sábado, 17 de novembro de 2012

Guiné 63/74 - P10686: Agenda cultural (236): Lançamento do livro Alpoim Calvão, Honra e Dever, Porto, Salão Nobre do Quartel de Santo Ovídio (antigo Quartel-General), Praça da República, 4ª feira, 28 de novembro, 18h00


Sítio oficial do livro, www. alpoimcalvão.com... Algumas "revelações" feitas no livro são divulgadas neste sítio promocional, como por ex o facto do guineense Amílcar Cabral, de origem caboverdiana,  ser "um surpreendente primo por afinidade" do Alpoim Calvão, transmontano, nascido em Chaves, em 1937, no seio de uma família de militares, e que com a tenríssima idade de um ano emigra para Moçambique, com os pais:

"Sobre o destino previsto para Amílcar Cabral e Sékou Touré no caso de serem capturados [na operação "Mar Verde"], Alpoim Calvão é peremptório: 'Amílcar Cabral destinava-se a ser transportado para Bissau, enquanto Sékou Touré seria entregue ao Front.' Este era o objectivo, mas estavam previstos planos de contingência: 'Havia ordem para neutralizar. E como é que se neutraliza? Ou se prende ou se liquida. A ideia é prender, mas se a pessoa oferecer resistência… o que é que a gente vai fazer, mata não é? É simples, é o que ele [Amílcar Cabral] me faria a mim!'.

"À parte do que poderia ter acontecido se ambos se tivessem encontrado em Conakry, certo é que se isso tivesse ocorrido seriam dois primos por afinidade que estariam frente-a-frente [Doc. 42 – Árvore Genealógica]. A irónica revelação está documentada por estudos genealógicos e deriva da relação de parentesco dos irmãos Manuel Álvares Mendes Calvão – quinto avô de Alpoim Calvão – e Sebastião Manuel Álvares Calvão – sexto avô da mãe das duas filhas de Amílcar Cabral, Maria Helena Ataíde Vilhena Rodrigues, uma engenheira silvicultora, investigadora do Instituto Nacional de Investigação Agrícola, nascida na freguesia da Campanhã, Porto, a 12 de Abril de 1927". (Fonte: Alpoim Calvão > As personagens) (*)



1. Mensagem do nosso leitor Rodrigues Morais, com data de 12 do corrente:


Boa noite,

Posso solicitar-lhes o favor de publicitar no vosso blogue o convite (em anexo) do seguinte evento:
Apresentação, no Porto, do livro Alpoim Calvão - Honra e Dever.


Ficaria grato

Cumprimentos
Rodrigues Morais


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Notas do editor:


Último poste da série > 14 de novembro de 2012 > Guiné 63/74 - P10670: Agenda cultural (235): Lançamento do livro Dª Berta de Bissau, de José Ceitil, no dia 21, 4ª feira, pelas 18h00, na sede da CPLP, em Lisboa, Rua de São Mamede (ao Caldas), nº 27, com atuação do músico Mamadu Baio, natural de Tabatô (José Ceitil / Hélder Sousa)


(*) Sinopse do livro, de acordo com o sítio oficial:

Título: Alpoim Calvão – Honra e Dever
Autores: Rui Hortelão, Luís Sanches de Baêna, Abel Melo e Sousa (**)
Editora: Caminhos Romanos, Porto
Ano: 2012
Preço: 25 €

"A vida de Alpoim Calvão, o militar mais condecorado da Marinha Portuguesa, é muito mais do que a vida de um homem de armas.  É a vida de um dos principais protagonistas da História de Portugal
das últimas seis décadas.

"A vida de um rapaz que se 
arrebatou por Marx e se encantou pela multiculturalidade de Moçambique. De um jovem patriota que se alistou por convicção e se entregou voluntariamente aos sacrifícios  da guerra no Portugal africano. A vida de um homem que aos 33 anos liderou as forças nacionais na investida a Conakry para libertar presos portugueses. A operação "Mar Verde" (1970), ainda hoje estudada em escolas militares de todo o mundo, continua sem ser oficialmente reconhecida por Portugal. São feitos como este que fazem de Alpoim Calvão o último grande marinheiro do ciclo do Império Português. Mas também que muito contribuíram para que se transformasse num alvo a abater após o 25 de Abril de 1974, uma revolução à qual se recusou a aderir por não lhe ter sido esclarecido o destino a dar às gentes e aos territórios portugueses de África.

"Na vida como no mato, sempre encarou os ataques de frente, avançando por aquilo e aqueles em quem acreditava. Foi assim que se envolveu no 11 de Março de 1975 e que se tornou no líder operacional do MDLP. Se muito disto se conhece já, nunca ele e outros tanto tinham revelado como neste livro.

"E numa vida cheia há ainda tudo o resto, tão ou mais interessante. Os episódios nunca contados da guerra, a irreverência que irritava chefes militares e ministros, os perigos de ser garimpeiro no Brasil, os bastidores do negócio da venda de armas. E mais intimamente, a dor de perder um filho, o talento para a ópera  e o interesse pela arte, a improvável amizade com Otelo Saraiva de Carvalho
e o surpreendente parentesco com Amílcar Cabral, o líder inimigo na Guiné.


"Uma vida única! Uma biografia fundamental para conhecer e compreender a vida portuguesa dos últimos 60 anos".

(**) Sobre o principal autor, Rui Hortelão:

(i) nasceu em 1978, em Lisboa;
(ii) licenciado em Comunicação Social, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP);
(iii) é jornalista desde 1997;
(iv) foi director-adjunto do Diário de Notícias e subdirector do Correio da Manhã; antes passou pelo Record, 24horas, Focus e foi cronista da Sábado;
(v) como enviado especial, fez a cobertura de visitas de Estado, de dois Jogos Olímpicos, bem como de campeonatos da Europa e do Mundo de futebol;
(vi) foi docente na pós-graduação em Estratégias de Comunicação e Assessoria Mediática, do Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA);
(vii) é co-autor do livro As Estórias Nunca Contadas Pela História – 100 Anos de República (2010).

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