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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Guiné 61/74 - P18109: Álbum fotográfico de Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69) - Parte III: Foto tirada do T/T Uíge, no nosso regresso, em 4/8/1969: vê-se o T/T Rita Maria atracado na ponte-cais de Bissau, e uma lancha da marinha que nos veio trazer o último militar a embarcar.


Foto nº 511 > Guiné > Bissau > 4 de agosto de 1969 >  A ponte-cais. o T/T Rita Maria e, ao fundo, Bissau Velha... Foto tirada do T/T Uíge. Em primeiro plano uma lancha da marinha.


Foto nº 511 A > O T/T Rita Maria, da SG


Foto nº 511 B > Guiné > Bissau > 1969 > A ponte cais e, ao fundo. Bissau Velha


Foto nº 511 C > Uma lancha da marinha (1)


Foto nbº 511 D > Uma lancha da Marinha (2) [... mas não é uma LDP - Lancha de Desembarque Pequena, segundo o nosso editor: vd. poste P18096 (*)]



Guiné > Bissau > 4 de agosto de 1969 > Zona portuária >  Foto nº 511, tirada do T/T Uíge, na viagem de regresso.


Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2017). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar_ Blogue Luís Graça & Camaradas da Guine]




O T/T Rita Maria (1952-1978) era um navio misto de 1 hélice da frota da Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes (SG), construído pela CUF nos Estaleiros da AGPL - Administração Geral do Porto de Lisboa. Tinha um comprimento de 103 metros e estava preparado para acomodar 70 passageiros.

Fonte: © Navios Mercantes Portugueses , página de Carlos Russo Belo (2006) (com a devida vénia...). O autor foi oficial da marinha mercante.



1. Mensagem de Virgílio Teixeira [ ex-alf mil, SAM – Serviço de Administração Militar, CCS – Companhia de Comando e Serviços, Chefe do Conselho Administrativo, BCAÇ 1933, mobilizado pelo RI 15, Tomar, e que esteve no CTIG, em Nova Lamego e São Domingos, 1967/1969; é economista, reformado;  passa a integrar amanhã  a nossa Tabanca Grande sob  o nº 763]


Data: 18 de dezembro de 2017 às 13:06


Bom dia Luís,

A tua mensagem foi enviada às 5 e tal da manhã? Isto é obra, pois só me levanto às 7 ou 8 horas, e apesar disso com muitos comprimidos, isso é outra história.

Responder:

Realmente a foto nº 504 é uma foto espantosa (*), tenho mais 2 ou 3 numa sequência incrível, considero isto inédito e pesado no seu significado. 

Contudo é o dia 4 de Agosto de 1969 e não 20 de Agosto, como vi no blogue, que por engano escrevi em algumas das fotos. Acho que se puderes deve ser colocada a data exacta, pois no dia 20 já estava em casa a passar umas férias pagas pelo RI 15, dado que só passei à disponibilidade em 2 de Setembro de 1969.

Quanto à foto 511, que não estava incluída na minha lista, já envio novamente a legenda, o descritivo e história desta foto, da chegada de um camarada, e doutra em sentido contrário, na direcção de Bissau!... As alterações estão sublinhadas. (...).

(...) Foto 511 – Esta foto é do dia 4 de Agosto de 69, a bordo do T/T Uige, cerca do meio dia, e esta lancha LDP [ ?]  está a chegar com o último militar a embarcar. 

Não sei o que se passou, mas vieram buscar este camarada já a bordo do Uige, levaram-no nesta lancha, tenho outra foto a levarem-no, depois esperamos uma hora, e chegou, entrou, nunca soube o que se passou, nem interessa agora, foi uma situação algo dramática.

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terça-feira, 13 de junho de 2017

Guiné 61/74 - P17465: (De) Caras (74): "Contrabando da ternura": que bem me sabiam essas encomendas, de que fui portador (na marinha mercante) mas também recetor (Augusto Silva Santos, ex-tripulante da marinha mercante e ex-fur mil da CCAÇ 3306 / BCAÇ 3833, Pelundo, Có e Jolmete, 1971/73).



Foto 1 – Bissau, Abril de 1970. A bordo do N/M "Alfredo da Silva", com a restante pessoal das máquinas. Sou o primeiro da direita



Foto 2 – Bandeira dos navios da Sociedade Geral [, fundada em 1919 pelo industrial Alfredo da Silva, o líder da CUF - Companhia União Fabril; em pouco mais de meio século de existência, teve 57 navios, fora rebocadores, tornando-se um dos mais importantes armadores do país]




Foto 3 . N/M "Rita Maria", da SG


Foto 4 – N/M "Alfredo da Silva", da SG



Foto 5 – Bandeira dos navios da Companhia Nacional de Navegação


Foto 6 – N/M "Niassa", da CNN





Foto 7 – CCAç 3306, Jolmete, Novembro de 1972. Em convívio com outros camaradas, após termos “devorado” umas das célebres encomendas vinda da metrópole, com os saborosos enchidos e queijos. Estou ao centro da mesa. 




Foto 8 – CCAÇ 3306, Brá, Novembro de 1973. Por vezes essas encomendas também chegavam com um “bom” vinho.



Fotos (e legendas): © Augusto Silva Santos (2017). Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



1. Mensagem, com data de ontem, do nosso camarada e grã-tabanqueiro Augusto Silva dos Santos (que reside em Almada, foi tripulante da marinha mercante e depois  fur mil da CCAÇ 3306 / BCAÇ 3833, Pelundo, Có e Jolmete, 1971/73).


Camarada e Amigo Carlos Vinhal, bom dia!

Sobre o assunto em referência, a par dos outros camaradas que já escreveram sobre o assunto (Tony Levezinho, Hélder Valério Sousa, e Juvenal Amado), também eu tenho alguma coisa a contar, por ter estado muitas vezes envolvido nesse saudável "contrabando".

Se achares interessante, agradeço a publicação do que junto envio.

Forte abraço com votos de muita saúde.

Augusto Silva Santos


2. “Contrabando da Ternura”

por Augusto Silva Santos


Tendo eu começado a minha vida de marinheiro muito cedo, assim também cedo me iniciei no agora chamado “contrabando da ternura”, pois andei embarcado nos navios da marinha mercante dos 18 aos 21 anos ("Rita Maria", "Alfredo da Silva" e "Niassa") até ser chamado para a vida militar e, posteriormente, mobilizado para a Guiné.

Pela razão acima, algumas foram as vezes que mães, pais, amigos e até namoradas, de vizinhos meus mais velhos já mobilizados, sabendo das minhas viagens para terras do ultramar, nomeadamente para Cabo Verde, Guiné, Angola, e Moçambique, algumas vezes me solicitavam para ser portador desta ou daquela encomenda, nem sempre de comes e bebes, como se costuma dizer. 

Eram de facto muito diversas essas célebres encomendas, que felizmente sempre consegui fazer chegar aos seus destinatários através dos mais diversos meios, normalmente através dos amigos que se encontravam sediados nas cidades onde aportávamos, que posteriormente as encaminhavam até ao mato.

Um dos beneficiados ainda chegou a ser o meu irmão, que nos finais de 1970 já se encontrava na Guiné no BCaç 3833 / CCaç.3307 – Pelundo, encomendas essas que um ou outro amigo recolhia e fazia chegar até à “arrecadação do Batalhão” sita em Brá / Quartel dos Adidos, e que ele acabava por receber sempre que havia uma coluna da Companhia de Transportes ou da própria Companhia. 

Quis o destino que também eu viesse mais tarde a ser mobilizado para a Guiné, e fosse parar em rendição individual a uma das Companhias desse Batalhão, neste caso para a CCaç 3306 – Jolmete. Aí, passei também eu a ser contemplado, neste caso por via das encomendas que os meus pais despachavam por um vizinho meu (infelizmente já falecido) que comigo andara embarcado no "Alfredo da Silva".

Importa salientar que, sendo o meu falecido pai do quadro do pessoal civil da Marinha de Guerra, também ele tinha vários elementos amigos a cumprir serviço militar em diversos sítios, nomeadamente na Guiné, e também para eles fui algumas vezes portador de encomendas. 

Mais tarde, nomeadamente quando já estava colocado no Depósito de Adidos em Brá, passei a ser também receptor, mas nem sempre bem sucedido. Lembro-me que, numa dessas ocasiões, tendo recebido uma “valente” encomenda (um saco de viagem cheio das mais diversas iguarias), alguém durante a noite fez com que o mesmo tenha simplesmente desaparecido, sem que tenha havido qualquer magia. Foi mesmo roubada. 

Na altura, debaixo da revolta pelo acontecido e mesmo não o conhecendo, ao “amigo do alheio”, roguei-lhe as mais diversas pragas mas, passados todos estes anos, sinceramente espero que lhe tenha feito muito bom proveito, porque se calhar bem mais precisava do que eu.

Que bem me sabiam essas encomendas da ternura ou da saudade!

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Nota do editor:

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Guiné 63/74 - P2025: O cruzeiro das nossas vidas (7): Viagem até Bolama com direito a escalas em Leixões, Mindelo e Praia (Henrique Matos)


O Rita Maria (1952-1978) era um navio misto de 1 hélice da frota da Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes (SG), construído pela CUF nos Estaleiros da AGPL. Tinha um comprimento de 103 metros e estava preparado para acomodar 70 passageiros.

Fonte: © Navios Mercantes Portugueses , página de Carlos Russo Belo (2006) (com a devida vénia...) . O autor foi oficial da marinha mercante.

Uma viagem diferente,
por Henrique Matos

Penso que, tal como tantos outros que partiam com a “alma a sangrar” mas em navios cheios de militares, tive sorte com a viagem para a Guiné.
Em pleno verão, 10 de Agosto de 1966, com mar chão, saiu de Lisboa o “Rita Maria”, navio misto de carga e passageiros, que nesta viagem levava poucos militares sendo a maioria dos passageiros civis, nomeadamente estudantes, com destino a Cabo Verde. Ainda foi a Leixões só para meter carga, depois Mindelo e Praia com paragens curtas e finalmente Bissau.


A bordo do “Rita Maria” com mais 2 Alf. Mil. companheiros de viagem em rendição individual, cujos nomes não me lembro. Só sei que o do meio era do Porto com especialidade em Adminsitração Militar o que nos fazia inveja porque se sabia que não ia sair de Bissau. O da direita era de Santarém e também tinha como destino uma zona de intervenção. Tanto eu como o do Porto não tínhamos no cais qualquer pessoa a quem dizer adeus, mas impressionou-me bastante a despedida do “Santarém” como lhe chamávamos, dos familiares e namorada. Penso que a cara dele nesta foto ainda reflecte um pouco o que lhe ia na alma.

Curiosidades de Bolama

Numa rua de Bolama com o cais ao fundo, eu com o Alf. Mil. Baptista que estava colocado em São João, um destacamento de Tite, que ficava mesmo frente a Bolama do outro lado do canal. Ao fundo desta rua, à esquerda, havia um monumento curioso ( por estar naquele sítio) que fotografei.


Este monumento que representa destroços de avião, tinha a seguinte legenda: “Mussolini ai caduti di Bolama”, seu autor Quirino Rugger e inaugurado no mês de Dezembro de 1931

Para quem gosta de esclarecer as coisas impunha-se perguntar: quando? porquê?

E as respostas são: em 17 de Dezembro de 1930 sairam de Orbetello(Itália) 14 hidroaviões para estabelecer uma ligação com Brasil, sob o comando de Italo Balbo.

Bolama, onde chegaram no dia 25 de Dezembro, seria o último ponto de paragem em África por ser o mais próximo de Porto Natal no Brasil.

Permaneceram vários dias em Bolama para reparações e à espera de condições atmosférias favoráveis.
Quando decidiram levantar a 5 de Janeiro, de noite, cairam 2 aparelhos causando 5 mortos.
Chegaram ao Rio de Janeiro no dia 15.

O Post CLXXIII do Blogue-fora-nada de 16/8/2005 faz referências a este monumento.



Cartaz que circulou para comemorar o evento



Eu que sou um “curioso ajuntador de selos” encontrei em tempos na internet um postal à venda enviado de Bolama a 27-12-1930 por um daqueles aviadores, com selos tipo “CERES”, que então se usavam em Portugal e Colónias.
Fotos ©: Henrique Matos (2007). Direitos reservados
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Nota do co-editor CV


Monumento que o Duce, Benito Mussolini, mandou erguer na antiga capital da Guiné aos "caduti di Bolama".

Dele escreveu Dons Rachelle Mussolini ao Autor desta reportagem:

'Ammiro veramente i portighesi che non l' hanno distrutto comme ésuscesso cuá in Itália' [Admiro verdadeiramente os portugueses que o não destruiram como aconteceu cá em Itália"(...)
Finalmente: Bolama que tem em si um dos raros monumentos ao esforço fascista de paz, quando Mussolini e Ítalo Balbo tentaram o cruzeiro aéreo para unir Roma ao Brasil. Com efeito, dois dos aparelhos despenharam-se em Bolama e a missão esteve em riscos de se malograr. Tal não aconteceu porque a tenacidade de Ítalo Balbo a isso se opôs.
Resta desse desastre o belo monumento aos «Caduti di Bolama» no qual se reproduz um aspecto dos destroços dos aviões — duas asas, uma das quais ainda erguida aos céus e a outra quebrada e caída em terra.
O monumento foi feito por italianos e com pedra italiana, vinda de Itália, para esse fim.
Mandou-o erguer Mussolini e na sua base lá se encontra a coroa de bronze por ele oferecida, com estes dizeres — Mussolini ai cadutti di Bolama.
Ao lado, a águia da fábrica de hidro-aviões Savoia, uma coroa com fáscios da Isotta-Fraschini e a coroa de louros da Fiat.
É curioso notar que este será um dos raros monumentos do fascismo, no mundo, que no fim de 1945 não foi apeado. Virado para diante e no alto, o distintivo dos fáscios olha ainda com alienaria o futuro, no seu feixe de varas e no seu machado, a lembrar a grandeza da Roma do passado.
Foto e excerto de texto retirado de: Guiné 63/74 – CLXXIII: Informação e Propaganda: os 'grandes repórteres' de guerra em
http://www.blogueforanada.blogspot.com/2005_08_14_archive.html
Selecção e notas de A. Marques Lopes