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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28087: Tabanca Grande (581): O superintendente, na situação de reforma, Isaías Teles, e presidente do Núcleo de Oeiras / Cascais da Liga dos Combatentes, que foi alf inf na CCAÇ 1591 (Mejo, Aldeia Formosa e Buba, 1966/68), senta-se a partir de hoje à sombra do nosso poilão, no lugar nº 915


Superintendente, na reformado,  Isaías Fernando Ferreira Teles: (i) nasceu em 28 de fevereiro de 1946, em Bragança; (ii) vive em Linda-A-velha, Oeiras; (iii) é membro da Magnífica Tabanca da Linha; (iv) é presidente da direção do Núcleo de Oeiras / Cascais da Liga dos Combatentes, desde 2013; (v) tem página no Facebook; (vi) passa a sentar-se à sombra do nosso simbólico poilão, no lugar nº 915.


1. O ex-alf inf, CCAÇ 1591 (Mejo, Aldeia Formosa e Buba, 1966/68), oficial do exército, da arma de infantaria, Isaías Teles, hoje superintendente da PSP, na situação de reforma, fez também comissões de serviço em Angola e Moçambique; em 1989 transitou para os quadros da PSP; finalmente senta-se connosco à sombra do poilão da Tabanca Grande.

Através do Núcleo de Oeiras da Liga dos Combatentes, recebemos há mês e meio atrás uma mensagem sua, com um texto da sua autoria sobre a viagem que fez à Guiné-Bissau, ainda antes da pandemia, em 2018, e que vamos publicar em próximo poste.

Data - 22/04/2026, 16:12
Assunto - Partir Mantenhas

Camarada e Amigo,

Conforme a nossa conversa no último almoço da Magnifica Tabanca da Linha, junto em anexo um Tema Relato por mim escrito referente a uma ída à Guiné Bissau nos princípios de 2018.

Com um abraço.
Isaías Teles


Ficam assim reunidos os requisitos para a sua apresentação à Tabanca Grande, que já peca por tardia.




Oeiras > Galeria-Livraria Municipal Verney > 4 de março de 2017 > 15h00-16h30 >Sessão de lançamento do livro de fotografia, da autoria de nosso grão-tabanqueiro Jorge Ferreira, "Buruntuma: algum dia dia serás grande!... Guiné, Gabu, 1961-63" (edição de autor: Oeiras, 2016; impressão: Jotagrafe - Artes Gráficas Lda)...

O presidente da direção do Núcleo de Oeiras-Cascais da Liga dos Combatentes, Isaías Fernando Ferreira Teles, superintendente reformado, esteve presente, e teve a gentileza de oferecer ao nosso blogue o livro "Olhares sobre a Guiné e Cabo Verde" (org., Manuel Barão da Cunha e José Castnho Paes) (Linda A Velha: DG Edições; e Porto; Caminhos Romanos, 2012, 389 pp. (Coleção Fim do Império, 9).

Foto (e legenda): © Luís Graça (2017). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


2. Nada com o como esta data, simbólica, 0 10 de junho de 2026, para apresentar à Tabanca Grande mais um antigo combatente da Guiné, .e com ele "partir mantenhas".

É uma figura de destaque com uma longa e prestigiada carreira militar e policial em Portugal. Atualmente, desempenha funções como Presidente da Direcção do Núcleo de Oeiras/Cascais da Liga dos Combatentes, eleito para o triénio de 2025/28 .

Sob a sua liderança, o núcleo tem mantido uma atividade notável no apoio social aos antigos combatentes e na preservação da sua memória coletiva,   promovendo conferências, homenagens locais e encontros de confraternização. É 
uma função que reflete o seu empenho contínuo em honrar e apoiar aqueles que, como ele, serviram Portugal em tempos de guerra e paz.




Guiné > R3gião de Tombali > Mejo > CCAÇ 1591 > c. 1067 > O alf inf Isaías Teles



Guiné > R3gião de Tombali > Mejo > CCAÇ 1591 > c. 1067 > Vista exterior da porta de armas.   A CCAÇ 1591 foi colocada em Mejo em 23 de outubro de 1966, "para intensificação da actividade bo corredor de Guileje". Era comandada pelo cap inf Luís Carlos Loureiro Cadete (que foi instrutor de alguns de nós, no CISMI, Tavira)

Em meados de 1967, a  CCaç 1591 (-) estava sediada  em Aldeia Formosa, Em 17Jun67, por rotação com a CCaç 1622, assumiu a responsabilidade do subsector de Aldeia Formosa, com os seus pelotões distribuídos por Cumbijã, Colibuia e temporariamente em Chamarra e Contabane. 

Mejo seria "desmilitarizado" em 1969, no início do "consulado" de governador e comandante-chefe António Spínola, a par de Beli, Madina do Boé, Ché Che, Contabane, Colibuia, Cumbijã, Ponte Baiana, Gandembel, Sangonhá, Cacoca, Cachil e Ganjola (Região de Tombali, Zona Sul), Gubia (Região de Quínara, Zona Sul) e ainda Banjara (Região de Bafatá, Zona Leste).


Fotos (e legendas): © Isías Teles (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Mais alguns marcos da sua história de vida:
  • Isaías Teles nasceu em Bragança, em 1946, tendo efectuado os estudos secundários nos Liceus de Vila Real e Bragança;
  • em 1966 concluiu o curso da Academia Militar (Infantaria); em 1984 o Curso Geral de Comando e Estado-Maior; em 1994 o Curso de Auditor de Defesa Nacional;
  • cumpriu três comissões no Ultramar: na Guiné (1967); em Moçambique (1970-1972); em Angola (1973-1975),
  • na Guiné foi alferes de infantaria na CCAÇ 1591, em Fulacunda, Mejo, Aldeia Formosa e Buba, onde forjou laços de camaradagem que perduram até hoje;
  • das variadas funções que desempenhou salientam-se ainda as de Comandante do Batalhão Operacional do Regimento de Infantaria de Queluz (1983-1985);
  • foi para a PSP (Polícia de Segurança Pública)em 1985, onde estive até 1989, em comissão de serviço;
  • nesse ano passou a integrar os quadros da PSP no posto de intendente,
     sendo promovido a superintendente em 1994;
  • em 1998 passou à situação de reforma;
  • missões Internacionais: comandou o Contingente da Polícia Portuguesa nas forças da ONU (CIVPOL) em Moçambique, em 1994;
  • exerceu ainda  o cargo de Diretor de Segurança do Primeiro-Ministro (1990–1991), Comandante do Corpo de Segurança Pessoal da PSP (1995–1998) e assessor do Secretário de Estado da Defesa Nacional (2002–2004);
  • é condecorado com as Medalhas de Mérito Militar de 2.ª e 3.ª Clases, Defesa Nacional de 2.ª Classe, Comemoratíva das Campanhas de África, Ouro de Comportamento Exemplar, das Nações Unidas e é Comendador da Ordem do Rio Branco, do Brasil;
  • é autor do livro de memórias, "De Bragança a Macau" (Lisboa: Âncora Editora, 2025, 200 pp.) (Coleção "Fim do Império").

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3. Comentário do editor LG:

Meu caro Isaías Teles, ficamos honrados com a tua presença entre nós. Que seja também um lembrete do que fomos, do que somos e do que continuamos a ser: uma Tabanca Grande onde muito simplesmente partilhamos memórias (e afetos). 

Um alfabravo de boas- vindas, do Luís Graça em nome de todos os amigos e camaradas da Guiné (vd. aqui a lista alfabética).

PS - As regras por que nos regemos são conhecidas, e podem aqui ser lembradas.

Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné: Política editorial


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O nosso blogue é também uma Tabanca Grande. Originalmente, chamámos-lhe Tertúlia. Tabanca é um termo mais apropriado: nela cabem todos os amigos e camaradas da Guiné. Cabemos todos com tudo o que nos une, e até com aquilo que nos pode separar (religião, política, futebol; nacionalidade, naturalidade, idade, etnia, cor da pele; antigo posto, arma, especialidade; habilitações literárias, profissão, etc.)

Neste espaço, de informação e de conhecimento, mas também de partilha e de convívio, decidimos pautar o nosso comportamento (bloguístico) de acordo com algumas regras ou valores, sobretudo de natureza ética:

(i) respeito uns pelos outros, pelas vivências, valores, sentimentos, memórias e opiniões uns dos outros (hoje e ontem);

(ii) manifestação serena mas franca dos nossos pontos de vista, mesmo quando discordamos, saudavelmente, uns dos outros (o mesmo é dizer: que evitaremos as picardias, as polémicas acaloradas, os insultos, a insinuação, a maledicência, a violência verbal, a difamação, os juízos de intenção, etc.);

(iii) socialização/partilha da informação e do conhecimento sobre a história da guerra do Ultramar, guerra colonial ou luta de libertação (como cada um preferir);

(iv) carinho e amizade pelo nossos dois povos, o povo guineense e o povo português (sem esquecer o povo cabo-verdiano!);

(v) respeito pelo inimigo de ontem, o PAIGC, por um lado, e as Forças Armadas Portuguesas, por outro;

(vi) recusa da responsabilidade colectiva (dos portugueses, dos guineenses, dos fulas, dos balantas, etc.), mas também recusa da tentação de julgar (e muito menos de criminalizar) os comportamentos dos combatentes, de um lado e de outro;

(vii) não-intromissão, por parte dos portugueses, na vida política interna da actual República da Guiné-Bissau (um jovem país em construção), salvaguardando sempre o direito de opinião de cada um de nós, como seres livres e cidadãos (portugueses, europeus e do mundo);

(viii) respeito acima de tudo pela verdade dos factos;

(ix) liberdade de expressão (entre nós não há dogmas nem tabus); mas também direito ao bom nome;

(x) respeito pela propriedade intelectual, pelos direitos de autor... mas também pela língua (portuguesa) que nos serve de traço de união, a todos nós, lusófonos.

PS - Defendemos e garantimos a propriedade intelectual dos conteúdos inseridos (texto, imagem, vídeo, áudio...).

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Luís Graça & Camaradas da Guiné
31 de Maio de 2006, revisto em 7 de Abril de 2025
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Nota do editor LG: