MONOGRAFIA DE FAJONQUITO-SANCORLA
“UMA PEQUENA CONTRIBUIÇÃO”

Natural de Fajonquito (Farimbali), nascido em meados de 1960 e baptizado em Sintchã Samagaia ou Luanda na margem direita de Berecolom. Frequentou o Curso Geral dos Liceus em Bafata (1975/79) e o Complementar no Liceu Nacional Kuame N’krumah em Bissau.
De 1985 a 1990 fez estudos superiores de licenciatura e mestrado no Instituto Superior de Economia de Kiev que ostentava o nome do lider Soviético de origem ucraniana Demyan Serhiyovich Korotchenko (ex-URSS).
De 1993 a 1995 fez um Curso de Pós-graduação no Centro de Estudos Africanos do ISCTE-IUL de Lisboa e de 2001/2003 frequentou um curso de mestrado sobre a Cooperação Internacional e Desenvolvimento no ISEG/UT, Lisboa, Portugal.
Trabalhou sempre em Bissau com varias deslocações aos países da sub-região, primeiro como funcionário Publico do Ministério das Obras Públicas, Construções e Urbanismo, depois como Director Executivo da Associação Profissional das Instituições de Microfinanças (AP-SFD-GBissau) tendo, de seguida, trabalhado como Consultor/Gestor e Analista Financeiro em vários projetos de Desenvolvimento ligados a organizações internacionais, nomeadamente Banco Mundial, BAD, UE (FED-Célula de apoio ao MEF em Bissau) e no Sistema das NU/PNUD, de 2013 a 2026.
1. LOCALIZAÇÃO GEOGRAFICA E POPULAÇÃO
Fajonquito é uma localidade situada a norte da região de Bafatá, a meio caminho entre Contuboel, sede do Sector de mesmo nome, e a localidade de Cambaju, junto à fronteira com a República do Senegal. Em termos tradicionais e de acordo com a distribuição territorial, Fajonquito faz parte do Regulado de Sancorla (antiga província do império mandinga de Kaabu_sec. XII-XIX) que, por sua vez, faz fronteiras ao norte com a linha da fronteira com o Senegal através da Diwal (Sub-divisão territorial em língua Fula) de Cambaju, a Leste com o Regulado de Sama (região de Gabu) através da Diwal de Panambo/Kerwane, ao Sul e a Oeste com o Regulado de Mansona e a Oeste com os Regulados de Oio e de Kola-Caresse através da Diwal de Canhâmina (ver mapa em baixo).
Fajonquito e seus arredores têm uma população estimada em pouco mais de 5.000 habitantes, agrupados em cerca de 1.200 agregados familiares, dos quais, mais de 2/3 são do grupo etnolinguistico Fula e perto de 1/3 são mandingas. Ainda se contabilizam outros pequenos núcleos populacionais organizados em famílias tradicionais, como Balantas, Djacancas e Saracolés.
Durante o período da guerra colonial, com a concentração da população nos locais mais seguros, Fajonquito e arredores concentrava uma população superior a 7.000 habitantes (Gois 1964/66) que, com o fim da guerra retornaram às suas aldeias de origem.
Segundo Armando Tavares (historiador português), geograficamente, Fajonquito está situado no local que nos mapas portugueses anteriores a 1955 se designava por Gam-Sonco. Atualmente o topónimo "Gam-Sonco" (Cansonco em mandinga) como tal existe, tratando-se, provavelmente, da designação de uma antiga Província do império de Gabu (Kaabu), que mais tarde, teria sido incorporado no Regulado de Sancorla.
Gam-Sanco ou Cansonco tinha a sua antiga capital na localidade de Berécolom, situado a 2/3 kms a norte de Fajonquito. Este importante bastião do império mandinga foi destruído pela confederaçao dos exércitos Fulas dos Almames de Futa-Djalon e dos seus aliados Firdunkés de Alfa Molo Baldé em meados de 1848/50, no início da guerra que culminaria com a derrota definitiva dos Soninkés (mandingas animistas) na grande batalha de Cansala em 1867, segundo alguns historiadores.
Guiné > Carta Geral da Províncía (1961) > Escala 1 / 500 mil > Posição relativa de Fajonquito, a noroeste de Contuboel.
Cortesia do Prof. Armando Tavares da Silva, autor de “A Presença Portuguesa na Guiné, História Política e Militar (1878-1926)” (Porto: Caminhos Romanos, 2016, 972 pp.)
2. ORIGEM E SIGNIFICADO DO NOME SANCORLA
Tudo leva a pensar que o nome Sancorla vem da palavra Soncoya ou Sonkoya que significa terra dos Sonco ou Sonko. Segundo Djibril Tamsir Niane (Guiné-Conacri), investigador e especialista do império mandinga de Gabu, na origem, Sancorla podia ser Sonkolla, quer dizer, terra ou território pertencente à dinastia dos “Sonco/Sonko”, príncipes de origem diversa mas assimilados a cultura mandinga que governavam esta Província mestiça de Birassu/B’rassu (para mandingas e fulas), Brassá/Brazza (para os balantas e Djolas) no período áureo do império de Gabú ou Káabu. Ainda, segundo Djibril Tamsir Niane a Província de Sonkolla era o domínio do clã Sonko, oriundos de uma miscigenação (mistura étnica) de autóctones Banhuns e Padjadincas mandiguizados com grupos de fulas pastores vindos de Mali (Macina) e de Boundu (Senegal) que, em ligação com as províncias mandingas iniciais de Gabu–(províncias Nanthiôs de Pathiana/Propana, Djimara e Sama/Manna), formaram as províncias designadas pelo termo mandinga de Kôring (ou seja de origem não mandinga) de Birassu/Brassu (Farin-Ba) de que a região de Sonkolla seria parte integrante, se não mesmo o seu centro. Ainda, segundo Tamsir Niane (citando Sekéné Mody Cissoko), o nome de “Farinsangul” na historiografia portuguesa (reinado de D. Joao I da dinastia dos Avis-1385-1433), seria a deformação de Farin-Sonkolla, em referência ao poderoso governador de Soncolla em Berécolom.
No séc. XV, os chefes (Farins) de Sonkolla, província habitada por uma população mista e belicosa, se extenderam a Oeste e fundaram muitas aldeias entre as quais Salikénie (situado na fronteira entre o Senegal e a Guiné-Bissau perto de Cambaju), Solikoo (Solucocum na grafia portuguesa, também na linha da fronteira entre Cambaju e Sitatô no famoso corredor do mesmo durante a guerra colonial), Bantadjam (Bantandjan) e Kagnamina (Canhámina, actual capital do Regulado de Sancorla).**
A capital da província, Bérécolong (Berécolom), situada a norte da atual vila de Fajonquito), onde residiam os chefes da província (Farim) e que desempenhavam um papel preponderante nas relações entre o poder central do império de Mali e o reino de Portugal em meados dos séc. XIV/XV, é uma localidade tão antiga como a velha Kansala, capital do império mandinga de Kaabu, diz-nos Tamsir Niane.
Perto das ruínas de Berécolom ainda existe uma aldeia antiga, de nome Farimbali* ou Farim-Baló que na língua mandinga quereria dizer o mais velho ou o mais importante dentre os Farins locais. Provavelmente, aqui seria a residência ou uma parte das residências do chefe do poderoso clã Soninké dos Sonco, antes do seu desmembramento e fuga para o Sul e Oeste (regiões de Cuor no Oio), com a investida dos exércitos da Confederação muçulmana dos fulas de Firdu (Alfa Molo Baldé), dos Imames do Futa-Djalon (Alfa Ibrahima de Labe) e grupos de mandingas muçulmanos aliados (Moricundas) revoltados com os seus irmãos Soninqués. Assim, as numerosas famílias dos Sonko teriam fugido para sul, espalhando-se pelas vastas regiões de Djoladu, Oio, Cuor, Cossé, Corubal e Quinara, onde fundaram aldeias com os mesmos nomes da sua região de origem, tais como Bércolon, Saliquenhé, Cambaju, Fajonquito (Pejungunto?) e ocupar lugares importantes de chefia, como foi o caso de Infali Sonco, proclamado régulo de Cuor, após a morte do Régulo Beafada, Galona Mané em finais do séc. XIX ou do seu tio Calonandim Mané (?), régulo de Cossé, no inicio do séc. XX.
Farim queria dizer uma chefatura, diríamos hoje, Governador ou Chefe de uma ou várias províncias na língua mandinga de então. Quanto ao termo mandinga “Cansonco”, seria na mesma lógica, uma localidade ou região autónoma da Província de Birassu/Brassu ou então poderia designar a mesma entidade geográfica que seria Sonkolla ou Sancorla. Actualmente, os regulados vizinhos, são o Corla (com capital no planalto do norte ou Cuntima) e o Caresse a oeste/noroeste e os regulados de Mansonna e Oio a sul/sudoeste. Fajonquito teria sido, certamente, uma localidade fundada no auge da época dos Sonko e cuja designação, durante muito tempo, se confundia com o nome do regulado ou seja “Gam-sonco” como nos explica Armando Tavares da Silva. A grafia aportuguesada de Fajonquito, aparentemente sem significado e dificil de interpretar teria surgido mais tarde, nos mapas portugueses, provavelmente, a partir da palavra “Pejunguntô ou Pejunkuntô”. Para o historiador português Armando Tavares, nos mapas portugueses, o nome de Fajonquito é muito recente (depois de 1950), sendo que em seu lugar estaria grafado o nome de Gam-Sonco ou Gam-Sanco (ver mapa em anexo). Segundo este mesmo estudioso da história da Guiné, no Oio existe uma aldeia com o nome de Pejungunto que, conforme se pode notar, tem uma impressionante semelhança gráfica com Fajonquito e questiona-se se não seria a designação primitiva na língua mandinga.
**Djibril Tamsir Niane: Histoire des Mandingues d’Ouest, le Royaume du Gabou. Karthala, Assoc. ARSAN, Paris, 1989.
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NOTA AVULSA :
La propension de ces autorités prédatrices a être subverties sur le lieu même de leur pouvoir peut surprendre. Ces substitutions de commandement se trouvent favorisées par l’existence de conventions et de codes partagés par les parties contractantes, des conquérants et des autochtones. Les autochtones ne sont jamais démis par les conquérants, cela serait attentatoire à la cohésion du nouveau pouvoir. Cette cohésion est naturellement servie par des trahisons programmées, par l’obligation de compromis et par d’opportunes conversions (…).
Les mécanismes institutionnels fonctionnent à l’identique et se révèlent d’une grande efficacité dans le bassin du lac Tchad. Face à des institutions indéfiniment recyclables, leurs contenus humains s’avèrent en revanche, extrêmement changeants. Les anciens détenteurs de pouvoir sont invités à fournir le notable ou un collège de notables qui va introniser – et parfois démettre – le chef dans la nouvelle dynastie des « conquérants », que ce soit un bay, un bwi, un lamido21… Les précédents donneurs de roi ne sont pas écartés, mais rétrogradés à d’autres échelons de la notabilité. Le substrat social général reste souvent très labile, depuis les segments de lignages jusqu’aux grandes fractions de l’ethnie. Jamais ossifié, il se révèle capable d’encaisser des départs et d’enregistrer des arrivées, ce qui renvoie à des processus d’ethnogenèse sans véritable commencement, ni fin. Lorsque les Ful’be subjuguent les Zumaya, ces derniers peinent encore à imposer et leur langue et leurs rituels religieux au sein même de leurs zones de peupleme (…).
Outre à demeurer ce qu’il est, le pouvoir aspire à devenir plus puissant encore grâce aux nouveaux venus. Chaque refondation repose sur les mêmes principes guerriers, conditionnée qu’elle est par l’impératif de conserver et de faire fructifier les mêmes espaces de conquête. L’esclavage demeure le nervus rerum. C’est autour de lui que se construit l’histoire de ces principautés gigognes (…).
Les ethnonymes constituent un biais original pour remonter le temps. Ils servent une forme de connaissance indirecte et déductive. La multiplication de ces traces orales renvoie à des événements historiques qui n’échappent pas à leur caractère probabiliste. La question sur les ethnonymes hérités ou non crée néanmoins un ‘objet historique’ qui participe, pour le Nord du Cameroun, comme le dirait P. Ricoeur (2000 : 225) à un simple “allongement du questionnaire”. Leur utilisation se trouve pourtant limitée par le maillage encore trop lâche de nos connaissances historiques dans le circum tchadien.
Referência : Christian Seignobos, « Les ethnonymes peuls comme révélateurs d’histoire dans le bassin du lac Tchad », Journal des africanistes [En ligne], 79-2 | 2009, mis en ligne le 01 avril 2013, consulté le 25 octobre 2018. URL : http://journals.openedition.org/africanistes/3093.
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Em meados dos anos 30/40, com o fim das guerras de pacificação e o incremento do comércio no território da Guiné, aparecem na região de Sancorla os primeiros comerciantes portugueses e luso-africanos (Guineenses e Cabo-verdianos residentes), e as localidades de Fajonquito e Cambaju foram escolhidas pelos régulos de Sancorla, para funcionar como centros de instalação de casas comerciais (compra e venda de produtos agrosilvopastoris como a borracha, coconote, mancarra, peles de animais entre outros), e desta forma ganhar a primazia em detrimento de Cansonco que hoje representa somente a faixa mais a poente de Sancorla na fronteira com o Corla, administrativamente situada na região de Oio com capital em Farim que, no decurso dos séc. XVIII/XIX, representava simplesmente o maior centro comercial da região Nordeste. Todavia, no inicio dos anos 1950, data do primeiro recenseamento nacional no território da Guiné portuguesa, Canhamina, Farimbali, Bantandjan e Tendinto, seriam as localidades mais importantes do ponto de vista político, sócio-económico, religioso e demográfico.
3. SIGNIFICADO E ORIGEM DO NOME FAJONQUITO
"Caro Luís,
A tal aldeia de "Pejungunto" na região de Farim, bem poderia ser uma grafia alternativa à de 'Fajonquito', isto antes da normalização com o Governador Sarmento Rodrigues."
E o prof Armando Tavares da Silva comentava:
" E a aldeia de "Gam Sancó" que aparece no Atlas de João Soares (Sá da Costa, 1949) e que desapareceu na relação de nomes geográficos de 1948, e ausente nas cartas de 1/50 000, o que será? Poderá ser a actual 'Fajonquito'? E 'Gam Sancó', o que foi/é?"
Mantenhas!...
Luís (***)
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Notas do editor:
(*) Vd. poste de 3 de janeiro de 2018 > Guiné 61/74 - P18170: Memórias do Chico, menino e moço (Cherno Baldé) (53): três balas de kalash para uma missão suicida: o trágico fim do ex-soldado 'comando', Cissé Candé, em abril de 1978
(**) Vd. poste de 5 de outubro de 2017 > Guiné 61/74 - P17825: Historiografia da presença portuguesa em África (96): primeira relação de nomes geográficos da Guiné Portuguesa, em 1948, ao tempo do governador Sarmento Rodrigues (Parte II)
1. Mensagem do nosso amigo e grã-tabanqueiro Armando Tavares da Silva, com data de hoje:
Caro Luís Graça,
O Post P18170, do Grã-Tabanqueiro Cherno Baldé (*), fez-me apressar o envio da carta da “Província da Guiné” inserta no Atlas Colonial Português da Comissão de Cartografia do Ministério das Colónias, de 1914. Esta carta, que tem 100 anos, ajuda a conhecer as mudanças que sofreu a toponímica da Guiné.(**)
Para além da imagem de toda a carta (ocupa 2 páginas e tem a dimensão de 43 x 32 cm), envio ainda a mesma carta mas dividida em quatro partes para melhor identificação das povoações.
Uma das povoações que nela figura é Gam Sancó, povoação que não figura nas cartas mais recentes. Esta povoação figurava também nas cartas da Comissão de Cartografia de 1889 e 1906, e ainda no atlas de João Soares, que teve várias edições nos anos 1940, e era utilizado no ensino liceal. Para melhor identificação da povoação segue ainda uma parte ampliada daquela mesma carta, com a região a norte de Bafatá.
Quando o Armando me perguntou sobre a aldeia de "Gam-Sanco" no Poste de 07/10/2017 (luisgraçaecamaradasdaguine), confesso que fiquei intrigado sem perceber a minha relação com o assunto. Agora a situação começou a ficar mais clara para mim. De facto, das duas uma:
(1.ª hipótese) Ou Gam-Sanco seria a actual vila de Fajonquito nos primeiros mapas (Atlas de 1914 e mapa de João Soares) ou
(2.ª hipótese) Gam-Sanco (Cansonco) seria a designação genérica de toda a área onde se localizará, mais tarde, a vila de Fajonquito e que os portugueses, devido às dificuldades de tradução e interpretação, confundiram com a própria aldeia.
Estou mais inclinado por esta segunda hipótese, pois olhando detalhadamente os três mapas em presença, constata-se que os dois primeiros eram ainda "rudimentares" e pouco precisos. Fajonquito (Gam-Sanco) e Sare Dico (S. Dico) estão quase juntos, quando na realidade, estão distantes uma da outra por mais de 20 Kms. Bangigara (actualmente no sector administrativo de Saré-Bacar) também está muito perto quando a distância real desta localidade é cerca de 40 Kms. Ou se calhar, o topónimo de Fajonquito nem sequer existia nessa altura (1914).
Capa do Atlas Colonial Português, 1914 > Mapa da Guiné > Posição relativa de Gam Sancó, entre Cambaju e Bafatá (Armando Tavares), Blogue luisgraçaecamaradasdaguiné.
FAJONQUITO NO REGULADO DE SANCORLA
Segundo o historiador Armando Tavares, durante muito tempo, na cartografia portuguesa, não existia o topónimo (Fajonquito) e em seu lugar a zona era conhecida como sendo Gam-Sonco ou Cansonco. Na nossa opinião, a designação desta localidade por Gam-Sonco terá a ver com o predomínio dos povos de origem autoctone Banhum, Jola, Pajadinca e de diferentes outras étnias, muito poderosas que estariam instaladas nessa região (ver Djibril tamsir Niane) na altura da invasão e da conquista mandinga desta zona e que estaria ligado à instalação da Província do Birassu/Brassu (Brassa dos balantas) assim como outras províncias vizinhas, tendo como Capital a localidade de Berécolom ou Bércolon ou então seriam duas entidades diferentes (Gam-sonco e Sancolla) respresentando o mesmo espaço territorial ou espaços diferentes. Esta localidade (Bércolon) seria posteriormente atacada e destruída em 1948/50 pela coligação dos Fulas encabeçados pelos Almames de Futa-Djalon no início da guerra entre Fulas e Mandingas que levaria à conquista do império de Gabu (Kaabu) na memoravel batalha de Cansala (1867). Sabe-se, através da história oral mandinga, que nesta guerra, os Sonco de Sancorla distinguiram-se através do seu grande lider Ghâlen Sonco que era o braço direito de Djanke Wali, último rei Soninké de Gabu nesta histórica e decisiva batalha, mais conhecida em língua mandinga por Durban/Turuban-Kélo (fim da semente).
(continua)
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