domingo, 15 de novembro de 2009

Guiné 63/74 - P5278: Estórias avulsas (58): Constituição de um Batalhão de Caçadores, por especialidades e nº de efectivos (Fernando Costa, BCAÇ 4513)


Pegando num típico batalhão de caçadores, como o BCAÇ 4513, conclui-se que num total de 567 homens, 57% tinham a especialidade de atiradores... As oito principais especialidades de apoio (condutores auto, pessoal de trasmissões e afins, alimentação e cozinha, sapadores, serviço geral - incluindo escriturários -, mecânicos auto e afins, corneteiros e serviços de saúde) representavam, só por si, 35% do total... Um em cada dez era condutor auto...

Infogravura: © Blogue Luís Graça e Camaradas da Guiné (2009). Direitos reservados

1. Mensagem enviada pelo novo Camarada Fernando Costa, ex-Fur Mil Trms da CCS do BCAÇ 4513 (Aldeia Formosa, 1973/74), em 14 de Novembro de 2009 (*):
Camaradas,
Já alguma vez pensaram em como eram constituído um batalhão de caçadores, quer no número de homens, quer por especialidades?
Esta noite fiz um pequeno exercício de pesquisa, sobre os números do meu batalhão, e aqui está o resultado:


Obs - Clicar duas vezes, em cima da imagem, para ampliar

Fernando Costa
Fur Mil Trms
2. Comentários de EMR / LG:
Trabalho notável, Fernando. Não tinha ideia tão precisa das inúmeras "competências" reunidas num batalhão... Fizeste o apuramento estatística, em Excel, baseado no teu batalhão ... Difícil é publicar isto direitinho, em html... O blogue só suporta documentos em formato txt ou doc, bem como imagens (jpg, gif...). Uma solução seria pôr isto em power point... Acabaste por mandar em jpg, obrigando a ampliação... O gráfico que publicamos permite comparar os operacionais com o pessoal de apoio: os primeiros representavam apenas 57% do total...
Um abraço. Obrigado
__________
Nota de M.R.:
Vd. último poste do mesmo autor em:

4 de Novembro de 2009 > Guiné 63/74 - P5205: Convívios (172): 1º Convívio do BCAÇ 4513, 8 de Dezembro - Mealhada (Fernando Costa)



(*) Vd. último poste da série em:


11 de Novembro de 2009 > Guiné 63/74 - P5252: Estórias avulsas (57): Funeral de 'homem grande', refeição melhorada... da tropa (José M. Ferreira)

17 comentários:

Anónimo disse...

Muito obrigado, caro camarada, por esta preciosa informação. Para um trabalho que estou a fazer, estes dados são mesmo muito importantes.
Um abraço,
Carlos Cordeiro

Anónimo disse...

Comentário ao comentário de EMR/LG.

Se considerarmos como pessoal operacional os apontadores de morteiro e de metralhadora, o pessoal das armas pesadas, de enfermagem, de operações especiais, os condutores (excluindo os da CCS) e os sapadores, a percentagem passa a 75%.
Abraço,
Carlos Cordeiro

Fernando Costa disse...

Caro Carlos Cordeiro,
Se estas informações são para si tão importantes, talvez eu tenha mais que também lhe interessem.
Se assim for, poderá contactar-me para o meu mail.
Um abraço,
Fernando Costa

Armandino disse...

Camarada Fernando Costa

No seu mapa em relação à 3º Companhia
Tem como auxiliar enfermagem 1 sargento (furriel) e em enfermeiro 1 praça (1º Cabo ). Esse cabo deve subir para o lugar de auxiliar de Enfermagem e o Furriel para Enfermeiro. No nosso exército e pelo menos desde 1965 os auxiliares de enfermagem eram 1ºs cabos e raramente 2ºs cabos. Os praças eram maqueiros. De furriel para cima até Sargento eram Enfermeiros e Oficiais só médicos. Julgo ter sido erro de transcrição
Saudações amigas
Armandino Alves
Ex 1º Cabo Aux Enf.

Anónimo disse...

Obrigado, caro Fernando Costa. Já enviei a resposta por e-mail.
O nosso blogue, de facto, "é grande". Desde logo, em camaradagem.
Um abraço,
Carlos Cordeiro

Fernando Costa disse...

Amigo Armandino Alves,
Em primeiro lugar o meu muito obrigado pelo reparo feito.
Voltei a consultar os documentos oficiais do Batalhão, e constato o seguinte :
Furriel Miliciano Auxiliar de Enfermeiro – Manuel xx xx Carvalho
1º Cabo Enfermeiro – Manuel xx xx Pimenta
(Peço desculpa de não divulgar os nomes completos mas tenho inclusive os números mecanográficos).
Se existe erro de transcrição, o mesmo se deve a quem preencheu os documentos do Batalhão.
Feita a minha explicação, agradeço o seu contacto, pois é sinal que o meu trabalho não foi inglório.
Melhores cumprimentos,
Fernando Costa
Ex-Fur Mil

José Marcelino Martins disse...

Caro Fernando Costa

Não sé de factos se faz a história. As estatísticas também contam.
No entanto estes dados são de especial interesse, para quem queira fazer comparações, exclusivamente, das alterações efectuadas na "estrutura base" do nosso exército - o Batalhão, desde há 200 anos.

Um abraço

José MMartins

Luís Graça disse...

Fernando: Era importante que me desdobrasses o pessoal dos Serviços Gerais que no caso dos oficiais devia incluir o capelão, o médico, o contabilista, etc...

Um abraço. Luís

Armandino disse...

Caro amigo Fernando Costa

Eu fiz este reparo por um motivo simples.Pelo menos a partir de 1965
foi instituído que para o Curso de
Enfermagem era necessário o 5º ano.
Ora o 5º ano dava acesso ao CSM e por isso é que os Furriéis eram enfermeiros e (julgo eu) tinham mesmo que ter o curso de enfermagem ou seja eram profissionais na vida civil.
Os 1ºs Cabos e 2ºs Cabos podiam ter a 4ª Classe e eram considerados Auxiliares de Enfermagem Curso esse
tirado em Coimbra no Regimento do Serviço de Saúde. Quem não obtivesse pontuação suficiente ia para Maqueiro. Mas de qualquer maneira não altera o quadro de sargentos.O que me admirou foi as Companhias terem tão pouco pessoal
A minha Companhia ( 1589- 66-68 )
era composta por 170 elementos.
Um abraço
Armandino Alves

Fernando Costa disse...

Caro Armandino,
Não posso dizer como eram seleccionados os sargentos e praças para a especialidade de enfermagem porque desconheço. No entanto vou contactar os próprios para tirar as dúvidas.
Em relação ao número de efectivos da sua companhia, bem, resta-me informar que em Aldeia Formosa existiam: CCS = 109; 3ª Compª = 159; CCaç 18 = ???; Pelotão de Cavalaria= ??;;;; é só somar.

Melhores cumprimentos,
Fernando Costa

Anónimo disse...

Caro Fernando Costa,
É louvável o teu esforço. Pessoalmente aprecio imenso esse tipo de informação.
Achei muito interessante o facto de haver 15 corneteiros no teu batalhão, mas apenas 13 elementos na saúde (se li bem).
Um abraço,
José Câmara

Fernando Costa disse...

Amigo José Câmara,
Eu também já tinha pensado nesses números, mas não fiquei muito preocupado pois pensei que os corneteiros iam para o mato com os pelotões e em vez de levaram a "corneta" levavam a "G3". Quando fosse necessário, tocavam a retirar dando uma salva para o ar.ahahah
Mas mais a sério, alguns deles faziam outros trabalhos como por exemplo ajudavam no SPM, etc.
Um forte abraço,
Fernando Costa

Fernando Costa disse...

"O seu a seu dono".
Não descansei enquanto não consegui falar com um dos elementos em referência (Enfermeiros ou auxiliares de enfermagem) para esclarecer a dúvida colocada pelo nosso camarada Armandino Alves.
Na realidade e apesar de estar escrito no documento oficial da constituição do batalhão, o furriel tinha a especialidade de enfermeiro e o cabo de auxiliar. Acrescento que na constituição inicial do batalhão não foi registado nenhum médico, ou seja um oficial na especialidade.
Fica assim feita a devida correcção.
Fernando Costa

Anónimo disse...

Camarada Fernando Costa.
Por ser novato neste Blog tenho tentado absorver todas as notícias do mesmo e sem dúvida as mais relacionadas com o nosso batalhão.
Este teu trabalho é na realidade notável mas normalmente o passar do tempo faz com que nos esqueçamos um pouco.
Reparei que no quadro na parte respeitante á minha companhia a 2ª CCAÇ te passou que existiam dois Op. Cripto precisamente eu e o nosso camarada Vítor.
Aqui fica esta pequena rectificação mesmo que tardia.
Quando comecei a ler os diversos comentários neste Blog a tua imagem saltou-me logo á vista pois tenho perfeita noção de termos estado juntos várias vezes e penso que não foi só na Guiné provavelmente no RI 7 ou RAL 4 em Leiria ou mesmo no BRT na Trafaria.
Um abraço deste teu camarada.

José Carlos Gabriel
Ex-1º cabo Op. Cripto
2ª CCAÇ do BCAÇ 4513
Nhala

Fernando Costa disse...

Companheiro José Carlos Gabriel,

Começo por agradecer o teu contacto e principalmente por ser uma tentativa de correcção, o que é sempre de louvar.

Efectivamente a 1ª CCAÇ quando embarcou para a Guiné não tinha nos seus efectivos qualquer cabo cripto.

Segundo os documentos em meu poder, fizeram um reforço na 1ª CCAÇ em Abr/73, o 1º Cabo Cripto (07971972) Vitor António Tojeira de Oliveira, e em Mai/73 o 1º Cabo Cripto (08889472) José Carlos Ramos dos Santos Gabriel.

Na altura em que o mapa em questão foi elaborado só tinha os dados referentes ao embarque. Por esse motivo é que não fazem parte da listagem muitos militares que só embarcaram depois.

Se tiveres possibilidade de brevemente leres o livro que vai sair referente ao BCAÇ 4513, toda esta informação está lá relatada.

Espero ter elucidado das questões apresentadas.

Em relação ao me conheceres, é natural porque eu era o Chefe do C.Crito da CCS.

A minha instrução militar foi em Tavira no CSM durante seis meses, depois fui dar uma recruta ao C.G. na Carregueira - 3 meses. Depois fui para o Bat. Caçadores 5 em Lisboa durante 3 meses a dar instrução de transmissões, segui para Tomar para o RI 15 para formar o Batalhão, e de seguida Guiné.

Caso necessites de algum detalhe visto reconhecer que estás motivado no seguimento do Nosso Batalhão, não deixes de me contactar pois terei muito gosto em te facultar o que for necessário.

Só por curiosidade, os números finais do BCAÇ 4513 são os seguintes:
Especialidades : 45
Total de militares : 684
Oficiais : 30
Sargentos : 80
Praças : 574


Um forte abraço,
Fernando Costa
Ex - Furriel Miliciano

Anónimo disse...

Camarada Fernando Costa.
Obrigado pelo teu esclarecimento.
Não tinha conhecimento que tanto o camarada Vítor como eu fomos considerados reforço na 1ª CCAÇ como indicas “Segundo os documentos em meu poder, fizeram um reforço na 1ª CCAÇ em Abr/73, o 1º Cabo Cripto (07971972) Vítor António Tojeira de Oliveira, e em Mai/73 o 1º Cabo Cripto (08889472) José Carlos Ramos dos Santos Gabriel” porque no meu caso sei que segui directamente para a 2ª CCAÇ mas como cheguei mais tarde ao Batalhão não sei o que se passou na altura com o camarada Vítor.
Por desconhecimento meu podes me indicar como irei saber da saída do livro sobre o nosso Batalhão e onde o poderei adquirir?
Quanto ao não ter dúvida de te conhecer tenho agora quase a certeza que foi quando da minha chegada a Aldeia Formosa no período em que fiquei a aguardar no Batalhão pela coluna que me levou até Nhala ou mesmo durante o tempo da minha permanência pois fui a Aldeia Formosa algumas vezes.
No entanto de uma coisa tenho a certeza de termos um desejo comum em comunicar com antigos camaradas.
Um abraço amigo,

José Carlos Gabriel
Ex-1º Cabo Op. Cripto
2ª CCAÇ do BCAÇ 4513
Nhala

Fernando Costa disse...

Amigo Gabriel,
Fico muito satisfeito pelo teu contacto, pois revela interesse em continuares a ter ligação com a rapaziada do 4513.
Peço desculpa pelo erro que cometi, porque escrevi 1ª CCAÇ quando deveria ter escrito 2ª CCAÇ.
Na realidade foste incorporado directamente nessa companhia assim como o Tojeira.
Como e muito bem dizes, foste para a Guiné depois de nós, motivo pelo qual não fazes parte da listagem inicial.
Também me desloquei muita vez ao C.Cripto de Nhala para me encontrar com o Furriel Roque.
Quanto ao livro, vais ter conhecimento do mesmo a quando da sua saída, pois vou comunicar com todos os ex-4513 e será publicada essa informação no Blogue da Tabanca.
Caso seja possível, pedia que indicasse a tua localização e formas de contacto, para no futuro seres informado de todas as iniciativas que se realizam com os elementos do 4513.Estes dados podem ser enviados directamente para o meu mail em vez de ficarem expostos neste blogue.

Um forte abraço,

Fernando Costa
Ex-Fur Mil Transmissões - CCS