1. Há várias referências, no nosso blogue, ao Carlos Boto (ou Botto), um homem da rádio, e nosso camarada no CTIG, que terá passado, pelo menos, por 3 companhias... Mas ninguém sabe ao certo do seu paradeiro atual. Terá ido a un dos convívios da CCAV 3404 / BCAV 3853 (Cabuca, 1971/73).
A última subuniddae onde esteve alguns meses, em 1973, foi a 3ª CART / BART 6523 (Cabuca, 1973/74). Dizia-se que era filho de um militar de carreira. Aqui fundou e dirigiu a Rádio "No Tera". Terá passado à disponibilidade em 1/1/1974. Trabalhou depois no Rádio Clube Portuguès, até pelo menos 2010.
Um dos nossos camaradas, grão-tabanqueiros, que o conhecu bem e manifesta por ele um grande apreço é o Ricardo Figueiredo (*), hoje membro do Bando do Café Progresso, e que ter´+a fornecdio ao José Ferreira o essencial da matéria-prima para a elaboraçáo desta e doutars histórias
Good Morning, Vietnam!
Quem não se lembra deste filme de sucesso, parodiando peripécias da guerra dos americanos em terras do Vietnam? Para nós, os ex-combatentes, este filme sobre a guerra despertou-nos, desde logo, alguma e evidente curiosidade.
Foi o grande actor Robin Williams (1951 - 2014) quem deu vida a esta intervenção permanente junto dos militares, através de uma estação de rádio instalada em Saigão. Embora o filme tenha sido realizado em 1987, o seu enredo diz respeito ao período de intervenção militar entre 65 e 67.
O que ninguém se lembra é que, quase na mesma altura, na Guiné e, também, em teatro de guerra, se viveram grandes momentos de paródia guerreira, relatados na Rádio “No Tera”.
O seu grande dinamizador foi o despromovido Carlos Boto, que, condenado disciplinarmente, cumpria a sua 3ª comissão de serviço.
Foi ele quem pediu ao Cap Vaz o aparelho de rádio RACAL que, devidamente afinado, passou a transmitir em onda curta 25 M, nas bandas dos 12.900 e 13.700 KHZ/s. Transmitia ainda em 31 M na banda dos 9.200, na onda marítima e na onda média.
A rádio era liderada por Carlos Boto (Produção, Direcção e Montagem), e contava com a colaboração de Zé Lopes (Discografia),Toni Fernandes (Sonoplastia), Arménio Ribeiro (Exteriores) e Victor Machado (Locução).
– Ráaadiiiooo… “No Tera”!!! … Boa Tarde… Cabuca! – gritava repetidamente o locutor de serviço, logo após a entrada do sucesso musical Pop Corn
– Já de seguida: Múuusicaaa na picadaaa - programa de discos pedidos!.... Mais logo, depois do noticiário das 21,00, teremos: Resenha desportiva!... E a partir das 22.00: Concurso surpresa!
A Rádio “No Tera” era um orgulho para todos os Cabucanos, incluindo os seus verdadeiros indígenas. Toda a gente acompanhava a Rádio e nela colaborava dentro das suas possibilidades.
A rádio PIFAS, sediada em Bissau, que cobria todo o espaço militar guineense, chegou a fazer referências de elogio ao bom desempenho da Rádio “No Tera”
Devemos ao Carlos Botto esta grande iniciativa de entretenimento.
Foi-me impossivel dar com ele para ir ao nosso almoço mas espero encontrá-lo da próxima vez, pois sei que ele ainda há pouco tempo estava ligado a uma Rádio.
Depois de o ter visto no H.M.Bissau onde passou à disponiblidade em 1/1/1974 , ainda o vi na antiga cervejaria Munique. Se alguém souber do seu paradeiro, "os abutres" agradecem." (A Cervejaria "Munique", no Areeiro, Lisbnoa, já não existe. LG)
Foto e legenda: Blogue Os Abutres de Cabuca (2ª CART / BART 6523) > 18 de maio de 2009 > Rádio No Tera
Foto e legenda do José António Sousa (1949-2025), ex-sold cond auto, CCAV 3404/ BCAV 3854, Cabuca, 1971/73), membro da nossa Tabanca Gramde; vivia na Foz do Douro. Porto.






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