


(i) ex-alf mil art, CART 1689 / BART 1913, Fá, Catió, Cabedu, Gandembel e Canquelifá, 1967/69;
(ii) advogado, escritor, duriense de Foz Coa, a viver em Lisboa, outrora capital de um império macrocéfalo;
(iii) depois de ter passado por Coimbra como estudante;
(iv) é um dos grandes contistas da guerra da Guiné, a da nossa guerra (que não foi pior nem melhor do que as guerras dos outras, foi a "nossa guerra", e bastou, esperemos);
(v) é autor, entre outros, dos livros de contos "Cambança"; "Cambança Final" e "Deixem a Guerra em Paz",
(v) tem mais de 160 referências no nosso blogue.
(vi) faz parte da Tabanca Grande desde 26/8/2008, altura em que venceu a relutância de se associar ao nosso blogue, ao ler o nosso apelo, "Não deixemos que sejam os outros a contar a nossa história por nós".
1. O escritor (que continua a ser nosso camarada) Alberto Branquinho tem aceite, com pundonor & pudor, ser "pirateado" e metido, avulso, nesta série, "humor de caserna".
Há dias comentou: "Obrigado por apreciares o que venho escrevendo. Estou a acabar mais um livro (que, talvez, seja o último)". (...) quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 às 16:43:00 WET).
Eu interpretei o cumprimento e a (in)confidência como sendo "luz amarela" para, de vez em quando, eu poder lá ir, aos seus livros, roubar-lhev mais um "contito" (não, não é uma nota de mil escudos, uma fortuna no nosso tempo de meninos e moços), um história do nosso quotidiano de guerra, para a malta ler com tempo e vagar...
É, afinal, como os ovos da avó, a quem a gente assaltava o "galinheiro" (que era o seu "mealheiro"), e ela fingia que não via nada nem sabia de nada...
O autor faz, como convém, para evitar qualquer suscetibidade, a sua declaração de interesse (e eu corroboro): "“Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência”.
Último poste da série > 21 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27756: Humor de caserna (241): O mistério do peixe mole, capturado num afluente do rio Mansoa, perto da Ponta Augusto Barros (Vargas Cardoso, 1935-2023, ex-cap inf, CCAÇ 2402, Có, Mansabá e Olossato, 1968/70)
Hoje escolhi este microconto: há tempos tinha-lhe dado 4 estrelas (apontamento, a lápis, ao alto na página 77)...Hoje acrescento-lhe mais meia estrela, ao relê-lo.
Lembrei-me, assim de repente, do "bico-de-obra" que era, para uma companhia de intervenção (como a minha CCAÇ 12, composta por praças do recrutamento local, e meia dúzia de graduados "tugas) ir para o "mato" e "fazer prisioneiros"... Não era nenhum "ronco", era uma "manga de chatice"...
Sabíamos, no regresso ao quartel, que um prisioneira era sempre o "cabo dos trabalhos"... Passados dois ou três dias, o prisioneiro passava à condição de prisioneiro-guia... E lá continuava o nosso calvário...
A partir daí, ele deixava de nos pertencer. E sabíamos que, depois de "cumprida a missão", tínhamos que o entregar, "vivo e inteiro", aos "donos da Spinolândia"...
Os nossos soldados, fulas, estavam sempre desejantes que ele, mesmo preso por uma corda, tentasse a fuga, para ter um bom pretexto para lhe "dar cabo do canastro" ( já não me lembro como se diz em fula)...
Eles acreditavam piamente que "um balanta a menos era um turra a menos"... E não eram capazes de se imaginar em situação semelhante, "presos dos turras", em que aí, o Zé Turra, balanta, também rosnaria, entre dentes, que "um fula a menos era um cão dos colonialistas a menos"!...







2 comentários:
Luís
Obrigado pela publicação.
No entanto, terás pulicado este texto, por engano, no "Humor de caserna".
O protagonista da história não fui eu. Nem sequer era alferes.
Abraço
Alberto, justamente por causa dos mal-entendidos e das leituras apressadas, é que os autores de ficção costumam escarrapachar logo no início do livro o seguinte aviso: "Eh, malta, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidència"... Claro que o autor nunca se confunde com as suas personagens...Entendi (e esse é uma das prerrogativas dos editores, que a tua história não ficava mnal na série "Humor de caserna"... Os critérios são sempre discutíveis... Por outro lado, fui buscar o título à fala que vem no fim, a do soldado que, em tom crítico, interpela o seu comandante de pelotão, mais ou menos nestes termos: "Está a ver, meu alferes, o trinta e um que nos arranjou, poupámos a vida ao turra e agora vamos ter que gramar duas ou três operações com ele"...
Eu passei por isso, e confesso que não sei se isso era comédia, tragédia, tragicomédia, teatro do absurdo... Para já, náo havia "prisioneiros de guerra" naquela guerra, pela simples razão de não estarmos, legal e tecnicamente, em guerra contra nenhuma nação!...A piada está aqui... Um abraço. Luis
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