segunda-feira, 6 de julho de 2020

Guiné 61/74 - P21145: Da Suécia com saudade (75): Pedagogias várias para proveito do macho-ibérico: as representações sociais das... suecas, "muito dadas" (José Belo)



A propósito das 'muito dadas'...  Midsummer at Skansen, Stockholm. [ Solstício de verão em Skansen,  Estocolmo].  Source / Fonte: Routes North - Scandinavia Travel Guide / Rotas do Norte - Guia de Viagens da Escandinávia . Bilderna kan vara skyddade enligt upphovsrättslagen / As imagens podem estar  protegidas por leis de direitos de autor.] 

(Cortesia de Joseph Belo. Reproduzido com a devida vénia...)


 
1. Mensagem do nosso amigo e camarada José Belo que continua, "de pedra e cal", como régulo da Tabanca da Lapónia,  em pleno solstício do Verão, não se prevendo, no horizonte ( agora que é dia todo o dia), nenhum "golpe de Estado" que lhe derrube a estátua... 

Pelo sim, pelo não, montou guarda, com as suas renas e os seus cães, à entrada da sua morança,  adiando a sua viagem para o "bem-bom" de Key West, a terra no mundo há mais idosos milionários por metro quadrado:


Date: quinta, 2/07/2020 à(s) 16:21
Subject: Pedagogias várias

Os textos por mim enviados para o blogue sob o título “Da Suécia com saudade” são já numerosos e diversificados.
Um dos camaradas comentadores referiu-se a eles( com muito saudável ironia,  tendo em conta as nossas idades) como...”pedagógicos”.
Fez sorrir os lapöes,o que não é sempre fácil.
Vou enviar-te algumas considerações de macho-ibérico velhote quanto ao meu muito usado termo “Muito Dadas” quando me refiro a  pseudo realidades locais.

Segue em duas partes unicamente para não exagerar o E-mail.
Da Suécia com Amizade ....um grande abraço. (Francamente, Amizade,  muita!...Saudade,  só do nosso mar!)
Pedagogias várias >
Estas curtas semanas em que por aqui existe o Sol da Meia-noite são sempre "criativas ".



Provérbio luso-lapão: "Mas ainda melhor que as mulheres ,é o vodca, que faz esquecer as mulheres". (Luíz Pacheco,  escritor maldito, dixit, ou dizem que disse...)

Comentário de José Belo, criador de renas e pensador nas horas vagas do Círculo Polar Ártico: "Entre os rebanhos de renas, e os não menos numerosos ursos, a profunda e universal filosofia lapónica, há muito que têm vindo a eclipsar os muito menos reconhecidos pensadores das antiguidades clássicas grega e romana"

(Ciortesia de Joseph Belo)








Vinte e quatro horas de luz diária servem para muito! Não será por acaso que daqui a nove meses nasce o maior número de crianças suecas, ano após ano,  confirmado pelas estatísticas.

O tema "Suécia ", já demasiado repetitivo para este tipo de blogue, terá para muitos ..."o interesse que tem ". Para outros nada diz. Há ainda os que ,aparentemente , se sentem quase provocados.

Interessante verificar que as asserções tiradas por alguns são sempre mais radicais quanto menor é a altura do campanário da igrejinha. Natural.

Para uns a Escandinávia é um mítico paraíso social, enquanto que para outros mais não é que um pântano de promiscuidades várias.

A Suécia como um país que sempre procurou ajudar os que lutam pela liberdade e justiça social (utilizando os milhões mensalmente pagos ao  Estado pelos cidadãos com os seus impostos), ou a Suécia constituída por idealistas ingénuos,sempre facilmente enganados nos seus investimentos e negócios por esse mundo fora?

Pouco tem sido referido nestes "diálogos" a enorme indústria de guerra sueca e suas exportações que formam boa parte das receitas. Um pouco como quanto ao caso da Suíça.., muitos confundem a palavra "neutralidade " com a palavra "pacifismo".

Desde satélites com fins militares,a aviões de combate e reconhecimento dos mais sofisticados, corvetas, submarinos, mísseis, blindados ligeiros e pesados, artilharia,viaturas todo o terreno,todo o tipo de armamentos ligeiros,etc,....tudo fabricado no país e continuamente exportado.

Como explicar que tão ingénuos "nabos" tenham conseguido a riqueza e realidades sociais do país actual?

E por muito difícil que seja compreender aos nossos mais "estremados patrioteiros", os seus correspondentes suecos também, como eles, se embrulham frequentemente em bandeiras nacionalistas de conveniências várias.

Mas, e regressando aos profundos pensamentos pedagógicos da cultura clássica lapónica tão bem espelhada nestes textos.....não queria terminar esta série sem procurar desmistificar (!) as minhas continuas referências às míticas suecas como sendo,,, "Muito Dadas".

E é sempre muito limitativo isolar as suecas das restantes escandinavas. Um bom exemplo será a vizinha Noruega. Precisamente o mesmo grupo étnico, a mesma cultura, as mesmas tradições, a mesma língua (com a mesma variante de entoação como entre o português e o brasileiro), a somar-se a uma independência da Suécia de unicamente 150 anos, Wm claro, e....as mesmas lindas mulheres!

Mas na mitologia do Sul, e apesar da total inexistência de distinção, as suecas são sempre....as mais "dadas"!

Recordo que, quando já a viver na Suécia, ao tirar o meu curso nos States, verifiquei um dia que tudo o que de pornografia se tratava, fossem filmes, revistas, etc, para ter venda em quantidade,  tinha sempre que ter uma pequena bandeira sueca no canto superior direito.

Curiosamente todo este material era produzido,,, na Dinamarca!

Historicamente as sociedades escandinavas nunca consideraram a sexualidade com as fortes características e "lastros" pecaminosos das culturas católicas.

O forte puritanismo luterano não conseguiu sobrepor-se a toda uma histórica tradição de muitos séculos de igualdade de procedimentos  entre ambos os sexos. Igualdade de procedimento quanto a uma atitude activa por parte de ambos os sexos. A componente pecaminosa não faz parte desta 
tradição.

Nas culturas do Sul apoia-se e encoraja-se o activismo masculino quanto às buscas de relações sexuais, enquanto  na cultura nórdica este "activismo " é olhado como iqualitário.

O menino Zezinho será olhado, invejado e admirado pelos amigos da sua rua ao ter já "engatado" duas dúzias de raparigas. A menina Zezinha, tendo em conta duas dúzias de rapazes, mais não é que uma promíscua.

Na Escandinávia duas dúzias são duas dúzias. As da Zezinha não são maiores que as do Zezinho!

Este pequeno-grande detalhe cria a tal ideia quanto às..."Muito Dadas".

Desde que saí de Portugal,  há mais de quarenta anos, muita água terá corrido sobe as pontes. Mas ao comparar as escandinavas de hoje com as minhas amigas do Estoril, Cascais, Liceu Francês de Lisboa, dos finais dos anos sessenta, o conceito de "muito dadas" torna-se muito relativo.

Voltando às saudáveis ironias quanto a pedagogias várias,  seria muito recomendável que alguns dos nossos jovens machos-ibéricos ouvissem os comentários das jovens suecas quando regressam a casa depois de umas férias felizes no Sul da Europa. Na maioria dos casos a IRONIA em relação aos muitos "mal-entendidos ", e "importâncias" das situaçõesm é demolidora. Faz doer ao ego deste Lusitano.

Um abraço do J. Belo

2. Comentário do editor LG:

José, também é do "mar do Cerro" (onde se apanhm as "sardinhas de Peniche") que eu vou ter saudades quando morrer... Sim, isto das saudades, tem muito que se lhe diga... É o sentimento mais ambivalente que um "tuga" pode experimentar... Há sempre, na saudade, um relação de amor-ódio...que é o que sente um "emigra" em relação ao seu país que ficou para trás...a "pátria que te pariu"

Mas aceita, com bom humor e uma ponta de ironia, este título, "Da Suécia com saudade"... Tem ajudado a "vender o blogue" e a bater audiências... 12 milhões, é obra, mano!

Fico à espera do próximo "material"... Um abraço, aqui do Douro Litoral, da Tabanca de Candoz... Luís

PS - Sim, confirmo que,  "este artista quando jovem",   o primeiro filme pornográfico que viu, nos idos 60, em oito milímetros, era "dinamarquês", mas tinha a bandeirinha da Suécia para enganar... o macho-ibérico!... E mais: embora gostasse mais de "francesinhas", teria sido capaz de desertar (das fileiras da tropa) para a Suécia, só por causa da (afinal, falsa) propaganda de que as "suecas eram muito dadas"... Eu acho que esse mito foi construído só para desmoralizar o Salazar, o Cerejeira e os seus "muchachos"... E, claro, a nossa querida Cilinha!... Mais houve quem lá fosse "ver para crer",,,
______________

32 comentários:

Fernando Ribeiro disse...

Em finais dos anos 60, tornei-me ouvinte habitual das emissões em língua portuguesa da Sveriges Radio em ondas curtas, que duravam meia hora por dia e se identificavam como "Rádio Suécia". As emissões eram faladas em português do Brasil por locutores com nomes que não tinham nada de sueco, tais como Silva ou Cavalcanti, mas também havia uma locutora sueca. Ela chamava-se, salvo erro, Ilse Englund, e falava muito da sociedade sueca, do relacionamento entre homens e mulheres na Suécia, de inibição e desinibição, da nudez da mulher sueca perante o homem e vice-versa, etc. Enfim, a Ilse Englund abordava assuntos relativamente "escaldantes" para a época, que atraíam as atenções e as excitações dos machos ibéricos e latino-americanos. Quando eu agora leio o que o José Belo escreve sobre a Suécia, lembro-me da tal locutora Ilse Englund da Rádio Suécia, porque são convergentes. As informações de um confirmam as da outra, apesar da distância no tempo e da evolução das sociedades desde há mais de 50 anos até hoje.

A respeito da Noruega, há que destacar um facto de que nunca se fala, não sei porquê. O facto é este: existe muito sangue português a circular em veias norueguesas, sobretudo no sudoeste do país. A culpa é do bacalhau, claro. Quando os pescadores portugueses que andavam na faina do bacalhau aportavam em Bergen, Stavanger e outras localidades norueguesas, para se reabastecerem ou se abrigarem dos temporais, acabavam por engravidar algumas moças locais. Em resultado, existe ADN português na Noruega.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

No sítio “Brasileiros pelo Mundo”, encontrei estas “Dez curiosidades sobre os suecos”, da autoria de Verônica Ferreira Iwarson, datado de 19 Novembro de 2018. A autora vive na Suécia desde início do século, deve ser casada com um sueco ou tem ascendência sueca (, a julgar pelo apelido). Sabemos que é psicóloga e coach (, profissão que na Suécia é “mato”), com consultório em Estocolmo.

Estas coleções de estereótipos valem o que valem, não são “verdades sociológicas”, enfim, são “representações sociais”, mais ou menos “estereotipadas”… As dicas, de bom senso, continuam a ser válidas, em todo o caso, para o "macho-ibérico", seja o do Copacabana, seja o de Albufeira (, subespécie do "homo sapiens sapiens" que, de resto, deve estar em vias de extinção, agora com a COVID-19). O meu voto é que as meninas e os meninas, súbditos/as do rei Carlos XVI Gustavo, continuem a ser ricos e felizes, ou melhor "meio felzies" e "meio rcios". dentro da bitola do ‘lagom är bäst’.


https://www.brasileiraspelomundo.com/dez-curiosidades-sobre-os-suecos-2102104952


(…) “1. Uma regra geral entre os suecos: se você está em uma roda de conversa e se começa a discutir um assunto polêmico lembre-se sempre em entrar em consenso. Os suecos não gostam dos famosos donos da verdade”. (…)

(…) “2. É a primeira vez que você encontra um sueco/a ? Nada de abraços e beijinhos no rosto. O sueco não gosta de contato físico com pessoas que eles não conhecem bem.” (…)
(…) “3. Aliás, falando em contato físico, não estranhe se um sueco entrar em um ônibus ou metrô e escolher não sentar perto de você. Eles sempre vão escolher sentar no assento onde a cadeira vizinha está vazia. Também não fique intrigado se o sueco tentar manter uma distância física de você caso vocês estejam em uma roda de conversa ou em um bate-papo nos corredores do escritório. Quer saber por que eles fazem isso? A tal questão da integridade. Sentar muito perto, ou conversar muito perto de uma pessoa significa invasão de integridade, ou seja, invasão do espaço do outro, e isto o sueco detesta” (…)

(…) “4. O sueco nunca vai chegar na sua casa sem avisar, nem mesmo que ele seja seu melhor amigo. Ele vai sempre te perguntar se você tem tempo para recebê-lo. Bater na porta do vizinho sem avisar é um dos 7 pecados mortais por aqui.” (…)

(…) “5.Vida privada é vida privada. Muito raramente um sueco vai sentar pra tomar um café com um colega de trabalho e começar a contar como vão as coisas em casa, se brigou com a mulher, se está se separando, ou se encontrou um novo amor. Vida profissional e vida particular não devem se misturar.” (..:)

(…) “6. Chegou em uma festa onde ninguém te conhece? Não se assuste se a primeira pergunta que as pessoas vão te fazer é “onde você trabalha” ou “qual é a sua profissão”? Diferente de nós, latinos, os suecos não iniciam uma conversa com perguntas muito pessoais. Uma dica muito boa para iniciar um contato com suecos é falar sobre a temperatura do dia (está sol? Chovendo? Frio?), sobre viagens ou sobre culinária.” (..:)

(Continua)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Continuação;

“Dez curiosidades sobre os suecos”, da autoria de Verônica Ferreira Iwarson, texto datado de 19 Novembro de 2018.

https://www.brasileiraspelomundo.com/dez-curiosidades-sobre-os-suecos-2102104952


(..) “7. Outra coisa que o sueco não gosta: pessoas que contam vantagem ou que saem mostrando seus feitos sem que haja um bom motivo para isso. Então, se você comprou a TV mais cara da loja, ou o carro do ano, ou tirou a nota mais alta na prova, guarde tudo isso pra você. O sueco não vai te elogiar e ainda vai te achar arrogante” (…)

(…) “8. (,,,) o sueco não sai por aí elogiando ninguém de graça. Não faz parte da cultura sueca dividir as pessoas em bonitas ou feias. (…), não comente aparência das pessoas com os suecos, eles vão te interpretar como sendo uma pessoa desagradável. Para o sueco, ‘beleza não põe mesa’ “(…)

(…). “9. Quer dar um presente para um sueco? Espere por ocasiões especiais, como aniversário ou mudança de trabalho/cidade. Lembrando que para os suecos presentes só são dados para pessoas íntimas. Dar um presente para alguém que você não tem uma amizade longa pode ser interpretado como tentativa de receber algo em troca. Em ambientes de trabalho, pode ser interpretado como corrupção ou tentativa de levar vantagem. Me lembro quando fiz meu primeiro estágio dentro da psicologia. Comprei uma garrafa de champagne para minha orientadora como forma de agradecimento. Para ela pareceu uma tentativa de suborno e eu fui chamada para uma longa conversa”. (…)

(…) “10.E por último: o sueco tenta o quanto pode não mostrar sentimentos muitos explícitos, como por exemplo raiva, alegria ou tristeza. Provavelmente, você não vai perceber se seu chefe ou amigo sueco está com raiva de você porque eles sempre vão estar um com sorriso no rosto, mesmo que por dentro ele esteja cozinhando de raiva. No dia-a-dia, você dificilmente vai ver um sueco chorando na sua frente, ou dando altas gargalhadas. Isto é o que chamamos de jeito sueco de ser, ou seja, nada de exageros. Tudo deve ser feito em pequenas doses. Como os suecos sempre dizem ‘lagom är bäst’ ou seja, o meio termo é sempre a melhor pedida.”

Tabanca Grande Luís Graça disse...

É interessante a tua expressão "muito dadas", com referências às suecas...Não é vulgar usar-se o termo "dada" neste contexto... O adjetivo "oferecida" (ativa) é mais frequente.... mas tem, quanto a mim, uma conotação misógina... É o oposto de "recatada" / passiva... É muitas vezes a mulher, sobretudo aqui no Norte, que usa o termo, "oferecida", para reprovar o comportamento sexual de outra mulher: "Oferecida" é "aquela que se entrega como parceiro sexual com facilidade"...

__________

da·do
(latim datus, -a, -um, dado, entregue, particípio de do, dare, dar)
adjectivo
1. Que se deu.
2. Muito barato ou gratuito.
3. Que é delicado no trato com os outros; que se dá bem com os outros (ex.: é um homem muito dado e não tem inimigos). = AMISTOSO, AFÁVEL, SOCIÁVEL, TRATÁVEL ≠ FECHADO, RESERVADO
4. Que tem vocação ou inclinação para algo (ex.: o rapaz é dado à música). = ATREITO, PROPENSO
5. Que tem data (ex.: dado em Lisboa, a 13 de Março de 1946). = DATADO
6. Diz-se do cavalo que, depois de fatigado, fica obediente ao cavaleiro.

"dada", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/dada [consultado em 06-07-2020].




Tabanca Grande Luís Graça disse...

«A Cristiana é uma oferecida»
18 set 2016
Cristiana também se juntou a Diogo e Cláudio A. No confessionário. A algarvia foi dormir com o casal gay, e o dançarino algarvio diz que Cristiana é uma «oferecida».

https://tvi.iol.pt/secretstory/videos/a-cristiana-e-uma-oferecida/57df05660cf299ef5da188f2

Tabanca Grande Luís Graça disse...

A vida de saltos altos
Paula Cosme Pinto

Ser mulher é uma guerra psicológica
Expresso, 12.07.2016 às 13h00

https://expresso.pt/blogues/bloguet_lifestyle/Avidadesaltosaltos/2016-07-12-Ser-mulher-e-uma-guerra-psicologica

(Excertos, com a devida vénia...)

(...) A mulher que vai para a cama com muitos homens é uma oferecida ou, é claro, uma puta. Já o homem que vai para a cama com muitas mulheres é um garanhão. Todos sabemos que este pensamento é um cliché, que está super batido e que já não faz sentido. Mas a verdade é que este cliché continua a ser válido mesmo nas sociedades mais evoluídas social e culturalmente. A liberdade sexual da mulher, que viveu séculos espartilhada ao comando dos desejos masculinos, incomoda. Por mais que ninguém goste de o admitir.

“Sexo é poder”, pelo menos é o que os media têm tentado dizer às mulheres nas últimas décadas, encorajando-as a serem mais desinibidas e livres na sua busca pelo prazer. Mas ao mesmo tempo continuam-nos a vender constantemente coisas como as “10 dicas para dar mais prazer ao homem” (vamos sempre ter ao homem como prioridade) ou a fazer o elogio à mulher recatada, que não deve ir para a cama com ninguém no primeiro encontro se quiser que a relação se desenvolva para algo sério. Além da eterna estereotipização do que é o corpo feminino perfeito e da forma como este ainda é objetificado de forma maciça, principalmente quando chega a hora de vender um produto aos homens. Celebra-se o corpo feminino, mas continua-se a dizer às mulheres que esse mesmo corpo não lhes pertence totalmente. Apenas alguns dos inúmeros contrassensos que levam a que duas poetisas norte-americanas não tenham dúvidas: nos tempos de hoje, “ser mulher é uma guerra psicológica.” (...)

JB disse...

Bom,lá vamos acabar por saltar das minhas brincadeiras “pedagógicas” para outras,(ainda menos sérias),”etimológicas”.

Ao usar o “muito dadas” no contexto muito específico das atitudes relativas às actividades sexuais das suecas,procurei usar uma expressão ironicamente deturpada do seu uso normal em português .
“Muito dadas” era usado em certos meios numa referência à “maneira de ser” das crianças que tinham grande facilidade de conviver e comunicar com a generalidade dos adultos.
Nos muito específicos anos 60 era usada com sentido irónico ,em alguns meios lisboetas e da “Linha“,quando se referiam em conversa a algumas amigas,ou conhecidas, com” historial”...menos...convencional.

Um abraço do J.Belo

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Já me esquecia que, no teu currículo, havia os meninos e as meninas do Vavá... Eu, nessa altura, era um, menino da província... A língua portuguesa é da ovelha do pastor alentejano, "é muito mintirosa"...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Até em relação à cor dos olhos somos.. preconceituosos, usamos e abusamos do estereótipo... Lembras-te deste rapaz do nosso tempo ?

OLHOS CASTANHOS - FRANCISCO JOSÉ - YouTube
www.youtube.com › watch

https://www.youtube.com/watch?v=-fk67QNhCOg

RANCISCO JOSÉ
LP SUCESSOS DE PORTUGAL – 1961 PHILIPS
A FIGURA DE FRANCISCO JOSÉ
COM MONTEIRO DE SOUZA E SUA ORQUESTRA
OLHOS CASTANHOS
(Alves Coelho Filho)

Teus olhos castanhos
De encantos tamanhos
São pecados meus,
São estrelas fulgentes,
Brilhantes, luzentes,
Caídas dos céus,
Teus olhos risonhos
São mundos, são sonhos,
São a minha cruz,
Teus olhos castanhos
De encantos tamanhos

São raios de luz.
Olhos azuis são ciúme
E nada valem para mim,
Olhos negros são queixume
De uma tristeza sem fim,
Olhos verdes são traição
São cruéis como punhais,
Olhos bons com coração
Os teus, castanhos leais.

Vídeo editado por Antônio Augusto dos Santos, com fotos e imagens da Internet, sem fins comerciais ou de lucro. Antônio Bocaiuva, antaugsan. Divinópolis, Bocaiuva, Minas Gerais, em 21/10/2015.

JB disse...

Meu Caro Luís.

Mas será que o cruzamento da Avenida de Roma com a Avenida dos Estados Unidos não era o centro do Universo nos finais dos anos 60?
E porquê?
Precisamente porque lá se encontrava o por ti referido “Vavá”,da porta do qual o jovem Paulo de Carvalho gritava por vezes, na madrugada lisboeta ,estrofes inesperadas de músicas então na moda.
Muito,muito,muito longe ainda do......”Depois do Adeus “!

E ainda a propósito do “Vavá “, quando ali se referia uma “menina gordinha” ,ou mesmo “gorda”, o termo usado era......
“Cheinha”.
E ,acreditem ou não,quando aqui me refiro às minhas renas mais gordas ,em conversas com amigos, tenho sempre usado (sentimentalmente?) o termo “cheinhas”.
E não é que alguns destes locais ,em conversas comigo sobre estas “alimárias “ ,procuram simpaticamente pronunciar o “cheinhas”?

São pequenos “detalhes “ como este que julgo definirem as verdadeiras raízes, estando elas implantadas aqui,ali ou acolá.

Um abraço do J.Belo

Tabanca Grande Luís Graça disse...

José, diz aqui o "pobo" que "o criminoso" volta sempre ao ao local do "crime"... No teu caso, até as tuas renas conhecem as tuas raízes...

São 22h33 e a lua "ainda não nasceu"... Desisto... Não percebo nada de "luas"... Anteontem sim, foi "o sol a pôr-se e a lua a nascer" aqui na minha Tabanca... Não voltarei a apanhar esse momento... Boa noite, bons sonhos. Luís

Valdemar Silva disse...

E até deve ser interessante poder cumprimentar a Rainha da Suécia em português que ela percebe perfeitamente. Não sei se quanto ao 'dadas' ela perceberá a intenção.
Com que então o J. Belo frequentador do 'Vavá'? A rapaziada da Pç. do Chile chegava até à 'Mexicana', que a partir daí, mesmo com casaco de cabedal nota-se pela gravata, só à noite nas 'tascas' da Conde de Sabugosa.

Valdemar Queiroz

JB disse...

As “Tascas “ da Conde de Sabugosa?!?!
Saudades da cervejaria Alga, onde bem tarde pela madrugada se comiam as melhores “bifanas “ das noites lisboetas de então e sempre se encontrava gente conhecida e amigos?
E isto, antes e depois do Abril de 74.

E lá estamos a tornar o simples “Da Suécia com saudade “ em um.....”Da Suécia com MUITA saudade”.

Um abraço do J.Belo

Anónimo disse...

Vivi na Suécia de 91 a 95, ia ao Skansen, àquele magnífico museu ao ar livre todos os fins de semana com os meus filhos;comprei porno de alta qualidade nos aeroportos de Estocolmo e Copenhaga, mas alguma literatura era impressa também em Barcelona, por uma questão de custos.Dizia o romano Marcial que "A mulher que se casa (ou se dá) muitas, não se casa, é uma adúltera legal".

JB disse...

Caro comentador anónimo.

Pornografia.....”de alta qualidade”?!
Ai!Ai!Ai!
Por onde vamos...Por onde vamos!

Um,como sempre,mui respeitoso abraço.
J.Belo

Manuel Luís Lomba disse...

Oh J. Belo.
Confissão de interesses. O meu saber de experiência feito acerca das suecas é zero Para mim, estarão sempre verdes...
No relativo à foto de tua gentileza, os meus olhos são muito velhos, mas as suas meninas foram capazes de ressaltar um pormenor: enquanto as suecas são "oferecidas" à moda de jardim de flores, as "nossas" podem colocar flores nos cabelos, mas são "oferecidas" à moda de pomar. Qual o lirismo? Enquanto as flores servem para satisfazer satisfaz as abelhas e a outras hymopteras, a fruta serve para satisfazer o homus se erectus. Flores e a fruta vão à mesa - mas aquelas só para olhar e estas para comer.
Que os fotógrafos suecos passem a tirar fotos a meio corpo e a escolher as suas graciosidades com "fruta"!
O mais belo pomar da humanidade é o colo da mulher (diz a Bíblia, penso eu).
Sabemos pela estória que oferecer flores a um árbitro de futebol não resulta; mas quem lhe oferecer "fruta" colherá bons resultados.
O meu conhecimento da pornografia gráfica foi foi iniciado na Guerra da Guiné e devo-o à cooperação Suécia-PAIGC.
Em plena época das chuvas, em finais de Agosto de 1965, numa operação de intervenção, creio que à mata de Cafine, cercamos e assaltamos uma tabanca, onde frequentemente o Nino Vieira e a sua malta se aboletavam, eles fugiram e levaram o armamento e o paiol, deixaram a secretaria e dois soldados, um lisboeta malandreco, já cheio de "porradas" e um simplório das Caldas, capturaram uma máquina de escrever, emblemas, bandeirinhas, publicações papelada do PAIGC. O lisboeta mandou o outro entregar tudo ao capitão, como presa sua - para poder ficar com duas revistas pornográficas printed in Sueden.
O das Caldas teve o prémio Governador-geral e o lisboeta ganhou uma fonte de receita, a a alugar as revistas...
Abr.
Manuel Luís Lomba

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Leitor anónimo que viveu na Sécia na primeira metade dos anos de 1990:

A frase que citou é de um epigrama famoso do epigramatista latino, de origem hispânica, Marco Valério Marcial (em latim, Marcus Valerius Martialis) (38-104 d.C.), no


Epigramas, Livro VI, 7, 5:

"Quae nubit totiens, non nubit: adultera lege est." [Aquela que casa muitas vezes, não casa: é legalmente uma adúltera]


http://thelatinlibrary.com/martial/mart6.shtml

O fulano era misógino... Mas podemos julgá-lo "à uz da nossa época" ?

Valdemar Silva disse...

J. Belo, na 'Alga' da Conde de Sabugosa até às tantas, que saudades.
A chatice era esperar para arranjar mesa, que as bifanas não perdiam a qualidade.
Por lá ia manjar até meados de 1972, depois vim apanhar ares para os lados da Serra da Carregueira e nunca mais por lá passei.
Foram nos verdes anos de 1963/64 e até chegar a hora (1967) de ir batelas na defesa da Pátria (no nosso caso a Pátria do BNU e da CUF).

Ab., saúde da boa e cuidado com a 'receita' dos suecos de deixarem o bicho comer à farta até cair empanturrado.

Valdemar Queiroz

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Ah!, Valdemar, a Pátria que nos queriam vender ao preço da "uva mijona", neste caso, do algodão, da mancarra, do coconote... A Pátria, deles, dos "peanuts"...

Há coisas, imperdíveis, que perdi na Lisboa dos anos 60, do teu "Alga", da Conde Sabrosa ao "Vá-vá" do Zé Belo... (Tenho que lá ir, à Av. Estados Unidos da América 100, Lisboa, enquanto o "camartelo camarário" não se lembrar dele, e não acenarem com os milhões dos franceses, dos chineses, etc., os abutres que estão a dar cabo da Lisboa que tanto amamos... ou amámos.)

Mas nos anos 60 eu vivia a 70 km de Lisboa. Era um "saloio". Fui lá uns dias, com os meus 18 anos, para ajudar um amigo pintor, serigrafista, o Fernando Nobis, a montar uma exposição no SNI!... Escrevi-lhe o texto para o catálogo, e "apaixonei-me" por uma miúda madeirense, filha de um negociante de bananas, do export-import, que andava a tirar o cursp de assistente social...

Aquele abraço, meio desconfi(n)ado. Luís

Alberto Branquinho disse...

Camarada e Amigo Joseph Bellus

Para além de outras coisas, gostei muito da legenda colocada por baixo do "poster": "... just add wine". Eu acrescento: "... and a lot of sunshine". E gostei, também, da referência ao Luiz Pacheco (que os deuses tenham em bom recato, porque no céu da catequese não está - tenho a certeza).

Estava para dizer NADA, quando vi tanta coisa do antigamente da vida.
"Vá-vá"? Ainda por lá aparece o Lauro António, que, aliás, mora na porta ao lado. Outros, muitos, morreram, como o Fernando Lopes. Eu passava muito por lá (como espectador) e, agora, quando vou lá ainda vejo um ou outro que me cheiram à mobília antiga e sentam-se na mesma mesa. O interior está um pouco diferente desde há dois/três anos.

Conde de Sabugosa, man? ALGA?! Com r/c e balcão e a cave (onde cheirava a tudo, mesmo a tabaco). Está lá ainda, apesar da Covid, embora o balcão esteja diferente e cave também, mas muito civilizada. Já não funciona noite dentro, como no tempo em que fechava só meia hora + ou - para limpezas, a tempo de servir pequenos almoços. Agora fecha às 23H depois do jantar. E a fauna não é a mesma ou, sequer, semelhante.
O "Tutti Mundi" mudou de nome. Ainda andam por lá "Os Bons Amigos" e o "Imperador". A praceta interior (naquele ponto em que alarga bastante, onde começa a Gama Barros) está "domesticada": o estacionamento já não se pode fazer à balda. E a ???? que aí havia fechou. (Não me lembro do nome). Estão lá, ainda, as portas, amarelas-douradas.

Alberto Branquinho disse...

(continuação e... acabamento)

Não sei que mais diga.
Agora, ao lado dessa boite (cabaré?), agora fechada, de que não me lembro o nome, está um sapateiro-remendão, mesmo na esquina, que acho não estava lá no antigamente da vida. E dava jeito quando se gastavam meias solas...

Grande abraço
Alberto Branquinho

JB disse...

Meu Amigo Alberto Branquinho.

Este último texto está a tornar-se para mim uma verdadeira “viagem de saudades várias “.
No pequeno largo da Conde de Sabugosa ,onda a Gama Barros se inicia ,muitas vezes estacionei o carro naquela fantástica anarquia que referes.
Havia no larga duas “boites”.
Uma,muito “reservada” e definitivamente não aberta a todos ,cujo proprietário era o cantor moçambicano Tudela.
Muito frequentada por “meninos maus” de boas famílias e “meninas boas” de más famílias.
Estava situada ao lado do restaurante turístico “Arraial”, e seria a tal com portas de um amarelo suave metalizado.
Creio que se chamava “Coton”...qualquer coisa.
A outra,precisamente em frente do início da Gama Barros tinha uma clientela mais “pesada “.
Droga,violência frequente,e mesmo alguns tiros na madrugada,o que não era muito normal nas “Avenidas Novas” do início dos anos setenta.
Prestava então serviço em Quartel relativamente próximo o que me levou a alugar um apartamento precisamente no largo referido.
O mundo dá muitas e estranhas voltas mas é sempre bem pequeno!

E lá estamos a cair em mais um fado a atirar para o “choradinho barato “,dos tais que fazem suspirar as minhas renas.

Um grande abraço .

PS/ E,para o ramalhete ser completo só nos falta referir o “João Sebastião Bar “do Príncipe Real ....para fazer DOER!

JB disse...

Caro Camarada Luís Lomba.

O tal lisboeta da história que teve a fantástica ideia de alugar as revistas pornograficas daria um perfeito Secretário de Estado para a Economia no governo do Sr.Presidente Donald Trump.

(E lá me vão queimar a casa em Key West!)

Um abraço
J.Belo

Alberto Branquinho disse...

Pois é, José Belo!

E do João Sebastião Bar já, em tempos, falámos. Desapareceu há muitos anos, depois de passar por várias gerências. É por isso que aquela largueza de passeio (ali mesmo, no local) parece mais vazia.

Grande abraço
Alberto Branquinho

Valdemar Silva disse...

J. Belo e Alberto Branquinho desculpem entrar na vossa conversa.
Também havia o Sivuca, no Areeiro, e mais abaixo junto à João do Rio uma 'tasca' que fechava às tantas, com umas manhosas fim de estação.
Mas, também conheci o Luís Pacheco, o poeta maldito. Vivia numa casa prós lados de Massamá com uma carrada de filhos das suas várias jovens (juvenis) esposas.
No início dos anos 80, estava no Café Gelo, no Rossio, com um amigo quando entrou o Luís Pacheco. Com uns óculos de lentes fundo de garrafa, colados com um adesivo junto ao nariz, umas calças compridas muito curtas e um rolo de papeis, sentou-se na nossa mesa. O meu amigo conhecia-o, e um 'pagas um café' foram as suas primeiras palavras. 'Este é o Valdemar', disse-lhe o meu
amigo e ele virou-se pra mim, desenrolou os papeis e disse-me 'queres comprar esta merda por cinquenta paus'. Quem comprou foi o meu amigo por 'vá lá vinte paus' e saiu sem mais conversa.

Ab. e saúde da boa
Valdemar Queiroz

Tabanca Grande Luís Graça disse...

José, Alberto, Valdemar: esse roteiro da Lisboa de Ressano Garcia, a das Avenidas Novas, que ficou nas vossas memórias tem de "editado" em poste... Também faz parte da nossa guerra... Vou juntar os "cacos"... Adorei, Valdemar, esta útima referência ao Luiz Pacheco que tu ainda conheceste, em carne e osso no mítico Café Gelo.

Alberto Branquinho disse...

Luís

Toma nota que o Luiz Pacheco não "vivia prós lados de Massamá", como diz o Valdemar. Ele viveu por aí e em lugares de Lisboa e arredores e, até, em Setúbal e Vila do Conde (ou Póvoa?). Mudava quando os senhorios o apertavam com o pagamento das rendas.
Quanto às "juvenis esposas", só conheço o caso das duas irmãs, mas alternativamente; não simultâneamente. Já ao tempo da mais nova, há que ler o "Condomínio". Pode provocar angústia, mas é uma obra-prima.
Não esquecer a sua frase habitual: "Empresta aí vinte paus, pá".

Abraço
Alberto Branquinho

Alberto Branquinho disse...

Luís

Em tempo: O livro não é "Condomínio", mas sim "Comunidade"

Abraço
A.B.

Fernando Ribeiro disse...

https://pervegaleria.eu/PerveOrg/Surrealismo/montagem%20livro_demo.pdf

Valdemar Silva disse...

Alberto Branquinho
Olhe que sim.
Luís Pacheco viveu numa 'vivenda' em Massamá, com vários filhos e uma das suas jovens esposas, não disse com 'as' suas jovens esposas. Foi por esses lados que o meu amigo o conheceu.
Quanto às jovens esposas, alguns diziam juvenis, teve ele de cumprir pena de prisão por relacionamento com estas menores.
O 'empresta aí vinte paus, pá' seria a sua frase habitual e o meu amigo, então, teria a utilizado para ficar 'com aquela merda'.
Julgo haver uma descrição (texto) muito interessante, sobre a noite/madrugada do 25 de Abril, feita por Luís Pacheco quando ele chega a Lisboa vindo de comboio de Massamá, à época Estação de Barcarena.

Abr. e saúde da boa.
Valdemar Queiroz

Alberto Branquinho disse...

Valdemar

Eu não quis dizer que não tenha morado em Massamá, mas sim que morou em muitas localidades e, mesmo nessas, em vários lugares.
Também tive conhecimento dessa condenação e, creio, que foi por causa do relacionamento (convivência) com a segunda irmã, que era menor. Aliás, o livro "Comunidade" foi escrito ao tempo em que vivia com ela e com dois filhos já crescidos e um bébé (se não estou equivocado).
Não conheço esse texto sobre a noite/madrugada do 25 de Abril. Aliás, só conheço alguns escritos dele e dizem que há tanta coisa por aí sem ser publicada nem policopiada.
Tinha uma editora (não sei se devidamente constituída...) chamada CONTRAPONTO.
Costumava vê-lo pelos arredores da Biblioteca Nacional e na zona de Entrecampos.
Não sei se é do teu conhecimento que morreu num lar em Sesimbra.

Obrigado.
Abraço
Alberto Branquinho

Valdemar Silva disse...

Alberto Branquinho
Para ser mais correcto, o tal o texto 'Luís Pacheco, O meu 25 de Abril' foi escrito sobre o ele seguir para Lisboa, quando teve conhecimento na manhã do 25 de Abril.
É um documento da Biblioteca da Universidade de Coimbra e no google pode ser encontrado em
Luís Pacheco - Centro de Documentação 25 de Abril.
Sim, soube que estava num Lar, pensei que fosse em Setúbal, e lá morreu. Em tempos deu na RTP um documentário com ele todo pinocas nesse Lar.
Eu, como trabalhava nos Restauradores, via-o algumas vezes no Rossio, sempre com um aspecto meio andrajoso, mas ele não me reconhecia ou não me via bem devido à sua grande miopia e seguia apressadamente.

Ab. e saúde da boa.
Valdemar Queiroz