terça-feira, 16 de setembro de 2014

Guiné 63/74 - P13614: Histórias da CCAÇ 2533 (Canjambari e Farim, 1969/71) (Luís Nascimento / Joaquim Lessa): Parte XXII: No T/T Niassa,, em 24/5/1969, a caminho do "desterro"... (Agostinho Evangelista, 1º pelotão)


Chaves , BCAÇ 10 (?) > CCAÇ 2533 > Desfile antes da partida para Lisboa, para embarque, em 24/5/1969, no  N/M  com destino ao TO da Guiné. À frente das suas torpas, o cap inf  Sidónio Martins Ribeiro da Silva, hoje cor inf ref.



T/T Niassa > Maio de 1969 > Uma imagem repetida até à exaustão; o transporte de tropas era feito em cargueiros, mistos, adaptados... As condições a bordo eram execráveis... Neste caso foram transportadas 13 companhias independentes.

Fotos do livro "Histórias da CCAÇ 2533" [Edição e legendagem: LG]



1. Continuação da publicação das "histórias da CCAÇ 2533", a partir do documento editado pelo ex-1º cabo quarteleiro, Joaquim Lessa, e impresso na Tipografia Lessa, na Maia (115 pp. + 30 pp, inumeradas, de fotografias). (*)

Mais dois episódios naarados pelo sold Agostinho Gomes Evangelista, do 1º pelotão:

 (i) natural de Viana do Castelo, o autor passou trambém pelo BCAÇ 9;

(ii) partida para o TO da Guiné no T/T Niassa, em 24 de maio dce 1969 (com outras subunidades, incluindo a CCAÇ 2590, mais tarde CCAÇ 12, a que pertenceu o nosso editor Luís Graça), revista às tropas em parada, na oresença do gen Spínola, e viagem de LDG até Farim (pp. 80/81).


Registe-se, mais uma vez, como facto digno de nota, que esta publicação é uma obra coletiva, feita com a participação de diversos ex-militares da CCAÇ 2533 (oficiais, sargentos e praças), num esforço esforço de partilha de memórias comuns...

A brochura, com cerca de 6 dezenas de curtas histórias (de 1 a 2 pp.), e proiusamente ilustrada (c. meia centena de fotos), chegou-nos às mãos, em suporte digital, através do Luís Nascimento, que vive em Viseu, e que também nos facultou um exemplar em papel. para consulta. Até ao momento, ele é o único representante da CCAÇ 2533, na nossa Tabanca Grande, apesar dos convites, públicos, que temos feito aos autores cujas histórias vamos publicando.

Temos autorização do editor e autores para dar a conhecer, a um público mais vasto de amigos e camaradas da Guiné, as aventuras e as desventuras vividas pelo pessoal da CCAÇ 2533, companhia independente que esteve sediada em Canjambari e Farim, região do Oio, ao serviço do BCAÇ 2879, o batalhão dos Cobras (Farim, 1969/71). (LG)







Foto de Canjambari, presume-se. Do álbum do Luís Nascimento (aqui, ao centro, sentado) (p. 80)





(Continua)
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5 comentários:

Luís Graça disse...

"Guiné - castigo pior era difícil"... Se calhar. esta opinião estava generalizada entre malta que estava em idade de ir para a tropa e para a guerra, no nosso tempo (anos 60/70)... O Agostinho bem podia falar por todos nós...

Luís Graça disse...

Ainda há dias o meu amigo Jaime Bonifácio Marques da Silva, que foi alf mil paraquedista em Angola (BCP 21, 1970/72) me confidenciava que, entre os sargentos paraquedistas, era frequente ouvir conversas em que tomava a Guiné como o TO onde se me podia mostrar e avaliar a valentia de um paraquedista. "Ir para o ferro" era oferecer-se para combater na Guiné ou ir parar á Guiné... Era a guerra a sério... Nada que se comparasse com Angola ou até mesmo o com norte de Moçambique...

Cesar Dias disse...

Por alguma razão os castigados cumpriam pena em Cabo Verde, desde o inicio da guerra passou a ser na Guiné.

José Pedro Neves disse...

Talvez por termos estado e passado "bons" maus momentos, na Guiné, une-nos um sentimento de camaradagem, que só vejo na Tabanca Grande e suas "sucursais". Por vezes a falar com outros antigos combatentes, que cumpriram a comissão noutros TO, não "vejo" o mesmo sentimento que nos une e é visível no "Luís Graça & Camaradas da Guiné. Um Abraço a todos os Camaradas.

Arménio Almeida disse...

A única coisa boa que a guerra na Guiné fês foi alguma grandes amizades.
Em Catió senti isso. uma vez em serviço no porto exterior o Furriel Miliciano Fausto Mendes mais um grupo de praças voluntários e contra a vontade do Comandante foram levar-me uma refeição quente (o jantar)Grande amigo que já não está entre nós, nosso inimigo comum a morte já vitimou. Espero poder abraçá-lo na ressurreição.
É pena que essas amizades não tenham resultado noutras circunstâncias.
Que bom seria termos tido a consciência que a guerra não é a solução para os problemas dos povos e todos tivéssemos recusado ter sido combatente numa guerra injusta