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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P280542: Álbum fotográfico de Ernestino Caniço, ex-alf mil cav, Pel Rec Daimler 2208, Mansabá e Mansoa, e Rep ACAP/QG/CCFAG, Amura, Bissau, 1970/72 - Parte II: recuperar a gente do "mato"

 




Foto nº 1, 1A e 1B




Foto nº 2, 2A e 2B




Foto nº 3, 3A e 3B




Foto nº 4, 4A e 4B

Se



Foto nº 5, 5A, 5B e 5C


Foto nº 6

Guiné > Bissau > Rep ACAP / QG/CCFAG > c. 1971 > Possível legenda: população, anteriormente sob controlo do PAIGC (que vivia, portantio, no "mato"), e entretanto "recuperada" pelas NT. Visita de acção psicossocial organizada pela Rep ACAP. Preparada e conduzida com cuidado: por exemplo, o condutor da viatura é guineense, não há tropa por perto,  apenas elementos da administração civil (talvez chefe de posto da localidade).


Fotos (e legendas): © Ernestino Caniço (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné] 



O médico Ernestino
 Caniço (Tomar, 2014)
1. Mensagem, mais abaixo. de Ernestino Caniço (ex-Alf Mil Cav, Comandante do Pel Rec Daimler 2208, Mansabá e Mansoa; Rep ACAP - Repartição de Assuntos Civis e Acção Psicológica, Bissau, jan 1970/ dez 1971, hoje médico, vive em Tomar, estando reformado do SNS (em 1971, era chefe da Rep ACAP o major inf Mário Lemos Pires, que será entretanto promovido a tenente-coronel); trabalhou com o então cap Otelo Saraiva de Carvalho):


Data - 4 de maio de 2026, 21:11
Assunto - Rep ACAP

Votos de ótima saúde


A fim de dar continuidade ao “material” sobre a Rep ACAP (Assuntos Civis / Acção Piscológica), remeto mais algumas fotos sobre esta temática.

De relevar, a população que após informação, visitava obras e estruturas do governo da Guiné.

Aproveito o ensejo para referir que ao visualizar os postes sobre o PIFAS, concluí que eu e o camarada Garcês Costa fomos contemporâneos na Rep ACAP e ao qual deixo um abraço.(O resto da mensagem será publiucada noutro poste a seguir.) (...)

Um abraço,

Ernestino Caniço


2. Comentário do editor LG:

Obrigado., camarada, por mais este lote de fotos, relativas ao tempo em que estiveste na Rep ACAP. 

Embora as legendas sejam sucintas, e não tragam  datas, tudo indica tratar-se de população "turra", que está em fase de recuperação e reintegração.  Pelo aspect0, é gente do mato e, maioritariamente, balantas. De onde vieram não sabemos. Nem sequer o local da visita.

Com Spínola enquanto governador e comandante-chefe, houve uma forte aposta na "recuperação" de antigos combatentes do PAIGC como da população que vivia no "mato"...

Dos relatóros da ação psicológioca  realizada  no ano de 1972, destaco por exemplo este excerto (vd,. nmais abxio, em itálico), bastante elucidativo sobre o sucesso que estava a ter o desenvolvimento da política "Por uma Guiné Melhor".

O gen Spínola, em 1970 e 1971, não só estava a "inverter a situação militar" como a ganhar pontos ao PAIGC, na (re)conquista das populações que viviam no "mato", nas chamadas "áreas libertadas": mal instaladas, refugiadas nos sítios mais recônditos  das matas e floresta, mal alojadas, mal alimentadas, mal vestidos, tendo de alimentar também a guerrilha, dispondo de poucos ou mesmo nenhuns cuidados de saúde, sujeitas  aos abusos dos "senhores da guerra", obrigados a "trabalho forçado" (colunas logísticas, etc.), vítimas de bombardeamentos, assaltos de tropas helitransportadas, golpes de mão da tropa de infantaria, flagelações da artilharia, etc.  Enfim, um inferno!...

Viver num reordenamento, com escola, posto sanitário, água potável, mercado, estradas mais seguras, transportes, casa com telhado de zinco, bolanhas ricas para cultvar o arroz (como Sambassilate, no subsector do Xime, Sector L1),  em segurança relativa, no seu primitivo chão, etc., era bem melhor do que viver no  "mato"...

(...) "População

O aspecto mais significativo no período foi a recuperação de cerca de 3.500 elementos da população balanta em Caboxanque e Cadique  [no Cantanhez, região de Tombali] que, após a implantação das NT naqueles locais, franca e abertamente, se acolheram à nossa protecção, colaborando na construção dos aldeamentos locais imediatamente iniciados.

Esta atitude, manifestada por uma população há anos sob controlo IN, para além de revelar um fraco índice de contaminação subversiva, onfirma o quadro de desequilíbrio psicológico a nosso favor, vindo há muito manifestar-se pela generalidade da população controlada pelo inimigo em consequência dum cansaço de guerra, pesadas exigências do Partido e precárias condições da vida no "mato". (...)


Fonte:  Excerto de: CECA - Comissão para o Estudo das Campanhas de África: Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974) : 6.º Volume - Aspectos da actividade operacional: Tomo III - Guiné - Livro III (1.ª edição, Lisboa, 2015),  pág. 186.

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 29 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27967: Álbum fotográfico de Ernestino Caniço, ex-alf mil cav, Pel Rec Daimler 2208, Mansabá e Mansoa, e Rep ACAP/QG/CCFAG, Amura, Bissau, 1970/72 - Parte I: "Conquistar mentes e corações"