terça-feira, 12 de junho de 2018

Guiné 61/74 - P18738: Tabanca Grande (465): Américo da Silva Santos Russa, ex-Fur Mil Alimentação da CCS/BART 3873 (Bambadinca, 1972/74)

1. Mensagem do nosso camarada Sousa de Castro (ex-1.º Cabo Radiotelegrafista, CART 3494/BART 3873, Xime e Mansambo, 1971/74) trazendo até nós um novo tertuliano, o Américo da Silva Santos Russa, ex-Fur Mil Alimentação da CCS/BART 3873 (Bambadinca, 1972/74):

Boa tarde, meus senhores
Em anexo um novo Tertuliano. 

Alfa Bravo, 
Sousa de Castro (SdC)


Apresento mais um camarada que tem confraternizado nestes dois últimos anos nos nossos encontros/convívios (CART 3494), nomeadamente no ano passado em Tondela e agora no que realizámos no passado dia 09 de Junho de 2018 em Seia. 

Dei-lhe conhecimento da existência da nossa tertúlia de combatentes da Guiné, convidando-o a fazer parte, o qual acedeu de imediato, com a promessa de no próximo ano participar no XIV convívio da Tabanca Grande. 

Pedi-lhe que me enviasse uma pequena estória de apresentação e as duas fotos da praxe sobre a sua passagem por terras da Guiné. Estou à espera. 

Devo dizer que para além de me parecer ser um bom amigo, é também uma pessoa de trato fácil, alegre e muito comunicativo. 

Passo apresentar:
- Américo da Silva Santos Russa, 
- ex-Fur Mil da Alimentação (vagomestre), 
- Integrou a CCS do BART 3873 em Bambadinca desde Dezembro de 1971 a Abril de 1974, 
- Nasceu a 10 de Agosto de 1950, é de Matosinhos, viveu como emigrante na cidade de Münster na Alemanha, fixou residência na cidade dos Besteiros, em Tondela. 
- Habilitações: Curso Geral do Comércio, na Escola Industrial e Comercial de Matosinhos, casado com Albina Rodrigues. 

 Américo Russa com o Carvalhido


 Bambadinca, entre 1972 e 1974

O Américo Russa enquanto elemento da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça

As aventuras de um vagomestre! 

Vão-me desculpar a falta, em alguns casos de memória, mas gostaria de contar um episódio hilariante, que aconteceu comigo em Bambadinca, já na parte final da minha comissão. 
Aqui vai.

No outro lado do Geba, creio ter sido Taibatá, corrijam-me se a memória me falha, houve um ataque em que as tabancas ficaram incendiadas e o fogo se via em Bambadinca. Depois do pedido de socorro, foram pedidos voluntários, e aqui o "grande operacional????", ofereceu-se logo para ir socorrer os nossos amigos. Quando dei por ela, perguntei aos meus botões, o que tinha feito, visto que nunca tinha disparado um tiro. Bom a única forma que encontrei foi escolher uns operacionais da CCAÇ 12, sendo eu o único branco no grupo. 

Então e aqui vem a parte hilariante, ao atravessar o Geba na piroga, diz-me o camarada Abibo Buaró:
- Furriel tu és branco, e de noite nota-se logo, (o ataque foi de noite). Portanto se houver tiros mete a cabeça no chão, e deixa a guerra para nós. Ah, e não dispares, pois que não percebes nada disto e ainda nos matas a todos. 

Por acaso caminhámos sem problemas até ao nosso destino, senão já viram a minha situação?
É que o meu amigo até tinha razão! 

Bem espero que vos tenha divertido com esta aventura.

********************

 Sousa de Castro e Américo Russa

Comentário do editor:

Caro Américo, caro ex-vizinho(?) e ex-colega de escola, sê muito bem vindo à tertúlia.
Permite-me desde já destacar um amigo comum, o José Magalhães, meu colega de trabalho durante muitos anos na APDL, e teu "colega" de Fanfarra, ele da dos Bombeiros Voluntários de Leixões.

O Sousa de Castro fez muito bem em te trazer até nós. Vê se dispões de algum tempo para nos enviar algumas fotos que tenhas do teu tempo de Bambadinca assim como uma ou outra memória escrita. Tiveste a responsabilidade de dar de comer à malta, às vezes, sabe-se lá, com ementas inventadas, adaptadas ao que havia no Depósito de Géneros, pelo que terás episódios interessantes para deixar para memória futura.

Peço desculpa por te ter roubado as fotos do teu facebook, excepção da em que estás com o SdC, mas fi-lo com intenção de melhor ilustrar a tua apresentação.

Em termos puramente estatísticos és o tertuliano 774.º.

Ficamos à espera das tuas notícias já que tens endereço de email.

Recebe, em nome dos editores e da tertúlia, um abraço e os votos de boa saúde.

Carlos Vinhal
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Nota do editor

Último poste da série de 8 de junho de 2018 > Guiné 61/74 - P18724: Tabanca Grande (464): Fernando Maria Neves Teixeira, ex-1.º Cabo Aux-Enfermeiro da CCAÇ 2404/BCAÇ 2852, Teixeira Pinto, Binar e Mansambo, 1968/70

4 comentários:

Amerco Russa disse...

Caro Carlos vinhal!
- Fiquei feliz , por o meu amigo Sousa de Castro , me ter levado até vós, e passo a corrigir algumas informações:
- Sim , sou de Matosinhos,onde permaneci até aos 39 anos, tendo emigrado com éssa idade para a Alemanha.Tendo-me reformado pela idade,estou a viver em Ferreirós do Dão- Tondela. -Claro que conheço o José Magalhães, que ainda hoje pertence aos B.V.de Leixoes e somos amigos, muito embora de associações de BV. diferentes. Quanto ao Carlos Vinhal, tenho uma ideia, pois que trabalhei na doca, como caixeiro de mar da SOFNA. Só para dar mais um pequeno toque, eu éra conhecido pelo nome de Russa e frequentava o café Lisbonense e o café "Palmeiras". Um abraço, e em breve mandarei notícias, da "nossa guerra", mais própriamente da "minha guerra" Até breve!

José Marcelino Martins disse...

Bem. Chega gente nova.
Senta-te e começa a contar histórias.
Pelos visto deves ter bastantes, Soldado e Bombeiro.
abraço

Amerco Russa disse...

Sim tenho algumas.- Que espero contar em breve.- Um abraço.

Amerco Russa disse...

As aventuras de um vaguemestre !
Vão-me desculpar a falta, em alguns casos de memória, mas gostaria de contar um episódio hilariante, que aconteceu comigo em Bambadinca, já na parte final da minha comissão.
Aqui vai:
- No outro lado do Geba, creio ter sido Taibatá, corrijam-me se a memória me falha,houve um ataque em que as tabancas ficaram incendiadas e o fogo se via em Bambadinca. Depois do pedido de socorro, foram pedidos voluntários, e aqui o "grande operacional????", ofereceu-se logo para ir socorrer os nossos amigos.
-Quando dei por éla, perguntei aos meus botões, o que tinha feito, visto que nunca tinha disparado um tiro.
Bom a única forma que encontrei foi escolher uns operacionais da CCAÇ12,sendo eu o único branco no grupo.Então e aqui vem a parte hilariante,ao atravessar o Geba na piroga, virou-se o camarada Abibo Buaró, que me disse o seguinte:-Furriel tu és branco, e de noite nota-se logo,(o ataque foi de noite). Portanto se houver tiros mete a cabeça no chão, e deixa a guerra para nós. Há e não dispares,pois que não percebes nada disto e ainda nos matas a todos.
Por acaso caminhamos sem problemas até ao nosso destino, senão já viram a minha situação!-É que o meu amigo até tinha razão!
Bem espero que vos tenha divertido com ésta aventura, e um até breve.