quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Guiné 63/74 - P16433: Agenda cultural (489): Amanhã, dia de 1 setembro, estreia nos cinemas o filme, de Ivo M. Ferreira, "Cartas da Guerra", baseado nas cartas de amor e guerra de António Lobo Antunes, ex-alf mil médico, da CART 3313 (Angola, 1971/73). Descontos especiais para grupos de ex-combatentes e séniores












Ver aqui trailer do filme, disponível no You Tube. O filme teve anteestreia em 24 do corrente, às 19h30, no Cinema São Jorge, Lisboa, tendo contado  com a presença do realizador e dos actores.



Informação adicional da produtora, através de Marta Leon:


Boa tarde Sr. Luís Graça,

O filme CARTAS DA GUERRA estreia amanhã, dia 1 de Setembro. E estará nas salas de cinema até 7 de Setembro.

Envio a lista de salas:

- LISBOA E GRANDE LISBOA
Cinema UCI El Corte Inglés [Sessões: 14h20 | 16h40 | 19h10 | 21h30 | 23h55]
Cinemas NOS Amoreiras [Sessões: 13h10 | 15h40 | 18h50 | 21h30 | 00h00]
Cinema Ideal [Sessões: 14h15 | 16h15 | 20h00 (Leg. Inglês/ Eng. Subtitles) | 22h00]
Cinema City Alvalade [Sessões: 15h35 | 19h30]
Cinema Medeia Monumental
Cinema NOS Almada Forum [Sessões: 12h55 | 15h40 | 18h25 | 21h15 | 23h55]
Cinema NOS Oeiras Parque [Sessões: 12h50 | 15h25 | 18h00 | 21h00 | 23h50]
Cinema da Villa - Cascais
Cinema City Alegro Setúbal [Sessões: 11h40 (fim-de-semana) | 19h20]
Cinema Charlot (Setúbal)

- CENTRO
Cinema NOS Alma Shopping (Coimbra) [Sessões: 13h40 | 16h30 | 19h05 | 21h40 | 00h20]
Cinema NOS Forum Viseu [Sessões: 14h30 | 17h00 | 21h50 | 00h20 (6ª e sáb.)]
Cinema NOS Forum Aveiro [Sessões: 13h05 | 15h40 | 21h20 | 00h00 (6ª e sáb.)]
Cinema City Leiria
Cineplace Serra Shopping (Covilhã)


- NORTE E GRANDE PORTO

- Cinema UCI Arrábida 20 (Porto)
- Cinema NOS Alameda Shop & Spot (Porto) [Sessões: 13h10 | 15h40 | 18h30 | 21h10 | 23h50]
- Cinema NOS NorteShopping (Matosinhos) [Sessões: 16h10 | 18h40 | 21h25 | 00h00]
- Cinema NOS Braga Parque [Sessões: 18h00 | 21h00 | 23h40]
- Cinema NOS Nosso Shopping (Vila Real) [Sessões: 13h50 | 16h40 | 22h00 | 00h30 (6ª e sáb.)]
- Cineplace Estação Viana (Viana do Castelo)

- SUL E ILHAS
Cinemas NOS Forum Algarve (Faro) [Sessão: 18h40]
Cinemas NOS Forum Madeira (Funchal) [Sessões: 11:10 | 13:40 | 19:00]
Cineplace Parque Atlântico - Ponta Delgada (Açores)


Informo também que conseguimos negociar preços especiais para veteranos com os exibidores. Para grupos maiores de 15 pessoas, o valor do bilhete é de 4€ (por pessoa). Se por acaso tiverem interesse em organizar uma ida em grupo ao cinema, peço-lhe que entrem em contacto comigo para eu poder agilizar o processo com a sala de cinema à vossa escolha.

Fico a aguardar o seu feedback.

Obrigada,

Marta

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Nota do editor:

Último poste da série > 7 de julho de 2016 > Guiné 63/74 - P16281: Agenda cultural (488): O filme "Cartas da Guerra", de Ivo M. Ferreira, baseado na obra de António Lobo Antunes, tem estreia comercial em 1 de setembro próximo

5 comentários:

Anónimo disse...

LITERATURA DA GUERRA COLONIAL

A - Deixando de lado toda e qualquer postura política ou ideológica, o que é "literatura da guerra colonial"?

1 - É TODO E QUALQUER ESCRITO SOBRE A GUERRA?
2 - É aquela escrita feita por QUEM SOFREU A GUERRA À DISTÂNCIA?
3 - É aquela escrita feita por QUEM SOFREU A GUERRA NOS ESPAÇOS DE GUERRA?
4 - É aquela escrita feita por QUEM SOFREU COM A GUERRA LONGE DOS ESPAÇOS DE GUERRA?
5 - É aquela escrita feita SOMENTE POR QUEM FEZ A GUERRA?

B - Fazer a guerra

Deixando de lado toda e qualquer postura política ou ideológica
- Uma coisa é FAZER A GUERRA outra coisa é SOFRER COM A GUERRA. Daí que eu diga que as ÚNICAS MULHERES que FIZERAM A GUERRA foram as nossas Enfermeiras para-quedistas; muitas outras mulheres (nesses tempos, mas não todas) sofreram com a guerra, mas não fizeram a guerra.

C - Das respostas às questões em A acima se poderão clarificar os EQUÍVOCOS em atribuir o epíteto de literatura de guerra colonial a uma literatura baseada no "consta que" ou no "ouvi dizer":
- No consultório médico ou no posto de socorros;
- Nas messes de oficiais e espaços anexos (incl. piscinas);
- No cabeleireiro e em outros espaços civis ou militares;
- Etc. etc.
EVITEMOS, portanto, "modas" e atitudes de "Maria vai com as outras".

D - QUESTÃO FINAL

- Porque é que não se fala, escreve, filma sobre os livros do MELHOR escritor da guerra colonial - Carlos Vale Ferraz - que aborda desde a temática da guerra (vivida e sofrida)pura e simples, desde os riscos e os sofrimentos presentes ao planeamento operacional e, até, temática pícara e herói-cómica?

Saudações
Alberto Branquinho

Antº Rosinha disse...

Alberto Branquinho tem toda a razão, até já há livros inspirados com ajuda de conversas de salão de cabeleireiro, isto sem eu estar a inventar.
Nem Alberto Branquinho está a inventar.
Mas devemos "amealhar" tudo o que se escreva, diga e contradiga.
Verdades, exageros e meias verdades, tudo vai servir para melhor entendermos o que se passou connosco, com Portugal, com Europa e com África.
Ainda este mês o mais lido e publicado historiador vivo português,Fernando Rosas, escreveu na revista, História, do JN (Nº 4/Agosto/1916):
"Ou o Governo de Lisboa (Marcelo) negociava...ou a continuação da guerra deitava abaixo o regime".
Ora isso a acontecer, negociar, 1968/9, levava-nos a que hoje não tivéssemos estas cartas de Lobo Antunes e teríamos por mais uns anitos o benfazejo regime salazarista?
Curioso que há muitos anos o PAIGC acha-se o verdadeiro, e só ele, responsável pelo derrube da ditadura em Portugal, e queixam-se que ninguém lhe agradece esse feito.
Alberto Branquinho lembra bem Carlos Vale Ferraz
Carlos Vale Ferraz conhece as bolanhas da Guiné e as anharas do Moxico onde andou Lobo Antunes e as linhas com que se coze o PAIGC e o nosso historiador Rosas.
Mas Alberto Branquinho, penso que já há coisas filmadas, apoiadas em trabalhos literários de Matos Gomes seu verdadeiro nome.
Este escritor tem uma fisionomia de aspecto tão africanista que não me admiro que saiba ainda mais do que aquilo que já escreveu e discursou.
Alberto Branquinho, com conhecimento de causa, as anharas do Sudeste e Leste de Angola (Cús de Judas)eram um paraíso divinal, comparado com as bolanhas de Cadique, Bissorã ou Cufeu.
Claro que a claustrofobia do arame farpado é sempre um inferno, seja nas bolanhas ou nas anharas.
Cumprimentos

Anónimo disse...

Quanto as cartas de guerra, não vale a pena pronunciar-me.Mas quanto à "generosidade" do desconto para ex-combatentes fico "muito sensibilizado" com o desconto desde que em grupos não inferiores a 15.Ou seja ou vamos em rebanho ou não há desconto para ninguém.Assim nos tratam (os antigos combatentes)aqueles que vão escrevendo e fazendo uns filmes à pala (dos antigos combatentes).Porque pelos vistos a guerra volta a estar na moda e a dar para alguns.
Carlos Gaspar

Tabanca Grande disse...

Camaradas, apesar das vossas reservas iniciais, vejam o filme e mandem-nos a vossa crítica... É assim que se acrescenta conhecimento ao conhecimento...

Anónimo disse...

Luis

Da minha parte não são "reservas". SÃO CONVICÇÕES.
Não entendo a que "conhecimento" te referes. Simplesmente "cinéfilo" ou da realidade abordada?

Abraço
Alberto Branquinho