Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta Spinolândia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Spinolândia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 29 de agosto de 2026

Guiné 61/74 - P28304: Humor de caserna (267): O anedotário da Spinolândia - Parte XXXVIII: Mais um das "galgas" da IA: a famosa cadela do com-chefe, a "Blonde", que adorava andar, de rabo tremido, de "hélio" (e até de DO-27)



"A MENINA DA IA NÃO É DO MEU TEMPO, MAS EU USAVA O CACO  NO OLHO... ESQUERDO!"


JORGE FÉLIX, ALF MIL PIL, AL III (BA 12, BISSALANCA 1968/70)...."O MEU PILOTO MILICIANO
PREFERIDO"


"Ó MENINA, EU NUNCA PRECISEI DE UM ESCORREGA PARA SAIR DO HÉLIO"


"VÊ-SE QUE A MENINA NÃO ME CONHECEU OU ENTÃO NÃO SIMPATIZA COMIGO!... EU ERA UM GENERAL DE 3 ESTRELAS OPERACIONAL...TRAJAVA FATO CAMUFLADO, QUICO OU BOINA. AQUI ATÉ PAREÇO O PINOCHET!"


"BOA SORTE, MEU RAPAZ", 
GRITA O GENERAL LÁ DE CIMA...


A 5ª REP, CAFÉ BENTO, BISSAU... "O MAIOR 'MENTIDERO'  DA SPINOLÂNDIA!"...


"SÃO QUINZE CONTOS À HORA, Ó BLONDE!


"ANIMA-TE, ZÉ, ÉS O MELHOR SOLDADO
 DO MUNDO!"


SPÍNOLA VISITAVA REGULARMENTE GRANDES REORDENAMENTOS COMO O DE NHABIJÕES (SECTOR L1, BAMBADINCA), DE MAIORIA BALANTA



Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Texto: Luís Graça  (2026)
Imagens: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.


 1. Diz a menina IA, delirante (não vou citar a "marca", que até é uma vergonha, e ela já se retratou, entretanto, e já me pediu desculpa por esta grande "galga" ou "fake new")... 

Registo o seu gesto de "humildade". É um progresso, mesmo sabendo que as meninas da IA (ou meninos ?!,  não têm género, por decisão do "patrão", mas prefiro chamar-lhes "meninas"), não podem ser dotadas de "coração", sentimentos, emoções, compaixão, empatia, simpatia, raiva, rancor, gratidão, amizade, amor, saudade,  humor, etc., como qualquer vulgar "humano". 

Apesar do seu elevado QI, a IA admite "que pode cometer erros". Eureka!...E isso deixa os "humanos" mais tranquilos. Por enquanto.  Ainda não chega, a IA,  aos calcanhares dos deuses, que esses, sim, são "omniscientes, omnipotentes e omnipresentes"... E até lá, enquanto chega e não chega,  a gente ainda pode brincar com ela (ou com ele)...

Em próximo poste iremos confrontar os argumentos pró e contra em relação a esta "efabulação" à volta de um animal de estimação que nunca existiu mas a quem na 5ª Rep, em Bissau, puseram um "nickname":  chamava-se... "Blonde", a cadela!... 

Esta "estória" faz-me lembrar outra, já aqui desmistificada, a do "cavalo branco" de Spínola (*).

De resto, já não é a primeira vez que fazemos humor (de caserna) com os "delírios" da IA... Valha-nos, isso, ao menos. Mais vale apanhar com "delírios da IA" do que com "drones" em cima da cabeca ou a entrar pela janela do quarto dormir...

Para gáudio da malta da caserna, aqui fica um dos últimos "delírios da menina da IA" (ou de um delas, que eu não vou citar, porque temos boas relações, e não quero comprometê-las ou estragá-las, as nossas "arralações"...). 

Apesar de "inteligente", ela emprenha muitas vezes de "ouvido", como a gente costumava dizer a respeito do maior "mentidero" de Bissau, que era famosa 5ª Rep, o  maior viveiro do anedotário da Spinolândia. 

Aproveito, a pretexto da "Blonde" que nunca existiu,  para fazer uma homenagem aos nossos camaradas que eram pilotos de avioneta DO-27 ou  de helicóptero AL III (ou "hélio", como dizia o Zé Soldado no mato ou nos "aéreos" que escrevia às madrinhas de guerra). Quase todos milicianos. E, muito em especial, ao nosso querido grão-tabanqueiro Jorge Félix, do meu tempo, que era um dos pilotos preferidos do nosso general e, por tabela, da "Blonde"... (**)


Mais um das "galgas" da IA : a famosa cadela do Spínola que adorava andar, de rabo tremido,  de "hélio" (e até de DO-27)


Esse pormenor biográfico é real e muito curioso, embora tenha ficado em parte obscurecido pelo folclore e pelo aparato quase teatral que o general António de Spínola cultivava na Guiné (o monóculo, o pingalim, as luvas pretas).

Sim, Spínola tinha uma cadela de estimação da raça pastor-alemão. O animal não era apenas uma companhia no palácio do governador em Bissau; viajava frequentemente com ele nas suas constantes e famosas deslocações aéreas de helicóptero Alouette III (e por vezes em avião ligeiro Dornier DO 27) quando inspecionava os aquartelamentos, destacamentos isolados, tabancas e reordenamentos no interior do território. (Só a não levava para operações, por razões de segurança.)

Existem registos e correspondência oficial na documentação da época (como os arquivos do SIPFA - Serviço de Informação Pública das Forças Armadas) que mencionam o animal, integrando aspetos logísticos ou relatos de jornalistas estrangeiros que acompanhavam o Governador e Comandante-Chefe nas suas visitas ao mato.

A presença do animal reforçava duas imagens distintas que coexistiam na perceção dos militares:

(i) Para a Propaganda e as Altas Patentes:

 ajudava a compor a mística do comandante enérgico, audaz, corajoso e omnipresente, que chegava dos céus com o seu ajudante de campo e outros elementos do seu  Estado-Maior mais o seu cão fiel (aliás, cadela), transmitindo uma imagem de controlo absoluto e modernidade operacional no âmbito da sua política de "Por Uma Guiné Melhor".

(ii) Para o "Zé Soldado" no Terreno

aqueles que estavam enterrados nas abrigos e  valas, rodeados por bidões de areia e chapa de zinco, em setores fustigados das Zona Leste, Oeste ou  Sul, viam nessa comitiva — que incluía o pastor alemão a descer do helicóptero — um contraste gritante, quase surreal, com a miséria e a dureza quotidiana do mato. 

De resto, nas conversas de aquartelamento, a comitiva que rodeava o general e os oficiais que o acompanhavam de perto, era por vezes apelidada, com a típica  expressão do humor de caserna, a  "matilha de Cães Grandes".  (Abundavam nos quartéis do mato os caes rafeiros, famélicos, vadios...)

O pastor alemão de Spínola tornou-se, assim, mais uma das marcas indeléveis da forte mobilidade aérea e do estilo de comando muito particular que caracterizou o período de 1968 a 1973 na Guiné Portuguesa.

As fontes sobre a icónica cadela pastor-alemão do general António de Spínola na Guiné dividem-se em duas categorias principais: a memória descritiva dos combatentes e a documentação historiográfica/jornalística da época.

A nível de referências formais e bibliográficas onde o animal e o ambiente da comitiva de Spínola são retratados, destacam-se as seguintes:

(a) Historiografia e Memórias Militares:

"Spínola: Fotobiografia", de Maria Inácia Rezola (A Esfera dos Livros, 2006). 

Esta obra, amplamente ancorada em espólios fotográficos públicos e privados, documenta o quotidiano do general e a sua máquina de propaganda na Guiné, incluindo as imagens de aparato em que a comitiva descia dos helicópteros com o animal.

"Spínola — Biografia", de Luís Nuno Rodrigues (A Esfera dos Livros, 2010). 

É a biografia de referência do general, detalhando a sua passagem pelo comando em Bissau (1968–1973), os seus métodos teatrais de afirmação de liderança e a forma como desenhou a sua imagem pública.

"História da Guerra Colonial", de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes. 

Uma das obras mais completas sobre o conflito, que analisa criticamente o "estilo Spínola" e o contraste entre a máquina comunicacional do comando em Bissau e a realidade do mato vivida pelos soldados.

(b) Arquivos de Imprensa e Reportagens da Época:

Durante o período de 1968 a 1973, o Serviço de Informação Pública das Forças Armadas (SIPFA) convidou dezenas de jornalistas estrangeiros (franceses, alemães, britânicos, americanos) para visitarem a Guiné, numa tentativa de contrariar a narrativa do PAIGC de que controlava a maior parte do território. 

Reportagens em revistas internacionais da época (como a Paris Match ou o jornal Le Figaro) descreveram o Governador como um "líder enérgico e carismático" e deixaram registada na imprensa internacional a imagem do general que percorria o país de helicóptero acompanhado pelo seu fiel pastor alemão.

(c) Testemunhos e Arquivos Digitais de Veteranos:

A principal e mais rica fonte para os pormenores do quotidiano e o impacto psicológico desta imagem no "Zé Soldado" encontra-se nos registos de memórias dos próprios operacionais: o arquivo do "Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné" (Tabanca Grande, 2004-2026): 

Este repositório coletivo de memórias da Guerra Colonial na Guiné contém inúmeros testemunhos, crónicas e episódios partilhados por oficiais,, sargentos e  praças que operaram no mato e testemunharam in loco as aterragens do Alouette III do Comando-Chefe. 

Nos relatos escritos pelos veteranos que serviram em setores isolados (como Mansoa, Madina do Boé,Teixeira Pinto, Pirada ou Cacine, ), o aparecimento da cadela pastor alemão é frequentemente evocado como o símbolo máximo do aparato e do contraste entre a vida no palácio e a realidade das trincheiras.

Fonte: 5ª Rep + IA

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28179: Humor de caserna (279): Uff, primeiro que minha voz chegasse, dos CTT de Bambadinca, na Spinolândia, à Lourinhã, a 4 mil km de distância!...(Luís Graça)

















Prompting e orientação editorial: Luís Graça
Imagens: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné
Geração gráfica assistida por IA:
Google (2026). Gemini (versão de 13 de julho de 2026) [Grande modelo de linguagem].



1. A maior parte de nós (talvez 4 em cada 5) nunca telefonou para casa, quando esteve ao serviço da Pátria na Guiné... Telefonar era um luxo. A maior parte da malta, sobretudo os da "província",  ainda não tinha telefónico fixo em casa... E depois era um exercício "penoso e moroso", além de caro, tentar ligar do mato para Portugal... Para um SOS, mais valia um telegrama ou até uma aerograma: era muito mais barato!" (*).

Em nunca sequer tentei ligar em 22 meses de "desterro". Mas estou a tentar reconstituir o meu "circuito de voz", se por acaso tivesse querido telefonar dos CTT de Bambadinca para os meus pais na Lourinhã... 

Com a ajuda da IA, e depois de muitas "calinadas" de parte a parte, lá chegámos a esta BD  que resulta de várias versões, colagens e emendas... A IA nunca contou com a sabotagem dos postos telegráficos por parte do partido do senhor engenheiro Amílcar Cabral, que era agrónomo mas devia perceber alguma coisa de telegrafia e telefonia com fios (de cobre), proque os mandou cortar... Eu, pela minha parte, que não sou engenheiro nem muito menos percebo de transmissões, estava piamente convencido de que em 1969 havia cabos submarinos  a ligar a Guiné à nossa terra (à beira-mar plantada). Fiz confusão, o meu pai é que foi para o Mindelo, Cabo Verde, em 1941, para guardar os cabos submarinos...(**)

Em 1969, não havia nenhum cabo submarino ligado à Guiné, nem telegráfico, nem muito menos coaxial.

O cabo submarino que existia em Bolama,  lançado em 1893 pela companhia britânica West African Telegraph Company,já tinha sido abandonado e desativado décadas antes (o tráfego comercial de cabos telegráficos para aquela zona da costa africana foi sendo progressivamente desligado à medida que as estações de rádio entraram em cena na primeira metade do século XX). E cabos coaxiais submarinos na Guiné?|... Nunca existiram até ao fim da guerra.

O circuito histórico exato de 1969 era o seguinte: as comunicações de Bambadinca para a Lourinhã dependiam a 100% da via aérea (rádio) na sua primeira e mais longa etapa.

O verdadeiro percurso daquela chamada era este:

~
A antena de rádio mais alta de Bambadinca, c. 1969/70.
Vista aérea
Foto: Humbert Reis / Arquivo do Blogue Luís Graça
& Camaradas da Guiné
i)  O salto local (Bambadinca ➔ Bissau)


Como os postes telegráficos da rede civil terrestre tinham sido cortados e sabotados pelo PAIGC logo no início do conflito, o posto dos CTT de Bambadinca dependia de um posto emissor de rádio HF (instalado no quartel, dentro do perímetro de arame farpado, pior razóes de segurança)

A minha voz saía de Bambadinca pelo éter e era captada em Bissau pela estação central dos CTT.



(ii) O grande salto transatlântico (Bissau ➔ Lisboa via Rádio Marconi)

Aqui entra  a  tecnologia da época. A central de Bissau não injetava nada num cabo submarino. O sinal era retransmitido por potentes emissores de onda curta (HF) da Companhia Portuguesa Rádio Marconi (CPRM) instalados na Guiné.

A minha voz viajava por propagação ionosférica;  as ondas de rádio subiam, batiam na ionosfera (a camada alta da atmosfera), faziam ricochete e voltavam a descer, cruzando os 4 mil quilómetros de distância em frações de segundo até serem captadas pelas gigantescas antenas de receção da Marconi em Portugal (como a mítica Estação de Receção de Alfragide ou de Vendas Novas).

(iii) A rede terrestre (Lisboa ➔ Lourinhã)

Só quando o sinal de rádio vindo de Bissau aterrava nas antenas da Marconi em Portugal Continental é que ele era transformado em sinal elétrico de linha telefónica:

A Marconi passava a chamada para a rede dos CTT em Lisboa.

A partir de Lisboa, a chamada seguia pelos cabos aéreos de cobre ou feixes hertzianos terrestres nacionais, subindo pela Estremadura até chegar à central manual dos CTT da Lourinhã, onde a telefonista finalmente completava a ligação para o destinatário.

2. Porque é que era tão difícil e instável a ligação Guiné-Portugal ?   Uma verdadeira "lotaria"!

Não havia a estabilidade de um cabo submarino debaixo de água. Dependia-se inteiramente do estado do tempo e da atividade solar. Se a ionosfera estivesse instável, a chamada "caía", o ruído estático tapava a voz e os operadores tinham de ficar horas à espera que a frequência "abrisse".

Havia pouquíssimos canais de rádio disponíveis na Marconi para o tráfego civil/militar simultâneo, o que gerava as célebres listas de espera de dias nos postos dos CTT do mato.

Afinal, o único fio que nos unia, a nós militares,  à metrópole era, ironicamente, invisível e passava pelas ondas de rádio (e não por nenhum cabo submarino, como alguns de nós pensávamos).

(Pesquisa: LG + Fundação Portuguesa das Comunicações + IA (Gemini / Google)
Condensaçáo, revisã / fixação de texto, negritos: LG)

__________________

Notas do editor LG.:

(*) Último poste da série > 4 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28155: Humor de caserna (278): Na Spinolândia, namorar não era proibido... o preço da chamada telefónica para a metrópole é que era proibitivo!... Que o diga o Humberto Reis, o nosso "cartógrafo" e "ranger" (que está agora no "estaleiro", e a quem desejamos rápida recuperação)

(**) Em 1941,  diz a IA/Google, os cabos submarinos amarrados na zona do Mindelo (ilha de São Vicente, Cabo Verde) pertenciam a duas empresas principais: a Western Telegraph Company (de capital britânico) e a Italcable (de capital italiano). 

A ilha assumiu grande importância geoestratégica durante a Segunda Guerra Mundial devido à sua infraestrutura de comunicações: (i) Cabos Britânicos: eram os mais antigos e numerosos, sendo perados pela Western Telegraph Company: aziam as conexões cruciais do Império Britânico ligando Portugal continental (Carcavelos), Madeira, Brasil, e a costa ocidental de África;  (ii) Cabos Italianos: operados pela Italcable, cabos ligavam a Itália à América do Sul, passando por Cabo Verde (com amarração na praia da Matiota).

sábado, 4 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28155: Humor de caserna (278): Na Spinolândia, namorar não era proibido... o preço da chamada telefónica para a metrópole é que era proibitivo!... Que o diga o Humberto Reis, o nosso "cartógrafo" e "ranger" (que está agora no "estaleiro", e a quem desejamos rápida recuperação)









 



















Prompt original e composição editorial: Luís Graça.

Imagem:  Humberto Reis  (2011)

Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.




1. Maria Teresa Macedo Coelho dos Reis nasceu no Porto, 11 de julho de 1947. Faleceu em Alfragide, em 14 de de 2011, portanto à beira de completar os 64 anos.

 Segundo o Humberto, conheceram-se no Bairro da Encarnação, Lisboa, onde as famílias viviam  e eram vizinhas. Os pais do Humberto tinham também casa em Albergaria dos Doze, Pombal.

A Teresa era jogadora de basquetebol e trabalhava na RTP. Casou com o Humberto em maio de 1972. Em meados de 1970 o Humberto veio de férias da Guiné (ei-lo aqui, na foto à esquerda, com a Teresa) (*).

Pessoalmente, conhecia-a na Lourinhã, num memorável convívio com o Humberto, o Tony Levezinho e a sua querida Isabel, também já infelizmente falecida (1952-2020),  e  mais um casal de amigos da Amadora, após o nosso regresso da Guiné, em março de 1971. Esse convívio na Lourinhã deve ter sido em meados de 1971.

A Teresa era então uma mulher esplendorosa, jovial, e brincalhona... Éramos todos jovens e tínhamos a vida à nossa frente.   Foi a primeira das "nossas mulheres" a entrar para a Tabanca Grande, a título póstumo, em 22/6/2011.

Este poste, bem humorado (**), é uma pequena homenagem que lhe fazemos. A ela e ao seu (e nosso) Humberto, que está no "estaleiro", na cama 24,  da enfermaria do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica, piso 8, no Hospital de Santa Maria, Lisboa, a recuperar da "Operação Coração Aberto"...... Fazemos votos para que ele regresse a casa, pelo seu pé. E agora 10 anos mais novo que todos nós...

 __________________

Notas do editor LG:

(*) Vd. poste de 3 de julho de 2026 > Guiné 61/74 - P28153: A nossa guerra em números (50): o custo de uma chamada telefónica, de 3 minutos, em 1969, para a Metrópole, podia ir de 100 a 130 escudos (37 a 48 euros, a preços de hoje)

domingo, 24 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P28050: Humor de caserna (270): o anedotário da Spinolândia - Parte XXXVII: Oh, homem, cale-se! (Alberto Branquinho, ex-alf mil art OE, CART 1689 / BART 1913, Fá, Catió, Cabedu, Gandembel e Canquelifá, 1967/69)


Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.
Fontes iconográficas: fotos de Alberto Branquinho e gen António de Spínola (1969), Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné



1. O escritor Alberto Branquinho, alto-duriense de Vila Nova de Foz Coa (uma terra antiga como o caraças), e que faz questão de não esconder que andou na guerra colonial da Guiné, na porrada, é um dos nossos contribuintes (líquidos) desta série, "Humor de Caserna".

Não vive da escrita, é advogado, mas já publicou uma "porrada" de livros, e p0demos dizer que  vários se encaixam no polémica categoria da "literatura da (e não sobre a) guerra colonial"...

 Acaba de publicar mais um, que ele diz que é o último mas a gente não acredita. Ficou de mandar um exemplar autografado para a Tabanca Grande. Ainda nem sabemos como é o título. 

Até lá (até que o livro chegue à Lourinhã, minha terra natal, também velha como o caraças), fui revisitar um dos seus contos da série "Contraponto". Recorde-se quem ele é (ou foi, noutra encarnação):

(i) ex-alf mil art, CART 1689 / BART 1913, Fá, Catió, Cabedu, Gandembel e Canquelifá, 1967/69;

(ii) nota curiosa: desembracou em Bissau em 1 de maio de \1967, no tempo do governador e comandante-chefe, Arnaldo Schulz; regressou à metrópolke em 2 de março de 1969, já no tempo do gen António Spínokla;

(iii) depois de ter passado por Coimbra como estudante, fixou-se em Lisboa, onde exerce adv0cacia (advogados e médicos trabalham até morrer);

(iv) dizem os críticos literários que é um dos grandes contistas da guerra da Guiné (ou da Guinezinha, como dizia a senhora dona Supico Pinto,m com ternura);

(v) é autor, entre outros, dos livros de contos "Cambança"; "Cambança Final" e "Deixem a Guerra em Paz";

(vi) faz parte da Tabanca Grande desde 26/8/2008, altura em que venceu a relutância de se associar ao nosso blogue, ao ler o nosso apelo, "Não deixemos que sejam os outros a contar a nossa história por nós";

(vii) tem 163 referências no nosso blogue.


2. A história que se segue tinha originalmente um título modesto (mas honesto), "O Spínola que eu...entrevi". Ele começa por justificar por que é que, muito sinceramente, nunca poderia enganar o leitor se disssesse "O Spínola que eu conheci". Não é homem para enganar os outros, mesmo sendo causídico, vendendo gato por lebre. 

A cena passa-se, nos arredores de Bissau, em Brá, no famoso Depósito dos A(r)didos), num sábado, dia 1 de março de 1969, aquando da despedida de mais um contingente de tropas que cumpriam a sua comissão de serviço e regressavam, no dia seguinte, a casa: BART 1913, CCAV 1693, etc.  

Repare-se que, "naqueles bons velhos tempos" (há quem saudades!...), ainda se trabalhava ao sábado e sol a sol... (Não é como agora, em que  toda a gente, a começar pela tropa,  quer a semana de 4 dias e, de preferência, em teletrabalho).
 

Humor de caserna > O anedotário da Spinolândia: Oh!, homem, cale-se!

por Alberto Branquinho


Não me pareceu que este texto pudesse ser colocado na série “O Spínola que eu conheci”, porque não o conheci. O que posso dizer é que, por duas vezes, pude entrevê-lo.

A primeira foi durante o período de permanência da minha companhia em Bissau (onde nunca estivera), aguardando o embarque de regresso a Lisboa. Encaminhava-me para a messe em Santa Luzia 
[no QG/CTIG], quando o vi, ao longe, em frente à messe, entre meia dúzia de oficiais.

A segunda vez foi durante a formatura de despedida das tropas que, no dia seguinte, embarcavam para Lisboa. Que me lembre, na formatura, estava o meu batalhão  [BART 1913], outro batalhão [ ou, pelo menos, a CAV 1693] e, lá mais à frente, sob a minha direita, tropas da marinha, impecáveis, nas suas fardas brancas.

Eu estava à frente do meu pelotão e tinha a tapar-me a visibilidade sobre um palanquim de madeira (onde estava um microfone), o meu comandante de companhia e, em frente a ele, o coronel que comandava a tropa em formatura. Chegou o Com-Chefe, acompanhado de um oficial que se colocou mais atrás, sob a sua esquerda. Toque de “Sentido”. A seguir, o coronel fez o cumprimento militar. O Com-Chefe respondeu, elevando a mão direita, enluvada, mais ou menos à altura do rosto. Toque de “À-vontade”.

Colocaram um microfone em frente ao coronel. Compasso de espera para o acertar à altura adequada. O coronel colocou os óculos e retirou umas folhas de papel do bolso direito das calças. (Aproveitei para espreitar discretamente, ora sobre a direita ora sobre a esquerda.) O coronel começou a ler. 

Eu não prestava atenção ao que ele dizia, tentando entrever o general, que dava sinais de impaciência. Apurei o ouvido. O coronel falava da arma de Artilharia, da excelência do artilheiro, da história da Artilharia.

O general, que estava cada vez mais impaciente, chegou-se ao microfone do palanquim e ouviu-se, por entre as palavras do coronel, em som nasalado e grave:

 — Já chega!

O coronel pareceu não ouvir e continuou a passar folhas e a ler. E o general:

 — Shh! Shh!

De cabeça baixa, continuei a procurar entrever o palanquim e o general, olhando por cima do sobrolho e pensando: 

 — Vai haver esturro!

O general, de novo:

— Já chega! Shh!

O coronel continuou. Acabou. Dobrou e guardou as folhas.

Ouviu-se o toque de “Sentido” e, logo a seguir, o coronel fez continência. O general respondeu, com um gesto, fazendo oscilar o pingalim sobre o seu lado direito. Então recuou um pouco, ficando, assim, visível, olhou o oficial que o acompanhava 
[talvez oi ajudante de campo, o "Aponta, Bruno"] e que estava à sua esquerda e, com o pingalim apontando o microfone, disse em voz bem audível, mais ou menos isto:

 — Diz lá umas palavras aos rapazes sobre o significado deste ato, que voltam para as famílias, para as mulheres, para os filhos… que era o que o senhor coronel devia ter feito.

(Revisão / fixação de texto, parênteses retos, título, negritos: LG)

________________

Nota do editor LG:

Último poste ds série > 23 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28047: Humor de caserna (269) : O anedotário da Spinolàndia - Parte XXXVI: o que faz o sargento de guarda ao palácio do Governador com uma mensagem relâmpago ("zulu") num domingo, já noite dentro ? Se necessário, faz o Governador saltar da cama...

sábado, 23 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P28047: Humor de caserna (269) : O anedotário da Spinolàndia - Parte XXXVI: o que faz o sargento de guarda ao palácio do Governador com uma mensagem relâmpago ("zulu") num domingo, já noite dentro ? Se necessário, faz o Governador saltar da cama...




Leiria > Ortigosa > Quinta do Paul > 26 de julho de 2014 > Convívio do pessoal das CCAÇ 3327 e 3328 (*)

"Ainda se aproveitavam os últimos momentos para mais uma recordação, antes da despedida. Da esquerda para a direita, Carlos Vinhal, José Câmara, Luís Pinto, Dina Vinhal, João Cruz e ex- cap mil Rogério Alves. Ficam saudades, mas levamos muitas mais e a certeza que para o ano, possivelmente na linda Ilha das Flores, lá estaremos para mais um convívio, se Deus quiser". 

E a propósito da Dina Vinhal, a única mulher nesta fotografia, e inseparável companheira, de uma vida, do nosso Carlos: ontem, cheguei a casa tarde e tinha uma mensagem matinal, "privada e pessoal",  que me deixou preocupado. Hoje de manhã, telefonei-lhe: a Dina está internada, fez uma operação á coluna, e o Carlos está  a acompanhá-la. E antes de 3a. feira não deve regressar a casa. 
 Um chicoração para os dois. Boa recuperação da Dina. Luís.


Foto (e legenda): © Carlos Vinhal / José Câmara (2014). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




1.  José Câmara, um dos nossos camaradas, açorianos, da diáspora  lusitana na terra do Tio Sam, ex-fur mil at inf  CCAÇ 3327 e Pel Caç Nat 56 (Bissau, Mata dos Madeiros, Teixeira Pinto, Bassarel, Bolama, São João, Tite, 1971/73, é autor da notável série "Memórias e Histórias Minhas", de que se publicaram, desde 16/5/2009 até agora, mais de 3 dezenas e meia de postes.

Ele é membro da Tabanca Grande desde 15/2/2009. E tem mais de 150 referências no blogue.

Quando a sua companhia chegou a Bissau, em janeiro de 1971, coube-lhe desde logo fazer a segurança às seguintes instalações civis e militares: 
  • Palácio do Governador da Guiné
  • Quartel da Amura (QG/CCFAG)
  • Instalações da Rádio (Emissor Regional da Guiné, em Nhacra)
  • Hospital Militar 241
  • Laboratório
A ele, pessoalmente, e a mais dois furriéis,com as respetivas secções coube assegurar o serviço de guarda ao Palácio do Governador, missão que desempenhou com  pundonor durante dois meses (fev/mar 1971).

(...) Entrámos de imediato ao serviço (28 de Janeiro de 1971) ao Palácio, embora, os primeiros dias fossem apenas de sobreposição e sem qualquer responsabilidade da nossa parte.

 Tomámos o primeiro contacto com aquilo que seria a nossa responsabilidade. A nossa missão principal seria, sem dúvida, a segurança diária do Palácio, e, todo o aparato que englobava o içar da bandeira e o render da guarda ao Domingo. 

Nas tarefas diárias e no Render da Guarda a colaboração dos cabos e dos soldados era fundamental. O seu aprumo, destreza e rapidez em todos os processos envolvidos eram primordiais para o sucesso da missão. Acrescento, com algum orgulho, que os soldados da minha Companhia estiveram à altura da missão. (...)

O sistema de segurança que era então montado ao Palácio do Governador, sito na Praça do Império, no início da Av da República, englobava as seguintes forças essenciais (**):

(i) uma secção de tropa regular, comandada por um Sargento da Guarda, que tinha a seu cargo os postos de sentinela ao fundo do jardim e ainda um posto de sentinela ao lado direito do jardim; a segurança era feita durante o dia do lado de fora do jardim; com o render dos postos de sentinela às seis horas da tarde a segurança passava a ser feita do lado de dentro dos muros;

(ii) uma secção da Polícia Militar, incluindo um sargento e um oficial, que tinha a seu cargo o pórtico principal do Palácio e o portão lateral de serviço geral;

(iii) durante a noite, entre as dezoito da noite e as seis horas do dia seguinte, a segurança era reforçada com um elemento da Polícia de Segurança Pública (PSP), que ficava encarregado do espaço entre a casa da guarda e do pessoal civil servente do Palácio e o edifício principal;

(iv) também durante a noite, a segurança era ainda reforçada com um cão treinado em segurança e respectivo tratador, na altura um paraquedista, que tinha a seu cargo o patrulhamento do interior do jardim.

Toda a responsabilidade da segurança recaía nos ombros do sargento da guarda. Cabia-lhe a implementação das regras estabelecidas. Mantinha em ordem todo o material de guerra à sua disposição: metralhadoras, munições e granadas de mão. 

Era responsável, além disso,  por encaminhar todas as mensagens chegadas via CTT, conforme o seu grau de segurança. Respondia directamente ao Oficial Ajudante de Campo do Governador sobre qualquer assunto de segurança julgado pertinente. Elaborava e assinava o seu relatório de serviço que era entregue no Comando do AGRBIS logo após a sua chegada a este complexo militar.

(...) Durante cerca de dois meses, essa foi parte do meu trabalho, esta foi a minha Guerra em Bissau. Mantive, sempre, óptimas relações com todas as forças de segurança, incluindo os oficiais da Polícia Militar, que nunca me regatearam a sua compreensão. 

Encontrei no Ajudante de Campo do Governador  [no período entre julho de 1970 e julho de 19727, era o cap cav Lourenço de Carvalho Fernandes Tomás], altura um capitão, muito mais que um militar. Nesse oficial encontrei alguém que compreendia que nós, militares obrigados ao serviço, éramos pessoas que cometíamos erros, que falhávamos, mas que também tínhamos qualidades humanas a respeitar. (...).







Guiné > Bissau > Palácio do Governador >  Junho de 1969 > Render da Guarda > Da coreografi militar fazia parte "um destacamento da Marinha (fuzileiros), a força mais vistosa, e uma força do Exército, Infantaria, Cavalaria ou Artilharia, ou dos Comandos, ou Paraquedistas e bem como a Banda Militar de Bissau"... Nesta altura, em jiunho de 1969, o inquilino era o general Spínola (maio de 1968- agosto de 1973)

Fotos (e legenda): © Virgílio Teixeira (2018). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



2. A história que se segue, republicada agora (***), tem oportuno e pleno cabimento nesta série ("Humor de caserna") (****)...  Um dos ângulos com que se pode observar os homens em ação, seja na  paz, seja na guerra, é o do humor... A história mostra,  por outro lado, uma faceta do gen Spínola que humaniza a sua figura, a qual, para a maior parte de nós,  era a de um personagem distante algo, teatral e temido.

A situação tem a ver com uma mensagem relâmpago ("zulu) que o autor recebeu, das máos de um estafeta dos CTT.  quando, num domingo, à noite, estava de serviço de guarda ao Palácio do Governador, em Bissau. Recorde-se que este tipo de mensagem correspondia ao "grau máximo de prioridade na rede de transmissões".


O que faz o sargento de guarda ao Palácio do Governador com uma mensagem relâmpago ("zulu") num domingo, já noite dentro ? Se necessário, faz o Governador saltar da cama...

Por José Câmara

Este pequeno episódio deu-me para conhecer uma faceta mais humana do general Spínola.

Enquanto sargento da guarda ao Palácio do Governador da Guiné, os meus contactos com o general Spínola foram, sempre, esporádicos.

Esses encontros davam-se quando ele se dirigia à Casa da Guarda para ali deixar, para limpeza, o seu cinturão com as cartucheiras e granadas de mão ofensivas M63 e a sua G3.

Outras vezes cruzava-me com ele junto dos portões de estrada quando ele, quase sempre na companhia da esposa  [Dona Helena], dava um passeio nos arredores do Palácio, ou se dirigia ou vinha do clube dos oficiais da Força Aérea que ficava nas redondezas do Palácio.

Sempre fiz acompanhar o meu cumprimento de continência militar ao velho general com um cumprimento civil sobretudo em atenção à esposa. O general sempre correspondia ao cumprimento com um leve sorriso. Julgo que era apreciativo desta forma de eu o(s) cumprimentar.

Um domingo, com a noite já avançada, o encontro foi diferente.

Pelo intercomunicador do posto de sentinela que servia o portão de serviço geral recebi a informação de que um estafeta dos CTT tinha uma mensagem dirigida ao governador da Guiné. De imediato dirigi-me àquele posto de sentinela. Cumpridas as formalidades com o estafeta dos CTT, reparei que a mensagem era do tipo relâmpago. Era a primeira que me acontecia. Sabia o que tinha que fazer.

De imediato dirigi-me aos escritórios de apoio ao palácio. Para meu desespero não encontrei ninguém no escritório. 

Tinha a consciência da importância daquele tipo de mensagem que tinha de ser entregue, nem que tivesse que fazer o nosso general saltar da cama.

Aventurei-me nos corredores sem acender a luz, na esperança de ver alguma réstea de luz por debaixo de alguma das portas. A ideia era boa, o resultado foi pobre.

Decidi bater a uma das portas. Para surpresa minha a porta entreabriu-se. Na minha frente estava o próprio general Spínola. Ao aperceber-se quem eu era de imediato transpôs a porta, fechando-a atrás de si.

Cumprimentei-o e disse-lhe o que me levara ali. Uma mensagem relâmpago dirigida a ele. A nossa conversa foi, essencialmente esta:

− Abra e leia − disse-me ele.

− Meu general. eu não posso nem devo ler esta mensagem. É uma mensagem relâmpago − retorqui.

− Pode, pode… abra, abra… leia, leia. Sou eu que lhe estou dizendo que pode − disse ele um pouco impaciente.

Abri a mensagem e comecei a ler:

O Conselho de Ministros em sua reunião de... aprovou o...

Hoje não tenho a certeza se a comunicação se referia à aprovação do Orçamento Geral da Guiné, ou apenas de um suplemento.

O general enquanto pegava na mensagem deu-me um pequeno toque nas costas e disse:

Hoje é um dia grande para a Guiné!

Levantando a mensagem ao ar, como quem levanta um troféu, reabriu a porta e ouvi-o dizer:

− Está aqui…

Um coro de palmas eclodiu naquela sala. Foi aí que pude reparar que o general estava rodeado pelos seus colaboradores mais directos na Guiné, deduzi.

Fechei a porta e dirigi-me à Casa da Guarda. Ia pensativo. Por causa daquelas palmas.

Afinal aqueles homens também eram capazes de exultar com as suas vitórias. Eram vitórias de um tipo de guerra que não era a nossa, mas sem as quais as nossas vitórias seriam muito mais difíceis de obter.

Cruzei-me mais três vezes com o general: no destacamento de Bassarel, no destacamento de São João e no Depósito de Adidos, em Brá, no dia da despedida.

José Câmara

(Seleção, revisão / fixação de texto, itálicos, negritos parênteses retos, título: LG)
__________

Notas dos editores  CV/LG:

(*) Vd. poste de 23 de agosto de 2014 > Guiné 63/74 - P13528: Convívios (618): Rescaldo do Encontro das CCAÇ 3327 e 3328, levado a efeito no passado dia 26 de Julho de 2014 na Quinta do Paúl, em Ortigosa (José da Câmara)

(**)  Cd, postes de:




(***) Vd. poste de 15 de dezembro de 2009 > Guiné 63/74 - P5469: Memórias e histórias minhas (José da Câmara) (10): As palmas das vitórias de uma Guerra que não era nossa