quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Guiné 63/74 - P16417: Álbum fotográfico de Adelaide Barata Carrêlo, a filha do ten SGE Barata (CCS/BCAÇ 2893, Nova Lamego, 1969/71): um regresso emocionado - Parte VI: Bafatá, parte velha


Foto nº 1 > O supermercado das libanesas (à esquerda) eo edifício da antiga Casa Gouveia


Foto nº 1 A > O supermercado das libanesas, em primeiro plano


Foto nº 1 B > O  edifício da antiga Casa Gouveia: está para alugar ou vender...



Foto nº 2 >  A antiga rua principal com destaque, à esquerda, para o edifício da antiga Casa Gouveia... Deduz-se, pelos postes de iluminação pública, que a cidade já não se deita às escuras... E parece estar mais "limpinha": há contentores para o lixo!... E na rua das libaneses há 3 viaturas automóveis com ar de novas... Durante anos, o que se via nas ruas da parte velha de Bafatá eram viaturas abandonadas... Algo está a mudar, na nossa "querida princesa do Geba"...



 Fotop nº 3 - O velho mercado da cidade


Foto nº 4 >  A estátua de Amílcar Cabral, filho de Bafatá e pai da nacionalidade


Foto nº 5 > Restos da bomba de gasolina da SACOR


Foto nº 6 > O hospital regional, ao cimo da rua principal, do lado direito... É outra herança colonial

Guiné-Bissau > Região de Bafatá >  Outubro de 2015 >  Bafatá > Parte velha


Fotos (e texto): © Adelaide Carrêlo (2016). Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
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Nota do editor:

Último poste da série > 23 de agosto de 2016 > Guiné 63/74 - P16413: Álbum fotográfico de Adelaide Barata Carrêlo, a filha do ten SGE Barata (CCS/BCAÇ 2893, Nova Lamego, 1969/71): um regresso emocionado - Parte V: Em Bafatá, reencontrando o sr. Dinis, da Escola de Condução Automóvel

6 comentários:

António José Pereira da Costa disse...

Olá Camaradas

Não tenho nada a ver com esta situação.
A Guiné é um país independente, senhor dos seus destinos e detentor de uma bandeira que, ao que parece, custou a ganhar.
Sinceramente não entendo como é que a Bafatá de hoje é assim. Pobre, sem movimento e praticamente sem população. Dá-me ideia de que hoje vivem lá menos guineenses do que no tempo da guerra e tenho pena, que cheguei a admitir que ali se iria viver de outra maneira e melhor.

Um Ab.
António J. P. Costa

Tabanca Grande disse...

Bafatá está a mexer, apesar de tudo...


Ver aqui:

Bafatá Misti Iagu: abastecimento de água mais sustentável
Foi lançado um documentário que resume o projecto coordenado por David Afonso
Texto de Inês Almeida • 15/12/2012 - 15:00

http://p3.publico.pt/actualidade/ambiente/5721/bafata-misti-iagu-abastecimento-de-agua-mais-sustentavel


(...) No dia 5 de Dezembro, foi divulgado um documentário que retrata um projecto realizado numa cidade da Guiné-Bissau, em Bafatá. Bafatá Misti Iagu (Bafatá Quer Água) consiste no acesso ao serviço de água mais sustentável para a população. Dedicaram-se, também, à instalação de um modelo de gestão do abastecimento para assegurar a água.

De acordo com David Afonso, coordenador do projecto, "o Bafatá Misti Iagu passou de projecto de cooperação de desenvolvimento a serviço de abastecimento de água a alguns bairros da cidade, gerido por uma associação local, a ASPAAB”.

O documentário é um resumo deste projecto, desenvolvido entre Janeiro de 2010 e Junho de 2012. O principal objectivo é “assegurar o acesso a fonte melhorada de água para mais 11.700 mulheres e homens de Bafatá, e atingir assim um nível de cobertura de 79% da população em 2015, ultrapassando a meta dos ODM para a Cidade de Bafatá” afirma David.

Para além dessa finalidade, o coordenador assume que, em simultâneo, quer “reforçar a autonomia na gestão da ASPAAB e dotar esta associação local das competências necessárias para a implementação de projectos de sua iniciativa própria, garantindo assim a sustentabilidade do serviço”. Neste momento, o Bafatá Misti Iagu já contribuiu para o aumento de 45% no acesso da população a água mais sustentável e segura — quando antes eram 20%.

Engenheiros sem fronteiras
O projecto é orientado por David Afonso e promovido pelos Engenheiros sem fronteiras da Organização Não Governamental TESE – associação para o desenvolvimento (TESE-ESF). Mantém também uma parceria com a Associação de Saneamento Básico, Protecção de Água e Ambiente de Bafatá (ASPAAB). A Empresa Portuguesa de Águas Livres também contribuiu com o seu apoio.(...)

Tabanca Grande disse...

Bairros de Bafatá com melhor acesso à água com o Projeto “Bafatá Misti Mas Iagu”
Publicado a 30 Janeiro, 2015 por Ana Pereira em noticias

Renováveis Magazine . Revista técnico-profissional
http://www.renovaveismagazine.pt/?p=10069

(...) Dois furos com capacidade de 18 m3/hora; onze fontanários novos em três bairros diferentes, um reservatório reabilitado e vários quilómetros de condutas subterrâneas reparados.

Estes são os resultados a que a TESE Sem Fronteiras, a ASPAAB – Associação de Saneamento Básico Proteção da Água e Ambiente de Bafatá (enquanto entidade gestora do serviço de abastecimento de água) e a Direção Geral de Recursos Hídricos (proprietária das infraestruturas) se propõem com a obra iniciada no âmbito do projeto “Bafatá Misti Mas Iagu – Abastecimento de Água à Cidade de Bafatá II”, e que pretende aumentar a quantidade de água de fonte melhorada disponível para fornecimento à cidade de Bafatá, na Guiné-Bissau.

Com uma duração estimada de quatro meses e avaliação em cerca de 250 mil euros, a obra inclui ainda a instalação de três geradores fotovoltaicos para o funcionamento de bombas submersíveis.

No final, serão ainda realizados testes de pressão e estanqueidade nos diferentes pontos da rede de abastecimento de água que visa beneficiar cerca de 15 000 habitantes da cidade de Bafatá.

Segundo Giacomo Tedesco, da TESE Sem Fronteiras, “a obra insere-se na reabilitação e expansão de infraestruturas nos bairros Praça, Ponta Nova, 1, 2, 3, 4 e 5 de Bafatá, previstas pelo projeto para Março de 2015.”

O “Bafatá Misti Mas Iagu” é promovido pela TESE Sem Fronteiras, com os parceiros ASPAAB e Agência Holandesa de Desenvolvimento (SNV), com os associados Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) e Delegacia Regional de Recursos Hídricos de Bafatá (DRRH-B). O projeto é financiado pela União Europeia e pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua. (...)


Antº Rosinha disse...

Comparando o desenvolvimento da Guiné sem petróleo nem outras matérias primas (diamantes da Serra Leoa, Cobre e Urâneo do ex-Congo Belga, Zaire, nem dos riquíssimos Angola e Nigéria), o povo da Guiné vive mais tranquilamente e evoluído que os povos desses países riquíssimos.
Claro que os governantes do PAIGC não têm os palacetes como os do MPLA e outros, mas também têm umas casitas ali para Cascais e Sintra.
Em África, quanto mais riquezas naturais, mais perigo para a qualidade de vida do povo.




Hélder Valério disse...

Ora bem, as fotos da Adelaide são de facto, por um lado a manifestação prática do seu amor àquela terra e por outro reveladoras de uma decadência que atingiu Bafatá, relativamente ao nosso imaginário quando ela era a principal 'porta para o leste', sede de Batalhão e mais Unidades de apoio, sede de CAOP, etc.

Essa decadência já foi por aqui (e noutros sítios) bastante referida, sabendo-se que houve um incremento do Gabú (Nova Lamego). Qustões demográficas? Questões estratégicas? Questões políticas? ('castigar' a terra de Amílcar?). Por motivo dessa divulgação anterior não me parece haver lugar a grandes surpresas, no fundo esses 'retrocessos' vão ao encontro das 'sensibilidades' que se esforçam por 'demonstrar' a inutilidade do que se passou...

Também eu, à semelhança do que escreve o Tó-Zé P. da Costa não tenho nada a ver com esta situação, já que a Guiné de hoje é um país independente, senhor dos seus destinos e detentor de uma bandeira que, ao que parece, custou a ganhar. Também confesso que cheguei a admitir que ali se iria viver de outra maneira e melhor, embora compreenda que a dinâmica das pessoas e dos locais seguem 'lógicas' diferentes do que imaginamos.

Mas as notícias que aqui nos vão chegando de que algumas coisas 'mexem, e mexem no bom sentido, sempre nos trás algum alento.

Hélder Sousa

Adelaide Barata disse...
Este comentário foi removido pelo autor.