quarta-feira, 26 de julho de 2017

Guiné 61/74 - P17621: Tabanca Grande (442): o serpense Manuel Macias, ex-fur mil, 4º Gr Comb, CART 2479 / CART 11, "Os Lacraus" (Contuboel, Nova Lamego, Piche e Paunca, 1969/70)... Grã-tabanqueiro nº 749.

1. O Manuel Macias, que está reformado como professor (tal como a esposa), é natural da Aldeia Nova de São Bento, concelçho de Serpa, vive em Algés, Oeiras, é presença assídua da  Magnífica Tabanca da Linha, acabou de aceitar o nosso convite (meu e do Valdemar Queiroz, seu camarada da CART 2479 / CART 11) para passar a integrar formalmente a nossa Tabanca Grande, a mãe de todas as tabancas. (*)

É o grã-tabanqueiro nº 749. (**)

É verdade que ele não é muito fã da Internet, não tem página no Facebook, mas tem caixa de correio. Falámos ao telefone, estava a ele a preparar-se para arrancar para férias. Falei-lhe do Valdemar Queiroz e do Zé Saúde. Confirmou que há muito o Valdemar Queiroz tem insistido com ele para aderir à Tabanca Grande. Falei-me dos tempos de Contuboel, quando estivemos junto no Centro de Instrução Militar, a dar instrução ao pessoal do recrutamento local, oriundos da região leste, e que foram a base das nossas duas companhias, a CART 2479 / CART  11 e a CCAÇ 2580 / CCAÇ 12. Prometei-me que, no regresso de férias, depois de agosto, ir vasculhar o seu album fotográfico da Guiné, à procura de fotos de Contuboel.

Confirmou-me igualmente que tem ascendência espanhola do lado do avô. Serpa, terra raiana, sempre teve uma relação especial, para o melhor e para o pior, com a vizinha Espanha. E é  hoje a catedral do cante.

A nossa Tabanca Grande sente-se honrada com a presença do serpense Manuel Macias, ex-fur mil, 4º Gr Comb, CART 2479 / CART 11, "Os Lacraus" (Contuboel, Nova Lamego e Paunca), e espera que ele possa contribuir, dentro das suas possibilidades, para o enriquecimento do nosso património documental.

Desta subunidade, já fazem parte da nossa Tabanca Grande, o Valdemar Queiroz, o Renato Monteiro, o Abílio Duarte. Gostaríamos que o Cândido Cunha fosse o próximo...


2. Sobre a CART 2479 / CART 11, sabemos o seguinte:

(i) a CART 2479 [tem cerca de meia centena de referências no nosso blogue) constituiu-se no RAL 5 em Penafiel, no ano de 1968, como subunidade do BART 2866, desmembrando-se desta unidade em fevereiro de 1969, e embarcando com destino à Guiné no dia 18, aonde chegou a 25 do mesmo mês;

(ii)  o percurso operacional da CART 2479 na zona leste, foi longo, fixando a sua sede em Nova Lamego, no Quartel de Baixo em setembro de 1969;

(iii) passou por Contuboel, Bissau, Contuboel, Piche, Nova Lamego, Piche;

(iv) comandante: cap mil  art  Analido Aniceto Pinto (1/6/1934- 27/2/2014) (trabalhou na Galp Energia);

(v) foi extinta em 18 de janeiro de 1970,  passando a companhia  a designar-se CART 11 [, tem cerca de 8 dezenas de referências no nosso blogue];

(vi) em maio de 1972 a CART 11 passou a designar-se CCAÇ 11 [tem cerca de 4 dezenas de referências]. (***)

______________

Notas do editor:

(*) Vd. poste de 25 de julho de 2017 > Guiné 61/74 - P17618: (De)Caras (92): "We Want You", Manuel Maria Candeias Macias, natural de Aldeia Nova de São Bento (Serpa), presença regular na Tabanca da Linha, ex-fur mil 4º Gr Comb da CART 2479 / CART 11, "Os Lacraus», Contuboel, Nova Lamego, Paunca 1969/70 (Valdemar Queiroz / Manuel Resende / Abílio Duarte)

(**) Último poste da série > 16 de julho de 2017 > Guiné 61/74 - P17586 Tabanca Grande (441): António Abrantes: foi cadete em Mafra, em julho de 1961, com o Manuel Alegre, Arnaldo de Matos e outros, sendo o Ramalho Eanes tenente; foi alferes mil, CCAÇ 423 (São João e Tite, 1963/65); senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar nº 748.

(***) vd. poste de 1 de agosto de 2006 > Guiné 63/74 - P1015: CART 2479, CART 11 e CCAÇ 11 (Zona Leste, Gabu, subsector de Paunca) (Carlos Marques Santos)

11 comentários:

José Marcelino Martins disse...

Benvindo, Manuel Macias.
Um dos homens da companhia que mais nomes teve na Guiné.
Até passou de artilharia a infantaria.
Abraço.

Tabanca Grande disse...

... Sem ofensa para os "Lacraus", os artilheiros diriam que era passar de cavalo para burro... Na prática, eles foram sempre uma subunidade de intervenção, tal como a CCAÇ 12, ao serbviço da defesa da Guiné, em geral, e do chão fula, em particular...

abilio duarte disse...

Olá MACIAS,
Bemvindo ao nosso Blog.
Já cá estamos o Monteiro, o Valdemar, o Cunha, e eu.
Tenho que te acompanhar, nos próximos almoços da linha, para sermos muitos. Abraço.
E já lá vão (47) quarenta e sete anos. É de aguentar.

abilio duarte disse...

Olá MACIAS,
Bemvindo ao nosso Blog.
Já cá estamos o Monteiro, o Valdemar, o Cunha, e eu.
Tenho que te acompanhar, nos próximos almoços da linha, para sermos muitos. Abraço.
E já lá vão (47) quarenta e sete anos. É de aguentar.

Valdemar Silva disse...

Ó Macias entrar prá Tabanca Grande é mais fácil que fazer segurança na construção das pontes na picada/estrada pra Cabuca. Nem precisas de cantar o 'lírio roxo'.
Também gostava de acompanhar nos almoços da linha, mas a DPOC é fo____. Pró próximo vou tentar.
Queiroz

Hélder Valério disse...

Pois que este amiga seja bem-vindo e que potencie a entrada de outros.

Estive na mesa dele no último almoço da "Tabanca da Linha" e é boa companhia.
Além disso também me parece que ajuda a abrilhantar a "Tertúlia do Central Park" mas disso quem sabe melhor é o Armando Pires.

Abraço
Hélder Sousa

Tabanca Grande disse...

Hélder, temos que fazer o levantamento das tabancas e tertúlias do pessoal que foi bater com os costados à Guiné, no bom tempo..."Tertúlia do Central Park" ? É a primeira vez que oiço falar dela... De qualquer modo, o nosso Tabancal é um fenómeno curioso, qualquer dia aparece aí um doutorando a interessar-se pelo tema e a fazer uma tese de doutoramento em sociologia da(s) sociabilidade(s)... A da malta da guerra da Guiné é um caso, à parte... Mas é um "caso sério"...

Estás a ver que a pretexto de uma "batatada" (sic) de peixe seco, foi convocada a Tabanca de Porto Dinheiro, para 2ª feira, dia 31, às 19h, tabanca que só costuma reunir uma vez por ano... no nosso querido mês de agosto!...

Hélder, estás convidado para a "batatada" e, se quiseres ficar na Lourinhã, ainda há dois sofás-cama, na minha "guest house", da rua da Misericórdia... para não teres que regressar, à noite, a Setúbal com a barriga cheia de peixe seco de cinco estrelas...

Hélder Valério disse...

Olá Luís

Isso da "Tertúlia (e não 'Tabanca') do Central Park" foi uma designação que me ocorreu, assim de repente, para identificar o conjunto de pessoas, na generalidade reformados, na generalidade antigos combatentes, na maioria conhecedores da Guiné, que por hábito se encontram em algumas tardes num espaço comercial ali à entrada de Linda-a-Velha quando se vem da A5 e que se chama "Central Park", daí o nome....
Conheço o local por várias razões e conheço as circunstâncias dos encontros por um acaso, pois num dia em que parei lá e fui tratar de um assunto, deparei-me com a rapaziada e reconheci e fui reconhecido por alguns deles.
Havia muito boa, divertida e 'corrosiva' gente, mas o mais 'mediático' era o Armando, como disse.
Quando ao "Porto Dinheiro" não foi nada que não tivesse pensado quando li o artigo e o 'post' mas isto tem andado complicado e em maré menos feliz. O meu carro, já velhote, parece ter vontade própria e apesar de ser 'turbo-diesel' meteu-se a querer ser só 'diesel' pelo que está na oficina em 'tratamento'..... estava a andar num carrito emprestado e quando esta tarde ia para Lisboa (já à pressa, como de costume) recusou-se a andar mais quando estava na A2 ainda antes das portagens de Coina.
Pronto, as pressas deram em vagar. Contactar a Assistência, esperar o reboque, levá-lo para a oficina no Pinhal Novo e depois.... bem, a saga continua.

Por isto, e mais umas coisitas, será praticamente impossível ir à "batatada", embora ainda talvez possa haver uma esperançazita.

Pelo menos fica a intenção e o agradecimento pelo convite.

Hélder Sousa

Tabanca Grande disse...

Valdemar, estou a tentar imaginar o Macias, pela picada de Cabuca, com os seus "lacraus", a trautear o



Meu lírio roxo

Meu lírio roxo do campo,
criado na primavera.
Quem me dera, amor, saber, Ai! Ai!

A tua intenção qual era!

A tua intenção qual era,
qual era o teu proceder.
Meu lírio roxo do campo, Ai! Ai!
Quem te pudesse ir colher.

Quem te pudesse ir colher.
Oh! meu amor quem me dera!
Desejava, amor, saber, Ai! Ai!
A tua intenção qual era!



É linda esta canção tradicional do Alentejo!

Tabanca Grande disse...

letra e partitura aqui:


http://www.cantarmais.pt/pt/cancoes/tradicionais/cancao/meu-lirio-roxo

28 de julho de 2017 às 10:06 Eliminar

Valdemar Silva disse...

Luís, o cante do Macias era mais na 'caserna', na picada para Cabuca a intenção era cantando muito bem calado.
Valdemar Queiroz