domingo, 2 de janeiro de 2022

Guiné 61/74 - P22869: Tabanca dos Emiratos (7): Expo' 2020 Dubai UAE - Parte II (B): A Presença dos Países da CPLP: Angola, Moçambique e Timor-Leste (Jorge Araújo)

 


“APONTAMENTOS” DA «EXPO 2020»

(DUBAI - 01Out2021 / 31Mar2022) 


PARTE II (B)

A PRESENÇA DE PAÍSES DA CPLP 

(Guiné-Bissau / Cabo Verde / São Tomé e Príncipe / Angola / Moçambique / Timor-Leste)



Jorge Araújo, ex-fur mil op esp / ranger, CART 3494 / BART 3873 (Xime e Mansambo, 1972/1974); nosso coeditor, a viver neste momenyo em Abu Dhabi, Emiratos Árabes Unidos.


3. – FOTOGALERIA DESTE “APONTAMENTO” (*)

(Continuação)



Foto 11 – «Expo’2021». Edifício do Pavilhão de Angola.


Foto 12 – Pavilhão de Angola. Espaço com diversos objectos de artesanato.


Foto 13 – Pavilhão de Angola. Espaço de animação musical.

Foto 14 – Pavilhão de Angola. Espectáculo musical com Gelson Castro.


Foto 15 – «Expo’2021». Pavilhão de Moçambique. Entrada principal do pavilhão.


Foto 16 – Pavilhão de Moçambique. Parede com vários quadros de proeminentes figuras nascidas em moçambique: o de Eusébio da Silva Ferreira “Rei Eusébio” (1942-2014) e o de José João Craveirinha (1922-2003), Prémio Camões de 1991


Foto 17 – Pavilhão de Moçambique.


Foto 18 – «Expo’2021». Pavilhão de Timor-Leste. Entrada principal do pavilhão.


Foto 19 – Pavilhão de Timor-Leste. Imagem de promoção turística 
com estátua do Cristo Rei, em Dili.


Foto 20 – Pavilhão de Timor-Leste. Manequim masculino com vestes tradicionais.



Fotos (e legendas): © Jorge Araújo (2022). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].

Continua…



Termino esperando que este segundo apontamento de “reportagem” da «EXPO’2020» (*) tenha sido do vosso agrado.

Votos de um óptimo ANO de 2022, com muita saúde.

Com um forte abraço de amizade.

Jorge Araújo.

01Jan2022

____________

Nota do editor:

(*)  Vd.postes anteriores da série:

10 de novembro de 2021 > Guiné 61/74 - P22706: Tabanca dos Emiratos (5): Expo' 2020 Dubai UAE - Parte I: Uma das melhores exposições de sempre, sob o triplo lema da Sustentabilidade, MObilidade e Oportunidade (Jorge Araújo)

10 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Jorge, que "linda" essa ideia de juntar o Eusébio e o José Craveirinha... Nem toda a gente sabe que este é o grande poeta de Moçambique...

Nasceu no Xipamanine, em Lourenço Marques (atual Maputo), em 1922, era filho de pai algarvio, oriundo de Aljezur), e de mãe ronga.

Estudou na escola «Primeiro de Janeiro», pertencente à Maçonaria,foi autodidata.Como jornalista, colaborou nos periódicos moçambicanos O Brado Africano, Notícias, Tribuna, Notícias da Tarde, Voz de Moçambique, Notícias da Beira, Diário de Moçambique e Voz Africana. Fez campanha contra o racismo no Notícias,onde trabalhava.

Esteve preso entre 1965 e 1969 por fazer parte de uma célula da 4.ª Região Político-Militar da Frelimo.

Foi o primeiro presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, entre 1982 e 1987. Em sua homenagem, foi criado em 2003, o Prémio José Craveirinha de Literatura.
________

Autobiografia
«Nasci a primeira vez em 28 de Maio de 1922. Isto num domingo. Chamaram-me Sontinho, diminutivo de Sonto. Isto por parte da minha mãe, claro. Por parte do meu pai, fiquei José. Aonde? Na Av. Do Zihlahla, entre o Alto Maé e como quem vai para o Xipamanine. Bairros de quem? Bairros de pobres.

Nasci a segunda vez quando me fizeram descobrir que era mulato…

A seguir, fui nascendo à medida das circunstâncias impostas pelos outros.

Quando o meu pai foi de vez, tive outro pai: seu irmão.
E a partir de cada nascimento, eu tinha a felicidade de ver um problema a menos e um dilema a mais. Por isso, muito cedo, a terra natal em termos de Pátria e de opção. Quando a minha mãe foi de vez, outra mãe: Moçambique.

A opção por causa do meu pai branco e da minha mãe preta.

Nasci ainda outra vez no jornal O Brado Africano. No mesmo em que também nasceram Rui de Noronha e Noémia de Sousa.

Muito desporto marcou-me o corpo e o espírito. Esforço, competição, vitória e derrota, sacrifício até à exaustão. Temperado por tudo isso.

Talvez por causa do meu pai, mais agnóstico do que ateu. Talvez por causa do meu pai, encontrando no Amor a sublimação de tudo. Mesmo da Pátria. Ou antes: principalmente da Pátria. Por parte de minha mãe, só resignação.

Uma luta incessante comigo próprio. Autodidacta.
Minha grande aventura: ser pai. Depois, eu casado. Mas casado quando quis. E como quis.

Escrever poemas, o meu refúgio, o meu País também. Uma necessidade angustiosa e urgente de ser cidadão desse País, muitas vezes, altas horas a noite.»

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Craveirinha

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Ao Meu Belo Pai Ex-emigrante
Pai:

As maternas palavras de signos
vivem e revivem no meu sangue
e pacientes esperam ainda a época de colheita
enquanto soltas já são as tuas sentimentais
sementes de emigrante português
espezinhadas no passo de marcha
das patrulhas de sovacos suando
as coronhas de pesadelo.

E na minha rude e grata
sinceridade não esqueço
meu antigo português puro
que me geraste no ventre de uma tombasana
eu mais um novo moçambicano
semiclaro para não ser igual a um branco qualquer
e seminegro para jamais renegar
um glóbulo que seja dos Zambezes do meu sangue.

E agora
para além do antigo amigo Jimmy Durante a cantar
e a rir-se sem nenhuma alegria na voz roufenha
subconsciência dos porquês de Buster keaton sorumbático
achando que não valia a pena fazer cara alegre
e um Algarve de amendoeiras florindo na outra costa
Ante os meus sócios Bucha e Estica no "écran" todo branco
e para sempre um zinco tap-tap de cacimba no chão
e minha Mãe agonizando na esteira em Michafutene
enquanto tua voz serena profecia paternal: - "Zé:
quando eu fechar os olhos não terás mais ninguém."

Oh, Pai:
Juro que em mim ficaram laivos
do luso-arábico Algezur da tua infância
mas amar por amor só amo
e somente posso e devo amar
esta minha bela e única nação do Mundo
onde minha mãe nasceu e me gerou
e contigo comungou a terra, meu Pai.
E onde ibéricas heranças de fados e broas
se africanizaram para a eternidade nas minhas veias
e teu sangue se moçambicanizou nos torrões
da sepultura de velho emigrante numa cama de hospital
colono tão pobre como desembarcaste em África
meu belo Pai ex-português.

Pai:
O Zé de cabelos crespos e aloirados
não sei como ou antes por tua culpa
o "Trinta-Diabos" de joelhos esfolados nos mergulhos
à Zamora nas balizas dos estádios descampados
avançado-centro de "bicicleta" à Leónidas no capim
mortífera pontaria de fisga na guerra aos gala-galas
embasbacado com as proezas do Circo Pagel
nódoas de cajú na camisa e nos calções de caqui
campeão de corridas no "xituto" Harley-Davidson
os fundilhos dos calções avermelhados nos montes
do Desportivo nas gazetas à doca dos pescadores
para salvar a rapariga Maureen OSullivan das mandíbulas
afiadas dos jacarés do filme de Trazan Weissmuller
os bolsos cheios de tingolé da praia
as viagens clandestinas nas traseiras gã-galhã-galhã
do carro eléctrico e as mangas verdes com sal
sou eu, Pai, o "Cascabulho" para ti
e Sontinho para minha Mãe
todo maluco de medo das visões alucinantes
de Lon Chaney com muitas caras.

Pai:
Ainda me lembro bem do teu olhar
e mais humano o tenho agora na lucidez da saudade
ou teus versos de improviso em loas à vida escuto
e também lágrimas na demência dos silêncios
em tuas pálpebras revejo nitidamente
eu Buck Jones no vaivém dos teus joelhos
dez anos de alma nos olhos cheios da tua figura
na dimensão desmedida do meu amor por ti
meu belo algarvio bem moçambicano!

(Continua)

José Craveirinha

https://www.escritas.org/pt/t/5517/ao-meu-belo-pai-ex-emigrante#

Tabanca Grande Luís Graça disse...


(Continuação)

E choro-te
chorando-me mais agora que te conheço
a ti, meu pai vinte e sete anos e três meses depois
dos carros na lenta procissão do nosso funeral
mas só Tu no caixão de funcionário aposentado
nos limites da vida
e na íris do meu olhar o teu lívido rosto
ah, e nas tuas olheiras o halo cinzento do Adeus
e na minha cabeça de mulatinho os últimos
afagos da tua mão trémula mas decidida sinto
naquele dia de visitas na enfermaria do hospital central.

E revejo os teus longos dedos no dirlim-dirlim da guitarra
ou o arco da bondade deslizando no violino da tua aguda tristeza
e nas abafadas noites dos nossos índicos verões
tua voz grave recitando Guerra Junqueiro ou Antero
e eu ainda Ricardino, Douglas Fairbanks e Tom Mix
todos cavalgando e aos tiros menos Tarzan analfabeto
e de tanga na casa de madeira e zinco
da estrada do Zichacha onde eu nasci.

Pai:
Afinal tu e minha mãe não morreram ainda bem
mas sim os símbolos Texas Jack vencedor dos índios
e Tarzan agente disfarçado em África
e a Shirley Temple de sofisma nas covinhas da face
e eu também Ee que musámos.
E alinhavadas palavras como se fossem versos
bandos de se´´cuas ávidos sangrando grãos de sol
no tropical silo de raivas eu deixo nesta canção
para ti, meu Pai, minha homenagem de caniços
agitados nas manhãs de bronzes
chorando gotas de uma cacimba de solidão nas próprias
almas esguias hastes espetadas nas margens das úmidas
ancas sinuosas dos rios.

E nestes versos te escrevo, meu Pai
por enquanto escondidos teus póstumos projectos
mais belos no silêncio e mais fortes na espera
porque nascem e renascem no meu não cicatrizado
ronga-ib´´rico mas afro-puro coração.
E fica a tua prematura beleza realgarvia
quase revelada nesta carta elegia para ti
meu resgatado primeiro ex-português
número UM Craveirinha moçambicano!

José Craveirinha

https://www.escritas.org/pt/t/5517/ao-meu-belo-pai-ex-emigrante#

Fernando Ribeiro disse...

Pessoalmente, devo muito à poesia de José Craveirinha.

O copy/paste trouxe consigo alguns erros.

Onde está Ee que musámos devia estar é que mudámos

Onde está se´´cuas devia estar sécuas

Onde está úmidas devia estar húmidas

Onde está ronga-ib´´rico devia estar ronga-ibérico

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Fernando, obrigado pelos teus "reparos"... Isto é de facto um "crime lesa-poesia"...

Se puderes, manda-me uma versão "limpa"... Há pouca coisa na Net sobre Craveirinha, digna de confiança... E é um autor que eu conheço mal, ou muito mal... Bom ano,para ti. Luis

José Botelho Colaço disse...

Amigo Jorge Araujo só para te desejar um próspero 2022 e agradecer as noticias “APONTAMENTOS” DA «EXPO 2020»


(DUBAI - 01Out2021 / 31Mar2022)
E bem assim as de Abu Dhabi.

Fernando Ribeiro disse...

Luis, uma versão aparentemente limpa do poema de Craveirinha está em https://apoesiadaspalavras.blogspot.com/2016/05/ao-meu-belo-pai-ex-emigrante.html

Como todas as crianças e adolescentes do nosso tempo, eu acreditava piamente na propaganda do Estado Novo, porque era a única "verdade" que eu conhecia e que chegava até mim através da Mocidade Portuguesa, RTP, Emissora Nacional, etc. Num dia de meados da década de 60, a minha irmã mais velha levou para casa um livro «proibidíssimo», como ela disse (e era verdade), de um tal José Craveirinha (de quem eu nunca tinha ouvido falar), chamado "Chigubo" (nome de uma dança tradicional moçambicana) e editado por uma tal Casa dos Estudantes do Império. A capa do livro era esta: https://www.bestnetleiloes.com/media/lots/73854/bnl_3_de_46.JPG

Abri o livro, folheei-o e fiquei em estado de choque com a veemência dos poemas nele contidos, os quais contrariavam de forma brutal tudo em que eu acreditara até então. A partir desse momento, deixei de acreditar em "verdades" absolutas. Devo-o a José Craveirinha.

O conteúdo do livro foi reproduzido integralmente numa reedição que foi feita há poucos anos e distribuída juntamente com o semanário Sol. Esta reedição está, na íntegra, em https://www.uccla.pt/sites/default/files/chigubo.pdf

Anónimo disse...

Caro Jorge Araújo,
Se já me tinha dado conta da tua primeira reportagem sobre a << Expo' 2020 Dubai UAE, Parte I>> mais contente fiquei com esta segunda parte em que incluíste os restantes restantes membros da CPLP. Os meus parabéns e como português devo dizer mesmo a minha gratidão.

Uma das coisas que sempre verifico com pesar é que o papel de Portugal e o que fizémos pelo mundo, em comparação com outros países, quando falado, fica muito aquém do que devia ser apresentado. Por vezes, mais do que pena, sinto revolta quando vejo que outros países até se creditam com feitos e valores que a nós pertencem. Há excepções: não posso nunca esquecer como Portugal foi bem representado na Exposição "Encompassing the world: Portugal and the World in the 16th and 17th centuries” que teve lugar na prestigiosa "Smithsonian Institute" em Washington, de 24 de Junho a 16 de Setembro de 2007, que foi a maior exposição de sempre nessa Instituição até então. Lembro a cobertura que lhe foi dada, por todos os grandes da media, televisão e escrita, não só nos Estados Unidos como pelo mundo fora, que tanto nos orgulhou. E outros casos embora menos relevantes, e infelizmente poucos também , que aparecem de vez em quando que mitigam mas não chegam para pôr as coisas no seu devido lugar.

A CPLP é resultado da nossa presença e actividade pelo mundo fora, uma criação nossa. Está ainda muito aquém daquilo que devia ser, mas esperamos que o futuro venha a possibilitar ser aquilo para que foi sonhada e criada.
É pois bom ver algo que evidencie a sua relevancia e vitalidade, como sucede agora nesta exposição.

Permito-me um comentário sobre a apresentação fotográfica relacionada com Timor Leste: Todos sabemos que o governo timorense depois da independência, em vez de exigir justiça a todo o custo pela invasão e passada ocupação, decidiu antes optar por uma política de reconciliação como o melhor caminho a seguir. De alguma maneira esta apresentação fotográfica representa isso: uma das fotos mostra uma estátua de Cristo Rei nos arredores de Dlil. Talvez a escolha desta foto tenha sido propositada, não só pela beleza panorámica, como pelo seu significado de “reconciliação” . É que esta estátua de Cristo Rei foi mandada construir pelo Presidente Suharto da Indonésia, como um presente ao povo de Timor Leste quando a Indonésia ocupava este país, na esperança, assim dizem ainda hoje, de que os timorenses parassem a luta de resistência e aceitassem a soberania indonésia. O que não sucedeu, que não era uma estatua que ia fazer esquecer e aliviar o muito sofrimento que tinham sofrido e que lhes estava ainda a ser imposto.
Mas isso foi ontem. Hoje o passado é passado.
João Crisóstomo

Antº Rosinha disse...

João Crisóstomo e Jorge Araújo, isto foi o que restou de 500 dos 900 anos da existência deste rectangulosinho.

Não foram bem os 500 anos, porque temos que lhe somar mais 13 anos excepcionais, que sem estes 13 anos nem estes sinais tinham sobrado.

E devemos a estes 13 anos que levaram Jorge Araujo ao ultramar para agora nos proporcionar estes pequenos pormenores da Exposição de Dubai.

Tirando Jorge Araújo, antigo combatente, quem mais se ia dar ao trabalho no meio de tanta grandiosidade, olhar para estas pequeninas coisas que só a alguns portugueses diz alguma coisa?

Fernando Ribeiro disse...

Eu olho para a fotografia do "artesanato" angolano e fico parvo. Aquilo não tem absolutamente nada a ver com o artesanato de Angola. Absolutamente NADA! Dir-se-ia que alguém, que nunca pôs os pés em África, expôs algumas peças de "arte tribal" encontradas sabe-se lá onde, as quais tanto poderiam ser de Angola, como das Ilhas Salomão ou da Papua Nova Guiné! O que está ali exposto é do mais ordinário pechisbeque que se possa imaginar. É um insulto, um ultraje ao artesanato angolano.

Certamente que a República Democrática do Congo também tem um pavilhão na exposição. É provável, também, que neste pavilhão estejam expostas peças de artesanato congolês. Se estas forem minimamente genuínas, então elas serão infinitamente mais representativas do artesanato angolano do que a quinquilharia que se vê na fotografia, uma vez que existem enormes afinidades culturais e étnicas entre Angola e o Congo.

Já quanto à fotografia da fachada do pavilhão de Angola, quero sinceramente endereçar os meus parabéns ao arquiteto que a concebeu, por ter incluído nela um lusona (pronuncia-se "lussona"; o plural é sona, sem qualquer prefixo), que é a figura abstrata castanha com pontinhos que se vê acima da palavra "Angola". Esta figura, sim, é que é genuinamente angolana. Em vez de explicar aqui o que é um lusona, o que me levaria muito tempo, remeto para o seguinte site: https://www.obaricentrodamente.com/2015/11/a-arte-de-contar-historias-em-desenhos.html

O matemático Paulus Gerdes, originário da Holanda e naturalizado moçambicano, que faleceu há poucos anos em Maputo, descobriu insuspeitas regras matemáticas nos sona dos Quiocos (como os Tchokwe são chamados em português), não só no campo da Geometria, mas também noutros campos da Matemática, como a Análise Combinatória. Quem julgar que África e a Matemática são incompatíveis entre si, deve ler a obra de Paulus Gerdes e rever os seus (pre)conceitos.