sábado, 5 de março de 2016

Guiné 63/74 - P15824: (De) Caras (34): Bla, bla, bla .... e o almoço de 16 de Abril (António Matos)

1. O nosso camarada António Garcia de Matos, ex-Alf Mil Minas e Armadilhas da CCAÇ 2790, Bula, 1970/72, enviou-nos a seguinte mensagem.

Bla, bla, bla... e o almoço de 16 de Abril

Não me é fácil inscrever numa confraternização onde perto de 100% dos confrades me são desconhecidos pese embora o facto de termos partilhado, pessoalmente ou por interposta pessoa, um território que, sendo hostil por missão, se tornou o nosso poiso e onde partilhámos experiências agridoces desde lutas e tiroteios, doenças ou amores, correspondidos uns, nem tanto outros ...

Tendo contribuído há alguns anos atrás com uma participação muito activa neste nosso blogue, a verdade é que optei por o seguir com interesse mas do lado de cá, de fora, e com uma assiduidade, no mínimo, duvidosa.

Todos os anos me apercebo do habitual almoço mas hoje fui possuído por uma certa vontade de estar presente em Abril.

Sem com isto estar a formalizar uma inscrição,vou deixar passar o tempo de amadurecimento da ideia e aguardar o entendimento dos neurónios para depois decidir em conformidade.

Haverá, quiçá, quem alvitre que eu esteja a fazer-me de caro, ao(s) qual(ais) e sem qualquer intuito de justificação ( parafraseando o Tenente Coronel Mexia Leitão que tive o prazer de conhecer nos Arrifes, no BII 18 em 1970 ) direi apenas : evita-te, homem !

Estando a jogar num fifty / fifty, vou aproveitar a ocasião para, admitindo a minha ausência e na pessoa do Luís Graça, desejar a todos um grande almoço e um saudável fim de semana.

Admitindo a presença, um até 16 de Abril !

Abraços,
António Garcia de Matos
___________

Nota de M.R.: 

Vd. Também o último poste desta série em: 4 DE MARÇO DE 2016 > Guiné 63/74 - P15820: (De) Caras (33): Somos a Tabanca Grande, com 711 elementos, dos quais 669 vivos, 602 camaradas, mais 67 amigos/as... Voltamos a juntar-nos no dia 16 de abril em Monte Real, pelo menos uns 200 (que é a lotação máxima)... "Oxalá / Inshallah / Enxalé que Deus e os bons irãs nos protejam"...

12 comentários:

António Martins Matos disse...

Caro amigo, camarigo ou lá o que é

Deixa-me dizer-te que, por tua culpa, eu, que para os meus amigos sempre fui o António Matos, tive de acrescentar um “Martins” lá pelo meio da identificação, a tua velhice no blogue a marcar pontos.
Acresce que, desde a minha “incorporação” nestas tertúlias, sempre tive a curiosidade de encontrar o meu homónimo.
Posto isto, deixa-te de partes vagas e inscreve-te, temos de tirar uma foto conjunta
Abraços

AMM
(ANTÓNIO Martins MATOS)

António José Pereira da Costa disse...

Olá Camarada
Com o devido respeito, tenho que dizer-te que o isolamento, mesmo que determinado pela distância não é positivo.
Divulgar e evitar o esquecimento, enquanto pudermos é a "nossa última missão histórica".
Por isso aparece no almoço e depois discute, berra, grita, diz asneiras, bebe e canta se houver matéria.
O mais é nada, como diz o Fernando Pessoa.
Um Ab.
António J. P. Costa

Hélder Valério disse...

Alto lá!

100% desconhecidos, nem por isso.
Tive sempre em grande apreço os textos (e as situações vividas e relatadas) que o A Garcia M por aqui colocou.
E, motivado por isso e também por mais alguma irreverência dos textos do "motard" A Garcia M e do "kartista" A Garcia M, desloquei-me uma manhã de sábado ao Kartódromo de Palmela onde trocámos aqueles abraços cúmplices de "camaradas da Guiné".
Portanto, tendo também em conta que o A Garcia M é igualmente um 'cozinheiro gourmet' e por apreciador de boa comida, secundo o apelo do A Martins M para que seja possível uma foto conjunta.
Não conheces então 99% do pessoal mas deixa-me dizer que vais encontrar de tudo.
A começar pelos "gajos porreiros". Outros que, eventualmente, nem tanto.
Mas não tenhas dúvida que é o local por excelência onde podes conhecer e reconhecer "malta do teu tempo" e dos 'outros tempos e lugares'. Alguns Oficiais superiores, outros Oficiais menores, vários da classe dos Sargentos (principalmente os Sargentos 'económicos', os Furriéis), Cabos e até, vê lá, Soldados. Do 'chão', muitos. Do 'ar' alguns, pois costumam ter sempre uma honrosa representação. Do 'mar' é mais raro, já tem estado um ou outro.
E da Artilharia, das Transmissões, da Cavalaria, Infantes vários.
Com experiência em locais emblemáticos, tais como Guileje, Guidage, Gadamael, Piche, Catió, Mansoa, K3, Farim, etc. Também 'rodados' nos perigos de Bissau.

Enfim, se fores, e acho que deves ir, não darás o dia por mal passado.
Depois, o balanço das emoções e dos 'ganhos e perdas' te dirá o que verbalizarás.

Aparece!

Abraço
Hélder S.

Anónimo disse...



Camarada António Matos:

Há anos que eu me revejo nas rugas, nos cabelos brancos e nas carecas, destes jovens do meu tempo e que me devolvem a mesma imagem idêntica à desles. Eles são o meu espelho.
À medida que vamos ficando mais velhos vamos ficando mais sujeitos aos percalços que a sorte, a fortuna e o funcionamento da nossa máquina biológica, já bastante desgastada nos prega. Já atingimos um limiar de vida em que começamos a balançar entre dois mundos, como tal penso que sem sermos rudes já nos deve ser permitido uma certa franqueza. Pessoalmente confesso que usando essa franqueza para me expressar, permito-me dizer que estes encontros de camaradas são uma boa terapia e ajuda para um bom aproveitamento dos nossos últimos dias, meses ou anos. Na verdade não é fácil encontrar tantos "Velhotes" a festejar sentimentos de amizade e camaradagem dos seus tempos de jovens. Viva a vida, estes encontros são um sinal de vitalidade, são um sinal de combatentes corajosos, que continuam a olhar a morte sem medo.
António Matos, tu és um combatente, comparece!
Um abraço. Francisco Baptista.

Anónimo disse...

Bla,bla,bla.
O meu umbigo.

Rui Cardoso Santos

J. Gabriel Sacôto M. Fernandes (Ex ALF. MIL. Guiné 64/66) disse...

Meu caro António Matos:
Compreendo o que dizes, porque, também pensava como tu até ao ano passado. Este ano, vou ao almoço pela segunda vez (mudei de opinião) e não sou nenhum periquito (Guiné 64/65/66).
Um abraço,
JS

Carlos Vinhal disse...

Blá, blá, Blá... ir ou não ir: eis a questão.
Ontem, pela 10.ª vez, reuniram-se alguns Combatentes do Concelho de Matosinhos e seus familiares.
Na hora do reencontro pergunta-se: - Onde está o C? Caiu, feriu-se e não pôde vir. Onde está o E? Sentiu-se mal e foi para o Hospital.
Olhando a sala, a partir de um dos topos, o espectáculo é de facto curioso, uma espécie de convivência entre associações de terceira, desculpem, segunda idade. Uns mais ou menos direitos, uns gordos (muito) e uns magros, alguns de canadianas, uns sem cabelo, e os que ainda o têm, têm-nos brancos como a neve que por estas bandas nunca cai.
Que sobra disto? Uma amizade sempre renovada em cada ano, um sentido de camaradagem indestrutível. Ao longo de 13 anos de guerra, todos e cada um de nós viveu pelo menos 2 anos de angústia e sofrimento. Neste dia, o doutor, o electricista e o motorista de táxi estão em pé de igualdade, e só algum acanhamento evita aquele abraço mais cordial e sentido.
Acho que ir ou não ir depende da maneira como vimos estes convívios, o resto é lateral.
Abraço
Carlos Vinhal

Anónimo disse...

Parece-me que já foi tudo dito, ir ou não ir é um acto de liberdade do A.G.M., mas cá por mim enviava-lhe a guia de marcha para Monte Real no dia 16 e pronto.
Atenção, estou a dizer isto e ainda não me inscrevi, mas se tudo correr bem vou fazê-lo em breve.
Um abraço,
BS

Anónimo disse...

Tornei a ler cuidadosamente o P15824-Bla,bla,bla.

Mas,incapacidades minhas,continuo sem compreender a sua essência.
A dramática dúvida do autor quanto à possível ida ao convívio terá alguma subtileza existencial que me ultrapassa?
A ser resultante de ego super-requintado fica-se pelo Bla,bla,bla?

Incapacidades minhas.

Rui Cardoso Santos

Luís Graça disse...

Welcome aboard, captain!...

Já falámos ao telefonem, várias vezes, sabes que conheci o teu pai (... tenho 15 anos de carreira na antiga Direção Geral das Contribuições e Impostos, tendo saído quando já era técnico superior no Centro de Estudos Fiscais), mas a ti, para além do blogue e dos excelentes postes que escreveste, ainda não de conheço "ao vivo", isto é, em carne e osso...

Alfabravo. Luis

JD disse...

Camaradas,
Nós já vamos na terceira idade, e depois desta, com mais ou menos duração não há outras. Donde, é legítimo cada um escolher a melhor maneira de a aproveitar, ou a suposta melhor maneira.
Lembro-me dos escritos do Matos, alguns pontilhados de conteúdos meio enigmáticos, angustiados também, mas sempre mobilizadores de bom estilo. E tenho a ideia de que o Matos ter-se-á refugiado de algumas polémicas que tiveram lugar no Blogue. Comentei isso com um camarada.
Também sei que o Matos não vai rever o seu camarada Luís Faria, que não voltará a participar em confraternizações. É a lei da vida, e por morrer uma andorinha... não nos devemos recolher, embora desconfie que não é pessoa para recolhimentos, que não se confundem com recolhimentos intimistas.
Portanto, se tento compreender o NIM que já manifestou, também gostaria de o desafiar (ainda não estou inscrito) para a operação a realizar, também ela susceptível de revelar perigos que o afastem por mais tempo, mas eu sou optimista, e tenho uma espécie de certeza, de que no geral a malta encontra motivos de satisfação pelo (re)encontro com um ou outro, dada a impossibilidade de nos cruzarmos com todos. Questão de sorte.
Abraços fraternos
JD

António Matos disse...

É sempre prazenteira a leitura das ideias de quem se deu ao trabalho de se debruçar sobre um nosso escrito para, numa de encorajamento, de crítica construtiva e até da assumpção duma certa perplexidade criada nos seus espíritos, termos a possibilidade de regressar ao diálogo e apaziguar as hostes .
A vida, no seu inexorável ritmo impune às altercações que lhe queiramos impôr, encarrega-se de ir mantendo a cadência dos acontecimentos e suas correlações o que, mais uma vez, aconteceu.
Começando por agradecer a todos os que aqui se manifestaram quanto à minha hipotética presença no almoço do próximo dia 16 de Abril, cá volto eu para confirmar a minha ausência, com alguma mágoa, diga-se em abono da verdade.
Jamais me tinha passado pela memória mas, a aproximação da data assim fez com que acontecesse, e dou por mim na precisa data em que faz o 1º aniversário da morte dum cunhado meu lá para os lados de Guimarães.
Compreensível como será, estou certo, e inultrapassável por dever familiar e humano, irei às cerimónias comemorativas da ocasião e assim se justifica a não-ida a Monte Real.
Uma palavra especial ao Helder Valério que me contactou mais do que uma vez para a fotografia de família bem como ao meu homólogo António Matos ( ainda que Martins ) mas ainda não foi desta....
Bom almoço a todos e um abraço generalizado para a Tabanca Grande !