Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Textos: Cherno Baldé / António Rosinha
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.
1. Comentários ao poste P28066 (*):
1.1. Cherno Baldé:
O autor e editor do texto (LG) fala da produção do caju pós-colonial como se tratasse de uma visão e orientação económica bem construída e aplicada no terreno. Não há nada mais errado.
A ideia apareceu na época colonial, provavelmente nos anos 40/50, a década da visão abrangente de longo prazo e de todas as obras de infraestruturas no território iniciadas com o consulado do Sarmento Rodriges.
1.2. António Rosinha:
"Os camponeses, que eram o pilar da economia colonial, foram completamente ignorados", diz o Cherno.
1.1. Cherno Baldé:
O autor e editor do texto (LG) fala da produção do caju pós-colonial como se tratasse de uma visão e orientação económica bem construída e aplicada no terreno. Não há nada mais errado.
A ideia apareceu na época colonial, provavelmente nos anos 40/50, a década da visão abrangente de longo prazo e de todas as obras de infraestruturas no território iniciadas com o consulado do Sarmento Rodriges.
A política da promoção do caju continuou ainda nos anos 60/70, sem conseguir, todavia, uma aceitação geral no seio da população, sobretudo no Leste do território, mas já dominava em largos espaços no litoral Oeste (Biombo), Norte (Bissorã) e algumas partes do Sul (Tite e Fulacunda).
O que aconteceu no põs-25A74 é uma completa desordem na economia. O Partido não tinha uma política económica definida, o regime do Luís Cabral, um grande sonhador e voluntarista, quis transformar um país recém-independente, agrário, desprovido de quadros técnicos e de especialistas e sem infraestrtuturas, num país industrializado, com fábricas e numa aventura de substituição de importações.
Os camponeses, que eram o pilar da economia colonial, foram completamente ignorados, o sistema produtivo, de fomento e captação vs distribuição através da rede de lojas e armazéns no mato em que se apoiavam. foi desmantelado na tentativa forçada de criação de uma nova rede controlada pelo Estado (Armazéns do Povo), o que desincentivou a produção do amendoim em larga escala.
O que aconteceu no põs-25A74 é uma completa desordem na economia. O Partido não tinha uma política económica definida, o regime do Luís Cabral, um grande sonhador e voluntarista, quis transformar um país recém-independente, agrário, desprovido de quadros técnicos e de especialistas e sem infraestrtuturas, num país industrializado, com fábricas e numa aventura de substituição de importações.
Os camponeses, que eram o pilar da economia colonial, foram completamente ignorados, o sistema produtivo, de fomento e captação vs distribuição através da rede de lojas e armazéns no mato em que se apoiavam. foi desmantelado na tentativa forçada de criação de uma nova rede controlada pelo Estado (Armazéns do Povo), o que desincentivou a produção do amendoim em larga escala.
As famílias camponesas, desorientadas e sem apoio moral nem material, pegaram naquilo que podiam e/ou tinham em mão e, foi assim que, rapidamente, sem qualquer decisão superior, aconteceu a corrida ao caju como meio de salvação e substituto dos anteriores produtos de renda, combinando-se com um período de forte procura desse produto no mercado internacional.
Como uma desgraça nunca vem só, então a facilidade da sua produção, aliada ao volume das receitas, acabou por conquistar a totalidade do território e familias, e com isso levar ao abandono das outras culturas, inclusive alimentícias como os campos de arroz e milho.
Como uma desgraça nunca vem só, então a facilidade da sua produção, aliada ao volume das receitas, acabou por conquistar a totalidade do território e familias, e com isso levar ao abandono das outras culturas, inclusive alimentícias como os campos de arroz e milho.
1.2. António Rosinha:
"Os camponeses, que eram o pilar da economia colonial, foram completamente ignorados", diz o Cherno.
Claro que para o PAIGC de Luis Cabral, bem como para todos os "portugueses" do Ultramar que formaram os movimentos nas diversas colónias, foram anos e anos a sonhar nas riquezas que "tínhamos debaixo dos pés".
A lavoura salazarista do azeitinho, da corticinha, da sardinhinha...termos que atiravam à cara dos transmontanos, beirões, minhotos, algarvios e madeirenses, não era para eles.
Isso do óleo de palma, amendoim, caju...isso não era para eles.
O Luís Cabral e seus irmãos das outras colónias sonhavam mais alto. Luis Cabral queria industrializar, mesmo depois dele ainda ficou aquela de que a Guiné ia ser a "Suiça africana",
Só mesmo os barcos da Sogeral (CUF) com tripulação cabo-verdiana, gastava gasóleo para se desviar da rota de Luanda e subir o Geba até Bissau para levar uns tantos barris de vinho e aproveitava e carregava uns tantos tambores de chabéu para as suas fábricas de sabão do Barreiro.
Sem CUF e sem Caboverdeanos não havia ânimo para uma segunda Guiné. (**=
quarta-feira, 3 de junho de 2026 às 00:14:00 WEST
(Revisão / fixação de texto, título: LG)
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A lavoura salazarista do azeitinho, da corticinha, da sardinhinha...termos que atiravam à cara dos transmontanos, beirões, minhotos, algarvios e madeirenses, não era para eles.
Isso do óleo de palma, amendoim, caju...isso não era para eles.
O Luís Cabral e seus irmãos das outras colónias sonhavam mais alto. Luis Cabral queria industrializar, mesmo depois dele ainda ficou aquela de que a Guiné ia ser a "Suiça africana",
Só mesmo os barcos da Sogeral (CUF) com tripulação cabo-verdiana, gastava gasóleo para se desviar da rota de Luanda e subir o Geba até Bissau para levar uns tantos barris de vinho e aproveitava e carregava uns tantos tambores de chabéu para as suas fábricas de sabão do Barreiro.
Sem CUF e sem Caboverdeanos não havia ânimo para uma segunda Guiné. (**=
quarta-feira, 3 de junho de 2026 às 00:14:00 WEST
(Revisão / fixação de texto, título: LG)
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Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de 2 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28066: Guiné-Bissau, hoje: factos e números (7): caju, a nova "semente do diabo" ? - Parte I
(*) Vd. poste de 2 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28066: Guiné-Bissau, hoje: factos e números (7): caju, a nova "semente do diabo" ? - Parte I
(**) Último poste da série > 8 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27715: S(C)em Comentários (88): Paiai Lémenei, de má memória (Luís Dias, ex-alf mil op esp, CCAÇ 3491 / BCAÇ3872, Dulombi e Galomaro, 1971/74)



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