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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27715: S(C)em Comentários (88): Paiai Lémenei, de má memória (Luís Dias, ex-alf mil op esp, CCAÇ 3491 / BCAÇ3872, Dulombi e Galomaro, 1971/74)


Guiné > Zona Leste > Sector de Galomaro > CCAÇ 3491 / BCAÇ 372 (1971/74)  (1971/74) >

  Luís Dias, alf mil op esp :  "Chegada a Galomaro da CCAÇ 3491,  no dia 9 de março de 1973. No jipe podemos ver eu, e  o fur mil Baptista, do 1º Gr Comb, e ao lado, a sorrir, um guerrilheiro do PAIGC que, no dia anterior, se tinha entregue a uma patrulha nossa na área do Dulombi. A arma é uma Shpagin PPSH 41, no calibre 7,62 mm Tokarev, mais conhecida por "costureirinha" e com a particularidade de ter um carregador curvo de 35 munições, em vez do habitual tambor de 71". 

(Foto do Luís Dias, reproduzida com a devida vénia, do seu blogue, Histórias da Guiné, 71-74: A CCAÇ 3491, Dulombi.


1. Comentárioo do nosso grão-tabanqueiro Luís Dias, ao poste P27713 (*)


A história do Rui Felício fez-me lembrar a que eu passei, na zona que ele descreve, em Paiai Lemenei, anos depois, em 11 de março de 1972, quando com o meu grupo de combate (2º) e outro combate (3º), ambos da CCAÇ3491, recentemente chegados ao Dulombi, e reforçados por 1 secção de milícias, regressávamos de uma operação a uma zona perto do Rio Corubal, numa zona fortemente arborizada, onde parámos para descansar. 

Fomos alertados pelos gritos de aviso de um dos meus soldados, que avistou 2 elementos IN a avançar sobre a nossa zona, seguidos de uma forte rajada de metralhadora. 

Após alguns segundos de silêncio, desatou um "fogachal" sobre nós, com roquetes e tiros de armas automáticas. 

Depois da surpresa, houve uma reacção do nosso pessoal e foi um elemento africano, do 3º grupo, já experiente, que agarrou o morteirete 60mm, colocou-o à barriga (um feito que nunca mais vi ninguém fazer) e largou um par de granadas que terão caído perto donde estavam os elementos do IN acoitados. 

De facto, o fogo deles quase parou imediatamente.

 Entretanto o escuro da noite foi surgindo. A rajada que tínhamos ouvido, fora lançada por um dos meus 1º cabos, que também avistara os elementos do PAIGC e disparara uma rajada da sua ML e pouco mais porque a HK-21 entretanto se encravou. 

Tivemos feridos ligeiros, mas o IN pelos rastos e poças de sangue encontradas (só no dia seguinte) e material deixado pelo chão, tiveram baixas de certeza. 

Na rádio do PAIGC disseram que tínhamos sofrido 8 mortos e, o que não era normal, referiram terem sofrido baixas. 

Como na história do Rui, deduzimos que o grupo IN também tinha parado na mesma zona, provavelmente a descansar, para mais tarde ir atacar o Dulombi. 

Abraço a todos os camaradas.

Luís Dias, ex-alf mil at inf, CCAÇ 3491 / BCAÇ 3872 (Dulombi/Galomaro, 1971/74)

domingo, 8 de fevereiro de 2026 às 10:39:00 WET  (**)

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