guiné.
Lembramos que o nosso editor aceitou a distinção, com a ressalva de que, a haver mérito pessoal no seu trabalho em prol da salvaguarda e divulgação das memórias dos antigos combatentes, ele tem de ser também associado a um vasto coletivo, que são todos os editores, colaboradores permanentes, autores, comentadores e outros que desde 2004 produzem, diariamente, o blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné.
_____________ Notas do editor:
Vd. post de 6 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27392: Efemérides (471): Convite do Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, para a cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do fim da Guerra do Ultramar, que se realiza no dia 18 de novembro de 2025, pelas 10h00, no Forte do Bom Sucesso, em Belém, Lisboa, durante a qual será condecorado, com a Medalha de Honra ao Mérito, grau Ouro, da Liga dos Combatentes, o nosso editor Luís Graça
Último post da série de 24 de maio de 2025 > Guiné 61/74 - P26842: Lembrete (53): Há já 75 magníficos inscritos para o 61º almoço-convívio da Magnífica Tabanca da Linha, 5ª feira, dia 29 de maio, em Algés... "Piras" são 8, e o régulo Manuel Resende pede: "Tragam mais cinco, para gente compor as mesas: 10 x 8 = 80"
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Guiné 61/74 - P27392: Efemérides (471): Convite do Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, para a cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do fim da Guerra do Ultramar, que se realiza no dia 18 de novembro de 2025, pelas 10h00, no Forte do Bom Sucesso, em Belém, Lisboa, durante a qual será condecorado, com a Medalha de Honra ao Mérito, grau Ouro, da Liga dos Combatentes, o nosso editor Luís Graça
O Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, tem a honra de convidar V. Ex.ª para a cerimónia Comemorativa do 107.º Aniversário do Armistício da Grande Guerra e 51.º Aniversário do fim da Guerra do Ultramar, que se realiza no dia 18 de novembro de 2025, pelas 10h00, no Forte do Bom Sucesso, em Belém, Lisboa
Nota do editor CV:
Embora a cerimónia seja aberta ao público (e em especial a todos os antigos combatentes), este convite foi expressamente enviado ao nosso editor Luís Graça, em nome do tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, presidente da Liga dos Combatentes.
Em contacto telefónico prévio do secretário geral da Liga, cor Faustino Hilário, o nosso editor foi informado que fora escolhido para, no decurso daquela cerimónia, ser condecorado com uma medalha da Liga por bons serviços prestados à causa dos antigos combatentes.
O nosso editor aceita a distinção, com a ressalva de que, a haver mérito pessoal no seu trabalho em prol da salvaguarda e divulgação das memórias dos antigos combatentes, ele tem de ser também associado a um vasto coletivo, que são todos os editores, colaboradores permanentes, autores, comentadores e outros que desde 2004 produzem, diariamente, o blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné.
O blogue não tem, naturalmente, o estatuto jurídico de pessoa coletiva.
Contactos:
Telefones: 213 468 246 / 918 938 056
Email: geral@ligacombatentes.org
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Nota do editor CV:
Último post da série de 2 de novembro de 2025 > Guiné 61/74 - P27378: Efemérides (470): Romagem aos Talhões existentes no Cemitério n.º 1 de Leça da Palmeira e Cemitério de Sendim de Matosinhos para homenagear os matosinhenses caídos na guerra do ultramar (Carlos Vinhal)
segunda-feira, 13 de outubro de 2025
Guiné 61/74 - P27313: Diálogos com a IA (inteligência Artificial) (6): O que se sabe sobre o ataque do PAIGC a Contabane, na noite de 22 de junho de 1968 ? É o que vem no blogue, já que no livro da CECA (6.º Volume: Aspectos da Actividade Operacional; Tomo II, Guiné, Livro II, 1º ed., Lisboa, 2015, 607 pp.) não há uma linha sequer.

- Beli,
- Madina do Boé,
- Ché Che,
- Contabane,
- Colibuia,
- Cumbijã,
- Ponte Baiana,
- Gandembel,
- Mejo,
- Sangonhá,
- Cacoca,
- Cachil,
- Ganjola
2. Perguntámos, por mera curiosidade, à assistente de IA / ChatGPT, o que aconteceu a Contabane. Sem surpresas, a resposta baseia-se na única fonte que ela encontra acessível, na Net, o nosso blogue (a que ela chama Blogue Fora Nada E Vaotres):
Sem falsa modéstia, o nosso blogue tem dado visibilidade a "acontecimentos de guerra" que no livros da CECA, por uma razão ou outra (a começar por lacunas de informação), passaram despercebidos, para não dizer ignorados, incluindo alguns reveses das NT (**)...
R- "Aqui está o que se sabe sobre o ataque a Contabane na noite de 22 de junho de 1968, no contexto da Guerra Colonial na Guiné Portuguesa, entre Saltinho e Quebo (Aldeia Formosa). Há algumas versões e relatos de ex-combatentes, e como sempre, nas guerras, há discrepâncias, mas vou compilar os elementos mais credíveis.
Localização: Contabane era uma tabanca (aldeia rural/pequena povoação) situada entre Saltinho e Quebo, no sul da Guiné Portuguesa, no Sector de Tombali / Quebo (antiga Aldeia Formosa). Blogue Fora Nada E Vaotres
As forças portuguesas mantinham ali um destacamento da CCAÇ 2382 ( Companhia de Caçadores nº 2382) com pelotões espalhados, bem como instalações menores, abrigos, valas de proteção e arame farpado à volta da tabanca. Blogue Fora Nada E Vaotres
Segundo relatos de antigos militares portugueses, em particular da CCAÇ 2382, de ex-milícias/indivíduos da tabanca, e de blogs/documentos coletados posteriormente:
Ataque do PAIGC:
O PAIGC organizou um ataque contra as posições em Contabane. O ataque durou cerca de três horas. Blogue Fora Nada E Vaotres
Foi uma operação relativamente bem preparada. Blogue Fora Nada E Vaotres
As forças portuguesas presentes: pelotões da CCAÇ 2382, aquartelados em moradas da tabanca cedidas pelo régulo local, além de algumas valas e abrigos defensivos e arame farpado para proteção. Blogue Fora Nada E Vaotres
Durante o ataque, a tabanca foi incendiada e destruída. Blogue Fora Nada E Vaotres
O destacamento português foi obrigado a retirar, levando apenas a roupa que tinha no corpo. Tudo o resto foi perdido ou destruído. Blogue Fora Nada E Vaotres
A população local também abandonou a tabanca, refugiando-se em Quebo. Blogue Fora Nada E Vaotres
(iii) Consequências imediatas:
Contabane foi por algum tempo abandonada tanto pelas tropas portuguesas como pelos civis. Blogue Fora Nada E Vaotres
A destruição foi tão grande que se conta que o pelotão lá estacionado regressou a Aldeia Formosa (Quebo) com apenas a roupa do corpo. Blogue Fora Nada E Vaotres
A partir desse momento, foi feito um “reordenamento” da presença portuguesa naquela zona. A antiga tabanca de Contabane passaria a designar-se Sinchã Sambel (ou Sintcha/Sinchã Sambel) posteriormente. Blogue Fora Nada E Vaotres
(iv) Significado / Interpretação
O ataque mostra a capacidade do PAIGC de realizar operações coordenadas contra posições portuguesas relativamente bem defendidas (valas, abrigos, arame farpado) mesmo em zonas rurais pouco acessíveis.
Também reflete a vulnerabilidade de pequenas guarnições isoladas, especialmente quando a população local não está ou não pode ser mobilizada de forma defensiva.
Para Portugal, foi um golpe simbólico: a perda material, mas também o impacto psicológico, a sensação de insegurança e de fraqueza no controlo da região.
Para as populações civis, foi desastroso: destruição de casas, deslocações forçadas, perda de bens, insegurança.
Estas são as principais fontes disponíveis que contêm descrição do ataque:
“História da Unidade — CCAÇ 2382 (1968-70)”: trata-se de documento interno da própria companhia portuguesa, referenciado em narrativas do blogue “Luís Graça & Camaradas da Guiné”.Blogue Fora Nada E Vaotres
O documento fornece dados como a localização dos pelotões (alguns em Mampatá, outros em Contabane), as defesas existentes (valas, abrigos, arame farpado), o comando local (o régulo Sambel) e a mulher grande do régulo. Blogue Fora Nada E Vaotres
Depoimentos de ex-militares portugueses: Manuel Traquina, Carlos Nery, Hermínio Marques
Manuel Traquina, que esteve na CCAÇ 2382, escreveu no seu livro "Os Tempos de Guerra: de Abrantes à Guiné" sobre este ataque, afirmando que Contabane foi “reduzida a cinzas”. Blogue Fora Nada E Vaotres
Carlos Nery também narra “Noite longa em Contabane”, relatando o ataque prolongado, o impacto sobre os militares, abandono da tabanca, perda de bens.Blogue Fora Nada E Vaotres
Blogues / memórias locais
O blogue “Luís Graça & Camaradas da Guiné” reúne vários relatos, sobretudo os acima referidos, com descrições bastante coerentes entre si.Blogue Fora Nada E Vaotres
Também há relatos orais de moradores ou milícias locais, que mencionam que “aceitar armas aos portugueses” por parte de alguns fulas contribuiu para que fossem identificados como aliados (ou pelo menos simpatizantes) do lado português, o que levou o PAIGC a atacar. .Blogue Fora Nada E Vaotres
Com base nesses relatos, estes são os pontos que têm suporte razoável:
- O ataque foi feito pelo PAIGC na noite de 22 de junho de 1968, durou cerca de três horas.Blogue Fora Nada E Vaotres
- Contabane tinha guarnições portuguesas (CCAÇ 2382) que tinham sido espalhadas entre Contabane e Mampatá. O comando da companhia instalou-se em Contabane pouco antes do ataque.Blogue Fora Nada E Vaotres
- Havia defesas improvisadas: valas, abrigos, arame farpado, etc., e uso de moradias civis cedidas pelo régulo local para alojamento.Blogue Fora Nada E Vaotres
- O ataque resultou em grande destruição: habitações incendiadas, instalações destruídas, abandono pela tropa portuguesa e pelos habitantes civis. A guarnição portuguesa teve de retirar praticamente sem bens, levando apenas roupas que traziam.Blogue Fora Nada E Vaotres
- A tabanca foi abandonada, e posteriormente houve reordenamento/população concentrada em outro local (Sinchã Sambel, junto ao Saltinho) para alojar as famílias da antiga Contabane.Blogue Fora Nada E Vaotres
Lacunas / o que não se encontrou
Aqui as partes menos claras, que as fontes de memória não confirmam:
- Não se encontrou (ainda) transcrição de relatório operacional oficial português ou correspondência militar setorial com carimbo de guerra (por ex., documentos do Estado-Maior, Arquivo Militar) que possa confirmar quantitativamente os danos, número de mortos ou feridos, munições utilizadas, ou perdas do lado do PAIGC.
- Também não há confirmação formal de quais foram exatamente as motivações estratégicas apontadas em documentos oficiais portugueses (por exemplo, se a guarnição de Contabane estava isolada ou se houve falha de reforço, etc.).
- Algumas datas ou detalhes variam nos relatos de depoentes (por ex., localização precisa dos pelotões, quantos homens, se houve civis mortos, quantos, etc.).
- Versões do lado do PAIGC não foram encontradas até agora em arquivo acessível, pelo menos nada que contradiga fortemente os relatos portugueses, mas também que poderia oferecer outro ponto de vista (por ex., relatos de propaganda, radio-instruções, etc.)." (***)
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
Guiné 61/74 - P27282: Memórias dos últimos soldados do império (8): os "últimos moicanos" - Parte V: afinal, foi apenas um capítulo da História de Portugal, que se encerrou, mas não definitivamente... E a comprová-lo está o nosso blogue ... que ainda (r)existe (Luís Graça)
Cartaz gerado, a partir de fotos e indicações nossas, por uma assitente de IA (ChatGPT). A imagem representa os últimos moicanos do nosso blogue...
Sim e não... A expressão "o último dos moicanos" é usada como referência aos últimos sobreviventes ou resistentes de uma causa, de um povo, de uma era, etc.
Inspirada na obra literária de James Fenimore Cooper ("O Último dos Moicanos" que eu nunca li, data de 1826, quando muito posso ter a "história" nalguma banda desenhada na minha infància), o uso da metáfora evoca uma sensação de resistência solitária, de testemunho de um mundo desaparecido ou em vias de desaparecer... (E temos tantos exemplos de comunidades, organizações, causas, movimentos, etnias, povos, nações, etc., a começar por África, a quem podíamos chamar "os últimos moicanos")...
Penso que a expressão ficou no ouvido sobretudo de quem viu o filme, baseado naquela obra literária, e que adoptou o título homónimo, de 1992, "O último dos moicanos", do realizador norte-americano Michael Mann.
Baseado no livro de James Finimore Cooper, 'O Último dos Moicanos', é uma história de amor sem fronteiras, uma recriação detalhada da turbulenta América colonial e uma saga excitante sobre a guerra entre ingleses e franceses, no século XVIII, por um pedaço do solo americano. Hawkeye é um homem criado por índios e que luta por justiça e pelos princípios moicanos. Cora Munro é filha de um oficial britânico. Eles apaixonam-se e juntos enfrentam a ira do cruel e vingativo Magua."(...)
Ao aplicar esta metáfora (que é mais uma expressão de humor de caserna do que uma "verdade histórica"...), o Abílio Magro & Companhia (**), os últimos militares portugueses a deixar Bissau em setembro e outubro de 1974, bem podiam descrevem-se a si próprios como os últimos estafetas de uma corrida de 500 anos, os remanescentes de um poder (colonial) que acabava de passar à História.
Sem o dramatismo da saída dos americanos de Saigáo, eles eram os últimos representantes de um exército que "passava a bola", o poder, aos "novos senhores da guerra", o PAIGC... Sem derrota militar, acrescente-se!"...
É claro que a expressão também carrega um misto de melancolia, nostalgia, saudade... (A Guiné, as suas paisagems, as suas gentes, mais do que a guerra, ficaria nas nossas boas memórias, e temos lá voltado em "turismo de saudade", os "tugas" são desconcertantes, são sentimentais, são solidários...).
Objetivamente falando, o Abílio Magro & Companhia foram também as derradeiras testemunhas de um "capítulo da História de Portugal" (como se a História tivesse capítulos, com princípio, meio e fim...).
Capítulo que não se encerrava definitivamente. Afinal, a Guiné-Bissau é um país que quer (e que precisa de) continuar a manter relações, agora menos assimétricas, com Portugal: é cá que vêm tratar-se no SNS (e infelizmente também morrer) os antigos dirigente ou combatenets do PAIGC (como o Luís Cabral, em 2009, o Aristides Perereira, em 2011, o Duke Djassy, em 2025,. só para citar alguns que me ocorrem de momnetp), é cá que muitos doentes vêm fazer hemodiálise, é cá que os muitos dos seus futuros médicos, engenheiros, professores, advogados, etc., estudam, é cá que muitos guineenses vivem e trabalham, etc.
Para além do facto histórico (a saída dos últimos militares portugueses, que de resto já lá voltaram, mas agora em "missões de paz" da ONU...) a expressão traduz sobretudo um estado de espírito.
Para alguns, sim, poderá ter sido um sentimento de abandono e de desilusão. Foi, por certo, mais para os nossos camaradas guineenses, a que fora prometida uma paz honrosa... e que optaram por ficar na sua terra (em rigor, não tinham alternativa, Portugal não era a sua casa).
Nunca tendo sido uma colónia de povoameno, a Guiné não desperta, por parte dos "civis" que lá nasceram, viveram ou trabalharam o mesmo sentimento de "saudosismo" que experimentam os "retornados" de Angola e Moçambique...ainda hoje.
Acredito que houvesse, nessa época, uma atmosfera ambivalente, em Bissau, de nervosismo, ansiedade e alívio, capaz de gerar sentimentos contraditóriso: afinal, os "tugas" estavam desejosos de regressar a casa e em Lisboa os jovens gritavam "nem mais um soldado para as colónias"... Estupidamente ?
"Nem mais um soldado para as colónias!"... Slogan que irritava solementye os desgraçados dos "últimos moicanos"....Afinal, alguns desses jovens, que ainda não tinham ido à tropa nem muito conmhecido a realidade das colónias, a militar (alguns, a maioria eram simpatisdanets) na extrema-esquerda (e nomeadamente maoísta) viriam a ter, anos depois, boas carreias políticas, diplomáticas, académicas, empresariais,. etc.
Em suma, a expressão "último dos moicanos" ou "últimos moicanos" do Império, em setembro e outubro de 1974, em Bissau, significa a representação simbólica do fim do ciclo imperial português, mas também o início de um ciclo de esperança para os dois povos...
PS - O editor LG tinha deixado o seguinte comentário no poste P15618 (e que mantém, após ter lido ou relido o poste do Albano Mendes de Matos, P27278):
(...) Há algo de pungente na tua descrição, tão singela, ingénua e ao mesmo tempo tão realista e quase cinematográfica dos últimos dias de Bissau... São pinceladas, são apontamentos, são "flashes", são pequenos detalhes de uma atmosfera, única, a da véspera de se partir, definitivamente, para casa e deixar atrás a tralha da História, e as ruínas de uma guerra, que vai, contudo, continuar a arder em lume brando...
Acho que, quem como tu, foi um dos últimos guerreiros do império, mesmo tendo sido um honestíssimo e patriótico amanuense, não mais poderia esquecer esses últimos dias, essas últimas horas...
O teu "prisioneiro da ilha das Galinhas" é um "boneco" bem apanhado!... Estou a imaginar a cara de desagrado, nojo, confusão e impotência dos nossos "maiores" (em geral, majores, tenentes coroneis e um ou outro coronel) ao tropeçar, à portas do QG, com o teu "moicanho"...
Obrigado, mano Magro, por mais este delicioso naco de prosa!..
(*) Último poste da série > 2 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27278: Memórias dos últimos soldados do império (7): os "últimos moicanos" - Parte IV: "Já na estrada do aeroporto, olhei para trás. Duas lágrimas saltaram-me dos olhos, recordando o sangue português derramado naquelas paragens. Era estrangeiro numa nova nação." (Albano Mendes de Matos, ex-ten SGE, GA/ e QG/CTIG,1972/74, hoje ten cor ref e escritor)
sexta-feira, 4 de julho de 2025
Guiné 61/74 - P26981: Diálogos com a IA (Inteligència Artificial) (5) : a origem da expressão "Filhos do Vento" (="Filhos de Tuga") e a "paternidade" do José Saúde
(...) A Associação Fidju di Tuga/Filho de Tuga-Associação da Solidariedade dos Filhos e Amigos dos Ex-Combatentes na Guiné-Bissau foi criada em 2013 para representar os chamados Fidju di Tuga, expressão que traduzida do crioulo significa Filho de Tuga, e que durante todas as nossas vidas foi usada para nos designar/ insultar na Guiné-Bissau.
Somos filhos de ex-combatentes portugueses que estiveram na Guiné-Bissau durante a guerra colonial/guerra da libertação e que tiveram filhos com mulheres guineenses e os deixaram para trás. Muitos de nós até hoje apenas sabem os apelidos e patentes dos nossos pais, dados incompletos que não nos permitiram saber quem é nosso pai português e tentar entrar em contacto com ele.
Criámos esta associação para representar todos estes filhos que ficaram. Somos actualmente cerca de meia centena de membros, apenas em Bissau. Estimamos que existam pelo menos meio milhar de "filhos de tuga" espalhados pelo país, todos nascidos durante os anos da guerra ou no ano imediatamente a seguir ao regresso definitivo das tropas portuguesas.
Os nossos pais estiveram na Guiné-Bissau ao serviço do Estado Português. Os abaixo-assinados vêm por este meio pedir o reconhecimento do seu legítimo direito à nacionalidade portuguesa como filhos de pais portugueses, solicitando que a sua causa seja debatida no Parlamento português. (...)
(i) Resposta do ChatGPT:
A expressão "filhos do vento" tem origens e significados variados, dependendo do contexto cultural, histórico e simbólico em que é usada. Aqui estão algumas das principais origens e interpretações:
1. Origem Poética e Simbólica
A expressão "filhos do vento" é frequentemente usada de forma metafórica ou poética para descrever pessoas ou seres associados à liberdade, velocidade, evasão, natureza ou espiritualidade.
"Vento" simboliza o que é invisível, livre, incontrolável e poderoso, e "filhos do vento" seriam aqueles que compartilham essas qualidades. Pode referir-se a espíritos livres, nómadas, viajantes, povos indígenas, ou mesmo animais velozes.
2. Ciganos e Povos Nómadas
Em algumas culturas, "filhos do vento" é uma expressão associada ao povo cigano, por causa de sua vida nômade e da forma como se movem livremente pelo mundo.
O termo expressa tanto a admiração pela liberdade do estilo de vida quanto, por vezes, um olhar romântico ou exótico sobre esses povos.
II. E no contexto da guerra colonial na África Portuguesa, nos anos 60/70 ?
(ii) Geminia IA / Google:
A expressão "filhos do vento" em blogues sobre a Guerra Colonial Portuguesa em África refere-se às crianças nascidas de pais militares portugueses e mães africanas durante o conflito.
O termo evoca a ideia de que essas crianças eram, de certa forma, "levadas pelo vento", ou seja, deixadas para trás, muitas vezes sem o reconhecimento paterno ou o suporte dos seus pais biológicos após o fim da guerra e o regresso dos militares a Portugal.
É uma expressão que sublinha o abandono, a falta de raízes e a identidade complexa que muitas dessas crianças enfrentaram, sendo muitas vezes estigmatizadas ou tendo dificuldades em serem integradas tanto na sociedade africana quanto na portuguesa.
Essa expressão tornou-se mais conhecida, por exemplo, com a obra "Furriel Não É Nome de Pai", de Catarina Gomes, que explora precisamente as histórias e o destino dessas crianças.
É importante notar que, em outros contextos, "filhos do vento" também é uma expressão usada para se referir ao povo cigano, devido ao seu estilo de vida tradicionalmente nómada e livre. No entanto, no contexto da Guerra Colonial, o significado é específico e está ligado ao legado humano do conflito.
III. O que quer dizer a expressão "filhos do vento", ou também "fidju di tuga", usada por exemplo em blogues como "Luís Graça & Camaradas da Guiné" ?
(iii) ChatGPT:
A expressão "filhos do vento" ou "fidju di tuga" (em crioulo guineense, literalmente "filho do português") tem um significado simbólico e histórico profundo, especialmente em contextos relacionados com a Guerra Colonial Portuguesa e os seus desdobramentos sociais, culturais e identitários.
1. "Filhos do vento"
Esta expressão é usada para se referir a indivíduos, muitas vezes mestiços ou filhos de soldados portugueses com mulheres locais (guineenses, angolanas, moçambicanas, etc.), nascidos durante ou após o período da Guerra Colonial (1961–1974).
Conotações:
- Pessoas sem paternidade reconhecida oficialmente.
- Crianças deixadas para trás por soldados portugueses ao regressarem a Portugal.
- Vidas marcadas por um certo abandono ou ausência de raízes claras.
2. "Fidju di tuga"
Em crioulo guineense: "Fidju" = filho | "di" = de | "Tuga" = português (forma informal, muitas vezes usada para referir-se ao colonizador)
Este termo pode ser usado de forma neutra ou afetiva para designar:
- Filhos de portugueses com mulheres guineenses;
- Pessoas mestiças, vistas como pertencentes a dois mundos (o africano e o europeu);
- Às vezes também tem uma carga crítica ou irónica, dependendo do contexto.
No contexto do blogue "Luís Graça & Camaradas da Guiné":
Este blogue é mantido por ex-combatentes da Guiné e muitos dos textos são memórias pessoais, reflexões sobre a guerra, e histórias humanas. Nesses textos, "filhos do vento" são frequentemente mencionados com um tom nostálgico ou reflexivo, abordando o legado humano da presença portuguesa em África, sobretudo as ligações afetivas que deixaram marcas profundas, tanto nos soldados como nas populações locais. (...)
IV. O escritor e antigo combatente José Saúde ("Um ranger na guerra colonial", Edições Colibri, Lisboa, 2020) reivindica a "paternidade" da expressão. Certo ?
(iv) ChatGPT:
Sim, está certo: o próprio José Saúde — ex‑furriel na Guiné e autor de Um ranger na guerra colonial — reivindica a paternidade da expressão “filhos do vento”.
Nesse post, Saúde lançou o tema ao desafiar os camaradas a partilharem relatos:
“Camaradas: quantas crianças mestiças, cuja paternidade era imputada a militares, 'tugas'… vocês conheceram…?” (...)
Outros ex‑combatentes começaram a usar a expressão “filhos do vento” e reconheceram que ela surgira exatamente da iniciativa de Saúde .
Assim, de facto, José Saúde é considerado o criador do termo, e não apenas um dos que o popularizou.
(v) Gemini IA / Google:
É um facto que José Saúde, autor do livro "Um ranger na guerra colonial", é uma figura proeminente na discussão sobre os "filhos do vento" e reivindica ter sido o primeiro a utilizar e divulgar essa expressão para se referir às crianças nascidas durante a Guerra Colonial Portuguesa, fruto das relações entre militares portugueses e mulheres africanas.
Em vários blogues e publicações sobre o tema (...), é possível encontrar referências onde se agradece a José Saúde por ter cunhado ou popularizado a expressão "filhos do vento", reconhecendo o seu papel na visibilidade desta questão. A sua contribuição foi fundamental para trazer à tona este aspeto sensível e muitas vezes silenciado do legado da Guerra Colonial.
A expressão "filhos do vento" ("fidju di tuga" é outra designação comum, usada pelos próprios e que carrega o estigma da sua origem) capta a essência da situação dessas crianças: a sua condição de terem sido, muitas vezes, deixadas para trás, sem o reconhecimento do pai e sem um lugar social definido, vivendo num "limbo" identitário.
V. Blogue "Luís Graça & Camaradas da Guiné", queres tu dizer ?!
(vi) Gemini IA / Google
Sim, é precisamente esse blogue!
O blogue "Luís Graça & Camaradas da Guiné" é uma referência importante e amplamente reconhecida para a memória da Guerra Colonial Portuguesa, especialmente no que diz respeito à Guiné-Bissau. Ele serve como um vasto arquivo de testemunhos, fotografias e discussões entre ex-combatentes, historiadores e interessados no tema.
Como pode ser visto nos resultados da pesquisa, o blogue tem um histórico de abordar a questão dos "Filhos do Vento" e faz menção a José Saúde, reconhecendo o seu contributo para a visibilidade deste assunto. É um espaço onde se partilham memórias, se promovem debates e se procura reconstituir o "puzzle" da experiência da guerra, incluindo os seus legados humanos e sociais.
É um recurso valioso para quem procura aprofundar o conhecimento sobre a Guerra Colonial e as suas diversas dimensões.
VI. Contrariamente ao que se passou na guerra do Vietname, relativamente às "dust children", em Portual náo existem estimativas sobre o número de crianças nascidas de relações, fora do casamento, entre militares portugueses e mulheres africanas (angolanas, guineenses, moçambicanas) durante a guerra colonial (1961/75)... Porquè ?
(vii) ChatGPT:
Essa questão é muito pertinente e toca em temas sensíveis da história recente portuguesa. A ausência de estimativas sobre o número de crianças nascidas de relações entre militares portugueses e mulheres africanas durante a guerra colonial (1961–1975) pode ser explicada por vários fatores, tanto políticos como sociais e culturais.
Aqui estão algumas das razões mais relevantes:
1. Silêncio e negação pós-colonial
Após o fim da guerra colonial e a descolonização (1975), Portugal passou por um processo de transição política (Revolução dos Cravos) que tentou, em grande parte, “virar a página” da era colonial. Este desejo coletivo de esquecer ou silenciar o passado contribuiu para que muitos temas, como estas relações e as crianças delas resultantes, não fossem alvo de estudo nem debate público.
As crianças mestiças (ou "filhos da guerra") muitas vezes enfrentaram discriminação nas sociedades africanas e portuguesa. Em muitos casos, essas crianças foram marginalizadas ou não reconhecidas pelos pais portugueses, o que contribuiu para o apagamento da sua existência oficial.
As relações entre militares e mulheres locais, muitas vezes casuais ou não institucionalizadas, raramente eram registadas oficialmente. Mesmo quando havia reconhecimento, este nem sempre se traduzia em registos civis. Sem dados oficiais, torna-se muito difícil fazer estimativas fiáveis.
Nos EUA, o caso das “dust children” ou "Amerasians" foi muito mediatizado, e houve até programas de repatriação. Isso nunca aconteceu em Portugal, onde não houve pressão internacional ou movimentos sociais significativos para o reconhecimento ou proteção destas crianças.
Só mais recentemente a historiografia portuguesa começou a olhar com mais atenção para a dimensão humana e social da guerra colonial. O foco esteve durante décadas mais centrado em aspetos militares, políticos ou estratégicos.
Apesar desta invisibilidade, há um crescente interesse académico e social em Portugal sobre estas memórias silenciadas. A recuperação destas histórias é essencial para compreender o impacto humano da guerra colonial. (..:)
VII. Dz-me algumas fontes
(...) Em síntese
Estima-se que existam centenas — talvez milhares — de crianças nascidas de relações entre militares e mulheres africanas, mas não há dados oficiais nem registos sistemáticos .
O tema foi documentado no jornalismo (como por Catarina Gomes) e em projetos académicos (CES-UC).
A maioria das fontes enfatiza o silêncio institucional, o estigma social e a falta de reconhecimento legal.
Notas do editor:














