Foto nº 1 > Porfírio Dias (1919-1988) > Ainda na metrópole, sold aux enf (1940)
Foto nº 3 > Cabo Verde > Ilha de São Vicente >Mindelo > c. 1941/44 > Porfírio Dias, com a braçadeira de enfermagem e com pistola à cintura. A viatura parece ser uma GMC.
Foto nº 4 > Cabo Verde > Ilha de São Vicente >Mindelo > c. 1941/44 > À porta da enfermaria, no com outros camaradas enfermeiros e com o alferes médico (o que não tem bata branca).
Foto nº 5 > Cabo Verde > Ilha de São Vicente >Mindelo > c. 1941/44 > O sold aux enf, Porfírio Dias, de bata branca. com outros camaradas.
Recebeu em fevereiro de 1943, no Mindelo, Cabo Verde, do Comandante de Batalhão, o louvor militar seguinte: "Louvo pelo muito zelo com que tem desempenhado as suas funções no Posto de Socorros na Enfermaria do Batalhão, muitas vezes com o prejuízo da sua própria saúde, dando com a sua actividade, excelente exemplo de dedicação pelo serviço e pela saúde dos seus camaradas e manifestando-se assim um óptimo auxiliar do senhor oficial médico".
1. Escreveu o Luís Días, membro da nossa Tabanca Grande, ex.alf mil inf, CCAÇ 3491, Dulombi, 1071/74, em comentário ao poste P27656 (*)
(...) Uma das aventuras que o meu querido pai me contou, foi que em determinada altura atracou no Mindelo um submarino, ostentando o pavilhão da Alemanha nazi.
O comandante da força portuguesa terá ordenado que uma pequena força militar fosse junto do mesmo exigindo que partissem imediatamente do local.
Do contacto havido e tendo sido dito a quem comandava o submarino que devia deixar de imediato as nossas águas, o mesmo terá encolhido os ombros e só largaram muito tempo depois, quando acharam que deviam partir.
Abraço e um bem hajam por mostrarem que houve gente em Cabo Verde, que passou um mau bocado, em especial em termos de comida e de apoios e lembrar que, no caso do meu pai, oriundo do Bairro da Graçam Lisboa, e amante do fado, veio de lá com problemas de saúde, mas a gostar do povo que ali habitava e a amar as "mornas", que lhe faziam lembrar o nosso "fado", do qual era um fã, em especial da Amália e do Fernando Maurício. (...)
(...) Aqueles tempos de 18/7/941 a 7/5/44 (2 anos e 10 meses!!!!), em terras de Cabo Verde, não terão sido pera doce e lembro-me da história que tu contaste do submarino alemão (...). (**)
Cabo Verde > Ilha de São Vicente > Mindelo > RI 23 > c. 1941/44 > O sold aux enf, Porfírio Dias (1919-1988), 1º Batalhão Expedicionário do Regimento de Infantaria nº 5, que partiu para Cabo Verde no T/T Mouzinho em 18/7/1941, juntamente com o Luís Henriques, pai do nosso editor LG (ambos eram do mesmo regimento e batalhão). Esteve lá dois anos anos e dez meses (até 7/5/1944)..
Fotos (e legendas): © Luís Dias (2012). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
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Luís Dias, alf mil, CCAÇ 3491, Dulombi, 1971/74 |
(...) Uma das aventuras que o meu querido pai me contou, foi que em determinada altura atracou no Mindelo um submarino, ostentando o pavilhão da Alemanha nazi.
O comandante da força portuguesa terá ordenado que uma pequena força militar fosse junto do mesmo exigindo que partissem imediatamente do local.
Do contacto havido e tendo sido dito a quem comandava o submarino que devia deixar de imediato as nossas águas, o mesmo terá encolhido os ombros e só largaram muito tempo depois, quando acharam que deviam partir.
Abraço e um bem hajam por mostrarem que houve gente em Cabo Verde, que passou um mau bocado, em especial em termos de comida e de apoios e lembrar que, no caso do meu pai, oriundo do Bairro da Graçam Lisboa, e amante do fado, veio de lá com problemas de saúde, mas a gostar do povo que ali habitava e a amar as "mornas", que lhe faziam lembrar o nosso "fado", do qual era um fã, em especial da Amália e do Fernando Maurício. (...)
2. Recorde-se que o nosso camarada Luís Dias integrou, desde 1975, a carreira de investigadores da Polícia Judiciária, tendo sido nomeado, 25 anos mais tarde, Director do Departamento de Armamento e Segurança, pelo Ministro da Justiça. Hoje está reformado. No nosso blogue, é o nosso especialista em armamento.
Escreveu ele, em carta, póstuma ao pai, em 19 de março de 2009, no Dia do Pai;
(...) Beste dia queria lembrar que também tu foste mobilizado e enviado para Cabo Verde, no tempo da 2ª Guerra Mundial, que cumpriste também um dever que te foi imposto pelo teu/nosso país. Sei que a tua comissão não teve os riscos de combate, de guerra, como eu tive na Guiné, embora se falasse da possibilidade de um ataque alemão ou mesmo inglês, conforme o governo de Salazar se fosse inclinando para um lado ou para o outro, mas houve outros perigos: muita fome, doenças e as desgraças que assististe por força da tua especialidade.
(...) Aqueles tempos de 18/7/941 a 7/5/44 (2 anos e 10 meses!!!!), em terras de Cabo Verde, não terão sido pera doce e lembro-me da história que tu contaste do submarino alemão (...). (**)
Pai, estou a invocar-te aqui no blogue da minha companhia, porque tu também foste um mobilizado para África. Um, entre os muitos milhares que a Pátria foi lançando para as terras bravas e quentes daquele Continente. Foste um soldado português, como nós fomos. O país, como aos combatentes da 1ª Grande Guerra, onde o meu avô também esteve, aos do teu tempo, aos da Índia e a nós combatentes da guerra colonial, nunca nos agradeceu, porque é ingrato ou, se calhar, também não mereceu tanta brava gente. (...)
(Revisão / fixaçãode texto, itálicos, negritos: LG)
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Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de 21 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27655: Os 50 anos da independência de Cabo Verde (16): Quando Hitler e Churchill cobiçaram o Porto Grande, Mindelo, São Vicente, que Salazar mandou transformar em fortaleza do Atlântico Médio (Texto: Memórias d'Mindel, página do Facebook de Luís Leite Monteiro) - Parte I






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