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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28471: Convívios (1081): Os antigos combatentes da vila de Loriga, a princesa da Serra da Estrela, homenagearam as suas mães, no almoço-convívio realizado na Escola Secundária de Sacavém, no passado sábado, dia 17 - Parte IV


Foto nº 32



Foto nº 33


Foto nº 34


Foto nº 35


Foto nº 36


Foto nº 37


Foto nº 38


Foto nº 39


Loures > Sacavém > Escola Secundária de Sacavém > 17 de outubro de 2026 > Almoço-convívio dos antigos combatentes do ultramar de Loriga, Seia (*)



Fotos (e legendas)  © Zé Fernandes Pina (2026). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné] (Cortesia da página do facebook do loriguense Zé Fernanes Pina, antiogo combatenmte)


Legenda das fotos  nº 35 e 36:  "A mesa da comissão organizadora: de costas, em primeioro plano, o António de Brito Ribeiro,  ladeado  à direita por outro elemento da comissão organizadora do almoço-convívio, o Gabriel Pina; e à esquerda, pelo presidente da Junta de Freguesia de Loriga, Luís Costa, que veio cá abaixo com uma delegação de gente da aquela terra serrana, de gente voluntariosa, trabalhadora e bairrista (tem hoje c. de 850 habitantes; tinha em 1950, no auge da indústria de lanifícios, c. de 3 mil). Outros elementos da comissão organizadora, que estavam presentes na mesa nº 1: além do António Ribeiro (Guiné) e do Gabriel Pina (Moçambique):  António Fernandes (Guiné); José Manuel Alves (Angola); e José Ambrósio (Guiné). Há ima um convidado, represent6ante da CM Loures".

Legenda da foto nº 37: "Mesa nº 5, membros da Tabanda da Linha e da Tabanca Grande".


1. Mais fotos do memorável almoço-convívio dos antigos combatentes de Loriga, Seia, realizado no passado sábado, em  17 de outubro de 2026, na Escola Secundária de Sacavém. As fotos acima são do José Fernandes Pina, loriguense,  nascido em 1949 (pertenceu à 32ª CCmds, esteve  29 meses no Ultramar, 3 em Angola, e o restante tempo em Moçambique, fev 1971 / julho 1973; segundo percebi da sua ficha de combatente, foi condutor auto; vive em Loriga).

Publicamos também informação adicional sobre o encontro e os seus participantes:

1.1. Mensagem de António Brito Ribeiro

Data - quinta, 22/10/2026, 17:58

Maria de Jesus Mendes
Assunto - Registo de Memórias e Homenagem a Mãe

 Boa tarde, amigo Luís Graça,

Como prometido, envio em anexo o registo de memórias de alguns ex combatentes de Loriga que eu e o Adelino Pina (Alemanha) conseguimos registar com base em textos enviados pelos próprios, ou redigidos por nós com base em dados recolhidos (86 páginas em formato A4) .

Cada memória é a recordação / passagem, contada na primeira pessoa, de uma fase da nossa vida, que agora tem um sentimento especial mais ou menos sentido, mas quase sempre doloroso.

Por curiosidade encaminho-te para os textos dos dois “José Brito Ribeiro”, um na India e o outro (meu irmão) em Moçambique.

Envio-te também a folha de homenagem de Maria de Jesus Mendes, mãe de 4 filhos, ainda vivos que estiveram no ultramar:
  • Fernando António Mendes Alves, Moçambique, 61/63, Exército,
  • Nuno Mendes Alves Pereira, Moçambique, 70/72, Paraquedista,
  • Tarcísio Mendes Pereira, Timor, 68/70, Exército,
  • Vítor Manuel Mendes Alves, Angola, 71/73, Exército.

Em Loriga ainda houve outra família / mãe com 4 filhos no ultramar. Penso que poucas famílias tiveram esse n.º de filhos enviados para a guerra colonial. Gostaria que evidenciasses esta situação, porque estas MÃES devem ser devidamente homenageadas.

Abraço, António Ribeiro.

1.2.  Mensagem de  Luís Graça (by email)

Data - sábado, 24/10/2026, 21:32

António (e companheiros da mesa nº 5, em C/C) (Foto nº 37)

António: obrigado pelos documentos que me mandaste (o teu CV, que vou ler com toda atenção + testemunhos de antigos combatentes loriguenses, os da Guiné poderei publicar na Tabanca Grande + a foto da mãe loriguense Maria de Jesus Mendes que teve 4 filhos mobilizados, mas tu falaste de uma outra, que também me escapou, quando visionei o painel, "au vol d'oiseau")...

Publiquei já  a 3ª parte da nossa "reportagem" do encontro de sábado... E aproveito para pedir:

(i) ao Manuel Resende, para me confirmar os nomes dos membros da Tabanca da Linha, da mesa do Orlando Pinela, o Alpoim (Algés) e sobretudo o Ambrósio (Lisboa) (Foto nº 30);

(ii) a ti e ao Jaime, para me confirmarem o nome do antigo combatente que esteve em Angola e ainda é pastor na Serra da Estrela...Fiquei com a ideia que se chamava Abílio (Foto nº 31);

(iii) ao Hélder, para me lembrar o nome do "loriguense", dos TSF, que ele foi render em Piche (e que esteve no almoço);

(iv) ao João Crisóstomo, para me escrever "duas linhas" com as suas impressões (dele e da Vilma) sobre o encontro...(Oh, Vilma, não ficaste para o fim, houve música africana, como tu gostarias de ter ouvido ouvir, bolo da festa e "champanha"...).

Um alfabravo, para ti e todos os "camarigos" a quem mando esta mensagem em C/C.

PS - Já te transmiti, António, a impressão da Alice: em geral crítica como todas as nossas companheiras em relação a estes encontros ("da tropa"), foi sincera e pediu-me para te dizer que adorou e que te manda, a ti e demais loriguenses presentes, um abraço fraterno... Ficou impressionada com o nível do encontro em todos os aspetos. E ficou com vontade de, um dia destes, dar um salto até Loriga...

domingo, 25 de outubro de 2026 às 06:09:08 WET


1.3. Comentário do Hélder Sousa
 
Ora bem, aceitando o desafio do Luís Graça, sempre posso dizer que apesar de já termos estado em troca de comentários, nunca tinha chegado a estar "ao vivo" com o "Zé Bentinha", pois é esse o nome pelo qual ele responde, embora saiba que "Bentinha" é uma espécie de alcunha.

Ora o "Zé Bentinha" era o homem que tinha a responsabilidade de Posto do STM em Piche, imediatamente entes de eu para lá ser enviado. Por um motivo qualquer, que nunca esclareci bem, ele saiu de Piche e por esse motivo a chefia do referido Posto sofreu um hiato até à minha chegada na primeira semana de Dezembro de 1970.

Na prática fui substituí-lo mas nunca cheguei a estar com ele.

Já descobri, entretanto, que o "Zé Bentinha" é o José Mendes Gouveia, conforme escreveu, faz pouco tempo, o Brito Ribeiro nos comentários a outro "post".

Quanto ao evento foi, de facto, notável. Tanto na organização como na forma como decorreu. Sinceramente fiquei agradavelmente surpreendido. E aproveitei, a par do Jaime Suilva para voltar a praticar "falar francês" com a Vilma Kracun, esposa do João Crisóstomo.

Relativamente ao António Brito Ribeiro pois também foi um conjunto de circunstâncias que se precipitaram. Já o conhecia dos encontros na Tabanca da Linha, onde vou irregularmente, mas, claro, sabia dele muito pouco. E ele de mim.

Sabia que tinha estado na Guiné mas não quando nem onde.

Agora já sei que esteve em rendição individual no Batalhão de Piche que antecedeu aquele ao qual também estive adido durante cerca de 6 meses, mas não nos encontrámos por lá.

Entretanto ele também andou a pesquisar e ficou a saber que eu também era Engenheiro Técnico e telefonou-me na passada sexta-feira para saber se eu também pertencia à OET (Ordem dos Engenheiros Técnicos) e se sabia dum evento que iria ocorrer (e ocorreu) no sábado, dia 24 e, caso sim, se iria lá, para nos voltarmos a encontrar ao vivo.

Disse-lhe que sim e que certamente teria uma surpresa, pois não lhe disse que seria um dos oradores e que sou detentor de um cargo na instituição.

Correu tudo muito bem, exceto o facto de ele ter sido homenageado no grupo dos membros com 25 anos de associados, quando o deveria ter sido no grupo dos de 50 anos, o que o deixou bastante aborrecido.

Certamente foi um caso de erro administrativo (perfeitamente possível, dada a quantidade de elementos a tratar) mas que tivemos a possibilidade de abordar com o Bastonário, o qual, conjuntamente comigo, ficámos de averiguar o sucedido e depois agir em conformidade.

Na prática, um conjunto de sucessivos acontecimentos que se precipitaram e que mostram como a nossa "teia de contactos" permite estas coisas: 

(i) o João Crisóstomo ao dar-me os parabéns pelo telefone disse-me que gostaria de dar ao vivo e que devia contactar o Manuel Resende para que isso fosse possível num almoço em Sacavém; falei com o Resende que me passou ao Brito Ribeiro e assim lá fui;

(ii) conversa puxa conversa, e o Brito Ribeiro apercebeu-se da minha "função civil", seguiu a pista, e acabámos por nos encontrar num evento bem significativo;

(iii) sucedeu um percalço e, fruto do (re)conhecimento recente, tal será certamente resolvido.

Abraço, HS

domingo, 25 de outubro de 2026 às 23:57:00 WET 


1.4. Mensagem do A. Brito Ribeiro (by email)

Data - domingo, 25/10/2026, 23:37

Boa noite Luís,

Antes de mais um bem-hajas pelo relevo que tens dado ao evento realizado pelos ex-combatentes loriguenses de homenagem às suas mães.

Vou tentar responder às solicitações / observações que colocaste.

Como te referi, existem em Loriga 2 famílias/mães que tiveram 4 filhos no ultramar, uma foi a que te indiquei, Maria de Jesus Mendes. Não consegui indicação do nome da outra mãe que teve 2 filhos na Guiné, 1 em Angola e 1 em Moçambique (mas vou procurar).

Na mesa do Alpoim e do Orlando Pineda esteve outro magnífico da Tabanca da Linha, Fernando Pereira Ambrósio (Guiné 73/74) (Foto nº 30) (*).

Além do Fernando e de mim, estiveram ainda no evento mais 2 magníficos, o António Mendes Fernandes (mesa 1) e o José Mendes Fernandes (mesa 7). Faltou ainda à ultima hora o magnífico António Santos Pina.

O antigo combatente em Angola (67/68), pastor na Serra da Estrela, é o Abílio Gomes de Brito (Foto nº 31(.

O Combatente presente que como o Hélder pertencia às transmissões STM, é o José Mendes Gouveia (70/72), que atua no grupo Chão da Ribeira (baixo), irmão da vocalista Maria Mendes, que tu já enalteceste. Também esteve em Piche simultaneamente comigo, comforme foto que te envio em anexo.

Podes ter a certeza que tanto tu como a Alice serão sempre bem-vindos e bem recebidos em Loriga e irão adorar.

Abraço a todos,

António Ribeiro

quarta-feira, 28 de outubro de 2026 às 22:45:38 WET


 (Seleção, revisão / fixação de texto: LG)

sábado, 24 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28461: Convívios (1080): Os antigos combatentes da vila de Loriga, a princesa da Serra da Estrela, homenagearam as suas mães, no almoço-convívio realizado na Escola Secundária de Sacavém, no passado sábado, dia 17 - Parte III

 

Foto nº 23 > A mesa nº 5: reservada para os membros da Tabanca da Linha e da Tabanca Grande: o régulo da Tabanca da Linha Manuel Resende e esposa Isaura; Luís Graça (Tabanca Grande) e esposa, Alice Carneiro; Hélder Sousa (Setúbal); João Crisóstomo e esposa Vilma (Nova Iorque); Jaime Silva (Lourinhã). (O Zé Carioca e a esposa, apesar de inscritos, não compareceram). (Foto: cortesia da página do Facebook do Zé Fernandes Pina), que é de Loriga e vive em Loriga)


Foto nº 24 > Manuel Resende e Hélder Sousa, ambos membros da Tabanca Grande


Foto nº 25 > Manuel Resende e João Crisóstomo (que adrou comparecer a este convívio9, ele que tem estado entre nós, ao longfo deste més, regherssando aos States na próxima sexta, dia 30)


Foto nº 26 >  Vilma, com o seu linmdo sorrio esloveno, e  o João Crisóstomo (vè-se pela fita amarela que esteve na Guiné...)


Foto nº 27 > Jaime Silva  (que foi paraquedista em Angola, 1970/72) e a Vilma


Foto nº 28 > Alice Carneiro e Luís Graça (régulo da Tabanca Grande; estteve na Guiné em 1969/71)


Foto nº 29 > Mesa nº 6 > Orlando Santos Pinela  (Caxias) e Alpoim Almeida Ribeiro (Algés) (ambos estiveram na Guiné, como indica a fitinha amarela pendurada ao pescoço)



Foto nº 30 > Da esquerda para a direita; Orlando Pinela e esposa;  Alpoim Ribeiro (Algés) e Fernando Ambrósio (Lisboa) (membro recente da Tabanca da Linha, também esteve na Guiné)


Foto nº 31 > O Jaime Silva e o Abílio,  um camarada que veio de Loriga de propósito: esteve em Angola (abr 1967/ mai 1969) e ainda hoje é pastor na Serra da Estrela. Ambos ostentam a  fita encarnada, sinal de que estiveram  em Angola.

O Abílio  pertenceu à CCAÇ 1696 (1967/69), mobilizada pelo RI 15; o Jaime pertenceu ao BCP 21 (Angola, 1970/72).   Ambos combateram no setor de Nambuangongo, embora em épocas diferentes.


Loures > Sacavém > Escola Secundária de Sacavém > 17 de outubro de 2026 > Almoço-convívio dos antigos combatentes do ultramar de Loriga, Seia (*)
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Fotos (e legendas): © Luís Graça  (2026). Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1.  Obrigado ao António de Brito Ribeiro e demais membros da Comissão Organizadora deste evento, pela simpatia, carinho, hospitalidade e "camarigagem" com que brindaram e receberam os não-loriguenses.  Sentimo-nos em casa, e com vontade de conhecer Loriga.  "Fomos todos filhos de Loriga neste dia de convívio entre antigos combatentes!"... 

____________________

Nota do editor LG:

(*) Postes anteriores da série > 

22 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28454: Convívios (1079): Os antigos combatentes da vila de Loriga, a princesa da Serra da Estrela, homenagearam as suas mães, no almoço-convívio realizado na Escola Secundária de Sacavém, no passado sábado, dia 17 - Parte II

20 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28450: Convívios (1078): Os antigos combatentes da vila de Loriga, a princesa da Serra da Estrela, homenagearam as suas mães, no almoço-convívio realizado na Escola Secundária de Sacavém, no passado sábado, dia 17 - Parte I

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28455: Tabanca Grande (588): Germano Estêvão, senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar nº 921, apadrinhado pelo primo e vizinho da Bombardeira, João Crisóstomo: foi 1º cabo at inf, CCAÇ 1549/ BCaç 1888 (Tite, Quinhamel, Bissau, 1966/68)







Foto nº 1


Foto nº 2



Foto nº 3


Foto n º 4



Foto nº 5


O novo grão-tabanqueiro nº 921, Germano Estêvão, natural de Torres Vedras: 1º cabo at inf, pertenceu à CCAÇ 1549 / BCAÇ 1888 (Tite, Quinhamel, Bissau).

Legendas:  Foto nº > 1º cabo at inf, Tite  |  Foto nº 2> Na recruta > Foto nº 3 > No canal do Enxudé  | Foto  no. 4 >  Bombardeira: o Germano na sua casa, com a esposa Etelvina e o primo João |  Foto 5 > Foto atual

Fotos (e legendas): © Germano Estêvão / João Crisóstomo  (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI) (Gemini / Google AI]



Brasão do BCaç 1888, "Vendo, Tratando e Pelejando" (Fá Mandinga e Bambadinca, 1966/68). Coleção: Carlos Coutinho (2009). (Imagem melhorada com a IA / Gemini.)



1.Mensagem do John Crisostomo, luso-americano, membro da Tabanca  Grande, régulo por decreto real da Tabanca da Diáspora Lusófona, activista social de muitas e boas causas, natural de Torres Vedras, a viver em Queens, Nova Iorque, com a sua querida Vilma, de origem eslovena:


Data -. domingo, 11/10/2026, 19:36
Ãssunto - O meu primo Germano Estêvão


Caro Luís Graça,

(....)  Já uma vez te falei dum primo meu que esteve na Guiné ao mesmo tempo que eu. Recordou um facto que eu já tinha esquecido: que nos encontrámos uma vez em Tite, onde ele estava estacionado, durante uma operação em que a minha companhia, a CCAÇ 1439,  fazia a sua parte. 

Estive há dias com ele, lembrando coisas e loisas,  especialmente das nossa experiências na Guiné e acabei por lhe perguntar se ele não queria fazer parte da nossa Tabanca Grande. Concordou em entrar e portanto aqui estou eu para “apadrinhar" mais um camarada nosso...

Aliás,   eu já o mencionei num email (de 3 de dezembro de 2023) e que até tinha várias fotos que tu depois publicaste no poste   P24983 de 21 de dezembro de 2023 mas que inicialmente  não apareciam (conforme confirmaram o saudoso Valdemar Silva e o Fernando Ribeiro,  em comentários a esse poste).

Na casa dele fui encontrar muitas fotos dos seus tempos da Guiné , mas estão todas muito velhas, não sei se as podes utilizar. Escolhi algumas que amanhã vou “ identificar”. (...)

Entretanto o que se segue é a “história da sua vida”. Diz que não gosta de escrever (muito menos por vias digitais ), mas prontificou-se a contar-me o que se lembra e que eu escrevesse por ele. Aqui está o que me disse, e que vou tentar replicar com a precisão que eu for capaz (...)


2. O novo grão-tabanqueiro nº 921 > Germano Estevão, 1º cabo at inf, CCAÇ 1549 / BCAÇ 1888 (Tite, Quinhamel e Bissau, 1966/68),a seguir  apresentado pelo João Crisóstomo:
 

(i) nasceu na Bombardeira, freguesia de A-Dos-Cunhados, concelho de Torres Vedras, no dia 11 de março de 1944;

(ii) ingressou na tropa no dia 15 de outubro de 1965, com 21 anos, em Leiria, no R.I. 17;

(iii) foi para a Guiné, integrado como 1º cabo at inmf, na CCAÇ1549 /  BCAÇ 1888,  no dia 25 de abril de 1966, já com os 22 anos feitos,  no navio Uíge, o mesmo navio que no dia 17 de janeiro de 1968 o trouxe de volta a Portugal;

(iv) logo que chegou a Bissau, foi de barco até Enxudé, onde desembarcou e daí seguiu em coluna de viaturas até Tite onde ficou durante 16 meses;

(v)  a CCAÇ 1549 veio substituir a CCav 677, em Tite, como subunidade de intervenção e reserva do sector: teve  um pelotão destacado em Fulacunda, até 28Jun66 e outro em Enxudé, 

 (v) depois foi para Quinhamel onde permaneceu alguns meses, antes de ir para Bissau, em substituição da CCAÇ 1498.  onde passou os últimos dois meses   até regressar a Portugal.

Três irmãos a servir a Pátria, ao mesmo tempo

É talvez pertinente mencionar um facto que aliás não foi único: enquanto ele fazia o seu serviço na Guiné os seus dois irmãos faziam também o seu tempo de tropa ao mesmo tempo que ele em lugares diferentes : o Rui, irmão mais velho, estava em Angola; e o Luís, o mais novo, fez o seu tempo todo em Portugal numa repartição administrativa, safando-se assim de ir ao Ultramar. 

 Os pais não tinham muitas posses… e ficaram sós,   com duas filhas, uma delas ainda criança,   "a aguentarem como podiam ” até que os filhos voltassem.

A sua companhia era a Companhia de Infantaria nº  1549, a  CCAÇ 1549, que "andou sempre à porrada".  Uma companhia de Intervenção sob o comando do capitão Brito, integrada ao BCAC 1888.

 Quando este Batalhão voltou a Portugal,   sua companhia ficou adida ao BCAÇ 1860, que por sua vez foi rendido por uma outra unidade, cuja identidade não se lembra mais.

Apesar de ser uma companhia de intervenção "que andava sempre no mato”, o número de sinistrados desta companhia foi bastante baixo: yiveram muitos feridos, mas tiveram apenas duas baixas fatais cujas circunstâncias lembra com bastante clareza, apesar do tempo que já passou.

O primeiro foi o alferes Dias, natural de Queluz, que foi morto em combate. O Germano lembra que, ao regressar, tiveram de atravessar uma bolanha com água pela cintura, e não tinham comunicação com ninguém. 

O comandante da secção que transportava o corpo do falecido alferes Dias ordenou então aos seus homens que levantassem e mostrassem o corpo do falecido por cima das suas cabeças para que o  de helicóptero sobrevoava a coluna de regresso (o PCV), se apercebesse de que eles tinham um morto e queriam que o helicóptero apanhasse o corpo do falecido alferes.

O furriel Joaquim  Peixeira, que pertencia a esta companhia e que já várias vezes esteve nos nossos convívios, ainda hoje vai à campa do alferes Dias levar flores,   honrando a sua memória e prestando a sua homenagem.

A história do outro sinistrado não é menos pungente, porque se tratou de um acidente, sem qualquer falta ou culpa de ninguém . O enfermeiro da companhia estava com uma arma nas mãos que estava armada sem ele o saber. "Não sabe porque cargas de água", a arma disparou-se e a bala foi atravessar a chapa que era a parede comum com a caserna seguinte, atravessou um caixote de bacalhau ( creio que vazio) e foi atingir o primeiro cabo Cardoso que teve morte instantânea.

(Texto de João Crisóstomo, revisão / fixação de texto: LG)


4. Comentário do editor LG: 

João, obrigado pelo teu empenho e "apadrinhamento". O teu primo e nosso camarada  Germano Estêvão  é bem-vindo, e vai sentar-se à sombra do nosso poilão no lugar nº 921.

 Infelizmente não tínhamos até agora nenhum representante da CCAÇ 1549 (e apenas 3 ou 4 escassas  referências a esta subunidade).  

Em próximo poste, apresentaremos mos mais fotos e a ficha da unidade, e algumas referências à sua atividade operacional. 

Este BCAÇ 1888 esteve em Bambadinca, embora já não  seja do meu tempo. Mas lembro-me do seu memorial, na nossa parada, em frente àescola.

Como bem dizes, as fotos do álbum do Germano Estrêvão que me entregaste e eu digitalizei, são de fraca qualidade. Procedi ao seu "restauro" e colorização, com recurso à IA. 

Ele fica com o teu endereço de email. Manda-lhe um abraço fraterno, meu, de camarada e vizinho (da Lourinhã).

___________________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 16 de outubro de 2026 > Guiné 61/74 - P28442: Tabanca Grande (587): Henk Eggens senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar nº 920: nasceu nos Países Baixos (que para nós é sempre a velha Holanda...) e é cidadão do mundo, médico de saúde global; é vizinho de Salazar, vive em Santa Comba Dão

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28442: Tabanca Grande (587): Henk Eggens senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar nº 920: nasceu nos Países Baixos (que para nós é sempre a velha Holanda...) e é cidadão do mundo, médico de saúde global; é vizinho de Salazar, vive em Santa Comba Dão

 




Henk Eggens, ontem e hoje. Grão-tabanqueiro nº 920.  Nasceu nos Países Baixos (que para nós é sempre a Holanda...) e é cidadão do mundo, médico de saúde global.  Foi cooperante na Guiné-Bissau (1980/74). É vizinho de Saklazar, vive em Santa Comba Dão.
(Fotos do  álbum do Henk Eggens, restauradas digitalmente com recurso à IA - ChatGPT Open AI, 2026)



1. O nosso amigo Henk Eggens já devia ter sido apresentado à Tabanca Grande há pelo menos dois meses atrás. Estamos em falta com ele. De facto, em mensagem de 29/07/2026, 22:30 (*), ele já tinha aceite formalmente o nosso convite para se sentar à sombra do nosso poilão, o mesmo é dizer, passar a fazer parte formalmente da nossa tertúlia, o blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné:

Luís,

Aceito o convite com muito prazer e agradeço-vos a confiança.

Gosto de fazer parte de uma comunidade que valoriza as experiências vividas numa terra estrangeira, em circunstâncias muito difíceis, sem cair na tentação de reduzir um povo à condição de inimigo ou de mero figurante na história de vida de alguém.

É esse respeito que encontro nos artigos publicados no vosso blogue. Por isso, é para mim uma honra passar a fazer parte da Tabanca Grande!



Mantenhas!

2. Ainda não nos conhecemos pessoalmente, ao vivo e a cores. Perdemos uma oportunidade (histórica!) de nos encontrarmo-nos, há dias, em Carregal do Sal, no Museu Aristides Sousa Mendes, eu, ele, o João Crisóstomo e a Vilma. Razão: conflito de agendas...

Seria entretanto delegante, da nossa parte, adiar por mais tempo essa formalização. E  já dissemos o essencial sobre o nosso novo grão-tabanqueiro (**):

(i)  é neerlandês (que é mais do que holandês...), nascido em 1947, no difícil pós-guerra de todos nós, europeus;

(ii) médico especialista em saúde global (medicina tropical e saúde pública);

(iii) cidadão do mundo,  já percorreu os quatro continentes como cooperante em saúde;

(iv) esteve 4 anos na Guiné-Bissau (incluindo dois anos em Fulacunda e outros dois na capital) (1980/84);

(v) antes tinha estado em Cabinda, Angola, já no tempo da 2ª guerra da independência (1976/78); 

(vi) também trabalhou na Indonésia, as  antigas Índias Orientais Holandesas, que se tornaram independentes em 1949, depois de 4 anos de brutal ocupação japonesa (1942/45) e de uma dura guerra de descolonização  (1946/49);

(vii) fala e escreve o português e o crioul0 guineense;

(viii) está "reformado" (que é uma palavra feia, em português);

(ix) é um apaixonado (uma palavra bonita!) por Portugal, a Guiné-Bissau, Angola, Brasil, a lusofonia...

(x) vive em Portugal,  em Santa Comba Dão (sem quaisquer privilégi0s nem complexos por ser vizinho do senhor professor doutor António de Oliveira Salazar);

(xi) a sua companheira é luso-brasileira;  tem duas filhas de um primeiro casamento: a esposa, médica, que esteve com ele na Guiné-Bissau, já faleceu;

(xii)  foi administrador e editor de Portugal Portal (em neerlandês,  muito virado para a comunidade lusófona nos Países Baixos); e onde tem publicado textos do nosso blogue, com a devida autorização dos autores e editores;

(xiii) tem mais de uma dezena referências no nosso blogue.

 
2. Já há meses que o tínhamos convidado,  para, de pleno direito, passar a integrar a Tabanca Grande, como amigo da Guiné...  Será o primeiro neerlandês a sentar-se ao nosso lado, como igual. No ugar nº 920.

Na brincadeira, tinha-lhe lembrado  (em 29/7/2026):

Henk: e o convite para te juntares à Tabanca Grande, onde há filhos e filhas de muitas mães ? Tugas, das sety partidas, guineenses, cabo-verdianos, angolanos, mas também alemães, americanos.. Tu serias o primeiro neerlandês... O Roel Coutinho (para mais com ascendência judaico-portuguesa) faz cá falta... mas nunca interagiu connosco e, depois, não fala português...nem deve sentir-se confortável num blogue coletivo como o nosso (...).

Não, ele não foi combatente, em nenhum conflito armado, felizmente para ele, mas dedicou pelo menos seis  anos da sua vida a dois povos lusófonos,  guineense e angolano, e numa época particularmente difícil.  

Por outro lado, o facto de ter sido administrador e editor (e hoje continuar como colaborador) do  Portugal Portal vem reforçar ainda mais a ideia de que ele é um mediador cultural por excelência. Há pessoas que passam por um país, muitas com chorudos vistos Gold, e privilégios; outras criam pontes entre países, as pontes da amizade, da solidariedade, da cooperação, da cultura.

O Henk pertence claramente ao segundo grupo.  Vive, conhece, assimila, traduz, divulga, aproxima culturas e ainda leva textos do nosso blogue a leitores neerlandeses e portugueses emigrados na sua terra. É uma forma discreta, mas muito eficaz, de diplomacia cultural. E sobretudo cultivar e aprofundar a amizade entre povos (Portugal, Países-Baixos, Guiné-Bissau, Angola, mas também a Indonésia e Timor-Leste).

O Henk (não o vou tratar cerimoniosamente por dr. Eggens), merece o nosso apreço pelo que fez e tem feito pela Guiné-Bissau, por Portugal, e pela pela diáspora lusófona nos Países Baixos, que conta com cerca de 135 mil emigrantes (!): mais de metade brasileiros, mas também portugueses (35,6 mil), cabo-verdianos (23,1 mil) e outros PALOP (maioritariamente angolanos, mas também guineenses, etc.) (11,0 mil).

Cidadadão do mundo,  a sua  presença na Tabanca Grande será inteiramente natural e vem enriquecer ainda mais esta comunidade de memória, amizade e afetos. 

 Henk / Henrique, estás em casa!...E conheces as regras da casa. Obrigado pelos links dos teus 4 artigos que me mandaste, e que ainda eu não  li (em neerlandês...) mas prometo lê-los com a ajuda da IA...  

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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Guiné 61/74 - P28428: Convívios (1076): hoje é o dia da caldeirada anual da amizade, na festa de Ribamar, Lourinhã, em homenagem ao nosso Eduardo Jorge Ferreira (1952-2019)



Prompt e orientação editorial: Luís Graça
Imagens: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2026)
Geração gráfica assistida por IA (ChatGPT/OpenA)


Eduardo Jorge Pinto Ferreira (Lourinhã, Vimeiro, 1 de outubro de 1952 - Torres Vedras, 23 de novembro de 2019). O querido professor Eduardo, como lhe chamam ainda hoje  as gentes de Ribamar, a sua segunda terra natal. (Foi um dos professores-fundadores da Escola C + S de Ribamar, mais tarde, Escola Básica de Ribamar, no ano letivo de 1992/93… E depois seu diretor, até à reforma.)

Foi também o nosso saudoso régulo da Tabanca de Porto Dinheiro / Lourinhã. Membro da nossa Tabanca Grande desde 31 de agosto de 2011. Apresentou-se nestes termos aos camaradas Guiné: "Estive em Bissalanca, na BA12, de 20 de Janeiro de 1973 (triste data, a do assassínio de Amílcar Cabral, ) a 02 de Setembro de 1974, colocado na EDT (Esquadra de Defesa Terrestre) como Alferes miliciano da Polícia Aérea, onde era conhecido por Ferreira. (...) Depois de vir da Guiné, e como era voluntário na Força Aérea por 6 anos, passei pela Comissão de Extinção da PIDE/DGS (Gabinete de Imprensa) e pelo Estado Maior General das Forças Armadas (1ª Divisão) donde passei à disponibilidade em Junho de 1977."



Ao nosso Eduardo: a amizade 
continua em Ribamar



1. Para o nosso (e)terno Eduardo

Há seis anos, em 23 de novembro de 2020, ainda em plena pandemia, juntámo-nos no cemitério do Vimeiro, onde repousam os teus restos mortais,  para te prestar uma pequena homenagem, com a colocação de uma lápide na tua campa.

 Foi então que te li estas palavras, em meu nome e dos teus muitos amigos, colegas, companheiros e camaradas. Estavam presentes um dos teus filhos e a tua São.


Para o nosso (e)terno Eduardo: notícias dos amigos cá de baixo

Eduardo, p’lo bem, amor e amizade
Qu’em vida connosco quiseste partilhar,
A tua memória prometemos honrar,
Deixando aqui o rasto doce da saudade.

Notícias te damos também da nossa terra,
Onde nasce e se põe o sol todos os dias,
Sabes como é, há tristezas e alegrias,
Mais a pandemia, que lavra como guerra.

Mas faz-nos falta teu sorriso luminoso,
Tua gargalhada fraterna e sonora,
Teu abraço acolhedor e generoso.

Teimamos em falar contigo, cá deste lado,
Também um dia chegará a nossa hora,
Mas até lá serás sempre... por nós lembrado!

Vimeiro, 23 de novembro de 2020

Os teus amigos, colegas, companheiros, camaradas.


Leiria > Monte Real > 25 de maio de 2019 > XIV Encontro Nacional da Tabanca Grande > Da esquerda para a direita, Carlos Camacho Lobo, médico (Maia), Jorge Pinto (Sintra) e Eduardo Jorge Ferreira (Lourinhã) (seis meses antes de morrer)...

Foto (e legenda): © Luís Graça (2019). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].

2. Notícias dos amigos cá de baixo: encontramo-nos hoje em Ribamar!


Se fosses vivo, Eduardo,  terias completado 74 anos no passado dia 1 de outubro. Foste alf mil de Polícia Aérea (PA), na BA 12, em Bissalanca, na Guiné, em 1973/74... Ainda te recordas ?... Foste professor de educação física e, mais tarde, diretor da Escola Básica de Ribamar, no Agrupamento de Escolas de Dom Lourenço Vicente, na Lourinhã... 

Foste tantas coisas, Eduardo, de autarca a dirigente associativo, de caminheiro a "sargento das tropas luso-britânicas durante a Batalha do Vimeiro de 1808"... 

Foste sobretudo um homem de afetos, de encontros, de convívio e de amizades duradouras.

A tua memória continua bem viva entre nós. O teu exemplo permanece inspirador e o nosso blogue tem 75 de referências à tua vida e à tua memória.

Uma das melhores maneiras de continuarmos a lembrar-te  é mantermos a tradição que tu próprio criaste: juntarmo-nos na festa de Nossa Senhora de Monserrate, em Ribamar, à volta de uma boa caldeirada à pescador.

Coube depois a uma comissão "ad hoc",  dos teus  amigos, condiscípulos e camaradas   (João Vinagre, Jaime Silva, Luís Graça, Pinto Carvalho, Rogério Ferreira, etc....) manter este encontro anual, marcado para a segunda-feira da segunda semana de outubro. 

Uma tradição com mais de 30 anos, iniciada em 1994, quando tu eras professor em Ribamar, e que só foi interrompida em 2020 e 2021, por causa da maldita pandemia. Ainda não havia a Tabanca Grande, nem a Tabanca de Porto Dinheiro, nem nenhum  outra... Aliás, só te conheci por volta do início deste milénio,

O encontro de 2019 foi organizado por  ti próprio. Pouco mais de um mês depois, a tua morte inesperada, na sequência de uma intervenção cirúrgica de ambulatório numa clínica privada, deixou-nos a todos em choque. Custa ainda aceitar que  tu tenhas partido tão cedo e de forma tão abrupta.

Hoje, 12 de outubro de 2026, segunda-feira da segunda semana do mês, vamos  imaginar-te de novo de braços abertos, na festa de Ribamar (que era a tua segunda terra), pronto a receber os teus amigos, colegas e camaradas, como tantas vezes o fizeste.

Este ano, somos menos do que noutras ocasiões, mas contamos com 52 inscrições para o nosso convívio anual. Em 2024, fomos 75. Reunimo-nos sobretudo antigos colegas de seminário da região Oeste, com percursos por Santarém, Almada, Penafirme e Olivais, uma boa parte dos quais antigos combatentes. São vidas que seguiram caminhos diferentes, mas que continuam ligadas por uma história comum e por amizades que resistem ao tempo. 

Estará connosco, mais uma vez, a tua querida Conceição Ferreira,  mãe dos teus filhos, que também «bebeu a água do Geba», como tu.

Da Tabanca Grande, também não faltam presenças amigas, eu, Luís Graça, Alice Carneiro, Jaime Silva, Joaquim Pinto Carvalho e Estêvão Henriques, entre outros. 

Desta vez, não poderemos contar com o Carlos Silvério,  o Jorge Pinto e alguns companheiros habituais. Mas teremos, pela primeira vez, o Manuel Resende e a esposa, bem como o João Crisóstomo e Vilma, vindos de Nova Iorque, onde vivem, e de visita a Portugal (. Acaba de me dizer que não pode ir, por ter adoecido de repente; estamos já na época das gripes e viroses...) Fui eu que te apresentei o João Crisóstomo, lembras-te ? E foste tu que depois o apresentaste ao Rui Chamusco... 

Como o Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... Grande!

A logística também está assegurada, graças ao Jaime que faz a ligação à comissão organizadora e à à nossa querida Fátima, que continua a ser  a "alma mater" da festa, como no teu tempo: foram encomendados 26 tachos de caldeirada, cada um para duas pessoas, e as reservas foram feitas com antecedência, logo no início das festas, que decorrem de 8 a 14 de outubro. Quem nos "chama a capítulo", agora é o João Vinagre, da Benedita.

A festa de Ribamar, a tua (e nossa) festa,  continua ser um dos grandes acontecimentos sociais do concelho da Lourinhã. Para nós, os teus amigos cá de baixo. porém, tem um significado ainda mais especial: é a continuação da nossa Tabanca de Porto Dinheiro / Lourinhã, de que tu foste  régulo, o homem que nos juntava e que fazia de cada encontro (apesar de anual) uma celebração da amizade. E a continuação de outras tabancas...

É por isso que voltamos. É por isso que nos sentamos à mesma mesa onde tu te sentaste.

Eduardo, já não estás fisicamente entre nós, mas há tradições que são mais fortes do que a ausência. À volta da mesa, entre a caldeirada, as conversas, as recordações, as gargalhadas, as cantorias... continuamos a dar-te notícias dos amigos cá de baixo.

E, daqui a um bocado, ao meio dia, quando nos começarmos a  juntar em Ribamar, vindos dos quatro cantos do Oeste, o teu sorriso, a tua generosidade e a tua amizade reviverão!

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Nota do editor LG:

Último poste da série 13 de setembro de 2026 > Guiné 61/74 - P28344: Convívios (1075): 66º Almoço-convívio, dia 24/9/2026, quinta feira, no Resturante Caravela de Ouro, Algés: há já 31 inscritos (Manuel Resende)

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Guiné 61/74 - P28384: Tabanca da Diáspora Lusófona (45): O regúlo que chega à terra dos seus antepassados Crisóstomos & Crispins para passar o outono /outubro connosco...



Foto nº 2


Foto nº 2

Guiné > Região do Óio > Porto Gole > CCAÇ 1439 (1965-67) > s/d > O alf mil João Crisóstomo  e o capitão de 2.ª linha Abna Na Onça. A foto nº 2, original, é a preto e branco, e faz parte do álbum João Crisóstomo, ex-alf mil at inf, CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67). Restauro, melhoria técnica e colorização digital: ChatGPT/OpenAI, 2026.   Na colorização procurou-se, tanto quanto possível, respeitar as características das fardas da época: João Cristóvão surge com a farda de trabalho n.º 3, de sarja, mais para o branco sujo. Abna Na Onça com farda camuflada verde.  A foto nº 1 é uma montagem também com recurso à IA (ChatGPT/OpenAI), a partir de uma foto do padre José Torres Neves, ex-alf graduado capelão, CCS/BCAÇ 2885 (Mansoa, 1969/71) (de um lote de fotos sobre Porto Gole, a publicar dentro de dias)  e da foto nº 2, original, do João Crisóstomo (2019).



Guiné > Carta de Fulacunda (1955) > Escala 1/50 mil > Pormenor: posição relativa de Porto Gole e Bissá, e de outras povoações na margem direita do rio Geba, algumas abandonadas com a guerra.

Segundo o nosso camarada Abel de Jesus Carreira Rei, autor do livro "Entre o Paraíso e o Inferno: De Fá a Bissá: Memórias da Guiné, 1967/1968" (Prefácio do ten gen Júlio Faria de Oliveira, edição de autor, 2002, 171 pp. Execução gráfica: Tipografia Lousanense, Lousã), a ocupação de Bissá pelas NT remontava a 7 de abril de 1967. 

Passaria a ser um destacamento, guarnecido por um pelotão (-) da CART 1661 e uma companhia (-) da Polícia Administrativa de Porto Gole, comandandada pelo valente capitão de 2ª linha, e régulo balanta, Abna Na Onça.  

Uma semana depois, na noite de 14 para 15 de abril de 1967, um ataque do PAIGC a Bissá, de duas horas,  faria sete mortos e cinco feridos. Entre os mortos, contou-se o Abna Na Onça.  Na sequência deste desastre, o destacamento foi (temporariamente) abandonado e depois reocupado pelas NT.

Infografia; Blogue Luís Graça & Canmaradas da Guiné (2019) 

 1. É uma pequena homenagem ao nosso amigo e camarada, luso-americano, João Crisóstomo, que acabou de chegar este fim de semana de Nova Iorque, terra onde vive há meio século: como muitos outros  camaradas nossos, depois da "peluda" (em 1967), correu mundo à procura de melhores condições de vida. Acabou por ir parar à Terra do Tio Sam, onde nasceram os seus dois filhos. Em 2013 casou, em segundas núpcias, com  s nossa amiga,  a esloveno-americana Vilma Kracun, que também se senta à sombra do nosso poilão.

O João é uma figura conhecida de (e estimada por)  todos nós. Vem regularmente a Portugal. É o régulo, "por decreto", da Tabanca da Diáspora Lusófona.

Recentemente, mandou-me um mail a que, indecentemente, ainda não respondi. Estive fora do "escritório", mais de 3 semanas (no Norte, nas vindimas).

Resumo do mail: (i) o João propõe almoço de aniversário do Manuel Resende a 10 de outubro, sábado, no restaurante Caravela de Ouro; e (ii) solicita envio de cartas físicas ao Primeiro-Ministro de Portugal protestando contra o projeto de exploração mineira em Peniche.

Ele não conseguiu chegar a tempo de participar, como tencionava, no último almoço-convívio da Tabanca da Linha no passado dia 24 de setembro. Quer, entretanto, tirar o máximo partido da sua estadia em Portugal. Tem já uma agenda cheia. Vamos a ver como conseguiremos compaginá-la com a nossa e a de outros camaradas e amigos.

Data - 06/09/2026, 09:23

Assuntos - Dois assuntos : um deles , um "SOS"! Paremos a "mina de desgraças" em Portugal!


(...) "Quando já tinha comprado os bilhetes de viagem e tudo o mais, recebi instruções para estar livre durante a semana da Assembleia Geral das Nações Unidas para poder encontrar-me com um dos participantes que quer falar comigo.´

Só poderei ir nos últimos dias de setembro, e vou estar aí o mês de outubro. Mas não quero deixar de fazer coisas importantes como o de me encontrar com os familiares e amigos que estiverem ao meu alcance durante o mês de outubro.

Como o Manuel Resende, régulo da Tabanca da Linha, faz anos no dia 10 de outubro, um sábado, eu gostava de o ver nesse dia e pergunto-me se seria possível convidar quem  estiver disponível... Podíamo-nos encontrar então nesse dia para almoçar no mesmo restaurante, o Caravela de Ouro, onde ele organiza os convívios da Tabanca da Linha. Para simplificar cada um pede o que quiser do menu normal da casa e cada um paga por si… Que achas ? Diz algo sim? (...)"


Por outro lado, o João  não deixou, em Queens, Nova Iorque, as suas "armas de ativista social"... Onde há um "boa causa", direta ou indiretamente relacionada com a sua terra natal, e a terra dos seus antepassados Crisóstomos &  Cripins, que até Torres Vedras, Oeste, Estremadura, Portugal, ele aí está, inquieto e pronto para inquietar-nos e mobilizar-nos para a ação.

(...) "Segundo: muito importante, sobre essa malfadada mina de desgraças que estão a pensar explorar em Portugal. E logo pertinho de nós, no Oeste … Essa... Não!
´
Aqui vai o que estou a fazer e a enviar a todos a quem posso chegar. Neste caso os meus camaradas da Guiné, na esperança de que cada Tabanca participe, e cada régulo envie uma carta (real de papel, com selo, pelo correio normal), e   cada carta com várias assinaturas, ao nosso Primeiro Ministro (...)

Segue, no mail,  a minuta, que depois divulgaremos, por mail, se for caso disso: temos de fazer o ponto da situação e concertar estratégias, além de discutir se essa petição pública tem cabimento no blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, tendo em conta as nossas regras editoriais.

Para já saúdo, em meu nome pessoal e da Alice,  bem como de toda a Tabanca Grande, a chegada do João e da Vilma, que entretanto espero  poder abraçar e com eles "partir mantenhas"  dentro de  dias na Lourinhã, que é uma extensão da sua terra natal.

 Welcome to Portugal, John and Vilma!

(Seleção, revisão / fixação de texto: LG)
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Nota do editor LG:

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28159: In Memoriam (582): António Nunes Lopes (1942-2026), ex-fur mil at inf, CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Porto Gole, Enxalé e Missirá, 1965/67), e cruz de guerra de 3ª classe: senta-se simbolicamente, a título póstumo, no lugar nº 916, à sombra do nosso poilão

Lourinhã > Ribamar > Tabanca de Porto Dinheiro > 12 de julho de 2015 > Restaurante O Viveiro > Convívio anual da Tabanca de Porto Dinheiro > O António Nunes Lopes (1942-2026) e João Crisóstomo. Ambos foram condecorados com a Cruz de Guerra, de 3ª e 4ª classe, respetivamente, por feitos em combate no decurso da Op Avante (30 de agosto de 1965).

Lourinhã > Ribamar > Tabanca de Porto Dinheiro > 12 de julho de 2015 > Restaurante O Viveiro > Convívio anual da Tabanca de Porto Dinheiro. Régulo: Euardo Jorge Ferreira (1953- 2019), ex-alf mil, PA - Polícia Aérea, Bissalanca, 1973/74.


(i) Da esquerda para a direita, na primeira fila:
  • António Nunes Lopes (1942-2026)  e João Crisóstomo (ambos pertenceram à CCAÇ 1439, 1965/67); 
  • Helena do Enxalé (mulher do Álvaro Carvalho, fotógrafo; era filha  do Pereira do Enxalé, que morreu em Bissau, em agosto de 1974);
  • Vilma Crisóstomo (esposa do João);
  • Dina   (esposa do Jaime, já falecida) e Milita (esposa do Horácio) (as duas últimas naturais de Fafe); 
(ii) na segunda fila:
  • Eduardo Jorge Ferreira (193-2019);
  • Maria Alice Carneiro e  Luís Graça;
  • Alexandre Rato (então presidente da junta de freguesia de Ribamar);
  • Horácio Fernandes (1936-2025);
  • Jaime Bonifácio Marques da Silva. (Falta o fotógrafo, o Álvaro Carvalho.)

Lourinhã > Ribamar > Tabanca de Porto Dinheiro > 12 de julho de 2015 > Restaurante O Viveiro >De pé o Álvaro Carvalho... Sentados, da esquerda para a direita: Luís Graça, João Crisóstomo e o António Nunes Lopes (estava convidado, desde essa data,  para integrar a nossa Tabanca Grande, mas não tinha endereço de email, ficando nós a aguardar o da esposa, o que nunca se chegou a concretizar.)

Lourinhã > Ribamar > Tabanca de Porto Dinheiro > 12 de julho de 2015 > Restaurante O Viveiro  "Recordar é viver", diz o João Crisóstomo, para o Luís Graça e o António Nunes Lopes.

Fotos: © Álvaro Carvalho (2015) Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Crachá da CCAÇ 1439
(1965/67)
1. A triste notícia chegou-nos de Nova Iorque: o João Crisóstomo, pesaroso, telefonou-me a comunicar que só agora, 4 meses depois, é que tivera notícia da morte do António Nunes Lopes (*). Por intermédio da sua viúva. 

O António Lopes nasceu a 23/3/1942 e  morreu a 23/2/2026, ia completar 84 anos. Foi fur mil at inf, pertencia ao pelotão comandado pelo João Crisótomo na madeirense CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Porto Gole, Enxalé e Missirá, 1965/67).

O João Crisóstomo e o António Nunes Lopes haveriam de encontrar-se ao fim de quase meio século, na Praia de Porto Dinheiro, Ribamar, Lourinhã, por ocasião do convívio da Tabanca de Porto Dinheiro, em 12 de julho de 2015... Pertenceram ambos à mesma companhia e ao mesmo pelotão... 

No vídeo abaixo, gravado na altura (2015), e que voltamos a reproduzir, os dois  evocam aqui,  de maneira muito viva e emocionada,  uma dos mais duros episódios de guerra por que passaram, em 30 de agosto de 1965, no decurso da Op Avante, em Darsalame (Baio), na zona de Baio/Buruntoni, no Xime, sctor L1 (Bambadinca). Era um ponto que o PAIGC sempre "controlou" durante toda a guerra, e onde era inevitável haver "contacto" com as NT, em operações de contrapenetração ou em patrulhamentos ofensivos...


Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Xime > CCAÇ 1439 (1965/67) > 30 de agosto de 1965 > O Armando Assunção Coutinho, de  alcunha o "Pênalti", soldado do BCAÇ 697,adido à CCAÇ 1439,  ferido no decurso da Op Avante. Foto: fonte desconhecida.

No vídeo fala-se também do "Pênálti", que terá sido simultaneamente herói e desertor, segundo a "vox populi" (**)..


Vídeo (7' 31''). Alojado em You Tube > Luís Graça 


Lourinhã > Ribamar > Praia de Porto Dinheiro > Convívio da Tabanca de Porto Dinheiro > 12 de julho de 2015 > O João Crisóstomo e o António Nunes Lopes  evocam aqui, com uma espantosa precisão de detalhes, e grande emoção,  uma dos mais duros episódios de guerra por que passaram, em 1965, em Darsalame (Baio), na zona de Baio/Buruntoni, no subsector do Xime (Sector L1 / Bambadinca) (Op Avante, 15 de agosto de 1965).(**)

João Crisóstomo, que é natural de uma freguesia vizinha, A-dos-Cunhados, do concelho de Torres Vedras, fez-se à vida depois do regresso da guerra (em 1967). Andou pela Europa e Brasil, até se fixar em 1975, nos EUA, onde hoje vive (em Queens, Nova Iorque) e que é a sua segunda pátria. 

O António Nunes Lopes, "seu furriel", e por ele sempre muito acarinhado, fora convidado na altura a integrar a Tabanca Grande, convite que ele aceitou de bom grado. Ficou, entretanto, de nos mandar o endereço de emaiçl da esposa, o que nunca chegou a acontecer. Perdemos o contacto, veio a pandemia (em 2022), nunca mais nos encontrámos, e entretanto começoiu a sofrer de doença crónica degenerativa. 

Mas é justo, e para mais sendo um dos "bravos do pelotão" do nosso João Crisóstomo, juntá-lo no nosso "panteão": senta-se simbolicamente, a título póstumo, no lugar nº 916, à sombra do nosso fraterno poilão. É mais um amigo e camarada da Guiné, que em vida interagiu connosco, e que não podemos deixar "ficar inumado na vala comum do esquecimento". 


Guiné > Zona leste > Setor L1 (Bambadinca) > Susetor do Xime > Carta do Xime  (1961) > Escala de 1/50 mil > Posição relativa do Xime e Darsalame (Baio) onde o pelotão do João Crisóstomo (alferes) e do António Nunes Lopes (furriel) sofreram uma violenta emboscada, em 1966, e tiveram um comportamento heróico, eles e os seus homens... Na zona de Poindom / Ponta do Inglês, havia população que cultivava as bolanhas, na margem direita do R Corubal e que "apoiava" a guerrilha... Também eu ali iria conhecer o inferno, três ou quatro anos mais tarde, em 1969/71... (LG).

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2015).


2. O nosso camarada António Nunes Lopes foi condecorada com a Cruz de Guerra de 3ª classe por feitos em combate no decurso da Op Avante (Subsetor do Xime / Sector L1, 15 de agosto de 1965) (***)

■ Furriel Miliciano de Infantaria - ANTÓNIO NUNES LOPES 
 -  Companhia de Caçadores nº 1439 - BII 19 – 3ª CLASSE 


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército nº 29, 3ª série, de 1966. Por Portaria de 20 de setembro de 1966:

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3ª classe, ao abrigo dos artigos 9º e 10º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa: O Furriel Miliciano de Infantaria, António Nunes Lopes, da Companhia de Caçadores nº 1439 / Batalhão de Caçadores nº 694 - Batalhão Independente de Infantaria nº 19.

Transcrição do louvor que originou a condecoração. Publicado na OS nº 89, de 29 de outubro de 1965, do QG/CTIG:

Louvo o Furriel Miliciano, António Nunes Lopes, da Companhia de Caçadores nº 1439, porque, na operação "Avante", quando as NT se encontravam debaixo de nutrido e violento fogo Inimigo, em terreno que nos era manifestamente desfavorável, fez parte, com a sua secção reforçada, do grupo que, sob o comando do comandante da operação, executou uma arrancada heróica ao encontro do inimigo oculto, do que resultou a suspensão do seu fogo e o consequente alívio da situação das NT (Nossas Tropas), tornando-se em sucesso para nós, embora com baixas, o que podia ter sido um desastre.

Durante esta acção incutiu no seu grupo a necessidade de avançar, a fim de descobrir e aniquilar um dos grupos do IN que mais flagelava as NT com o que demonstrou a sua coragem e decisão de enfrentar o perigo, a sua serena energia e sangue frio debaixo de fogo, bem como a sua valentia e bravura perante o IN traiçoeiro, nada tendo havido que conseguisse quebrar o seu ânimo, nem mesmo a morte de um dos seus melhores elementos ou o sibilar das balas à sua volta.

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Notas do editor LG:

(*) Último poste da série > 1 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28064: In Memoriam (580): Major-general Paraquedista Heitor Hamilton Almendra (1932-2026): cerimónias fúnebres hoje, às 13h00, na Igreja da Força Aérea, em São Domingos de Benfica, seguindo depois o funeral para o crematório dos Olivais

(**) Vd. poste de 24 de abril de 2021 > Guiné 61/74 - P22131: CCAÇ 1439 (Xime, Bambadinca, Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67): A “história” como eu a lembro e vivi (João Crisóstomo, ex-alf mil, Nova Iorque) - Parte VI: O baptismo de fogo no Xime (17/8/1965, e a Op Avante, ao Buruntoni (em 29-30/8/1965) com os primeiros mortos