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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Guiné 61/74 – P27745: (Ex)citações (446): Viajando num velho “Cadillac” da vida. (José Saúde)




Viajando num velho “Cadillac” da vida






1. O nosso Camarada José Saúde, ex-Fur Mil OpEsp/RANGER da CCS do BART 6523 (Nova Lamego, Gabu) - 1973/74, enviou-nos a seguinte mensagem. 



 Camaradas, diivagando por um horizonte já curto por mim visionado, ouso usufruir de uma sumptuosa viagem num velho “Cadillac” da vida e lá vou debitando palavras que entendo como primordiais para uma sociedade aparentemente credora de valores, quiçá culturais, que se lança noutros patamares, mas cujos protagonistas parecem esquecer que o escritor, homem simples e honesto, é tão-só um ser humano cuja narrativa nos conduz a um sumptuoso mundo onde se consumem, por vezes, aquilo que o povo chama “assobiar para o lado”.

Sabeis, porque somos homens já crescidos, que a nossa virtualidade física é agora já uma simples ilusão. Caminhámos outrora por trilhos de uma Guiné onde nos deparámos com os mais diversificados contratempos. Éramos jovens e fazíamos jus à nossa condição física. Aliás, dávamos um “pontapé nas estrelas” e tudo parecia correr contra a infinidade de um tempo que depressa se definhe.

Mas, somos afinal pequenas e simples gotas de orvalho que num breve fechar de olhos se diluem em mantos deveras suturados de plenas incertezas. Conheço o meu corpo, sei o que fui e o que hoje sou. Porém, já nada como dantes. 

Com 55 anos, quando a vida parecia-me correr às mil maravilhas, só que inesperadamente fui surpreendido com um AVC que me deixou entre a vida e a morte. Sobrevivi, recuperei a minha mente, e lancei-me, com maior cuidado, à condição de escritor, muito embora a minha vida fosse pautada por uma eficaz entrega ao mundo do jornalismo ao largo de dezenas de anos. Tenho, ainda, Carteira Profissional de Jornalista, atualizada, e continuo a escrever para órgãos de comunicação social.

Todavia, escrever para deixar memórias sempre me seduziu. No meu 12º livro trago a público um conjunto de realidades que passam, obviamente, pela temática do AVC. Escrevo o que é saber lidar com um AVC, toda a sua estatística, a sua conjetura e um conjunto de opiniões de companheiros que a dada altura das suas vidas se viram constrangidos com a sinistra realidade.

A Colibri, Lisboa, tem sido o palco dos meus diversificados livros. Neste contexto, afirmo-o, com segurança, que no dia 3 de março, terça feira pelas 18h00, 2026, a Biblioteca Municipal de Beja José Saramago, será o local ideal para a apresentação da minha última obra. 

Farei, simultaneamente, uma tarde também musical, onde estará presente o Grupo de Cantadores Desassossego, de Beja, e o cantor Ruben Lameira. 

Abraço camaradas e um até já

Zé Saúde
Fur Mil OpEsp/RANGER da CCS do BART 6523

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