© Adão Cruz
OUÇO O SILÊNCIO
adão cruz
Ouço o silêncio dos olhos
que se fecham na falta de esperança.
Amo o silêncio das cores vivas
e do sonho que nos tece a alma entre a vida e a morte.
Dói-me o silêncio negro dos gritos proibidos
e sinto o dourado silêncio dos gestos da noite
que nos abrem os olhos.
Amargo o silêncio das horas sem brilho
e vivo o silêncio do mar
que risca na areia a força vencida.
Assumo o silêncio sagrado da liberdade e da vida
e o silêncio de um céu de fogo
que nos abre a cova na terra fria.
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Nota do editor
Último post da série de 9 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28005: Blogpoesia (812): "A Mulher Grande lá do Canchungo", por Albino Silva, ex-Soldado Maqueiro (2)


1 comentário:
O silêncio das suas telas poéticas enchem-nos a alma Dr.!
Obrigado
Abraço
Eduardo Estrela
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