Guiné > Região de Tombali > Catió > Ganjola > c. 1967/69 > Um crocodilo apanhado por militares no rio de Ganjola. O zebro devia ser dos fuzileiros. Poucos camaradas viram, ao vivo os furtivos crocodilos do Nilo, mas havia-os por todo o lado, do rio Cacheu ao rio Cumbijá... Alguns eram pequenos e eram confundidos com jacarés (repteis que não existiam na Guiné nem no resto da África).
Foto (e legenda): © Alcides Silva (2016). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
1. Em 6 de fevereiro de 1969, aquando do "desastre" do Cheche, no rio Corubal, na região do Boé, no sudeste da hoje Guiné-Bissau, havia crocodilos naquele troço ? É uma dúvida que subsiste.
Os corpos dos 47 náufragos não foram encontrados, a não ser apenas 11, duas semanas depois, em estado de decomposição e totalmente irreconhecíveis.
Da consulta que fizemos a várias ferramentas de IA, pudemos apurar o seguinte:
Da consulta que fizemos a várias ferramentas de IA, pudemos apurar o seguinte:
Sim, historicamente houve (e ainda há) crocodilos no sistema do rio Corubal, na Guiné-Bissau. A sua presença atual pode variar conforme a espécie e a zona do rio. Eis o que, no essencial, se sabe com base em estudos e observações científicas e naturais:
(i) Contexto histórico e ambiental
(i) Contexto histórico e ambiental
Na década de 60, a fauna na região do Boé era extremamente rica e selvagem. A região era pouco povoada. A menor densidade populacional humana em comparação com o litoral favorecia a permanência de grandes mamíferos (do leão ao elefante, do hipopótamo ao chimpanzé).
A região do Boé, perto da fronteira com a Guiné-Conacri, é conhecida pela sua biodiversidade e pela presença de zonas húmidas que, historicamente, seriam habitats adequados para crocodilos, hipopótamos e outros animais, répteis, mamíferos, aves.
Há relatos de avistamentos de crocodilos no Rio Corubal, embora a sua presença atual possa ser menos frequente do que no passado, devido aos fatores mencionados acima.
(iii) Estudos científicos modernos
Um estudo recente de distribuição de crocodilos em Guiné-Bissau registrou presenças de crocodilos em vários rios importantes e lagoas, incluindo evidências (observações, pistas ou informações locais) em áreas como o rio Corubal e seus afluentes.
Um estudo que usou eDNA (técnica de detecção de DNA no ambiente) ao longo do rio Corubal não detectou crocodilos diretamente nos locais da amostragem, apesar de se saber que eles existem na região. Isso pode dever-se à limitação dessa técnica ou ao facto de os crocodilos estarem presentes principalmente em zonas marginais, lagoas ou áreas sazonais menos amostradas.
(iv) Espécies
As espécies mais comuns eram (e são) o Crocodilo-do-Nilo (Crocodylus niloticus), que pode atingir grandes dimensões (no rio Cacheu), e o crocodilo-anão africano (Osteolaemus tetraspis) (sobretudo em zonas húmidas e lagoas ligadas ao rio Corubal).
Em 1969, existiam, pois, crocodilos no Rio Corubal, incluindo na zona de Cheche, e eram reconhecidos como um perigo potencial para quem frequentava o rio, especialmente em zonas de travessia e margens.
A sua presença pode não ser uniforme por todo o rio e pode ser mais frequente em zonas lentas, lagoas laterais e ambientes húmidos associados ao sistema fluvial.
A detecção direta moderna em alguns trechos pode ser difícil devido a fatores ambientais e métodos de amostragem.
(Pesquisa: LG + IA (Gemini | Le Chat Mistral | ChatGPT)
(Condensação, revisão / fixação de texto: LG)
Último poste da série > 4 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27767: Fauna e flora (26): O crocodilo-do-Nilo nos "nossos" rios (Geba, Cacheu, Corubal...) - Parte I
A Guiné-Bissau ainda possui populações de crocodilos de água doce ou de pequenas espécies de crocodilianos em muitos dos seus grandes cursos de água, lagoas e zonas húmidas, incluindo cursos como o rio Geba, Cacheu e zonas do parque de Lagoas de Cufada, que está ligado ao Corubal.
O Rio Corubal é um dos principais rios da Guiné-Bissau e, como muitos rios da região, faz parte de um ecossistema que tradicionalmente abrigou crocodilos, especialmente o crocodilo-africano (Crocodylus niloticus).
Os crocodilos são nativos da África Ocidental e eram comuns em rios, lagos e zonas húmidas da Guiné-Bissau, incluindo o Rio Corubal. No entanto, a sua população tem vindo a diminuir devido à caça, perda de habitat, alterações climáticas e conflitos com humanos.
(ii) Observações em zonas próximas ao Corubal:
Os crocodilos são nativos da África Ocidental e eram comuns em rios, lagos e zonas húmidas da Guiné-Bissau, incluindo o Rio Corubal. No entanto, a sua população tem vindo a diminuir devido à caça, perda de habitat, alterações climáticas e conflitos com humanos.
A presença de crocodilos no rio Corubal, particularmente na zona do Cheche (região do Boé), era um facto bem conhecido e documentado nos anos 60/70.
Muitos relatos de militares portugueses que operaram no setor de Madina do Boé e no atravessamento do Cheche mencionam o perigo dos crocodilos, tanto durante patrulhas e "cambanças". Falta, no entanto, documentação fotográfica.
O Cheche ficou tragicamente marcado na historiografia da Guerra do Ultramar. Durante a operação de retirada de Madina do Boé, no dia 6 de fevereiro de 1969, a jangada que transportava as tropas adornou no rio Corubal, em Cheche.
Embora a maioria das mortes (47 homens, 46 militares e 1 civil ) tenha ocorrido por afogamento devido ao peso do equipamento e à forte corrente do rio, o medo dos crocodilos
Embora a maioria das mortes (47 homens, 46 militares e 1 civil ) tenha ocorrido por afogamento devido ao peso do equipamento e à forte corrente do rio, o medo dos crocodilos
terá sido também um fator psicológico adicional para os sobreviventes que tentavam alcançar as margens ou voltar à jangada.
A presença destes animais continua a ser uma característica da região até aos dias de hoje, sendo o Boé uma das zonas de maior importância para a conservação da vida selvagem na Guiné-Bissau.
A presença destes animais continua a ser uma característica da região até aos dias de hoje, sendo o Boé uma das zonas de maior importância para a conservação da vida selvagem na Guiné-Bissau.
O Corubal, depois do Geba, é o maior rio de água doce da Guiné-Bissau.Nasce nas redondezas da cidade de Lélouma, no maciço de Futa Djalon, na Guiné-Conacri, e desagua no rio Geba, na margm esquerda, a cerca de 50 quilómetros a montante de Bissau. Tem um comprimento de 560 km, É considerado o rio mais selvagem da Ãfrica Ocidental.
O turismo e os guias locais mencionam a presença de crocodilos no Parque Natural das Lagoas de Cufada, que inclui partes das margens e afluentes do rio Corubal e dos seus sistemas.
O turismo e os guias locais mencionam a presença de crocodilos no Parque Natural das Lagoas de Cufada, que inclui partes das margens e afluentes do rio Corubal e dos seus sistemas.
O Corubal, devido às suas características geográficas (margens íngremes em certas zonas, correntes fortes e áreas de águas mais paradas e profundas), constituía um habitat ideal para estes répteis.
A região do Boé, perto da fronteira com a Guiné-Conacri, é conhecida pela sua biodiversidade e pela presença de zonas húmidas que, historicamente, seriam habitats adequados para crocodilos, hipopótamos e outros animais, répteis, mamíferos, aves.
Há relatos de avistamentos de crocodilos no Rio Corubal, embora a sua presença atual possa ser menos frequente do que no passado, devido aos fatores mencionados acima.
(iii) Estudos científicos modernos
Um estudo recente de distribuição de crocodilos em Guiné-Bissau registrou presenças de crocodilos em vários rios importantes e lagoas, incluindo evidências (observações, pistas ou informações locais) em áreas como o rio Corubal e seus afluentes.
Um estudo que usou eDNA (técnica de detecção de DNA no ambiente) ao longo do rio Corubal não detectou crocodilos diretamente nos locais da amostragem, apesar de se saber que eles existem na região. Isso pode dever-se à limitação dessa técnica ou ao facto de os crocodilos estarem presentes principalmente em zonas marginais, lagoas ou áreas sazonais menos amostradas.
(iv) Espécies
As espécies mais comuns eram (e são) o Crocodilo-do-Nilo (Crocodylus niloticus), que pode atingir grandes dimensões (no rio Cacheu), e o crocodilo-anão africano (Osteolaemus tetraspis) (sobretudo em zonas húmidas e lagoas ligadas ao rio Corubal).
Também é referido o Crocodilo-de-focinho-delgado (Mecistops cataphractus)
Conclusão
Sim, há evidências de que crocodilos vivem ou já foram observados nas margens e zonas alagadas do rio Corubal e áreas adjacentes na Guiné-Bissau.
Sim, há evidências de que crocodilos vivem ou já foram observados nas margens e zonas alagadas do rio Corubal e áreas adjacentes na Guiné-Bissau.
Em 1969, existiam, pois, crocodilos no Rio Corubal, incluindo na zona de Cheche, e eram reconhecidos como um perigo potencial para quem frequentava o rio, especialmente em zonas de travessia e margens.
Durante a Guerra Colonial, vários ex-combatentes portugueses mencionaram a presença de crocodilos nos rios da Guiné-Bissau, incluindo o Corubal, embora não haja registros científicos detalhados sobre a zona do Boé.
Não há relatos específicos de ataques a humanos em Cheche nesse ano de 1969, mas a sua presença e reputação como "comedores de homens" eram bem conhecidas entre os militares e populações locais.
A sua presença pode não ser uniforme por todo o rio e pode ser mais frequente em zonas lentas, lagoas laterais e ambientes húmidos associados ao sistema fluvial.
A detecção direta moderna em alguns trechos pode ser difícil devido a fatores ambientais e métodos de amostragem.
(Pesquisa: LG + IA (Gemini | Le Chat Mistral | ChatGPT)
(Condensação, revisão / fixação de texto: LG)
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Nota do editor LG:
Último poste da série > 4 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27767: Fauna e flora (26): O crocodilo-do-Nilo nos "nossos" rios (Geba, Cacheu, Corubal...) - Parte I

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