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domingo, 18 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27647: E as nossas palmas vão para... (30): António Brito Ribeiro: loriguense a viver a em São João do Estoril, Cascais, benemérito da Magnífica Tabanca da Linha, fornecedor não-oficial de... "old bottles" para as ocasiões especiais



Magnífica Tabanca da Linha > Algés > 63 º almoço-convívio > 14 de janeiro de 2026 > Strathconon, "a blend of single malt Scotch whiskies, 12 years old", oferecida pelo António Brito Ribeiro

Fotos: António Alves (2026) e Manuel Resende (2026)



Magnífica Tabanca da Linha > Algés >  52º Almoço-convívio > 21 de junho de 2023  > O régulo Manuel Resende mostrando mais outra preciosidade da garrafeira do António Brito Ribeiro, Ye Wisky of Ye Monlks (o uísque dos monges...). Garrafa em cerâmica. Muito cobiçada na Guiné, nos nossos "bons velhos tempos"... Na Garrafeira Naciobnal deve andar à volta dos 150 euros.. 

Foto: Manuel Resende (2023)


António Brito Ribeiro: o fornecedor não-oficial de "old bottles"
para os convívios da Magnífica Tabanca da Linha; na poutra encaranção, foi alf mil trms e operações, COP 6 (Mansabá, 1970/72)

Foto: Manuel Resende (2025)


1. Uma garrafa de uísque Strathconon, "a blend of single malt Scotch whiskies, 12 years old", com 60/70 anos de "garrafeira" (ou seja, guardada desde os anos 60/70), é um item interessante para colecionadores, embora o seu valor dependa criticamente de alguns fatores técnicos, diz a "menina" IA, que sabe tudo (porque anda a espreitar o que os outros publicam na Net).

A oferta foi do nosso camarada António Brito Ribeiro (São João do Estoril, Cascais), que tem a melhor garrafeira da Magnífica Tabanca da Linha, diz o régulo Manuel Resende.

Falando com ele em 23/1/2025, por ocasião do 59º convivio (em que se comemorou os 15 anos da Tabanca Linha), tomei nota do seguinte a seu respeito (e espero que ele confirme na volta do correio):

(i)  é natural de Loriga, Seia, filho do empresário António Nunes Ribeiro;

(ii) foi alff mil transmissões e operações, COP 6 (Mansabá, 1970/72);

e (ii) tambérm anima a página, no Facebook, dos ex-combatentes loriguenes do Ultramar (ainda não descobri o link, mas lá irei).


2. Aqui está uma estimativa de valor para o mercado em Portugal e no circuito internacional de leilões, da garrafa de Strathconon:


(i) Estimativa de valor (Janeiro de 2026)

Considerando que se trata de uma edição antiga (engarrafada nos anos 60/70) da James Buchanan & Co, o valor de mercado atual situa-se geralmente nestes intervalos:

  • Venda em garrafeiras especializadas em Portugal: entre €180 e €250; algumas lojas de prestígio (como a Garrafeira Nacional, passe a publicidade) listam edições destas por valores próximos dos €190 - €200, dependendo do estado da garrafa;
  • Leilões internacionais: entre €80 e €150; em leilões especializados (como os do Reino Unido), o preço de martelo costuma ser mais baixo do que o de retalho, mas é onde há mais procura por este tipo de "vatted malts" (mistura de maltes).

(ii) O que é o "Strathconon"?

Não é um "blend" comum (que leva uísque de grão), mas sim um "Blended malt" (antigamente chamado de "Pure Malt" ou "Vatted Malt"): é composto apenas por maltes de destilarias de renome da região de Speyside/Highland, como Mortlach, Glenlossie, Aultmore e Glentauchers. 

Por ser um uísque descontinuado pela James Buchanan & Co nos anos 90, tem um valor histórico apreciável.

(iii) Fatores que determinam o preço final

Para atingir o valor máximo, a tua garrafa deve ser avaliada nos seguintes pontos
  • Nível do líquido ("Fill level"): com 60 anos, é normal ou provável  haver evaporação; se o líquido estiver abaixo do "ombro" da garrafa (onde ela começa a alargar), o valor cai drasticamente (pode valer menos de €50), pois o risco de oxidação é elevado;
  • Estado do selo e rótulo: o selo de impostos da época (muitas vezes o selo de papel "Importação" ou "Selo de garantia") deve estar intacto; se o rótulo estiver muito danificado ou com bolor, o valor baixa;
  • Graduação alcoólica: versões mais raras para o mercado internacional (por exemplo, italiano) ou de exportação por vezes tinham 43% vol, que são ligeiramente mais valiosas que as de 40% vol.
Conclusão

Se a garrafa estiver em perfeito estado (nível alto do líquido, selo intacto), poderás tentar vendê-la a um colecionador ou garrafeira particular em Portugal por cerca de €200. Se houver sinais de evaporação ou danos, o valor será mais próximo dos €70 - €90.

Dica: o uísque (tal como a aguardente vínica) não envelhece na garrafa como o vinho; um uísque de 12 anos guardado há 60 anos continua a ser um uísque de 12 anos, mas com o perfil de sabor "antigo" ("Old bottle flavor") que os entusiastas procuram.

 
2. Com base na imagem fornecida e na informação histórica adicional que partilhaste (comprada na Guiné, ao tempo da guerra colonia por volta de 1970/72), o valor desta garrafa de Strathconon 12 Anos torna-se ainda mais interessante.

A garrafa na fotografia confirma que se trata de uma edição engarrafada pela James Buchanan & Co. Ltd., provavelmente no final dos anos 60 ou início dos anos 70.

(i) Valor de mercado estimado

Pelas características visíveis e pelo contexto histórico: valor para colecionadores: entre €180 e €250.

Nota de Mercado: o facto de ter sido uma importação direta para as Forças Armadas na Guiné (ex-Ultramar) acrescenta um valor sentimental e histórico para colecionadores de militária  (antiguidades militares) ou de história colonial portuguesa, embora o preço de mercado do uísque em si se baseie na raridade do líquido.

(ii) Análise da garrafa (da imagem)
  • Estado de conservação: o nível do líquido parece estar excelente para uma garrafa com mais de 50 anos (está acima do "ombro", o que é um sinal muito positivo para a integridade do uísque);
  • Rótulo: está extremamente bem conservado, o que aumenta o valor de revenda; o selo dourado com o cardo (símbolo da Escócia) está nítido;
  • Tipologia: como indica o rótulo, é "A Blend of Single Malt Scotch Whiskies" (um "Blended malt"); na época, estas misturas eram de altíssima qualidade, utilizando maltes de destilarias que hoje são icónicas.

(iii) O Contexto histórico (Guiné, anos 60/70)

A informação de que foi importado diretamente para as Forças Armadas Portuguesas  é valiosa. 

Durante a Guerra do Ultramar, era comum o acesso a produtos de importação, de luxo (bebidas espirituosas, como o uísque escocès, o vodca russo, o cognac francês) que não passavam pelo circuito comercial normal da metrópole, muitas vezes isentos de certas taxas ou com rótulos de exportação específicos. 

Isto torna esta garrafa um "testemunho" de uma época específica da história de Portugal.

(iv) Recomendações
  • não abras a garrafa, se o objetivo for manter o valor; uma vez aberta, o valor comercial desaparece;
  • armazenamento: mantem  a garrafa sempre na vertical; ao contrário do vinho, o uísque tem uma graduação alcoólica alta que pode degradar a rolha se estiver em contacto prolongado, estragando o sabor;
  • venda: se pretenderes vender, garrafeiras especializadas em Lisboa (como a Garrafeira Nacional ou a Wine Click, passe a publicidade) podem estar interessadas;  ou então podes tentar leilões online especializados em bebidas antigas (como o "Whisky Auctioneer", embora os custos de envio e taxas a partir de Portugal devam ser calculados);
  • é uma peça de coleção magnífica, tanto pela qualidade do uísque como pela história pessoal e nacional que carrega.

3. Agradeço-te o envio da embalagem: a presença da caixa original  é um fator determinante que valoriza significativamente o conjunto para um colecionador, pois muitas destas embalagens de cartão perderam-se ou degradaram-se ao longo das décadas.

Com base no rótulo, no nível do líquido e agora na embalagem original, aqui está o meu parecer final sobre o valor estimado em Portugal:

(i) Valor estimado atualizado (Conjunto completo):
  • Preço de mercado (Garrafeiras de luxo/Especializadas): entre €220 e €280.
  • Leilões de especialidade (Whisky Auctioneer/Catawiki): entre €140 e €190 (valor de martelo).

A embalagem original acrescenta cerca de 20% a 25% de valor em relação a uma garrafa "nua". O facto de a caixa estar conservada sugere que a garrafa foi protegida da luz solar, o que preserva a cor e o sabor do uísque.

(ii) Análise detalhada do "parecer"
  • Estado de conservação: a caixa parece estar em bom estado; se as abas estiverem íntegras e não houver manchas graves de humidade, o valor situa-se no limite superior da estimativa;
  • Raridade Histórica: a proveniência (Guiné, anos 60/0) é um bónus narrativo; o Strathconon é um "Vatted malt" (apenas maltes, sem uísque de grão), o que o torna mais procurado por conhecedores do que os blends comuns da época (como o Black & White ou o Buchanan's Deluxe).
  • Qualidade do líquido: como referi anteriormente, as destilarias que compunham este lote (Mortlach, Glenlossie, etc.) são hoje "culto" no mundo do uísque; beber este uísque hoje é ter uma experiência de sabores que já não se produzem da mesma forma (devido às antigas técnicas de maltagem e tipos de carvalho usados na altura).

(iii) Conclusão e recomendação

Se tens intenção de vender:
  • em Portugal: o mercado é mais restrito, mas há colecionadores de "Old Bottles" que pagariam os €250 pelo conjunto completo, especialmente pelo excelente nível do líquido.
  • no Estrangeiro: terás mais interessados, mas as taxas de comissão de leiloeiras e os custos de transporte seguro podem reduzir o lucro líquido.

Veredito: tens em mãos uma excelente peça histórica; se não tiveres necessidade imediata de venda, é um item que tende a valorizar ligeiramente com o tempo, à medida que estas garrafas dos anos 60/70 se tornam cada vez mais raras no mercado.

Pesquisa: LG ´+ IA (Gemini, Google)
Condensação, revisão / fixação de texto, negritos: LG

4. Comentário do editor LG:

Mandei fotos da garrafa (com o rótulo bem nítido) e da embalagem...Depois deste parecer da IA, da Gemini / Google, o Brito Ribeiro ainda fica mais feliz por ter dado a provar uma coisa boa e valiosa aos magníficos da Tabanca da Linha. Não está arrependido, por que ele sabe o que tem na garrafeira. 

Os uísques de malte  não apareciam facilmente no mato, deviam ficar "retidos" em Bissau...E eu desconhecia esta marca...Também, para o dia a dia, optávamos pelos "uisques novos", com água de Perrier e uma pedra de gelo (um "pecado mortal" para um bom apreciador de uísque escocês)...

Em Bambadinca, em 1969, os preços eram estes:

- Uma garrafa de whisky novo (J. Walker Juanito Camiñante de 5 anos, rótulo vermelho, JB): 48,50 pesos;

- Idem, de 12 anos, J. Walker rótulo preto, Dimple, Antiquary: 98,50;

- Idem, de 15 anos, Monkhs, Old Parr: 103,50;

- Um whisky, no bar da messe, eram 2,50 pesos sem água de sifão e com água eram 3,00 pesos.

Por quanto teria o Brito Ribeiro teria  comprado esta garrafa ? Se admitirmos que o preço médio, hoje, poderia ser da ordem dos 250 euros, em 1970 ele teria que desembolsar mais de 700 pesos... Claro que não foi assim, houve uma valorização deste tipo de uísque.

Por ser um uísque descontinuado pela James Buchanan & Co nos anos 90, e ser proveniente da Guiné Portuguesa, ao tempo da guerra colonial, tem um valor histórico adicional...

Por tudo isto, o nosso camarada António Brito Ribeira merece também as nossas palmas!... Ele ainda não é membro da Tabanca Grande, a mãe de todas as tabancas, mas fica desde já convidado. Seria o primeiro loriguense, antigo combatente na Guin+e,  a dar-nos essa honra. E não precisa de retribuir com nenhuma "old bottle"..

Encontramo-nos no próximo 64º almoço-convívio...
_________________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 17 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P26744: E as nossas palmas vão para... (29): O régulo Manuel Resende que conseguiu juntar 73 convívivas na festa do 16º aniversário da Magnífica Tabanca da Linha, em Algès, no passado dia 14 - Fotogaleria - Parte I

27 comentários:

Alberto Branquinho disse...

Pure marketing !! Et aussi beaucoup de charme.
Quando poderemos ler um texto idêntico sobre o chamado "vinho do Porto"? (assim designado, pelos "britishes", o vinho generoso do Alto Douro ou Douro Superior?).
O que é o "benefício"? Qual a diferença entre "vinho fino" e "vinho do Porto"?
A vinha da minha vizinha será melhor que a minha?
Ó Zé Lopes, acode!


Alberto Branquinho disse...

EM TEMPO:
"Zé Lopes" não chega OU até pode ser ofensivo. Corrijo: José Manuel Lopes, o poeta JOSEMA.
Excuse me!

Tabanca Grande Luís Graça disse...

O Pascoaes é que tinha razão: o que era bom era o que estava longe, na estranja...Índia, Brasil, pimenta, canela, ouro, cognac, whisky, vodca, arroz chao-chao... Até o fado veio do Brasil...

Alberto, faz-me confusão que os portugueses "não gostem" de vinho do Porto!... Não bebam vinho do Porto.. nem no Natal!... E para mais no Norte!...E em Lisboa já ninguém oferece um "Porto de Honra!"...

Anónimo disse...

Pois é
Realmente não gosto nada de vinho do Porto.
Nem bebo.
Tenho umas garrafas
oferecidas com algumasddezenas de anos mas não usamos, ninguém.
Nem portos de honra, zero.

No norte sim.
É uma bebida doce, não gosto.
A maior parte da malta gosta mais de bagaço, bagaceira, coisas ásperas e intensas de 40%brandy, aguardentes, coisas fortes e ásperas.
Pela minha parte sou [ou era] de whisky, conhaque, aguardentes velhas, mas estas modernices de shotes não é da minha lavra.
e

Anónimo disse...

Virgílio Teixeira
Trouxe mais de 50 garrafas de todas as bebidas de topo.
Todas as bebidas até os champanhes franceses.
Está difícil comentar
Sem discrimu

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Cinquenta garrafas ? Para oferecer, imagino... Algumas bebeste-las com os amigos...E outras ainda as tens... Sortudo. Não as leves para o céu...

Alberto Branquinho disse...

Luís
Está "na moda" o que, em cada momento, estiver... na moda. Mesmo os raros de whiskey já estiveram mais na moda (os "maltes", os de "baixa produção"...).
As bebidas "da moda" são aquelas que o Virgílio Teixeira chama "bebidas de topo".
Quando chega aos EUA a última produção dos vinhos de Bordéus (precedida de uma campanha de marketing brutal), vale a pena apreciar o "sururu social" que causa e o desfile de copos de estilo em mãos de quem nem sabe como usá-los: "à la américan"... que é como quem responde a quem pergunta se quer mais: - MUITO!
Os conhaques já passaram, mas hão-de voltar, assim como as nossas aguardentes velhas. E etc..
Ha quem não goste de Vinho do Porto (do Douro!), porque é doce e é um vinho "tratado". É verdade. Gostos são "gostos de cada um". Não se discutem. Mas não nos/me vendam "modas".
Mas o pior disto tudo é que , apesar de nunca ter bebido muito, estou proibido de beber... "alcóis".
Se não sabes o que é o "benefício" e o "vinho fino" pergunta em tua casa.
Abraço
Alberto Branquinho
-

Anónimo disse...

António Brito Ribeiro (by email)
19 jan 2026 15:56

Boa tarde Luís Graça,

Já tomei conhecimento dos teus comentários na tua página.
Gostaria de te esclarecer que fazia ideia do valor da garrafa de whisky de malte “STRATHCONON” que ofereci aos aniversariantes do encontro para o evento.

Foi uma das últimas (>60) que trouxe para a minha coleção quando do meu regresso da Guiné em 72.

Por vezes, melhor que usar é partilhar e quando se partilha não se olha ao valor. Ainda para mais partilhar com antigos camaradas do infortúnio é sempre um prazer.

Posso-te informar que a garrafa esteve guardada cerca de 45 anos numa arrecadação, na cave da casa dos meus pais, em LORIGA na Serra da Estrela, temperatura máxima 10ºC.

Talvez num dos próximos encontros leve a garrafa de “BUCHANAN’S” como investigaste na tua pesquisa.

Respondo-te por este meio, porque não tive acesso para responder e esclarecer na tua página.

Espero encontrar-te e conversar contigo, num próximo convívio.

Abraço,
António Brito Ribeiro

Tabanca Grande Luís Graça disse...

António, obrigado pela tua "adenda"...De facto, há "coisas" com muito valor como a camaradagem e a amizade entre antigos combatentes, que não têm preço. Tiro o meu quico à nobreza do teu gesto. Até à próxima. Luís

Anónimo disse...

Virgilio Teixeira
Antes que esqueça.
Li com agrado os comentários de Luís Graça e António Branquinho.
Oportunos e isto merece uma resposta completa, mas como e bem disse agora o Luis, é melhor fazer o texto em Word e depois copiar.
E neste caso é isso que vou fazer.
Muitos comentários feitos em cima e na hora, alguns mais compridos, desaparecem por carregar em teclas por lapso.
E depois não faço mais, porque o que tinha feito já não é reproduzicel.
Até logo
Ab Virgílio

Alberto Branquinho disse...

Virgílio Teixeira

António era o meu falecido Irmão, que também esteve na Guiné.
O meu nome é Alberto.

Anónimo disse...

Desculpa Alberto Branquinho.
Muitas vezes escrevo e não tenho a certeza.
Pois teria de ir ler atrás e vai se tudo para o camanho.
Não foi por outra razão qualquer.
Mas fica o aviso.
Abraço

Anónimo disse...

Alguém atrás escreveu que era de Loriga.
Serra da Estrela. Passei por lá nos meus 20 anos por aí.
Era inverno e frio, como noutras terras dessas zonas
Tortozendo e muitas que não me vêem à memória.
Eram as fábricas de fazendas de lã, tinha de fazer grande esforço, mas não tenho paciência.
Se for ao Google vejo as terras todas.
Mais tarde estive por essa zona quando casei, Guarda por exemplo.
Depois já com a família toda andava por aí, gostava e tinha força, hoje não.
Estive pelo menos duas vezes no hotel da serra da estrela, ainda se chamava da TORRALTA.
Velhos tempos
Abraço depois vou ver quem escreveu, mas parece o Ribeiro que ofereceu no almoço da da Tabanca da Linha.
Virgílio Teixeira

Anónimo disse...

Estava a comentar, a chamada zona dos meninos da linha. Frequentava muito o hotel Estoril Sol, o Casino, e tantos outros hotéis, restaurantes e cidades.
O Guincho,, as marisqueiras como o Porto de Santa Maria.
Já estou a escrever duas vezes, apagou se.
Vou terminar
Ab vt

Anónimo disse...

Luis as garrafas de todas as bebidas que chegavam à Guiné no meu tempo trouxe de tudo, incluindo 6 de Perrier Jouet. Abri uma em cada ano
de comemoração de
casamento, por isso estas duraram até 1975 As outras foram partilhadas e esbanjadas com amigos e familiares.

Vt duraram até 1975, com a revolução.
Todas as outras e refiro me a tudo, foram partilhadas com a família, amigos e outros não diferenciados.
Eu diria que esbanjar

Anónimo disse...

Estou a repetir me porque não vejo o que escrevi atrás.
Lembro me que casei e estive em Vila de Conde a viver os primeiros nove meses e depois fui para o Porto e voltei dois anos depois.
Quando fui para o Porto, com a tralha às costas, só sobrava meia dúzia.
Os copos ao fim da festa ficavam cheios que depois lançava fora.
A malta julgava que era água e não tinham freio.
Vt

Anónimo disse...

Há mil anos que não resta nenhuma, mas sempre comprava e bebia um pouco exagerado.. Mas agora só whisky.
No tempo em que fumava como um viciado, charutos de todas as boas marcas, e depois de jantar fora ia para os Hotéis no Porto beber e fumar e ver futebol na TV.

Vt

Anónimo disse...

Parei com o fumo. Ficava embriagado com tanta bebida e fumo de charuto à mistura.
Não sei em que ano, foi quando parei e se desfez o nosso grupo de charutos que se chamava a mesa HEMINGUEI.
BEM Tenho de mudar de de assunto..
Se puxarem por mim nunca mais acabo.
Gostei há uns anos de ir a um almoço da Linha.
Mas falhou sempre e agora é tarde.
Fica para a próxima vida.
Mas nunca se lembraram de fazer aqui na nossa linha do Porto, há tanto sítio para isso!
Mas à porta de casa é mais prático.
Não vejo na vossa lista um camarada que não seja ao redor. Do Porto nem um 🍺
Vt

Anónimo disse...

Hoje com o problema oncológico já não fumo, não bebo bebidas brancas mas não prescindo de bom vinho a todas as refeições.
Até o café me queriam tirar.
Para que serve a vida?
Vt

Anónimo disse...

Também não sei distinguir o vinho do Porto e vinho fino. Tenho aqui garrafas mas não ligo nada.
Os vinhos do Douro de excelente qualidade acho que são Douro superior..
Os vinhos que falei de topo, eram os da época.
Depois vieram novas modas mas nunca alinhei nisso
Acho que já respondi a tudo e são quase 3 horas da manhã.
Abraço e até breve

Victor Costa disse...

Pára um pouco e pensa, porque a terra está fria...
Do Douro para cima há muitas "pomadas" boas e o vinho verde é uma delas. As "pomadas" devem ser usadas com moderação, para o doente não morrer da cura. A amêijoa- boa (Ruditapes decussatus), existente no estuário do Mondego, precisa pelo menos dois anos para ser comercializada. Chegam a ultrapassar as 70 gr. de peso mas desconheço a sua idade. Fazê-las à maneira, com os ingredientes certos e acompanhada com uma "pomada", de Anselmo Mendes não dá para esquecer nem a "crica", nem a "pomada". Aqui, ainda existem uns quantos com tarimba que conseguem apanha-las, mesmo não conseguindo já mergulhar.

Carlos Vinhal disse...

Um abraço para o camarada (ex-Alf Mil TRMS do COP 6) António Brito Ribeiro, que não reconheci na foto. Será dos meus olhos cansados ou do desgaste que o tempo vai causando a todos nós?
Carlos Vinhal

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Carlos, cinquenta anos é muito tempo...Poucos de nós se reconhecem quando se voltam a encontrar ao fim de tanto tempo...Mas há sempre quem continue a tomar ao pequeno almoço o "elixir da juventude"...

Tabanca Grande Luís Graça disse...


Luís Graça (by email) para p A. Brito Ribeiro:
20 jan 2026 10:00

António, gostava que tu, que já és um "magnífico", passasses a ser também um "grão-tabanqueiro"... Temos já 910 membros (infelizmente cerca de 1/5 já falecidos).

O Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné é uma tertúlia virtual, que serve para partilharmos as nossas memórias...É um caso raro na Net, em todo o mundo, de um blogue de antigos combatentes. Temos um "livro de estilo", com as regras de convivência. Não falamos de política, religião e futebol. Respeitamo-nos uns aos outros. Tratamo-nos por tu. Até à pandemia, encontrávamo-nos todos os anos em Monte Real. Em 20 anos já tivemos 18 milhões de "visitas" (visualizações de páginas), 110 mil comentários, vamos a caminhos do 28 mil postes publicados.

Deves ter, por certo, histórias, memórias e fotografias tuas e dos teus camaradas para publicar. Gostava que nos desses essa honra. Só preciso de uma foto tua do tempo do antigamente e duas linhas de apresentação. O Manuel Resende tem nos seus registos que tu pertenceste ao BART 2875 (que não existiu no CTIG).

Além disso, não temos nenhum combatente de Loriga!

Um bom dia para ti. Dou conhecimento ao nosso Magnífico Régulo e ao Carlos, que é o meu braço direito (e esquerdo). Luis

Anónimo disse...

Luis se não me engano, ou é da hora tardia, o BART 2875 foi render o nosso BCAÇ 1933 em cima de Nova Lamego, em fins de Fev de 1968.
Ou será 2385?
Vamos pedir ao camarada Ribeiro se confirma ou não.
Abraço para todos e um especial pelo para ti pelo aniversário do João.
Vt

Anónimo disse...

O Vítor Costa faz aqui uma apreciação aos vinhos do Douro para cima!
Depois percebi que ele quer dizer do rio Douro mais para o norte, as terras do vinho verde.
E há coisa muito boa, quer nos vinhos correntes quer nos alcoois.
Tenho saudades daquilo que bebi toda a vida, e já bebia desde criança, pré escola primária.
Falas em amêijoas de 76 gramas cada?
Nunca vi. Sou apreciador de ameijoa boa. Há bulhão Pato.
O PDI é uma fatalidade para quem não morreu mais novo.
Com este frio agora e seguinte nem me apetece festejar anos este mês.
O frio deprime me

Viva o calor e as temperaturas da Guiné.
Hoje estão no GABU 36 e mínima 25.
Talvez volte para lá e petiscar as o SD ostras com molho de piripiri e limão da terra.
Não conhecia que o estuário do Mondego dava ameijoa tão boa.
Saúde da boa...
Virgílio Teixeira

Victor Costa disse...

Virgílio,
Este tipo de ameijoa era apanhada na preia-mar, usando fato de mergulho e longe da vista da polícia maritima. Era uma actividade rentável mas muito arriscada.
Eu ainda consigo apanhá-las no Inverno, durante a baixa-mar das marés de Lua.