Pesquisar neste blogue

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 - P27714: Foi há... ( 8): 57 anos: a retirada de Madina do Boé, vista pelo fotógrafo Hélio Felgas, na altura, cor inf, cmdt da Op Mabecos Bravios e do Cmd Agruupamento 29957 (Baftá, 1968/70) - Parte I








Guiné > Região do Boé > Rio Corubal > Cheche > 6 de fevereiro de 1969 > A famigerada jangada que servia para transporte de tropas e material, numa  das últimas travessias, aquando da retirada de Madina do Boé. A foto é de Hélio Felgas que a deve ter cedido a José Manuel Saraiva. Tomamos a liberdade de a voltar reprodudir, reeditada.,


1. A foto, histórica, é do  comandante da Op Mabecos Bravios, o então cor inf Hélio [Augusto Esteves ] Felgas (1920-2008). Reproduzida com a devida vénia de Camões - Revista de Letras e Culturas Lusófonas, nº 5,  abril-junho 1999, pág. 15 (publicação editada pelo Instituto Camões; o nº 5, temático, foi dedicado ao "25 de Abril, revolução dos cravos").

Esta e outras notáveis imagens vêm inseridas num artigo de José Manuel Saraiva, "Excertoa de Guerra", pp. 8-15, na citado número da revista Camões.

O seu a seu dono...  Tem andado por aí, nas redfes sociais, na Net, aos trambolhões, e até na comnunicaçáo social, sem a  atribuição dos devidos créditos fotográficos,.

É umas das cinco fotos extraordinárias, tiradas pelo então cor inf Hélio Felgas, comandante do Agrupamento nº 2957 (Bafatá, 1968/70)  e comandante da Op Mabecos Bravios (retirada de Madina do Boé, 2 a 7 de fevereiro de 1969),

Ficamos a saber que o  major-.general Hélio Felgas (cujo ficará para sempre associado apo desastre do Cheche) era também um fotógrafo de grande sensibilidade e qualidade. Redescobri, há 10 anos atrás, e esta e outras fotos  num artigo do jornalista José Manuel Saraivas (*). A quem agradeço o ter sido um dos primeiros  a insurgir-se contra o "silêncio" a que foi votada a guerra colonial depois do 25 de Abril.


Julgo que estas imagens fazem agora parte do Arquivo Histórico-Militar. O seu autor morreu em 2008 e a família deve ter doado o seu espólio fotográfico ao AHM. No entanto, estas cinco, que vamos reproduzir netse e em prócimo poste, devem ter sido cedidas ao jornalista (e nosso camarada, foi combatente na Guiné) José Manuel Saraiva (n. 1946, Oliveira do Hospital):f oi o autor de !Madina do Boé—A Retirada" e "De Guilege a Gadamael—O corredor da morte", documentários produzidos pela SIC sobre a guerra colonial.

O major-general Hélio Felgas foi militar, escritor e professor da Academia Militar. As suas qualidades  como militar e português foram reconhecidas com as medalhas de ouro de Serviços Distintos com Palma, Cruz de Guerra (1ª e 3ª classes) e o grau de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (atribuído em 1970).

É pena que não termos acesso às fotografias originais. As imagens que aqui reproduzimos, com a devida vénia, são da revista Camões, em formato pdf.  São também a nossa maneira, singela,  de relembrar aqui esse fatídico dia 6/2/1969, em que morreram 46 militares portugueses, nossos camaradas da CCAÇ 2405 e CCAÇ 1790, além de um civil guineense, na travessia do Rio Corubal, em Cheche, na retirada de Madina do Boé. (**)  (LG)
 _____________

Notas do editor LG:

(*) José Manuel Saraiva nasceu na aldeia de Santo António de Alva, estudou em Coimbra e fez a guerra na Guiné. Dedicou a sua vida profissional ao jornalismo. É autor e produtor executivo de dois comentários sobre a Guerra Colonial na Guiné e em 2001 publicou a sua primeira obra de ficção, As Lágrimas de Aquiles. Seguiram-se os romances Rosa Brava, A Terra Toda, A Última Carta de Carlota Joaquina, O Bom Alemão e A Embaixada, que o consagraram como um dos mais conceituados autores portugueses.

(*) Último poste da série > 6 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27707: Foi há... (7): 57 anos, o desastre do Cheche, na retirada de Madina do Boé (Op Mabecos Bravios, 6/2/1969)... Só em 19 foi decidido realizar uma operação com fuzileiros especiais e mergulhadores-sapadores da Armada para resgatar os corpos... O brigadeiro António Spínola fez questão de estar presente pessoalmente, com um capelão e coroas de flores com a frase "A Pátria agradecida"

(**) José Manuel Saraiva nasceu na aldeia de Santo António de Alva, estudou em Coimbra e fez a guerra na Guiné. Dedicou a sua vida profissional ao jornalismo. É autor e produtor executivo de dois comentários sobre a Guerra Colonial na Guiné e em 2001 publicou a sua primeira obra de ficção, As Lágrimas de Aquiles. Seguiram-se os romances Rosa Brava, A Terra Toda, A Última Carta de Carlota Joaquina, O Bom Alemão e A Embaixada, que o consagraram como um dos mais conceituados autores portugueses.

Sem comentários: