quarta-feira, 26 de abril de 2017

Guiné 61/74 - P17287: Historiografia da presença portuguesa em África (74): Subsecretário de Estado das Colónias em visita triunfal à Guiné, de 27/1 a 24/2/1947 - Parte III: Por Cacheu, São Domingos e Farim, a 2, 3 e 4 de fevereiro de 1947... No tempo que ainda era politicamente correto falar-se em colónias, raças, população indígena, colonos europeu... e felupes que "nasceram e querem morrer portugueses", setenta anos depois do "desastre de Bolor"














Recorte do Diário de Lisboa, nº 8688, ano: 26,  edição de terça-feira, 4 de fevereiro de 1947 (Director: Joaquim Manso)

(Cortesia do portal Casa Comum >  Fundação Mário Soares > Pasta: 05780.044.11039

Citação:

(1947), "Diário de Lisboa", nº 8688, Ano 26, Terça, 4 de Fevereiro de 1947, CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_22318 (2017-4-25)















Recorte do Diário de Lisboa, nº 8689, ano: 26,  edição de quarta-feira, 5 de fevereiro de 1947 (Director: Joaquim Manso)

(Cortesia do portal Casa Comum >  Fundação Mário Soares > Pasta: 05780.044.11040 >  


Citação:
(1947), "Diário de Lisboa", nº 8689, Ano 26, Quarta, 5 de Fevereiro de 1947, CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_22322 (2017-4-25)

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3 comentários:

Anónimo disse...

Armando Tavares da Silva

26 de Abril de 2017, 20h35

A entrega da bandeira portuguesa que a notícia menciona, deverá ser a que se realizou a 6 de Abril de 1905 ao chefe de Sucujaque “perante os grandes e muito povo”, sendo recebida a bandeira francesa. A tabanca passava assim para domínio português.

Esta entrega realizou-se enquanto se procedia à delimitação da fronteira norte na zona do Cabo Roxo por uma comissão luso-francesa cuja componente portuguesa era chefiada pele tenente Oliveira Muzanty. Muzanty aparece no episódio, não como governador, mas simplesmente fazendo parte da missão de delimitação. Este só governará a província mais tarde, entre 1906 e Janeiro de 1909. Era governador na altura Carlos de Almeida Pessanha.

Esta entrega da bandeira tem lugar depois de um episódio de “troca de tiros”, quando o chefe da missão francesa ordena a marcha sobre Kernay (hoje povoação do Senegal) de um destacamento de 50 atiradores senegaleses, em virtude de o chefe da povoação se ter negado a fornecer alguns guias.

Sobre relações amistosas com felupes muito posteriores pode ler-se o que o Almirante Vieira Matias escreve no prefácio ao meu livro.

Acrescento ainda que durante a visita de 1947 do secretário do ultramar foi inaugurado em Canchungo o mausoléu de Mamadu Sissé.

Anónimo disse...

Armando Tavares da Silva
26 abr 2017 21:51

para mim

Obrigado, Luís.

Sim, irei escrever sobre o "desastre de Bolor". É de facto uma história muito mal conhecida e muito deturpada. O meu livro traz tudo com muito detalhe a partir de documentos originais. Mas para tal preciso de algum tempo. Contudo, antes de contar o que se passou em Dezembro de 1878 em Bolor, ainda vou enviar mais um ou outro texto.
Ab.

Tabanca Grande disse...

Já agora, Armando, quem eram, os "cassangas" ? Não encontro o termo no dicionário, e nunca andei pella região do Cacheu...

Outra dúvida: Bolor, Boror opu Bolol ? O "desastre de Bolor" ocorreu a 30 de dezembro de 1878.

Na Wikipédia, a entrada é "Desastre de Bolol"...

https://pt.wikipedia.org/wiki/Desastre_de_Bolol

O topónimo é, segundo a nossa cartografia, "Bolor", junto a Jufunco (lê-se: Djufunco) (Falta-me este mapa!, o de Jufunco, na escala de 1/50 mil!)


http://www.ensp.unl.pt/luis.graca/guine_guerracolonial10_mapageral.html