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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28274: Verso & reverso (2): Muita honra e pouca glória: a história de Portugal Colonial resumida em três palavras-chave (Cherno Baldé, nosso colaboraor permanente, Bissau)


















Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto: Cherno Baldé (2026)
Imagens: Arquivo Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné

Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.


1. Comentários (*) de Cherno Baldé, nosso colaborador permanente, natural de Fajonquito,  a viver em Bissau (deppois de ter vivido estudado também em Bafaftá, Bissau, Moldávia, Ucrânia, antigos territórios da URSS, Lisboa;  é hoje consultor independente na área da economia e gestão; tem página no Facebook.


(i) "Muita Honra e Pouca Glória" ou a história de Portugal colonial resumida em 3 palavras- chave.  Gostaria de acrescentar que ttambém os valentes perdem as guerras.

Na Guiné, o soldado português foi bom e firme, enquanto pôde, enquanto os meios à sua disposição o permitiram. Eu testemunhei a firmeza, a bravura desses soldados por mais de 10 anos, em fases e companhias diferentes e,  desses,  poucos eram profissionais ou do quadro permanente, e a partir de 70 quase todos eram milicianos, uma categoria ligeiramente um pouco acima das nossas milicias, voluntárias da sua própria desgraça.

Mas os valentes também perdem as guerras. Eu testemunhei o paradoxo de uma guerra perdida por homens valentes, transformada em vitória efémera a fim de permitir, no máximo,  gossi-gossi,  o regresso a casa, com medalhas, muita honra e pouca glória. (...)


(ii) Na Guiné do pós-25A74, poucos sabem dessa verdade histórica pós-colonial, pois o PAIGC encarregou-se, brilhantemente, de reescrever a história em cujos cenários eles eram os únicos e verdadeiros "Cabras-Machos",  e que a tropa "Tuga" não passava de espantalhos para inglês ver. 

Eu, pessoalmente, sabia que não era a verdadeira história, fazendo despertar em mim os primeiros sinais de desconfiança em relação a um Partido-Estado que se tinha apoderado de tudo e todos, prometendo mel e maná do céu ao povo e às suas ovelhas obedientes.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026 às 14:41:00 WEST 
 

(iii) Eu assisti (Cambaju, 1965/66) ao regresso dos homens do alferes Maia (CCAÇ 674), de fardas encharcadas,  depois de 5 dias de emboscadas e nomadizacão na fronteira com o Senegal, entre Solucocum e Cuntima (Colina do Norte).

Estava em Fajonquito aquando do ataque devastador a Cantacunda em 1968 e o sequestro dos 11 soldados do pelotão de metropolitanos da companhia sediada em Geba (CART 1690, 1967/69) e assistimos à pronta reação da companhia de Fajonquito do capitão Alcino de Jesus Raiano (CCAÇ 1685, 1967/69), com o envio de tropas às regiões abandonadas de Caresse e Cola, na tentativa de uma intercessão dos guerrilheiros, o que seria em vão.´

Eu convivi na minha terra com o soldado ("comando") Almeida que, quando havia um ataque numa localidade próxima,  não esperava por ordens ou colunas e corria a pé para não perder a festa do chumbo e da pólvora. 

Eu conheci os intrépidos Capitães do quadro permanente, o Carvalho (CCAÇ 2435) e o Patrocínio (CCAÇ 3549) (**), todos eles grandes homens e soldados que honraram o nome de Portugal em África.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026 às 15:21:00 WEST 
 
(Seleção, revisão / fixação de texto, negritos,links,  título: LG) (***)
 ________________________

Notas do editor LG:


(**) Vd. poste de 3 de abril de 2009 > Guiné 63/74 - P4136: As Unidades que passaram por Fajonquito (José Martins)


sábado, 1 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28232: Verso & reverso (1): Levantamentos de rancho, cozinheiros, vagomestres, jagudis, porradas, contos... sem má-fé, "bonecos" da IA ... (Alberto Branquinho / Carlos Pinheiro / Eduardo Estrela / José Manuel Cancela / Luís Graça / Virgílio Teixeira)


Desde 1955 que era proibido caçar (e comer carniça de) jagudis...na Guiné Portuguesa. (Decreto, nº 40040, de 20 de janeiro de 1955, do Minitério do Ultramar(

Foto: arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guine


1. Felizmente que há o verso & o reverso das coisas e das palavras. Se assim não fora, nunca haveria o "outro lado da lua" nem nunca o homem chegaria um dia à lua (se é que lá chegou, apesar das notícias dos jornais, dizem os céticos).

(i) Tabanca Grande Luís Graça (*)

Nem um comentário, Alberto... Se eu tivesse aranjado outro título (por exemplo, "Hoje há jarroz de agudi no forno"), talvez a malta tivesse curiosidade em ler e comentar o teu conto...

quinta-feira, 30 de julho de 2026 às 11:48:00 WEST 

(ii) Alberto Branquinho (*):


Pois é, Luís, há que ter cuidado com a embalagem e com o aspecto do embrulho do produto (ou serviço) que se queira "vender".

Além disso, tenho um primo que me diz:  "Não me mandes mais livros. Não tenho paciência para ler; demoro três dias para ler a 'Bola' e... não leio tudo".

E quem pouco lê... muito menos escreve.

Título que eu colocaria: "Levantamento de rancho: furriel vaguemestre leva uma porrada e passa a operacional no mato".

quinta-feira, 30 de julho de 2026 às 15:55:00 WEST 

(iii) Eduardo Estrela (*)

Eu li o conto e,  se não o comentei,  foi porque gozei que nem um nababo com o seu conteúdo. A certa altura da leitura lembrei-me: querem ver que o sacana do do vagomestre mandou cozinhar jagudis!?

O homem devia era ser louvado! Praticou o princípio da lei do Lavoisier. Não fossem os cozinheiros e todos ficavam satisfeitos. "O que olhos não veem coração não sente", neste caso o estômago.

quinta-feira, 30 de julho de 2026 às 16:29:00 WEST 

(iv) Alberto Branquinho (*):

Quando, pela primeira vez, li o título que lhe deste, o meu entendimento foi: "Arroz com má-fé"...

sexta-feira, 31 de julho de 2026 às 09:57:00 WEST 

(v) Virgílio Teixeira (**)

Enfim, uma história com cenários que nada têm a ver com os nossos soldados, aquartelamentos, fardas, cantinas e refeitórios, terrenos e tudo...etc.

Já vi outros anteriores e a minha opinião é a mesma, o IA veio estragar tudo.

O autor pode até ter boas ideias, mas francamente, e tenho de ser fiel a mim prõprio, eu não acho piada nenhuma a estas bandas desenhadas, prefiro as de antigamente, dos índios e cowboys, desenhadas por pessoas reais, e não por Extra Terrestres, esta coisa, aqui, cheira a outros cenários, e por mim dou o recado completo, sem complexos.

Acho uma pura perda de tempo com um resultado francamente mau, o conteúdo é lastimável.

Tanta outra coisa para publicar e agora é tudo igual, não gosto definitivamente, mesmo que todos os leitores até possam achar alguma ponta de piada.

Nada tem a ver com as personagens que se querem aqui representar, mas o conteúdo é francamente indescritível.

Desculpem a minha franqueza!

sexta-feira, 31 de julho de 2026 às 21:40:00 WEST 


(vi) José Manuel Cancela (**):

Completamente de acordo... E essa de comer aquelas aves nojentas, não cabe na cabeça de ninguém...

sexta-feira, 31 de julho de 2026 às 23:26:00 WEST 

(vii) Carlos Pinheiro (**):

Pensava que já tinha visto tudo, mas afinal enganei-me. A IA veio complicar isto tudo, quando se pensava que era para facilitar

sábado, 1 de agosto de 2026 às 11:50:00 WEST

(viii) Alberto Branquinho (**):
 
Meus senhores (e ex-camaradas de armas): uma coisa são os factos (ou seja, os acontecimentos vividos, embora "pintados" com cores mais vivas ou mais esbatidas) outra coisa são desenhos (com a ajuda da IA ou não) que possam ou não corresponder ao ambiente militar criado "à portuguesa" naquelas terras, em ambientes tropicais, em zonas de guerrilha/contra-guerrilha.

Portanto, não misturemos a apreciação de um escrito sobre factos ou acontecimentos com a sua representação gráfica segundo um qualquer meio ou estilo (gráfico e/ou informático ou outro), que, eventualmente, não retrate os ambientes tal qual aqueles em que vivíamos no chamado "mato" (que não era, propriamente "mato", mas quartéis no interior).

sábado, 1 de agosto de 2026 às 11:14:27 WEST

(ix) Tabanca Grande Luís Graça (**):

Pois é estamos, aqui a discutir duas coisas distintas ( e, portanto, não devemos confundi-las):

(a) um conto ou microconto, da autoria de um camarada nosso, o Alberto Branquinho, que é um "senhor escritor" , com obra publicada e generosa participação no blogue;

e (b) a ilustração gráfica desse conto , da responsabilidade do editor LG (com recurso,  confesso e declarado, à IA).

Em relação ao conto, já aqui publicado em poste anterior (**), e que passou "despercebido", só vamos relembrar o seguinte: não se sabe nem onde nem quando se passa esta "cena de humor de caserna" (em princípio na Guiné, c. 1967/69) , e que para alguns ou muitos de nós seria "inverosímil"... (Perguntarão, indignados, alguns dos nossos leitores mais sensíveis: quem seria o filho da p*ta do vagomestre que teria a "ideia criminosa" de servir gato por lebre, ou pior, jagudi por frango, aos seus camaradas de armas?!)

Aqui convém lembrar que a imaginação supera a realidade e essa é a magia da literatura... E que o humor é sempre caricatura do real..«

Quanto á BD propriamente dita (ou melhor, aos "bonecos", para não ofender os verdadeiros artistas da BD), podem dar "porrada" á vontade: é um produto tosco, artesanal, feito com boa vontade, "pro bono", espírito de reinação...e recursos técnicos limitados... 

E que, no fundo, "parodia" a IA, que é "americana", sabe pouco ou nada de geografia e de história, a começar por Portugal e a Guiné-Bissau... E nomeadamente sobre a guerra do ultarmar / guerra colonial na Guiné (1961/74)... O que sabe, também vai aprendendo connosco..., como ela própria reconhece, o que muito nos honra.

sábado, 1 de agosto de 2026 às 13:10:00 WEST 
 
(Seleção, revisão/ fixação de texto: LG)
____________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 28 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28220: Humor de caserna (283): "Arroz especial ... com mafé" (um conto magistral de Alberto Branquinho, "Cambança Final", 2013, pp. 85-89)

(**) Vd. poste de 31 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28231: Humor de caserna (286): Os frangos do vagomestre: uma BD inspirada num microconto do Alberto Branquinho (2013)