quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Guiné 63/74 - P7490: Agenda Cultural (96): Apresentação do livro Lugares de Passagem, de José Brás, dia 6 de Janeiro de 2010, pelas 18 horas na Biblioteca José Saramago, em Loures

Convite para assistir à apresentação do livro "LUGARES DE PASSAGEM", de José Brás, a ter lugar no dia 6 de Janeiro de 2011, às 18 horas, na Biblioteca José Saramago, em Loures



BIOGRAFIA SINTÉTICA

- José Brás
- Nasceu em Alenquer
- Colaborador da Secção cultural do União Desportiva Vilafranquense entre 62 e 65
- Fez parte dos Grupos de Forcados Académicos e Amadores de Vila Franca entre 64 e 70
- Fez a tropa e a guerra colonial na Guiné entre 65 e 68
- entrou para a TAP como tripulante comercial em 72
- foi animador cultural na zona de Loures onde organizou o Pelouro da Cultura do Município
- foi Autarca, presidente da Junta de Freguesia de Loures entre 81 e 85
- foi Prémio Revelação da APE em 86 na categoria "Ficção Narrativa" com o livro "Vindimas no Capim" editado em 88 pela Europa-América
- foi eleito Presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo em 89 até 97
- foi coordenador da Frente Sindical na TAP entre 93 e 95
- reformou-se em 97 e fundou a Escola de Pilotagem AEROMONTE, em Montemor-o-Novo, tendo sido fundador e dirigente da APAU -Associação de Portuguesa de Aviação Ultraleve
- colabora com Luís Graça no blogue luisgracaecamaradasdaguine, com blogue Luso Poemas e com Poetas da Planície
- tem poemas seus no próximo disco de fado de Carlos do Carmo



LUGARES DE PASSAGEM
SINOPSE


Filipe Bento é o ficcionado narrador de "Vindimas No Capim", livro que deu a José Brás, em 1987, o Prémio Revelação da APE na modalidade de ficção narrativa, editado por Publicações Europa-América em 1988.

Em "Lugares de Passagem", Filipe Bento pretende sair do seu estado ficcional e tornar-se autor de uma série de estórias que terá guardado e amadurecido nos anos que decorreram desde a publicação de "Vindimas".

No sentido de passar ao papel tais estórias, e tendo consciência das suas dificuldades com escrevente narrador, busca a quem lhe possa ajudar na tarefa, e, "diz o roto ao nú...", nada mais natural que o faça junto de José Brás a quem havia prestado o favor de se assumir como narrador das peripécias no livro anterior.
Porém, Filipe Bento resolve pôr a limpo um facto mal contado então, dando a público a informação de que o verdadeiro autor de "Vindimas no Capim" havia sido um tal Arnaldo, neto de um personagem anterior e ainda presente de memória, José da Bonança, ou José da Venância, ou José de Matos Luís ou Luís de Matos, confusão de nomes que não chegou nunca a apurar-se com certeza certa, nem em Vindimas no Capim, nem, agora, em Lugares de Passagem, fenómeno muito presente no convívio quotidiano entre gente de aldeia, inclinando-se mais o narrador para que seja José Luís de Matos o seu nome de baptismo, de onde parece vir o sobrenome do Arnaldo de Matos, ao que parece, seu amigo desde os bancos da escola primária.

Lugares de passagem começou por chamar-se em projecto "Lisboa, lugar de passagem", porque Lisboa sempre o foi para mim, para o Filipe e talvez que para o Arnaldo, primeiro, lugar de ir e voltar no comboio de Vila Franca de Xira ou na carreira da Bucelence, depois, caminho da guerra colonial aonde se ia sempre com hipóteses de não voltar, e, mais tarde ainda, nos aviões entre aeroportos do mundo.

Contudo, porque aeroportos sempre foram para nós, cidades, gente, vida para além de lugares de ausência que são quase sempre, apenas partidas e chegadas, no decorrer da escrita apareceu como melhor o actual título.

Lugares de Passagem é, assim, uma tentativa de viajar por dentro de gente que habita as cidades dos aeroportos, uma tentativa de visão sobre o comum e global desejo de felicidade das pessoas, através dos anseios individuais e a conflitualidade permanente nesse jogo de aproximar e afastar.

Subitamente, Filipe Bento, o ficcionado narrador de "Vindimas no Capim", resolve também contar histórias e exige trocar de lugar, isto é, que lhas escreva alguém que descobrirá que tais histórias são restos alterados de outras que lhe teria, em tempos recuados, contado eu, Arnaldo. Ou José Brás, porque destrinçar entre os dois não tem qualquer interesse.

Não é um livro de contos, não é um romance, não sei se é o que o autor, seja ele quem for, quer que seja, a tal viagem de partidas e chegadas aparentemente desligadas umas das outras mas que o leitor ligará por invisível fio paralelo e exterior, segundo a leitura de cada um, como se insinua nas apresentações iniciais.
Na minha terra os pequenos agricultores, acabada a sementeira, olhavam-na com alguma ansiedade e murmurando "benza-te Deus".

Em princípio, porque agnóstico, não é "politicamente correcto" dizê-lo eu.
Contudo, digo-o como o dizia o avô José da Bonança, não pelo lucro material que possa ou não vir a dar-me, mas, vindo tempo a feição, pelo lucro espiritual que possa trazer, a mim, semeador, e a outra gente que o colher.
Benza-te deus!

José Brás
__________

Nota de CV:

Vd. último poste da série de 15 de Dezembro de 2010 > Guiné 63/74 - P7442: Agenda Cultural (95): Convite para sessão de defesa da dissertação Os militares portugueses na Guiné-Bissau: da contestação à descolonização, Lisboa, ISCTE, 6ª feira, 17

3 comentários:

Torcato disse...

Gente de muitos mundos,
Gente de muitos nomes e vidas,
Gente da terra, da terra.
Espero por essa narrativa,esse contar de vidas...gostei de Vindimas no Capim (dificil de encontrar, só por deferência) e este demorou 86/88??? a 2010??? muito tempo...

Espero e desejo que tenhas a melhor sorte do mundo.
Tens boas pessoas na mesa um e depois a mulher que melhor entrevista (va?)na dois.

Um abraço forte do T.

Anónimo disse...

Sim.
Obrigado pelo convite.
Em princípio, vou estar em Loures.
Até porque, além da TAP, Loures foi um dos nossos Lugares de Passagem.
Eu, muito mais tarde, em 1992/3.

Um Abraço

Manuel Amaro

José Marcelino Martins disse...

Para mim tambem é Lugar de Passeagem (diária e obrigatória)

Aos responsaveis pelo evento, agradeço reserva de lugar na primeira fila.

Quero, alem de dar um abraço ao autor e amigo Zé Brás, abraçar os restantes camarigos.

Bom Natal
Bom Ano
Até ao Dia de Reis