1. Mensagem do nosso camarada Artur Conceição (ex-Soldado TRMS de Inf e Condutor Auto, da CART 730 / BART 733, Bissorã, Jumbembém e Farim, 1964/66), com data de 4 de Outubro de 2026:O último quartel da minha Comissão
Cinco tostões eram metade de um escudo. Cinco tostões também conhecidos por uma quinhenta davam para comprar uma dose tremoços, ou uma malga de camarinhas ou uma malga de cabras.
Os CTT tinham dois tipos de correspondência, a carta que tinha de ser selada e também o chamado bilhete postal.
O bilhete postal custava exactamente cinco tostões.
Como herdei da minha mãe o vicio pela leitura, quando tinha por volta dos 13/14 anos sempre que tinha cinco tostões disponíveis, escrevia um postal para uma qualquer embaixada de um qualquer país dizendo que gostava de visitar esse país e queria que me mandassem alguns mapas.
Recebia, via correio, muitos envelopes com mapas e literatura sobre muitos temas de ordem geográfica. A partir dessa leitura fui adquirindo muitos conhecimentos em termos de Geografia Física de muitos países. O Canadá, a Itália e a França iam mandando sempre, mesmo sem um segundo pedido.
A conversa era sempre a mesma, e a morada das embaixadas era em Lisboa. Eu tinha apenas a quarta classe e os conhecimentos em termos de relações diplomáticas entre países não abundavam. Eu sabia que existia um país chamado Hungria cuja capital era Budapeste, mas não sabia que não tinha relações diplomáticas com Portugal, após ter sido invadido pela então URSS em 1956.
Eu estava a trabalhar em Arrancada do Vouga onde já existiam algumas fábricas que davam trabalho a muitas pessoas. Um dia mandei também um postal para a Embaixada da Hungria. Recebi o postal de volta com a indicação de que a Hungria não tinha relações diplomáticas com Portugal.
Passados alguns dias vieram dizer-me que andavam dois homens à minha procura para me levarem. Não dei qualquer importância e entendi que era mais uma daquelas coisas que se diziam aos meninos e meninas para os assustar. "Não te portas bem, vem aí um cigano e leva-te". Só bastante mais tarde quase na fase de adulto percebi o que tinha acontecido em Arrancada do Vouga e quem eram os dois homens que me queriam levar. Queriam lebre apareceu-lhes um ratito do mato.
Já depois de estar em Lisboa e durante algum tempo a trabalhar na Zona de Alcântara, comecei a tomar conhecimento de realidades que eu tinha dificuldade em entender. Por uma distância de aproximadamente 30 metros, não fui testemunha presencial da morte de José Dias Coelho.
Durante toda a minha infância e juventude sempre estive ligado à Igreja. Com 6 anos já me davam 2 tostões para eu dizer a confissão em latim. Saber a confissão em latim era uma condição necessária para se poder ajudar à missa.
Fui catequista e convivi com muitos sacerdotes entre eles, os padres Aleixo Cordeiro, Felicidade Alves e bastante mais com o senhor Padre Brotero. Sabia que o senhor Padre Brotero havia sido obrigado a fugir para Marrocos por causa de uma queixa apresentada ao Patriarcado. Era comentado de que as relações entre o senhor padre Felicidade Alves e o mais alto magistrado da Nação não eram famosas.
Fui catequista e convivi com muitos sacerdotes entre eles, os padres Aleixo Cordeiro, Felicidade Alves e bastante mais com o senhor Padre Brotero. Sabia que o senhor Padre Brotero havia sido obrigado a fugir para Marrocos por causa de uma queixa apresentada ao Patriarcado. Era comentado de que as relações entre o senhor padre Felicidade Alves e o mais alto magistrado da Nação não eram famosas.
Do mesmo modo também se sabia na comunidade que as relações entre o senhor Professor André Navarro e o senhor Padre Brotero não eram propriamente as melhores. O senhor padre Brotero dava tudo o que podia aos pobres das barracas da Avenida de Ceuta ao ponto de nem lençóis ter na cama para receber a visita de um médico. O Senhor Professor André Navarro era pai de 10 filhos, mas tinha uma criada para tomar conta de cada um dos filhos.
O largo de Alcântara e também o largo do Calvário eram lugares bastante complicados em função da existência de muitas centenas de operários. Era também o local por onde entravam todos os trabalhadores pertencentes à classe dos Estivadores.
Vim a saber, só durante o ano de 1966 em Bissau, que um popular engraxador com a alcunha de bolinhas era um perigoso informador da PIDE.
No largo de Alcântara trabalhavam de forma pacífica muitos vendedores ambulantes. Aqui também trabalhavam mulas e cavalos trajados com o seu avental do Atlético Clube de Portugal.
Um dia, a Rita peixeira travou-se de razões com um polícia de serviço. Puxou de um peixe espada e contra uma pistola, não deixou seus créditos em mãos alheios. O senhor polícia teve de ir para o Hospital para tratar dos ferimentos no rosto.
Naqueles tempos os mercados, também conhecidos por praças estavam abertos aos domingos de manhã. A Praça de Campo de Ourique, bairro rico de Lisboa, era famosa pela quantidade de raparigas que vinham do Alto Minho e das Beiras servir para Lisboa. Eram empregadas domésticas, vulgarmente conhecidas por “Sopeiras”. No domingo depois da missa era quase obrigatório fazer uma visita ao Mercado de Campo de Ourique. Ia eu acompanhado do meu compadre Alcides, a quem ia a contar a estória da Rita e do polícia que tinha ocorrido na véspera.
Como bom militar, terei usado algumas expressões muito militarizadas às quais dois indivíduos que iam ao nosso lado não terão achado graça. Fui agarrado por um braço e levado para um gabinete existente no próprio Mercado. Identificaram-me como militar em Caçadores 5 e mandaram-me ir de imediato para o Quartel. Como era meu entendimento de que militar não recebe ordens civil, decidi não cumprir a ordem de regresso à Unidade Militar. Passados poucos minutos já vinham de novo atrás de mim, pelo que a alternativa foi mesmo a de abandonar o local.
Durante a Primavera do ano de 1963 teve lugar em Lisboa o grande encontro da Juventude. A maioria dos participantes vieram das aldeias do interior pelo que na sua maioria eram membros da JAC (Juventude Agrária Católica). No ano seguinte (1964) Lisboa recebeu a visita de Monsenhor Joseph Cardijn, um Belga fundador da JOC. Da recepção fazia parte uma Missa Campal junto ao Monumento a Cristo Rei em Almada seguida de um desfile até ao Campo do Almadense onde teriam lugar outras Cerimónias relacionadas com a visita. Eu era membro da JOC, mas apenas na sua componente religiosa e nem me passava pela cabeça que em simultâneo também existisse uma componente política.
Terminada a Missa Campal e quando tudo estava pronto para ser dado início ao desfile, surge-nos pela frente uma manada de cavalos e respectivas montadas, militares da GNR que não nos deixaram avançar.
O largo de Alcântara e também o largo do Calvário eram lugares bastante complicados em função da existência de muitas centenas de operários. Era também o local por onde entravam todos os trabalhadores pertencentes à classe dos Estivadores.
Vim a saber, só durante o ano de 1966 em Bissau, que um popular engraxador com a alcunha de bolinhas era um perigoso informador da PIDE.
No largo de Alcântara trabalhavam de forma pacífica muitos vendedores ambulantes. Aqui também trabalhavam mulas e cavalos trajados com o seu avental do Atlético Clube de Portugal.
Um dia, a Rita peixeira travou-se de razões com um polícia de serviço. Puxou de um peixe espada e contra uma pistola, não deixou seus créditos em mãos alheios. O senhor polícia teve de ir para o Hospital para tratar dos ferimentos no rosto.
Naqueles tempos os mercados, também conhecidos por praças estavam abertos aos domingos de manhã. A Praça de Campo de Ourique, bairro rico de Lisboa, era famosa pela quantidade de raparigas que vinham do Alto Minho e das Beiras servir para Lisboa. Eram empregadas domésticas, vulgarmente conhecidas por “Sopeiras”. No domingo depois da missa era quase obrigatório fazer uma visita ao Mercado de Campo de Ourique. Ia eu acompanhado do meu compadre Alcides, a quem ia a contar a estória da Rita e do polícia que tinha ocorrido na véspera.
Como bom militar, terei usado algumas expressões muito militarizadas às quais dois indivíduos que iam ao nosso lado não terão achado graça. Fui agarrado por um braço e levado para um gabinete existente no próprio Mercado. Identificaram-me como militar em Caçadores 5 e mandaram-me ir de imediato para o Quartel. Como era meu entendimento de que militar não recebe ordens civil, decidi não cumprir a ordem de regresso à Unidade Militar. Passados poucos minutos já vinham de novo atrás de mim, pelo que a alternativa foi mesmo a de abandonar o local.
Durante a Primavera do ano de 1963 teve lugar em Lisboa o grande encontro da Juventude. A maioria dos participantes vieram das aldeias do interior pelo que na sua maioria eram membros da JAC (Juventude Agrária Católica). No ano seguinte (1964) Lisboa recebeu a visita de Monsenhor Joseph Cardijn, um Belga fundador da JOC. Da recepção fazia parte uma Missa Campal junto ao Monumento a Cristo Rei em Almada seguida de um desfile até ao Campo do Almadense onde teriam lugar outras Cerimónias relacionadas com a visita. Eu era membro da JOC, mas apenas na sua componente religiosa e nem me passava pela cabeça que em simultâneo também existisse uma componente política.
Terminada a Missa Campal e quando tudo estava pronto para ser dado início ao desfile, surge-nos pela frente uma manada de cavalos e respectivas montadas, militares da GNR que não nos deixaram avançar.
Do meio da uma enorme assistência surge o Senhor Primeiro Sargento da minha Companhia em Caçadores 5. Ao conhecer-me e ao ver-me de braçadeira vermelha tal qual a usada pelo senhor Oficial Dia exclamou: - Em que é que tu andas metido? Após algumas explicações quem tinha mandado a GNR terá percebido que as coisas não eram tão graves quanto eles imaginavam.
O desfile correu normalmente e só voltou a haver alguma agitação quando foi evocada e aplaudida uma representação da JOC da Hungria com quem Portugal não tinha relações. Os Húngaros não entraram em Portugal vindos directamente da Hungria, entraram em Portugal integrados na Delegação de Espanha. A partir deste episódio as minhas relações com o senhor Primeiro Sargento da Companhia passaram a ser relações bastante amistosas e que ajudaram muito na minha ida para Setúbal, depois de terminadas as especialidades.
Entre Mansoa e Mansabá fica uma localidade chamada Cutia onde durante a guerra aconteceu um desastre. Nas referências sobre Cutia não há nada anterior a 1967, mas recordo muito bem que se tratou de uma situação bastante complicada. Durante esse ataque as comunicações militares não funcionaram. Desconheço se por falta de capacidade ou problemas de acesso.
Estas foram as causas próximas que levaram à criação de um protocolo de apoio junto da PIDE.
Quis o destino que ao fim de 18 meses de Guiné, o Artur estivesse a cumprir as suas funções militares nas instalações da PIDE.
Foram mais 6 meses de Guiné, mas que foram muito bem passados, em contraste com os outros 18. Trabalhei bastante, de forma voluntária, mas nunca fiz nenhum serviço militar. Tudo o que era dito na Rádio Moscovo e na Rádio Argel era gravado e passado a limpo em máquina de escrever no dia seguinte. As relações de trabalho e amizade com os senhores da PIDE eram brilhantes e eu não me importava nada de fazer muita coisa para os ajudar ajudando-me a mim também. Vinham ostras de São Domingos, vinham frangos e cabritos de Nhacra, vinham camarões de Quinhamel, mas vinham também muitas outras coisas de muitos outros lados. Quando o turno tinha início às 16 horas havia taina pela certa.
Fui convidado para ficar na PIDE, mas isso não estava nos meus objectivos e como tal declinei o convite.
No ano de 1967 entrei para os quadros da Função Pública, fiz juramento de activo repúdio pelo Comunismo e todas as ideias subversivas, tal como a tomada de posse o exigia, e fiquei definitivamente vacinado.
Artur Conceição
STICA 2712/63
SPM 2578
Entre Mansoa e Mansabá fica uma localidade chamada Cutia onde durante a guerra aconteceu um desastre. Nas referências sobre Cutia não há nada anterior a 1967, mas recordo muito bem que se tratou de uma situação bastante complicada. Durante esse ataque as comunicações militares não funcionaram. Desconheço se por falta de capacidade ou problemas de acesso.
Estas foram as causas próximas que levaram à criação de um protocolo de apoio junto da PIDE.
Quis o destino que ao fim de 18 meses de Guiné, o Artur estivesse a cumprir as suas funções militares nas instalações da PIDE.
Foram mais 6 meses de Guiné, mas que foram muito bem passados, em contraste com os outros 18. Trabalhei bastante, de forma voluntária, mas nunca fiz nenhum serviço militar. Tudo o que era dito na Rádio Moscovo e na Rádio Argel era gravado e passado a limpo em máquina de escrever no dia seguinte. As relações de trabalho e amizade com os senhores da PIDE eram brilhantes e eu não me importava nada de fazer muita coisa para os ajudar ajudando-me a mim também. Vinham ostras de São Domingos, vinham frangos e cabritos de Nhacra, vinham camarões de Quinhamel, mas vinham também muitas outras coisas de muitos outros lados. Quando o turno tinha início às 16 horas havia taina pela certa.
Fui convidado para ficar na PIDE, mas isso não estava nos meus objectivos e como tal declinei o convite.
No ano de 1967 entrei para os quadros da Função Pública, fiz juramento de activo repúdio pelo Comunismo e todas as ideias subversivas, tal como a tomada de posse o exigia, e fiquei definitivamente vacinado.
Artur Conceição
STICA 2712/63
SPM 2578
(revisão / fixação de tecto, links: LG)
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Nota do editor
Último post da série de 6 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28409: Retalhos da vida militar (12): Os que ficaram e viveram as partidas (Artur Conceição, CART 730, Jumbembem, 1965/67)
Nota do editor
Último post da série de 6 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28409: Retalhos da vida militar (12): Os que ficaram e viveram as partidas (Artur Conceição, CART 730, Jumbembem, 1965/67)


4 comentários:
Artur, gostei de ler as tuas memórias de outros tempos... Que, de resto, foram os nossos, de meninos e moços. Portugal era bem diferente, e seguramente mais cruelmente desigual... Há muito que não lia o termo "sopeira"... As "sopeiras" de Campo de Ourique...
A minha mãe também o foi, desde os 10 anos, até se casar...Creio que começou na rua do Politécnico. Não era só o senhor professor doutor Navarro que tinha "sopeiras" para ir ao mercado fazer as compras, descascar as batatas, fazer a sopa, limpar a casa e limpar o cu aos meninos... A emergente classe média tinha "sopeiras" para o governo da casa e tomar conta da criançada...
A "sopeira" era uma verdadeira instituição nacional...Num país onde mais da população vivia no chamado "setor primário da economia", não faltava eram "braços", de raparigas e rapazes, para trabalhar na casa dos remediados e dos ricos, a troco de cama, mesa e roupa lavado e uns míseros tostões...
E foi aos filhos das "sopeiras" que o Salazar pediu para morrer pela Pátria em África...
Artur faz bem à nossa "higiene mental", recordar aqui o famigerado artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 27003 (de 14 de setembro de 1936) (diploma que veio estabelecer a a obrigatoriedade de apresentação de uma declaração "ideológica" com assinatura presencial para quem pretendesse aceder a cargos públicos no Estado Novo.
O artigo 1 começava a exigir o seguinte documento para a admissão a concurso, nomeação, promoção, transferência ou comissão de serviço em serviços do Estado, autónomos e corporações administrativas:
«Declaro por minha honra que estou integrado na ordem social estabelecida pela Constituição Política de 1933 com activo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas».
Todos os "servidores do Estado", civis e militares, entre de 1936 a 1974, tiveram que assinar este "juramento" (a maior parte, "assinava de cruz", nunca ninguém lhes tendo explicado o que era o comunismo e todas as demais ideias subversivas)...
Mais: o artº 8 do supracitado diploma fazia equivaler o juramento de bandeira dos "militares de terra e mar" (sic) (ainda não havia FAP, em 1936...), a esta "declaração de honra: "compreende, para todos os efeitos, a declaração de honra prescrita neste decreto-lei"...
Pois, também eu como funcionário público, apesar de assalariado de carácter permanente, tive que assinar um modelo qualquer da Casa da Imprensa, onde declarava que não pertencia a nenhum grupo de actividades subversivas, mais, li em voz alta, em frente ao Chefe de Divisão, um papel azul de 25 linhas, manuscrito por mim, onde a lengalenga era mais ou menos a mesma.
Quase todos esbarrámos, ou estivemos perto disso, com a PIDE. No Porto de Leixões havia uma dependência da PIDE cuja função era unicamente o controle de estrangeiros e fronteiras. Estes agentes andavam devidamente uniformizados, farda azul e boné de pala, com quem travávamos amenas cavaqueiras.
Na empresa, com mais de 1500 funcionários, havia uns quantos "bufos", veio-se a saber depois do 25ABR, que ao que se sabe nunca prejudicaram nenhum colega.
Eu escapei a cair nas garras da PIDE/DGS, quando em Setembro de 1972 o pessoal das oficinas resolveu fazer uma "pausa" no trabalho, ninguém mexeu uma palha a seguir ao almoço. Foi um escândalo aquela paralização numa empresa do Estado, veio a PIDE, identificou uma porrada de gente, desde chefes ao mais humilde operário, e andou tudo a correr para a Rua do Heroismo, sede do Porto da PIDE/DGS, actual Museu Militar do Porto, a responder a sucessivos interrogatórios mais ou menos intimidatórios. Eu escapei porquê? Estava a gozar licença de casamento. Da minha secção foram identificados e sujeitos a interrogatórios, se bem me lembro, quatro colegas, que só descansaram depois do 25 de Abril.
A paralisação na oficina foi da iniciativa de um elemento clandestino do PCP, o Hermínio, que trabalhava nas forjas, preso pouco depois pela PIDE após algumas investigações.
O Hermíno foi preso no local de trabalho, o que valeu ao chefe de divisão, figura um pouco sinistra, diga-se, um belo par de patins logo a seguir ao 25 de Abril.
Quando andávamos em Minas e Armadilhas, um belo dia disseram-nos para vestir a farda número 2 porque um fotógrafo nos tirar umas fotos. Constava-se, e é verdade, que as fotos se destinavam aos arquivos da PIDE pelo facto de andarmos a aprender a manusear explosivos.
Ainda guardo essa foto, tipo passe, onde até nem fiquei mal de todo.
Carlos Vinhal
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