Joaquim Mexia Alves, ex-Alf Mil Op Especiais
CART 3492/BART 3873, Xitole/Ponte dos Fulas; CMDT do Pel Caç Nat 52, Ponte Rio Undunduma, Mato Cão e CCAÇ 15, Mansoa, 1971/73:1. Mensagem do nosso camarigo Joaquim Mexia Alves, com data de 19 de Janeiro de 2026:
A SAUDADE
A saudade é coisa boa, mas que ao mesmo tempo faz doer o coração.
Acho que só nós Portugueses sabemos bem o que é a saudade.
Claro que outros povos sentem talvez a mesma coisa, só não conseguiram foi dar-lhe um nome onde tudo coubesse, como a nossa saudade.
Na nossa saudade cabe tudo.
Cabe o sentimento de ausência, a força do amor, a ternura do momento, o carinho experimentado, a alegria do conhecimento, a intimidade da amizade, a força da entrega, a presença invisível, a lágrima que é chorada, o sorriso do reencontro, a delicadeza da memória, a tristeza do não estar, o silêncio da recordação, a vida que foi vivida, a partida, a chegada, o abraço interminável, o não saber, o existir, o viver, o tudo e o nada, o ter presente quem está ausente.
Realmente a saudade é um sentimento muito Português, porque só os Portugueses partem e chegam sem nunca saírem de Portugal.
Marinha Grande, 19 de Janeiro de 2026
Joaquim Mexia Alves
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Comentário do editor CV:
Esperando não estar a invadir a privacidade do nosso camarigo Joaquim Mexia Alves, deixo aqui a nota de que faleceu hoje o seu mano António, antigo combatente em Angola.
Há pouco mais de um mês tinha falecido o seu mano mais velho, João, Oficial Piloto Aviador na década de 50 do século passado.
Nesta hora de provação, deixo ao Joaquim, em nome da tertúlia, um abraço solidário e as nossas condolências, que ele fará o favor de fazer chegar a toda a família.
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Nota do editor
Último post da série de 30 de julho de 2024 > Guiné 61/74 - P25793: Blogoterapia (314): Conversas improváveis sobre a guerra (Joaquim Mexia Alves, ex-Alf Mil Op Especiais)

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