domingo, 13 de janeiro de 2019

Guiné 61/74 - P19399: In Memoriam: Os 47 oficiais oriundos da Escola do Exército e da Academia Militar mortos na guerra do ultramar (1961-75) (cor art ref António Carlos Morais da Silva) - Parte VI: ten pilav António Seabra Dias (Mealhada, 1932 - Serra da Cananga, Angola, 1961)








1. Continuação da publicação da série respeitante à biografia (breve) de cada um dos 47 Oficiais oriundos da Escola do Exército e da Academia Militar que morreram em combate no período 1961-1975, na guerra do ultramar.

Trabalho de pesquisa do cor art ref António Carlos Morais da Silva, instrutor da 1ª CCmds Africanos, em Fá, adjunto do COP 6, em Mansabá, e comandante da CCAÇ 2796, em Gadamael, entre 1970 e 1972.

3 comentários:

Luís Graça disse...

Tanto pudemos apurar, o o ten pilav António Seabra, a primeira baixa da FAP em Angola, morreu aos coamndos de um F-84G Thunderjet, que pertencia à Esquadra 93, "Magníficos".

http://especialistasdaba12.blogspot.com/2014/08/voo-3213-o-que-e-feito-do-f-84g.html


Este avião tinha algumas debilidades... logo visíveis na guerra da Coreia...


(..." Com o início das ações armadas em Angola, foi enviado para Luanda um destacamento de F-84G em 25 de julho de 1961, constituindo a Esquadra 93, a operar na Base Aérea Nº 9 e comandada pelo então major Costa Gomes. As aeronaves foram deslocadas por via marítima e após a montagem no destino iniciaram os voos a partir de 19 de agosto do mesmo ano." (...)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Republic_F-84_Thunderjet

António José Pereira da Costa disse...

Olá Camarada

Este oficial era, enquanto cadete e já depois de oficial, visita da minha casa.
Mais tarde, a minha irmã mais velha foi ao Luso e fez este poema que não é uma homenagem, é uma evocação.

Aqui fica com um Ab.
António J. P. Costa


Rua Tenente Seabra Dias

Impelida por Deus,
Ou pelo destino,
Eis-me, naquele instante
Peregrino;
(Capa e capelo…
não me falta nada!)
E o tempo não é nada,
Quando se quer
Ser estrada,
Ou rehavê-lo.

Subo a ladeira
Da memória antiga,
Passo a fronteira
Da ideia vaga;
Não sou, nem inimiga
Nem amiga,
Do que a pedra consagra
- O nome destacado,
Pelo musgo emoldurado.

Sob os meus pés
O chão amolecido,
Assinala o caminho
Percorrido
E faz-me vacilar,
Angustiada.
Paira o silêncio,
No jardim esquecido,
Cortado pelo buxo
Perfumado,
Cercando a Casa,
Triste e abandonada…

A porta – lá está ela,
Bem fechada;
E apenas, da janela
De sacada,
O escorrer da Saudade
Amortalhada!

Anónimo disse...

Tó Zé, li de um fôlego!...É poesia de primeira água!... Que bela evocação de um amigo e camarada de um irmão. Dá um beijinho à tua mana, com o apreço do editor Luís Graça que também é poeta.

PS - Quando passar pelo Luso, estarei seguramente mais atento ao nome desta rua... Quando lá passa não sabe quem o nosso camarada Seabra Dias.