N/M Niassa > Ficha técnica:
(i) navio misto (carga e passageiros), de 1 hélice;Foi neste navio, adaptado a transporte de tropas (T/T), que viajaram (!), de Lisboa para Bissau, diversas companhias independentes, com partida a 24 de maio de 1969, incluindo a CCAÇ 2590 (futura CCAÇ 12), a CCAÇ 2591 (futura CCAÇ 13) ( do Carlos Fortunato), a CCAÇ 2592 (futura CCAÇ 14) ( do Eduardo Estrela), bem como a CCAÇ 2533 (dos nossos camaradas Luís Nascimento e Joaquim Lessa) ou ainda a CART 2520 (do José Nascimento, do Renato Monteiro, etc.) e ainda a CPM 2537 (a que pertenceu o antigo secretário geral do PCP - Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa). Um pequeno "fait divers" para a história...
Crédito fotográfico: Navios Mercantes Portugueses (2004) (Foto aqui reproduzida com a devida vénia...) (A página foi descontinuada).
- CART 2520, Xime, Enxalé, Mansambo e Quinhamel (73 referèncias)
- CART 2521 (Aldeia Formosa, Nhala e Mampatá) (7 referências)
- CCAV 2525
- CCAÇ 2527, Bigene (2 referências)
- CCAÇ 2529 (4 referências)
- CCAÇ 2531 (3 referências)
- CCAÇ 2533 (Canjambari e Farim) (63 referências ) (referências)
- CCAÇ 2590 (25 referências( (futura CCAÇ 12) (Contuboel e Bambadinca) (506 referências)
- CMP 2537 (8 referências)
- Dos Pel Mort 2116, Pel Mort 2117 e Pel Can S/r 2126 e restantes (pessoal de do Regimento de Serviços de Ssaúde e do Depósito Geral de Adidos)... não temos nenhuma referência.
T/T Niassa > 24 de maio de 1969 > Uma imagem repetida "as nauseam" ao longo da guerra colonial: o transporte de tropas era feito em cargueiros, mistos, adaptados... As condições a bordo eram inaceitáveis para seres humanos ... Neste caso foram transportadas 13 companhias independentes. num total de 1735 homens. As praças eram "acomodadas" em beliche, nos porões, como animais levados para o matadouro. Com capacidade para 3 centenas de passageiros, além de cerca de 130 tripulantes, o T/T Niassa, a caminho do TO da Guiné aumentava a "carga humana" cinco ou seis vezes mais... Não consta que algum dia tenha havido alguma revolta a bordo: os oficiais iam em 1a. classe, os sargentos em classe turística, as praças na... 3a. classe. O poder sempre soube dividir para reinar. De resto, era "a ordem natural das coisas"...
Foto do livro "Histórias da CCAÇ 2533" [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]__________________
ÚLtimo poste da série > 26 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28053: Efemérides (389): 10 de junho de 2026, Dia do Combatente Limiano (Manuel Oliveira Pereira)

4 comentários:
Era de tal modo aviltante a forma de acomodar a carne para canhão, que ainda guardei a secreta esperança de que houvesse uma revolta. Só quem viveu esses tormentosos momentos sabe aquilo a que me refiro. Camas com vários andares, vómitos e urina para cima dos que estavam mais abaixo. Uma VERGONHA!! Tudo em nome da pátria e do império.
Abraço
Eduardo Estrela
No próximo sábado dia 30, a malta da 13 e da 14 vai reunir-se num almoço nas Caldas da Rainha ao qual não me vai ser possível estar presente, por questões de família biológica. Uma cunhada minha, irmã da minha Antonieta faz 50 anos de casada ou de acasalada, pois ainda não transformou a sua ligação com o homem da sua vida, pelo formalismo do matrimónio.
Vou ter que aguardar por nova convocatória da família do coração e da alma.
Aqueles que comungaram e viveram o sonho do desconhecido e da loucura.
Grande abraço
Eduardo Estrela
Pois é, temos que começar a juntar os sobreviventes do T/T Niassa, de Contuboel, de Bolama, das "africanas"... Enfim, os sobreviventes da Guiné... Daqui da Praia do Vau, com um abraço fraterno.
PS - Fui ontem conhecer o museu de Portimão e hoje o de Lagos...Já deixei os meus parabéns aos dois municípios. E reconheceram-nos como antigos combatentes, o que é no mínimo simpático. No museu da rota da escravatura de Lagos os antigos combatentes têm entrada livre (e as nossas companheiras também entraram connosco, sem lhes pedirem lhes as certidões de casamento ou de viuvez).
Conheço o museu de Portimão e sei que faz parte das entidades que preservam devotadamente o nosso património. A minha filha mais velha é arqueóloga e já trabalhou para essa causa , nesse mesmo espaço.
Abraço
Eduardo Estrela
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