quinta-feira, 9 de junho de 2016

Guiné 63/74 - P16183: Estórias avulsas (85): "Naja nigricollis" emboscada no Xime na cama de um furriel… teve um fim triste e dramático (Jorge Araújo, ex-fur mil op esp /Ranger, CART 3494, Xime e Mansambo, 1972/74)



Mensagem de Jorge Araújo, com data de 23 de maio último: 

Caros camaradas

Eis mais uma narrativa histórica para alinhamento da sua publicação no Blogue da Tabanca Grande

Trata-se de um episódio mui sui generis da campanha africana da CART 3494, no Xime, que resultou de nova visita ao baú de memórias… que dá a ideia de não se esgotar.

Um abraço.

Jorge Araújo.


















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Nota do editor:

Último poste da série > 1 de fevereiro de  2016 > Guiné 63/74 - P15695: Estórias avulsas (84): A minha primeira missão (Abel Santos, ex-Soldado Atirador da CART 1742)

1 comentário:

Tabanca Grande disse...

Amigos e camaradas:

Alguns de nós, se calhar a maioria, tema fobia das cobras... Há mesmo camaradas nossos que detestam ouvir falar, quanto mais ler iou ver... Esta fobia parece estar inscrita no nosso ADN, fruto de milhões de anos de evolução e de conflitualidade entre os primatas e os répteis...

Mas o problema também é social, tem a ver com a nossa matriz cultural: para os gregos da Antiguidade Clássica, a serpente era um animal sagrado, associado ao conhecimento e à sabedoria (veja-se o cadaceu, que é o símbolo da farmácia e da medicina)...

Já para o outro ramo da nossa matriz cultural europeia, o ramo judaico-cristão, a serpente era (é) a personificação do diabo, foi ela (e a mulher...) a responsável pelo pecado original, a nossa expulsão do Paraíso, a condenação ao trabalho, o parto com dor, e todas as demais desgraças que se abateram sobre a pobre humanidade... Enfim, a maldita "caixinha de Pandora" simbolizada na árvores do Paraíso e do fruto proibido...

Quem não pode mesmo vê-las nem cheirá-las (nem sequer ouvir falar delas!) é o Eng Agr Jorge Picado, membro da Tabanca Grande de longa data.