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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Guiné 61/74 - P27465: Casos: A verdade sobre... (59): Num depoimento do Marcelino da Mata para o livro "Os ùltimos guerreiros do Império" (Editora Erasmos, 1997), eu ter-lhe-ei dado "um tiro nas costas", numa operação na zona de Canquelifá. Ora não houve nenhum contacto com o IN... E os ex-fur mil 'cmd' João Parreira e Caetano Azevedo recordam que todos regressámos pelo nosso próprio pé (Virgínio Briote)



Capa do livro "Os últimos guerreiros do império!". Coordenação: Rui Rodrigues. (S/l, Erasmos, 1997,
255 pp, , il) (O livro parece estar esgotado.).

 





Virgínio Briote, ex-alf mil cav, CCAV 489 (Cuntima) e ex-alf mil 'cmd', Comandos do CTIG, cmdt do Grupo Diabólicos (Brá) (set 1965/ set 67); nascido em Cascais, frequentou a Academia Militar; fez o 2º curso de Comandos do CTIG; comandou o Grupo Diabólicos (Set 1965 / Set 1966); regressou a casa em Jan 1967: casado com a Maria Irene Fleming, professora  de liceu, reformada; foi quadro superior da indústria farmacêutica; é um histórico da Tabanca Grande para a qual entrou em 17/10/2005.7

Tem 307 referências no nosso blogue; é autor de notáveis séries como "Guiné, ir e cvoltar", "Brá, SPM 0418", " Memórias de um comando em Barro", "Recordando o Amadu Djaló (...)"; é coeditor (jubilado) no blogue desde 11/7/2007; é também autor de um dos melhores blogues intimistas sobre a experiência de um antigo combatente: Guiné, ir e voltar: Tantas Vidas" (foi descontinuado em 2008, mas pode ser acedido aqui no Arquivo.pt)

1. Mensagem do Virgínio Briote 

Data - 25 de novembro de 2025 17:38  

Caros Camaradas,

Depois de algum tempo sem dar notícias, mas atento ao que os Camaradas vão escrevendo, volto para esclarecer um assunto que me diz respeito e que me foi dado a conhecer num dos últimos dias.

Num artigo publicado num livro com o título “Os Últimos Guerreiros do Império”, no depoimento do Camarada Marcelino da Mata, há referências à minha pessoa, nomeadamente que eu lhe terei dado um tiro nas costas, no decorrer de uma operação na zona de Canquelifá. 

Esta operação,  comandada pelo então capitão Maurício Saraiva, envolveu alguns experientes militares guineenses, entre os quais o então 1º Cabo Marcelino da Mata e os Sargentos e Oficiais instruendos do 2º Curso de Comandos do CTIG.

Segundo a minha memória e a de alguns Camaradas ainda vivos, nomeadamente os ex-furriéis mil 'cmd' João Parreira e Caetano Azevedo (contactados esta tarde), não houve contacto com o IN.

Recordam, sim, que regressaram todos pelo seu próprio pé.

Virginio Briote

(Revisão / fixação de texto, título: LG)
__________________

15 comentários:

Victor Costa Ex. Fur. Mil. da C.Caç.4541/72 disse...

Assim é que é camarada, a verdade acima de tudo.
Este comentário, só honra os Comandos.
Um Alfa Bravo,

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Alguém tem o livro ?

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Era bom confirmar o conteúdo das declarações do MM.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Indiquem a página e a edição (1995 ou 1997).

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Virginio, com um tiro nas costas ninguém regressa a pé ao ponto de partida.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Deve haver aqui um tremendo mal-entendido.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Fazes bem em desmentir este disparate. Que infelizmente já tem 30 anos em letra de imprensa.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Recordo -me de já me teres falado desta "boca" a que foi dada credibilidade pelo coordenador do livro.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Além das testemunhas que citas, julgo que ainda há, vivo, o ten gen 'cmd' ref Garcia Leandro.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Virginio, fazes bem em tirar tudo isto a limpo.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Nunca é tarde. É a tua honra (mas também a do MM, que já não está ente nós).

Jose Macedo DFE21 disse...

Ninguém quer criticar mais uma “não verdade” do “herói” MM. muitos fuzileiros que estiveram com o MM na operação Mar Verde e com quem tive oportunidade de falar durante uma das minhas visitas a Portugal, contaram-me uma estória bem diferente da relatada por MM. O livro que relata a carreira dele deve ser colocada na secção de Ficção nas bibliotecas. Um abraço e um Feliz Dia de Ação de Graças.

Anónimo disse...

Luís, não é apenas uma questão de honra. Estivemos em guerra, dois anos numa zona de conflitos diários e é natural que acidentes desses tenham ocorrido. A questão é que o Marcelino da Mata lutou todos os anos da guerra, conheceu e combateu com dúzias de camaradas. soldados, oficiais, sargentos e só refere um nome, o alf. Briote, que disputava a namorada dele e que lhe deu um tiro nas costas...
Eu desconfio dos motivos que o devem ter levado a não me esquecer. Só lamento não ter tido conhecimento exacto dos termos do relato antes do Marcelino morrer. Abraço

Tabanca Grande Luís Graça disse...

O comentário acima é do Vb, que se esqueceu de assinar.

Anónimo disse...

Mensagem (por email) do JCAS (João Carlos Abreu dos Santos)
para Virgío Briote e editor LG, c/ conhecimento ao João Parreira e ao Vassalo Miranda

Data - 27 nov 2025, 00:09
Assunto - M/ resposta ao p27465

A apresentação do mencionado livro, desde há décadas se encontra disponível aqui

De entre os dezoito militares deponentes, pessoalmente conheci Francisco Xavier Damiano de Bragança van Uden, Guilherme Almor de Alpoim Calvão, Heitor Hamilton de Almendra, João de Almeida Bruno, José Pedro Simões Caçorino Dias e Marcelino da Mata.

Relativamente ao Marcelino - meu convidado no dia 14Jan1998 a uma almoçarada e na qual, entre outros veteranos da Guiné, esteve presente o nosso comum amigo António Manuel Constantino Vassalo de Miranda -, bem recordo quando, durante e após o longo e bem regado repasto, o convidado de honra, além de nos ofertar com algumas memórias, de quando em vez as suas narrativas deslizaram rumo a acontecimentos inverídicos, cujos, não apenas bem sabendo da genuína verve africana, lhe fui pontuando "olha que não foi bem assim" (ao que o Vassalo ia anuindo aos meus reparos); e Almeida Bruno, dois anos volvidos, por ocasião de celebração do 10/6 defronte ao Memorial Nacional "Aos Combatentes do Ultramar", fraternalmente o admoestou como fez semelhantes observações (e eu presenciei).

Além disso, o cv de Marcelino desde há décadas tb está publicado aqui .

'In short, much ado about nothing': ao editor deste weblog - ao veterano Virgínio António Moreira da Silva Briote (e tb ao citado veterano João Severo Parreira) de quem igualmente me houve ensejo e gosto em pessoalmente os conhecer -, pf relevem ao Marcelino qq inócuos "deslizes", de um Herói de Portugal que nunca nada ofenderam nem prejudicaram quem quer que fosse...

Honra e Glória!

Que a sua Alma repouse em Paz.