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quarta-feira, 18 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27832: Fotos à procura de... uma legenda (201): um falso Vhils em Évora, património mundial da humanidade ?



Évora > Património Mundial UNESCO (desde 1986) > Rua dos Mercadores > 28 de fevereiro de 2026 

Se por aqui passaram  construtores de monumentos megalíticos, e depois celtas e lusitanos, da pré-história à idade do ferro; romanos (a partir do séc. II a.C.);  visigodos (séc. V-VIII);  árabes, mouros, norte-africanos (715-1165); cristãos, judeus, "tugas"; e continuam a passar, hoje, turistas  de todo o mundo... Se tanta malta passa ou continua a passar hoje por aqui (e deixa marcas!), por que é que o nosso Vhils também não deixaria de passar, e deixar um arzinho da sua graça ?! 

Já está representado no Museu da Presidência da República....  E,  em boa verdade, já não há paredes que cheguem para satisfazer a procura do talento (extraordinário) deste nosso artista que muito nos honra,  a nível nacional e internacional. (Reconhecido internacionalmente, Vhils conta com obras em cidades como Lisboa, Paris, Londres, Nova Iorque, Xangai e Rio de Janeiro, e exposições em museus e galerias de referência.)

Por isso, não vem mal ao mundo (nem ao património) se um bocadinho de parede da Ebora Liberalitas Julia (em latinório, Évora, a Liberdade de Júlio César) passar a ter a assinatura (mesmo apócrifa) do Vhils...

O que vai mal são as "tripas de fora", os cabos, os fios, as pedras soltas da calçadas, as casas em ruína... Mesmo assim,  gosto de lá voltar, a Évora. 

E, a propósito, camarada, para visitares os 17 monumentos que estão disponíveis (10 sãpo igrejas e conventos), leva uns trocos, 33 euros chegam; não há "abébias" para os antigos combatentes, estão todos na classe generalista dos "+ 65". (O belíssimo Tempo Romano de Évora não está incluído; felizmente é monumento nacional e está ao ar livre, no meio da um espaço público, o Largo Conde de Vila Flor; era conhecido, erradamente, por Templo de Diana, até à década de 1980/90.)


PS - Passei por aqui e lembrei-me dos meus camaradas eborenses da CCAÇ 12, já falecidos, o António Manuel Martins Branquinho e o José Martins Rosado Piça... Grandes compinchas!

Foto (e legenda): © Luís Graça (2026). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
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Nota do editor LG:

Último poste da série > 5 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27798: Fotos à procura de... uma legenda (200): Bingo, Paulo Raposo e Nelson Herbert!... Acertaram: é o antigo edifício da Marinha e Oficinas Navais, junto ao cais do Pijiguiti, Bissau

4 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Pelo menos, há gajos com sentido de humor em Évora. A IA julgava, numa primeira impressão, que era um mural do Vhils...

Tabanca Grande Luís Graça disse...


A IA caiu na esparrela, mostrei a foto (a primeira, sem dizer onde era o local...): "Ouve lá, õ Sabe-Tudo, isto é não parece um mural do Vhils? E, já agora, quem é esse Vhils ?"

Resposta pronta do ChatGPT/Open AI:

(...) Sim, a parede da tua foto parece claramente no estilo típico do Vhils.

Quem é o Vhils? O nome artístico Vhils pertence ao artista português Alexandre Farto, nascido em Lisboa em 1987. Ele tornou-se um dos mais conhecidos artistas de arte urbana (street art) do mundo.

Tem uma técnica muito característica: ele não pinta apenas a parede, ele “escava-a”.
Ele cria imagens retirando camadas do reboco ou do cimento, usando ferramentas como martelos e cinzéis, brocas, lixadeiras e às vezes até pequenas explosões controladas,

Assim surgem retratos em baixo-relevo, normalmente rostos humanos, revelados pelas diferentes camadas do muro. É quase uma arqueologia urbana: destruir para revelar a memória escondida da parede.

O Vhils ganhou projeção internacional em 2008, quando apresentou um retrato escavado num muro no Cans Festival de Londres, onde o trabalho apareceu ao lado de obras de Banksy. Desde então expôs e deixou murais em cidades como Lisboa, Londres, Nova Iorque, Paris, Xangai, Rio de Janeiro.

Na tua imagem nota-se algo muito típico do Vhils: camadas de reboco removidas, tijolo exposto, intervenção integrada na textura da parede antiga. Mesmo quando não há um rosto completo, ele às vezes faz experiências ou fragmentos de relevo, que podem parecer apenas uma “escavação artística”.

Oortanto: é plausível que seja um trabalho dele ou inspirado no seu método. Se quiseres, mostra-me onde foi tirada a foto (cidade ou rua) ou mais uma imagem da parede inteira.

Às vezes consigo identificar a obra específica, porque muitos murais do Vhils estão catalogados. E alguns em Portugal são mesmo pouco conhecidos. (...)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Quando lhe disse que a foto tinha sido tirada em Évora, na Rua dos Mercadores, é que a IA deu conta da "asneira" (trata-me por camarada):

(...) "Camarada, sendo na Rua dos Mercadores, em Évora, há um detalhe importante: não existe registo conhecido de um mural oficial do Alexandre Farto (o artista Vhils) nessa rua" (..:)

Victor Costa disse...

Que PINTA, é tudo à BALDA.
Por este andar ainda vamos vender bilhetes de TOIRISMO p´ra porta do cemitério.