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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28429: Monografia de Fajonquito-Sancorla - Uma pequena contribuição (3): Património Material e Cultural, Economia e Figuras de destaque (Cherno Baldé)




Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Fajonquito > Junho de 1972  > De esquerda para a direita, soldados condutores da CCAÇ 3549, "Deixós-Poisar" (1972/74): (i) José Maria, João Vasconcelos, Carvalho, Fernando Silva, o Mandinga;  e (ii) os seus jovens amigos, Jorge Suleimane Baldé, Mamadu Saido Candé (Barbosa), Braima Baldé (Banda6) e Cherno Abdulai Baldé (Francisco ou Chico), junto da caserna da Ferrugem.

Foto original, a preto e branco, e baixa resolução, do álbum do Cherno Baldé.  Restauro, melhoria técnica e colorização: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI).

MONOGRAFIA DE FAJONQUITO-SANCORLA

“UMA PEQUENA CONTRIBUIÇÃO”


Natural de Fajonquito (Farimbali), nascido em meados de 1960 e baptizado em Sintchã Samagaia ou Luanda na margem direita de Berecolom.
Frequentou o Curso Geral dos Liceus em Bafata (1975/79) e o Complementar no Liceu Nacional Kuame N’krumah em Bissau.
De 1985 a 1990 fez estudos superiores de licenciatura e mestrado no Instituto Superior de Economia de Kiev que ostentava o nome do lider Soviético de origem ucraniana Demyan Serhiyovich Korotchenko (ex-URSS).
De 1993 a 1995 fez um Curso de Pós-graduação no Centro de Estudos Africanos do ISCTE-IUL de Lisboa e de 2001/2003 frequentou um curso de mestrado sobre a Cooperação Internacional e Desenvolvimento no ISEG/UT, Lisboa, Portugal.
Trabalhou sempre em Bissau com varias deslocações aos países da sub-região, primeiro como funcionário Publico do Ministério das Obras Públicas, Construções e Urbanismo, depois como Director Executivo da Associação Profissional das Instituições de Microfinanças (AP-SFD-GBissau) tendo, de seguida, trabalhado como Consultor/Gestor e Analista Financeiro em vários projetos de Desenvolvimento ligados a organizações internacionais, nomeadamente Banco Mundial, BAD, UE (FED-Célula de apoio ao MEF em Bissau) e no Sistema das NU/PNUD, de 2013 a 2026.



7. PATRIMÓNIO MATERIAL E CULTURAL

Suncudjuma – Bolanha situada a ocidente de Fajonquito e continuação da bacia hidrográfica do rio de Canjambari e que, por sua vez, é o prolongamento natural dos rios Farim ou Cacheu. O ponto principal de atracção da juventude e actividades recreativas era a ribeira (Mahel) de Saré-Tchumo, onde as jovens iam lavar roupa nos fins de semana e onde a juventude se concentrava para as suas diversões de fim de semana.

Berécolom ou Bercolon – Sítio importante pelo seu significado histórico, constituído pelas ruínas da antiga localidade mandinga de Bercolon, um dos sítios mais importantes do antigo império mandinga de Gabu (Farim-B’rassu) e pela bolanha de mesmo nome que, juntamente com a bolanha de Suncudjuma, fornece os principais cereais como arroz e milho, produtos base de alimentação da população das redondezas. À volta de Bercolon existiam vários matagais (Suru Marebaghé, Suru Sintchã, Suru Farimbali) com nascentes onde as mulheres iam buscar água fresca e potável para suas casas e também existia a lagoa de Bantaghel, o paraíso das aves pernaltas (Cunhgas-Guelodhé) e dos jovens pastores.

Djuncoré – Bolanha a Sudeste da Fajonquito, fronteira natural entre os Regulados de Sancorla e de Mansonna, perto de St. Adjango. Neste local existia uma grande lagoa que, sobretudo na época era o local, onde as mulheres vinham fazer a lixívia e onde os animais vinham matar a sede. Local mítico que, segundo a crença local, era a residência do chefe dos Irãs que viviam na zona. Durante o período nocturno, era visível a claridade que irradiava do seu grande Poilão situado mesmo ao lado da Lagoa, na sua margem esquerda (Mansonna). Muitas pessoas traziam para aqui as suas oferendas destinadas a satisfazer os pedidos ligados à sua vida económica, social e espiritual, manifestações de crenças e rituais de culturas pré-islâmicas que continuavam a animar e regular o ritmo da vida do dia a dia.

Na margem esquerda do lago Djunkoré encontrava-se um poilão bem alto e que, durante o período nocturno, irradiava uma luz florescente provocando o efeito bômina (claridade), que era visível a uma grande distância. Djunkoré funcionava como o refúgio dos homens e das aves, onde se praticavam as cerimónias e rituais masculinos. Todas as gerações passadas fizeram-se homens neste espaço mítico e verdejante. Deste ângulo subia uma linha de força de retorno à aldeia de Canhamina, sede do Regulado de Sancorla, completando assim, com as outras duas linhas de força invisíveis, uma espécie de triângulo místico, o famoso triângulo de vida de Canhámina. O conjunto formava assim um ambiente natural propício para a vida animal, em particular das aves selvagens. Mas, também constituía o centro da vida económica, social e cultural das aldeias e suas redondezas que incluia também a localidade de Fajonquito.

A escola pública de Fajonquito – Oficialmente, começou a funcionar no início dos anos 60 e teria beneficiado do seu primeiro pavilhão em 1962, cujo o primeiro Professor teria sido Inocêncio Kani, futuro quadro e combatente do PAIGC que, com o Mamadu Turé (Momo), Aristides Barbosa, Mamadu Indjai, entre outros, fizeram parte do grupo dos conspiradores que assassinaram Amílcar Cabral, fundador e Secretario-Geral do PAIGC em 20 de Janeiro de 1973, em Conacri. Mas os Professores e também Directores mais carismáticos que trabalharam nesta escola foram, sem sombra de dúvida, o Mambucar Sanhá (1966-1972) e Luis Abulai Mané (1970-1978?).

A Capela de Fajonquito – Construída em 1967, pela Companhia 1501, funcionou até 1974 e com a partida dos soldados portugueses em 1974, foi abandonada e mais tarde demolida para cosntruir em seu lugar a casa da associação das mulheres horticultoras de Fajonquito no centro da vila.

A Cooperativa Agricola de Fajonquito (CAF) – Uma inicitaiva do Governador Spínola (1968/73) no quadro da sua politica “Por uma Guiné melhor”, foi construída em 1970 para melhor organizar a produção e venda da fileira do amendoim e garantir a conservação e distribuição de sementes de qualidade logo no início das chuvas. No local ainda se podem observar as paredes e algumas poucas estruturas sobreviventes.

Mesquita de Fajonquito – Fundada em 1972, foi construída no espaço que servia inicialmente de campo de futebol, mesmo no centro da vila. Foi demolida em 2017 e no mesmo ano se iniciou a sua reconstrução num perímetro maior e com fundações, alvenaria e tecto em betão armado. A família de Aladje Coli-Waga Baldé (1915?-1993?) foi impulsionadora e garante da primeira mesquita e os seus filhos na pessoa de Tcherno Corca que o substituiu na direcção da mesma ao seu irmão mais novo, Aladje Amadu Baba, são os seus actuais continuadores.

Centro de Saúde de Fajonquito – Construído em meados de 1973/74, começou a funcionar após a independência em finais de 1974, com a partida dos soldados portugueses que se iniciou em Agosto de 1974, na sequência do golpe militar de 25Abril74 em Portugal, e culminou no dia 1 do mês de Setembro do mesmo ano com a cerimónia de hastear da bandeira nacional na parada do quartel. O seu primeiro Enfermeiro foi o Dr. Mamadu Candé, actualmente quadro superior do Ministério da Saúde e Técnico do Centro Piloto de Tratamento de Noma em Safim a seguir seria dirigida, durante muitos anos, pelo Enf. António Mendes Tavares, ja falecido.


8. ECONOMIA (COMÉRCIO E ARTESANATO)

Durante muito tempo a economia da zona baseou-se na produção do milho, do arroz de bolanha e do amendoim (mancarra) que sucederam paulatinamente a Borracha e o Coconote, para consumo das famílias e para comercialização. Ultimamente, com a baixa da procura e dos preços do amendoim no mercado internacional, o cajú transformou-se no principal e único produto comercial para obtenção de rendimentos na economia familiar segundado pelo Gergelim cuja procura tem aumentado nos últimos tempos.

Na época colonial, as principais casas comerciais da vila e da zona eram: A Casa Gouveia (Depois Armazéns do Povo), Casa Ultramarina (depois SOCOMIN), Casa Cardoso, Casa Mario Lima, Casa Esteves, Casa Luciano (Carvalho de Alvarenga), Casa Campos, Irmãos Casimiro e Costa Pinheiro, (mais tarde Denane Sissé).

Actualmente em Fajonquito funciona uma Feira semanal (Lumo), ao ar livre no espaço do antigo aquartelamento militar, todas as quartas feiras onde comerciantes de várias origens, incluindo da vizinha República do Senegal vêm vender as suas mercadorias e artefactos, evento que concentra toda a população das redondezas e constitui um acontecimento importante de troca de produtos, de abastecimento as famílias em produtos de primeira necessidade, principalmente arroz que, paulatinamente vem substituindo os outros produtos agrícolas como o milho, o fundo e o feijão que antes constituiam a base alimentar das populações da secção. A ocasião, também, serve para troca de informações e de encontros de natureza diversa.

No domínio do artesanato é de destacar a ourivesaria de Botché Baldé (Botché Bailo), as ferrarias de Djinnôh Sandem, Djammeh Cassama, de Braima Gumbo Baldé, entre outros.



9. FIGURAS DE DESTAQUE

Dadiina Baldé – Um rico ganadeiro é o mítico fundador do regulado de Sancorla, que após a guerra entre a confederação dos muçulmanos (fulas, mandinga-moris e Djacancas do império de Gabu), teria adquirido ou concedido as terras que hoje constituem o espaço do regulado de Sancorla das mãos dos homens de confiança de Alfa Molo. Todavia, existe uma outra versão que aponta o próprio Dadiina como um dos Fula-forros e homens de confiança de Alfa Molo que o apoiaram durante a guerra de libertação conduzida pelos fulas de Firdu, e a quem ele teria confiado a continuação da conquista desta região nas mãos dos Farinados Soninqués ainda muito activos, com os quais teria conseguido negociar para estabelecer uma convivência pacífica e que se mantém até hoje entre as duas étnias que partilhavam muito em comum a começar pela própria cultura e línguas.

Braima Djamé Baldé – Branjame (1856/1948) – Filho de Ellá Samba Baldé, neto de Samba Sáhabu e bisneto de Dadhina Baldé, líder carismático e que marcou a fase da ascenção e autonomia do regulado de Sancorla na sua aliança com a administração Portuguesa entre 1886 (batalha de Fanca entre os homens de Mussa Molo e a coluna do Tenente Marques Geraldes onde se teria distinguido levando à fuga definitiva de Mussa Molo para a Gambia) e 1935/36 (última guerra de pacificação contra os Canhabaques), onde perdeu a vida seu filho Abdu Buram, príncipe herdeiro de Sancorla. Segundo uma versão ainda por confirmar, o Branjame morreu em Canhâmina em 1938, vítima de ganância de uma das suas numerosas mulheres que o teria envenenado, pensando poder conquistar o seu coração, com uma posologia mágica, preparada por mãos inimigas.

Sambel Koiô Baldé (1916-1975/6) – Régulo de Sancorla após a morte do pai e o desaparecimento de Abdu Buran, príncipe herdeiro e seu irmão, na guerra de Canhabaque, foi durante a sua regência que eclodiu a guerra colonial. Juntamente com os seus irmãos e toda a família do regulado, defendeu com valor e muita bravura as terras de Sancorla de Cambaju a Suna, de Panambo a Cansonco, graças ao qual foi possível suster o avanço da guerrilha e proteger o território e as suas populações da fuga iminente para o Senegal. Consta que o PAIGC e seus principais dirigentes tudo fizeram para o mobilizar para a causa da luta que levavam a cabo, sem sucesso. Após a independência, em 1975 ou 76 um dos comandantes da guerrilha sediada em Fajonquito aconselhou-o a fugir, secretamente, pois tinham recebido ordens para a sua detenção. Sambel Koio teria abanado simplesmente a cabeça e respondido que ele nunca fugiu na sua vida e que, se tivesse que morrer, preferia morrer em Sancorla, a terra dos seus pais e avós. Segundo consta, foi preso e fuzilado em Bambadinca em 1975/76?, juntamente com o seu irmão mais novo, Demba Djulde Baldé, pelos homens do PAIGC (Madina Cudjido?). Os seus corpos nunca foram entregues às suas famílias para o luto a que tinham direito como homens, chefes de famílias e da sua comunidade.

Maudê Tôdhju Baldé (1917/1973?) – Alferes de 2.ª linha e Comandante do Pelotão de Milícias, tendo passado por Cambaju, Saré-Uale, Fajonquito e Suná, agraciado com a Medalha de Cruz de Guerra de 3.ª Classe e Prémio Governador da Guiné em 1966 por feitos heróicos como militar, morreu de crise cardíaca no Hospital Principal de Bissau, onde estava hospitalizado, em 1973.

Fanca Djau – Indigitado chefe da Tabanca de Fajonquito de 1964 a 1989..?, pai de Carlos Bubacar Djau, Alferes da 2.ª Companhia de CMD Africanos e do Professor Djibril Djau (Iddé), Director da escola de Fajonquito durante muitos anos, originário da aldeia de Bancô, abandonada com a eclosão da guerra colonial em 1963/64.

Alfa Módi Bailo Djaló – Originário de Futa-Djalon, República da Guiné-Conacri, no início do séc. XX, foi o primeiro Almame e um dos primeiros habitantes Fulas de Fajonquito, faleceu em (1995..?) na localidade de St. Samba (Samansata) a meio caminho entre Canhamina e Fajonquito, para onde se tinha mudado para se juntar ao seu sobrinho e genro, Alfa Umaro Djalo, iminente figura do Isláo e da comunidade local após ter perdido a liderança da mesquita a favor dos filhos de Coli Waga, regressados do Senegal, Futa-Toro após seus estudos coránicos.

Denane Sissé - Comerciante dinâmico e proprietário de uma das mais antigas casas em Fajonquito que teria adquirido nas mãos dos irmãos Pinheiro, aconselhado pelas autoridades locais, era também detentor de uma outra loja na localidade de Cambaju. Denane teria sido um dos primeiros filhos de Fajonquito a serem escolarizados e, mais tarde, a entrar no mundo dos negócios com a compra de uma das casas comerciais, no início da guerra colonial a conselho das autoridades militares e civis em Fajonquito que, segundo consta, temiam pela fuga da família para o Senegal como tinha acontecido com muitas famílias mandingas, logo no início da guerra colonial (1963-1974).

Professor Mambucar Sanha (Bafata) – Foi um dos primeiros e mais antigos professores em Fajonquito, onde trabalhou por mais de 10 anos e ajudou na formaçáo da primeira geração de alunos que saíram desta escola nos anos 60/70.

Carlos Borges Figueiredo (Portugal) – Capitão e comandante da companhia metropolitana do exército português, (CART 2742) que esteve estacionada em Fajonquito durante dois anos (1970/72) onde morreu vitima da explosão de uma granada defensiva accionada por um dos seus soldados, a 2 de Abril de 1972. Durante a sua permanência e, no quadro da política Spinolista “Por uma Guiné melhor” contribuiu para melhor a formação dos alunos da escola de Fajonquito bem como a relação entre os soldados e a população local, através de uma maior abertura e animação cultural da vila com a vinda de artistas e músicos da metrópole (grupo de Eva Maria em 1971).

Dr. Carlos Bubacar Baldé (1958/…) - Nascido na aldeia de Farimbali, arredores de Fajonquito, o primeiro Fajonquitense a concluir o 11.º Ano de escolaridade e depois a Licenciatura (em Farmácia na Universidade Nova de Lisboa em 1989). Foi um aluno e médico brilhante que sob a orientaçao sábia do professor Mambucar Sanhá concluiu o ciclo do ensino primário (4.ª Classe), no tempo recorde de 3 anos lectivos (1968/71), que, normalmente, era feito em 5 anos, tendo seguido para Bissau a fim de frequentar o Ciclo Preparatório na Escola Marechal Carmona (hoje Salvador Allende). Terminou o curso complementar dos Liceus (Honório Barreto, actual Kuame N’krumah) em 1978, com honra e distinção, integrando o melhor grupo de sempre deste liceu nacional, na companhia de destacados filhos da Guiné, em particular do também médico cirurgião e PhD, Joaquim Tavares (vulgo Djoca) actualmente a exercer nos Estados Unidos.

António Mendes Tavares (1937..?/2018) - Enfermeiro colocado em Fajonquito desde (1977...?), depois de passar alguns anos por Contuboel, desempenhou com um grande brio profissional as suas funções e, graças ao seu elevado grau de profissionalismo, humanismo, talento natural e carisma, conseguiu cativar a atenção e a estima da população de Fajonquito e arredores tendo-se reformado em meados de 1995.



GENEALOGIA DA CASA REINANTE DE SANCORLA (CANHAMINA)

DOS FILHOS DE DADINA (Patriarca de Sancorla)

- DADINA gerou SAMBA SAÁBU;

- SAMBA SAÁBU gerou DJOMEL SAMBA, HELLÂ SAMBA e NHIMA;

- DJOMEL SAMBA gerou ALIU FANTA …;

- HÊLLA SAMBA gerou MALAM HELLA, TOMBOM QUEBA, EGUÊ FILY, BRAIMA DJAME (BRANJAME), SAMBA UDÉ, DEMBA UDÉ, MERRA UDÉ, KUMBA UDÉ e N’DUNDE.

- NHIMA gerou MUSSUNDIM e MAMA.



DA DESCENDENCIA DOS FILHOS DE HELLÂ SAMBA

- MALAM HELLÂ gerou ALACOM e DJABU DANDJO.

- TOMBOM QUEBA gerou TCHERNO TOMBOM, MERA TOMBOM e SAMBA TOMBOM.

- EGUÊ FILY gerou NAÔH (NDÔ), AWA EGUÊ, SAMBA EGUÊ (SAMAGAIA), DEMBARO, PATÉ/PARÉ (PARERO) e TAMBA MAUDÔ.

- BRAIMA DJAME (BRANJAME) gerou ABDU, BONDHÔ, MÉRA, DEMBA, WUDÉ, SAMBEL KOIÔ, DEMBA NUMÔ, DJARI, GUNDÔ, FENDA, KUMBA NHAMA, MÂNSARA, MANUEL (MANELI), GUELA, NHARÔ, MÉRA, SÊGA, MBUNHA, DJOMEL, TÔBHO REDI, BAMBA, FANTA, ANSA, MANA NUIA, KINDI, MAUNDÊ TÔDJHU, MABÔ, DJAMANTI, KÔIO AWA, KUMBA AWA, NHAMA, TCHOMONKOLI, MUSSUNDIM, TUMANE, MAMUDO DJENA, CADI DJENA, SAMBA, KUNDJA, QUENDÔ, SANCULÉ, CADI BUIA, MADIU TATA, NDJUCAW, TAMBADU, MAMADU KUMA BAMBI, BINTA, DJHÔNHA, YOBA SIREM e BHOIDÔ TENEM. (49 filhos).

- SAMBA UDÉ (SAMA-UDÉ) - irmão de Branjame indicado para chefiar a “Diwal” de Kerwane/Panambo a Leste - gerou WALI, MUTARO, SIDI, NHANA, MARIAMA KINDI, MAKI, MARIAMA, DJIBA KULUNDO, NDUNDE KUMBA, DJADJA KOBA, KUMBA LAO, KUMBEL, BINTA BODJEL, BRANJAME, TUMANE, SIRANDIM, RUDDO, TCHEDEBEL, TALARA, KITALI e KUMBA BODJEL.

- DEMBA UDÉ (DEMA-DUORA) - indicado por consenso da familia para chefiar a “Diwal” de Lenkebémbe/Cambaju - gerou ALA BURI, YOBA I, ALFA, BINTA, DJAME, BOTA, GUELA, YOBA II, MAMADU ALIU (MAMA ALIU), HAMADU SHERIFO (HAMA-SHERIFO), MAMARE, NHANHA, TENEM DJUBA, ADULAI DJUBA, SIRAEL DJUBA, BOBOGUEL, USSAINATU (ASSINATU), SAMBA BODEDJO, UBBA, BEDJA e BACARI TCHOMONKOL.



DOS FILHOS DA EGUÊ FILY BALDÉ E MOLO BALDÉ
(seu primo nascido da mesma familia de Dadina, Patriarca de Sancorla):

MOLO (ou MOR-SEIDE) E EGUÊ FILY (ou MARIAMA BALDÉ), nascidos respectivamente em meados da década de 1850/60 em Panambo (?), o primeiro falecido por volta de 1922/23 em Kerewane onde residiam na altura e a segunda em 1967 na localidade de Cambaju, onde estavam refugiados após o inicio da guerra colonial de 1963/74 na entao Guiné Portuguesa hoje Guiné-Bissau.

DO CASAMENTO DE EGUÊ FILY E DO SEU PRIMO MOLO BALDÉ nasceram : NAÔH mais conhecido por N’DÔ (1907/8), AWA EGUÊ (1909/10), SAMBA GAIA (1911/12), DEMBARO (1913/14), PATÉ (1915/16) e TAMBA MAUDHO (1917/18).

- NAÔH, após a morte do pai em Kerewane e a mudança da familia para Canhâmina, casou com a Kumba Nhama, filha do seu tio Branjame com quem gerou BASSIRO, MARIAMA (MARÂ) E YOBA.

- SAMBA GAYE, tendo casado com Mansara, também filha de Branjame e gerou ALIU, ADAMA …

- DEMBARO gerou BOBO SUNCA, AWA SUNCA, ANSARU SUNCA.

- TAMBA MAUDHO (ALIU TAMBA) gerou IBRAIMA, BUBACAR TAMBA (CARLOS), CHERNO TAMBA, RAMATULAI, AISSATU FANTA, CANTABA, UMO ASSY, ROSA ASSY, MAMADU BOBO e ASSANA YOBA.


(Fim)
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Nota do editor

Vd. post de 10 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28424: Monografia de Fajonquito-Sancorla - Uma pequena contribuição (1): Localização geográfica e população; Origem e significado do nome Sancorla e Significado e origem do nome Fajonquito (Cherno Baldé)
e
11 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28426: Monografia de Fajonquito-Sancorla - Uma pequena contribuição (2): Sancorla no contexto das guerras entre fulas e mandingas...; Início da guerra e a deslocação das primeiras Unidades Militares para Fajonquito e Imagens de Fajonquito (1964-1974) (Cherno Baldé)

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