quinta-feira, 28 de julho de 2016

Guiné 63/74 - P16342: (Ex)citações (314): A faca de mato, original, que usávamos no CTIG... Um ícone que "passeou" comigo, de Guileje e Gadamael a Nhacra e Paunca, entre 1972 e 1974... (J. Casimiro Carvalho, ex-fur mil op esp / ranger, CCAV 8350 e CCAÇ 11)


Foto: © J. Casimiro Carvalho (2016). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. "Coisas que passearam comigo na Guiné...1972-74", diz ele, o osso "herói de Gadamael" (que a Pátria deve-lhe muito, no mínimo  uma cruz de guerra,  mesmo que seja de ferro enferrujada!... À atenção do senhor inquilino de Belém que zela pelos valores e pelos heróis pátrios)...

"Material icónico, por demais conhecido no Blogue (em fotos desses tempos), são os originais", garante ele... O camuflado, as divisas de furriel, o cinturão, a faca de mato... 

Estamos a falar do J. Casimiro Carvalho [ex-fur mil op esp/ranger, CCAV 8350 e CCAÇ 11, Gadamael, Guileje, Nhacra e Paúnca, 1972/74; membro da nossa Tabanca Grande, tem cerca de 70 referências no blogue; vive na Maia; é um bom amigo e melhor camarada, além de pai e avô babado...

É pena não se ver a faca de mato inteira, com a lâmina inox... Muito menos o nome do fabricante.  Há aqui um tira-teimas: era alemão ou português do Minho ?...

Mas esta era a nossa verdadeira faca de mato (a avaliar pelo cabo em osso e pela baínha em cabedal) que o exército disponibilizava, pelo menos aos graduados... Vamos pedir ao dono para nos mandar uma foto da faca, desembainhada, de  corpo inteiro, nuínha em folha, da ponta ao cabo... Há um inquérito a decorrer sobre a "faca de mato" e os usos e costumes dos seus donos... Ver blogue, ao canto superior esquerdo. É só clicar nas respostas (uma ou mais apropriadas)... Até por volta das 20h30 do dia de hoje, hora a que fecha a urna eletrónica...

10 comentários:

Anónimo disse...

Comentários ao nosso inquérito no facebook da Tabanca Grande sobre a faca de mato:

(i) Augusto Carolino Carvalho:

Fazia de tudo um Pouco.

(ii) Florival Luz:

Era de s«certesa a segunda amiga porque dava para tudo, até para abrir as latas de concerva.

(iii) Jose Lavrador Sintra:

A última defesa pessoal.

Anónimo disse...

Mais comentários sobre a faac de mato, no Facebook da Tabanca Grande:

(i) Alfredo Sobral:

Eu tive que devolver todo o armamento, do qual a faca de mato fazia parte, só fui usado, não roubei nada,

(ii) Carlos Ferreira;

No meu tempo, usava o sabre-baioneta da Kaksh [Kalash ?].

(iii) Manuel Amaro:

A minha chamava-se "bisturi" e entreguei junto com o restante material de guerra...

(iv) Jose Augusto de Araujo:

Pois eu trouxe a minha, e ainda hoje está capaz de fazer a barba!...

Anónimo disse...

Ah. Ganda maluco Casimiro Carvalho, dá para ver que estás preparado para embarcar de novo. Salta-me a tampa toda quando vejo um Camargo nestes preparos. Só falta a canhota da G3 e daí não sei.

Grande abraço do
Joaquim Sabido
Évora

Anónimo disse...

Ah ganda maluco que é o nosso Casimiro de Carvalho. Estás pronto para o embarque. Como dá para ver só te falta a canhota, no mais, tens tudo em ordem, salta-me a tampa toda quando vejo um Camarada nestes preparos.

Grande abraço e boas férias.
Joaquim Sabido
Évora

Anónimo disse...

Já agora deixem-me dizer que os piras em 74 já não tiveram direito a nada, nem mesmo à aqui falada faca. Nem de Guimarães, nem da Alemanha. Vaquinha de mato ? Zero.
Provavelmente a velhice ficou com as que havia em stock.
Joaquim Sabido

Sousa de Castro disse...

Ao contrário do que se diz no poste em apreço, a faca do mato não era só disponibilizada aos graduados, mas sim a todos soldados, pelo menos na CART 3494 foi assim. Fazia parte do armamento que tive de entregar no fim.

SdC

António José Pereira da Costa disse...

OK Sousa Castro

Confirma-se a minha ideia de que as últimas unidades operacionais recebiam uma faca-de-mato por homem. como se fosse uma peça de equipamento individual.

Um Ab e bom fds
António J. P. Costa

Anónimo disse...

Peço desculpa meus Camaradas, nosso Coronel artilheiro, mas nada disso se confirma.

De facto, os periquitos de 74 apenas tiveram direito a permanecer menos tempo na Guiné. Nada mais. Não tiveram direito a nenhuma faca de mato, nem para graduados muito menos para os Camaradas não graduados.

Levar no capacete ainda levámos, mas facas de mato à borla, nem vê-las. Ou seja, nem vistas nem "ouvistas", o Dr. Relvas não diria melhor.

Provavelmente, a velhice gastou o stock de facas de mato que se encontrava disponível para o CTIG.

Grande abraço.
Joaquim Sabido
Évora

Anónimo disse...

Amigos e camaradas,
A CCaç 3327 não distribuíu facas de mato pelos seus militares. Se bem me lembro, todo o material era requisitado pelas unidades e de acordo com as suas necessidades. Foi assim quando aquela CCaç se deslocou para a Mata dos Madeiros.
Naturalmente que em outras situações poderá ter havido outro tipo de aproximação.
Claro que, como em tudo na vida, havia limites nas requisições. Aqui refiro viaturas e armas pesadas. Certamente que o nosso camarada e amigo António J. P. Costa, comandou tropas na Guiné. Para ele fica o respeitoso desafio para nos elucidar um pouco mais sobre como as requisições eram feitas.
Um abraço,
José Câmara

Anónimo disse...

Boa tarde camaradas,
Tambem na minha companhia a cart. 6552, cacine, cameconde, cabedú, catió e. . cufar/cumeré só de passagem, a faca de mato foi distribuida a todos o elementos da mesma.
Quanto ao casemiro carvalho é bom revelo na imagem, pois tenho boas recurdações dele em cacine, passamos momentos agradaveis no meio daquela confuzão toda em junho de 1973.

Um abraço muito forte para toda a tabanca
Manuel Ribeiro
Furriel Mil.
cart.6552