sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Guiné 63/74 – P7414: Controvérsias (115): Os BCAÇ 4612: Um de 1972 e outro de 1974 (Agostinho Gaspar)


1. O nosso camarada Agostinho Gaspar, ex-1.º Cabo Mec Auto Rodas da 3ª CCAÇ do BCAÇ 4612/72, Mansoa, 1972/74, enviou-nos a seguinte mensagem/esclarecimento:
Camarigos tertulianos e leitores do blogue,

Lendo e relendo os comentários dos postes P7393 e 7388, deste blogue, verifiquei que há muitas dúvidas, quanto à existência de dois batalhões com o mesmo número.

Não venho em defesa do nosso camarigo Magalhães Ribeiro, mas sim responder a alguns comentários que estão um pouco longe da verdade e com certas dúvidas quanto à informação prestada.
O BCAÇ 4612/72 (digo72) esteve instalado em Mansoa, desde Novembro de 1972 a Agosto de 1974 (a CCS e a 3ª CCAÇ – a que eu pertencia -, ficaram estacionadas em Mansoa, a 1ª CCAÇ esteve em Porto Gole e a 2ª CCAÇ no Jugudul).
O meu BCAÇ 4612/72 foi rendido, já com a comissão cumprida, em Agosto de 1974, pelo BCAÇ 4612/74 (repito74).
Parece um pouco estranho ter o mesmo número, só o ano foi mudado.
Se alguns dos camarigos tiverem alguma explicação para esta repeição do número, porque estamos a falar de dois Batalhões diferentes, era bom que nos esclarecesse.
Recorrendo à relação de pessoal do meu batalhão, daqueles que embarcaram juntos, nela não consta o embarque de um dos comentaristas que assinou: Manuel Ramires.
Não o conheço e muito menos ouvi falar dele.
Seria dos piras do 4612/74?
Será algum pombo correio desviado de algum pombal, para tapar algum buraco em Mansoa?
Manuel Ramires, se pertenceste mesmo ao mansoanca BCAÇ 4612/72, dá um passo em frente e fala-nos sobre a tua estadia em Mansoa, para que eu, com todo o meu respeito, te possa estender a mão para o cumprimento de mansoanca para mansoanca.




Emblemas das duas CCS. À esquerda, o emblema da CCS do BCAÇ 4612/72 e, à direita, o emblema da CCS do BCAÇ 4612/74
Um abraço,
Agostinho Gaspar
__________

Nota de M.R.:
Vd. último poste desta série em:

3 comentários:

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Carlos Vinhal disse...

Pede-se ao camarada que fez o comentário e se esqueceu de assinar o favor de o repetir, identificando-se.
Carlos Vinhal

Abreu dos Santos (senior) disse...

Nem camarigo nem tabanqueiro, e não seja por isso que me eximo a responder ao desafio, um pouco à trouche-mouche - como se me sentasse à mesa do café, acabado de (aqui) chegar, como de facto sucedeu, e ficássemos com um cimbalino à frente, a cavaquear -, posto que sem recurso a calhamaços e outros auxiliares de memória. Ora então, aqui vai o que, pelos vistos, alguns piras já
esqueceram:
1 - o primeiro numeral (4), significava uma unidade/subunidade (de Infantaria); 2 - o segundo numeral (6), significava qual a unidade mobilizadora (RI16-Évora); 3 - os terceiro/quarto numerais (no caso, 12), as un/subun que aquela Arma e aquele Un.Mob já tinham, sequencialmente, mobilizado para os TO ultramarinos; 4 - e finalmente a tal "barra" (/), com a abreviatura do ano de mobilização.
Sucede que, por necessidades logísticas, operacionais ou outras, no preciso caso de UN's mobilizadas pós-25Abr74, "calhou" ter estado no CTIG um Batalhão 4612/72 e um outro Batalhão 4612/74. Em termos de unidades a nível "batalhão", tenho ideia de não ter sido caso único (sequer raro); tenho ideia que de na RMA e na RMM, também ocorreram um ou dois "casos" semelhantes.
Após a adopção daquela nova nomenclatura, da "ordem de batalha", por parte do Exército [salvo erro de memória, em 1971 (?)], o que sucedeu foi, consoante a rotatividade/escalonamento das Unidades/Subunidades em termo de comissão, na Metrópole iam sendo entretanto preparadas outras para rendição e assim seguiram, alternadamente, em termos de numeração, para os respectivos destinos. Sempre em vista da necessidade operacional, de reforço às necessidades territoriais, e abstraindo das, agora relembradas, tais "particularidades" de "olha aqui um número igual ao outro, com'é que pode ter sido, no EME se calhar numeraram aquilo depois do almoço... ".
Espero ter sido útil. E alguém que mais saiba destas coisas, que ensine porque estou sempre disposto a apre(e)nder.
Votos de um Santo Natal, para todos os estimados Veteranos que andaram por matos, lalas e bolanhas da Guiné, e todos os seus Familiares.
Com os melhores cumprimentos,
Abreu dos Santos