segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Guiné 61/74 - P17047: "Expedicionários do Onze a Cabo Verde (1941/1943)", da autoria do capitão SGE José Rebelo (Setúbal, Assembleia Distrital de Setúbal, 1983, 76 pp) - Parte II: Mobilização do batalhão e composição das companhias (2)



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Capa da brochura, "Expedicionários do Onze a Cabo Verde (1941/1943)", da autoria do capitão SGE José Rebelo (Setúbal, Assembleia Distrital de Setúbal, 1983, 76 pp. inumeradas, il.)



Foto do autor, José Rebelo, capitão SGE que foi em 1941/43 um dos jovens expedicionários do RI I1, então com o posto de furriel. Não sabemos se ainda hoje é vivo, mas oxalá que sim, tendo então a bonita idade de 96 ou 97 anos. Em qualquer dos casos, este nosso velho camarada  é credor de toda a nossa simpatia, apreço e gratidão.


A brochura que estamos a reproduzir é uma cópia, digitalizada, em formato pdf, de um exemplar que fazia parte do espólio  do Feliciano Delfim Santos (1922-1989), que foi 1º cabo da 1ª companhia do 1º batalhão expedicionário do RI 11, pai do  nosso camarada e grã-tabanqueiro Augusto Silva dos Santos (que reside em Almada e foi fur mil da CCAÇ 3306/BCAÇ 3833, Pelundo, Có e Jolmete, 1971/73) (*)

Trata-se de um conjunto de crónicas publicadas originalmente no jornal "O Distrito de Setúbal", e depois editadas em livro, por iniciativa da Assembleia Distrital de Setúbal, em 1983, ao tempo do governador civil Victor Manuel Quintão Caldeira. A brochura, ilustrada com diversas fotos, tem 76 páginas, inumeradas.

Além do pai do Augusto Silva Santos, o 1º cabo Feliciano Delfim Santos (1922-1989), temos conhecimento de mais um expedicionário do RI 11, familiar de uma camaradas nosso, membro da Tabanca Grande: trata-se do tio do Benjamim Durães, o soldado atirador António Joaquim Durães. Seria interessante podermos identificar mais... A maior parte do pessoal do 1º batalhão do RI 11 era originário do distrito de Setúbal (LG)

6 comentários:

manuel amaro disse...


O Capitão José Rebelo, depois desta aventura em Cabo Verde, como furriel, cumpriu serviço em Timor, como sargento, durante muitos anos. No regresso à Metrópole, por volta de 1960, fez a Escola de Sargentos, em Águeda e após promoção a alferes, comandou a Guarda Nacional Republicana em Tavira, até 1968. Como homem de cultura, colaborava semanalmente, no Jornal "Povo Algarvio", onde o conheci, pessoalmente. Em 1969, já capitão, era o Comandante da Companhia da Formação no Hospital Militar da Estrela, em Lisboa.

Tabanca Grande disse...

Manuel Amaro, muito me contas... Será que ele ainda é vivo ? Podes ser que alguém, além de ti, o tenha conhecido... na vida militar ou civil.

Vou pedir ao Hélder Sousa, ao Augusto Silva Santos e ao Benjamim Durães que investigem algo mais sobre este bravo expedicionário do RI 11...

E por falarm em "homens de cultura", recorde-se aqui o escritor Manuel Ferreira, o autor de "Hora de Biai", que foi para Cabo Verde, em 1941, como expedicionÁRIO, ...acabando por casar no Mindelo e ficar lá 6 anos... Julgo que também era furriel. É hnatural da Gândara dos Oliveis, Narrazes, Leiria, terra onde tenho amigos.

alma disse...

Conheci muito bem o Escritor, Manuel Ferreira. Chegou a Capitão e foi Professor Convidado da Faculdade de Letras. Lembro-me de o ver dançar com a Mulher e faziam um belo par. Abraço J.Cabral

Anónimo disse...


Não há muita informação na Net sobre ele... Muito menos osbre a sua carreira militar...Sei que era casado com uma senhora do Mindelo, de quem teve dois filhos. LG
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Infopedia Dicionários Porto Editora > Manuel Ferreira

Escritor português, nascido em 1917, em Gândara dos Olivais, em Leiria, e falecido em 1994, em Lisboa, frequentou os cursos Comercial e de Farmácia dos liceus; licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas. Mobilizado como expedicionário para Cabo Verde, em 1941, aí permaneceu seis anos, tendo convivido com os grupos das revistas Claridade e Certeza, fazendo ainda parte da sua vivência ultramarina estadias na Índia, Angola e Guiné. Como docente e estudioso da literatura africana, publicou numerosos estudos; fundou e dirigiu a revista África e as edições ALAC e criou, na Faculdade de Letras de Lisboa, a cadeira de Literatura Africana em Língua Portuguesa. Colaborou em numerosas publicações periódicas portuguesas e estrangeiras, como Vértice ou Seara Nova; organizou as antologias No Reino de Caliban (3 vols., 1975, 76, 96) e 50 Poetas Africanos. Antologia Seletiva (1989). Ficcionista e autor de literatura infantil, a sua obra encontra-se traduzida em várias línguas, tendo recebido os prémios Fernão Mendes Pinto, em 1958, por Morabeza; Ricardo Malheiros, em 1962, por Hora di Bai, e o Prémio da Imprensa Cultural da Província por A Aventura Crioula, em 1967. Na esteira do neorrealismo, a sua obra reflete, inicialmente, o seu amor pelo arquipélago de Cabo Verde, integrando uma novelística de raiz africana, onde a perspetiva realista serve, sem cair em interesse etnográfico ou gosto pelo exótico, a evocação do cosmorama humano e da cultura africana.

Manuel Ferreira in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-02-13 19:48:19]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/$manuel-ferreira

manuel amaro disse...


Não sei mais do Capitão Rebelo. Antes desta informação, na Tabanca, tinha sabido por mero acaso, que ele e o Coronel Pontes Miquelina, (que também tinha sido meu Comandante de Companhia), eram colaboradores das Entidades Oficiais (Município, Governo Civil e outras), em Setúbal. Talvez a Liga dos Combatentes tenha mais informação.

Anónimo disse...

De: Augusto Silva Santos

Luís, sobre o Capitão José Rebelo, infelizmente não tenho mais nada a acrescentar para além do que já foi dito / escrito.

Tenho tentado encontrar ex-camaradas do meu pai do RI 11 em Cabo Verde, mas infelizmente a informação obtida é de que já faleceram. Também não tenho encontrado documentação disponível nos familiares contactados.

Abraço