


Falávamos, há alguns dias, num grupo de amigos, da canção “Lily Marleen” [(interpretada por Lale Andersen], as várias versões que a letra teve (para além do original alemão), em inglês - inglês/inglês e inglês/americano (porque não havia entre eles nem há acordo ortográfico…) - e que era, languidamente, ouvida dos dois lados do campo de batalha [durante a II Guerra Mundial].
Falou-se, então, também das emissões radiofónicas, que, já no fim da Segunda Grande Guerra, os americanos faziam para desmoralizar as tropas alemãs, onde incluíam essa canção (acção psicológica sobre o IN…), cantada por outra Marleen – Marlen Dietrich, actriz alemã… ao serviço por Hollywood.
Lembrei-me, então, que, no meu tempo de Guiné, se falava de um capitão que, quando o quartel era atacado, colocava no prato do gira-discos (dentro do abrigo?) uma canção cubana que os amplificadores de som, colocados junto ao arame farpado, difundiam para o exterior:
(…)
“Cuando salí de Cuba,
Dejé mi vida dejé mi amor,
Cuando salí de Cuba,
Dejé enterrado mi corazón.”
(…) (**)
Alguém se recorda e pode confirmar?
Dão-se alvíssaras a quem encontrar onde e quem, porque convinha que fosse verdade para, também, termos a nossa história para a História.
(...) En la década de los 50 adquirió enorme éxito en la Cuba de Batista, donde logró un disco de oro, pero el estallido de la la revolución castrista le empujó a abandonar la isla. En recuerdo a su partida compuso un éxito mundial, 'Cuando salí de Cuba', que se convirtió en el favorito de los exiliados cubanos.
Dicen que en realidad se la dedicó a una novia secreta que tuvo allí, a la que amó con locura y, paradójicamente, había sido antes amante de Fidel Castro. "Dejé mi vida, dejé mi amor, dejé enterrado mi corazón", decía la letra. Aguilé era cercano políticamente a la derecha.
El artista contaba que, cuando decidió dejar la isla, tuvo un grave problema, pues el gobierno revolucionario promulgó una ley que impedía cambiar dólares y sacar dinero del país. En ese momento se produjo una curiosa anécdota con el mítico Ernesto Che Guevara, con el que coincidió en el ascensor de un hotel ocupado por las tropas castristas y le pidió ayuda. Se reunieron y, sorprendentemente, el Che, admirador de la música de Aguilé, le permitió rescatar su dinero con un considerable descuento ya que de los 16.000 dólares que poseía solo pudo llevarse 1.500, pero el artista lo consideró un buen trato, pues la mayoría huían con lo puesto. (...)
(...) Sus canciones rehuían la política y los temas sociales, solían tratar temas intrascendentes, donde se remarcaba el optimismo y la alegría de vivir. Pero hizo excepciones como la mencionada Cuando salí de Cuba, una bella balada impregnada de nostalgia que se convirtió en el himno del exilio cubano . Asimismo, muy critico con el régimen populista de Hugo Chaves, le dedicó el tema Señor presidente, que fue censurado en Venezuela y algún otro país iberoamericano y se conoció como "La canción prohibida de Aguilé".(...)
Foi o GG, o 1º cabo cripto da CCAÇ 12, Gabriel Gonçalves (a quem também chamávamos o "Arcanjo Gabriel", e que tocava viola e cantava divinamente, era também comnhecido como o "Joselito") quem me deu informação sobre o autor da letra, o Aurélio Pereira:
(...) Henriques: Ainda bem que te lembras da música. O Aurélio Pereira (n. 1947) é um camarada de Leiria do curso de escriturário no RAL 4. Para que conste trata-se do conhecido e conceituado técnico de futebol do SCP, para as camadas jovens, pois passaram por ele nomes como: Figo, Simão, Quaresma, Ronaldo, estes os mais conceituados. Que pena o Aurélio não ser do SLB. Um abraço, GG. (...)
Confesso que não sabia que o autor da letra da canção "Isto é Tão Bera" era um nome glorioso do nosso futebol (dizem até que foi o maior caçador de talentos futebolísticos do mundo (...)
Recorde-se, por outro lado, que a "Guantanamera" é uma canção patriótica cubana com letra do poeta José Martí (1858-1895) (herói da independência de Cuba), com música de Joselíto Fernández (1929).
ISTO É TÃO BERA
I
Eu sou um pobre soldado
E esta farda é o fim,
Andando assim mascarado
Todos se riem de mim.
As minhas moças-meninas
São as malvadas faxinas.
(Refrão)
Isto é tão bera,
Ai é tão bera, tão bera,
Isto é tão bera,
Ai é tão bera, tão bera.
II
Logo de manhã cedo
Toca para levantar,
Se não acordas é certo
Logo vais estar a lerpar.
Mais um minuto na cama
Lá vai o fim-de-semana.
(Refrão)
III
Era um rapaz engraçado
E de carinha mimada,
Sempre tão bem penteado
Mas levou a carecada.
Agora está como o fel
Nem quer sair do quartel.
(Refrão)
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