domingo, 1 de janeiro de 2017

Guiné 61/74 - P16902: Manuscrito(s) (Luís Graça) (107): As janeiras da tabanca da Madalena: vivó 2017!... (E saudando todas as tabancas e todos/as os/as tabanqueiros/as da Tabanca Grande: AD - Bissau, Ajuda Amiga, Algarve, Bandop do Café Progresso - Porto, Bedanda, Candoz, Centro - Monte Real, Ferrel, Guilamilo, Lapónia, Linha - Cascais, Maia, Matosinhos, Melros - Gondomar, Oeste, Ponta de Sagres - Martinhal, São Martinho do Porto, Setúbal, e por aí fora, que o mundo afinal é pequeno!)




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Vila Nova de Gaia  > Madalena  >"Tabanca da Madalena" > 24 de dezembro de 2016  >  Algumas das coisas boas do Natal português nortenho... Os arranjos de azevinho (de Candoz), as rabanadas, os bolinhos de chila, o arroz doce (prós "mouros", que a aletria é que é prós "morcões"...), a lareira, e sobretudo o calor humano, a amizade, a arte de ben receber... coisas que não têm preço e nem se vendem nas grandes superfícies!


Fotos (e legendas): © Luís Graça (2016). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Canaradas da Guiné] (Com a devida vénais aos donos da casa da Madalena, Gusto e Nitas)


As janeiras 
da tabanca da Madalena 

> Vivó 2017

por Luís Graça





O dois mil e dezasseis
Já lá vai e deixa saudade,
Depois da festa dos Reis,
Ficamos mais velhos de idade.


Ficamos mais velhos de idade,
Todos  aqueles que aqui estão,
Uns com mais ruindade,
Outros jurando que não.


Outros jurando que não,
Tão frescos que nem um pêro,
Mente sã em corpo são,
Cuidando de si com esmero.



Cuidando de si com esmero,
E nós cultivando a  esp’rança,
Por mim, este ano só espero
Que não nos falta a confiança.


Que não nos falta a confiança,
E nos aguentemos nas canetas,
Vivendo com temperança,
Sem ter que andar de muletas.


Sem ter que andar de muletas,
E sermos uns coitadinhos,
Mas pior é ir de carretas
Lá pró mundo dos anjinhos.


Lá pró mundo dos anjinhos,
Quanto mais tarde melhor,
Tratem bem desses corpinhos,
Que eu a todos desejo amor.


Que eu a todos desejo amor
(e paz nesta terra querida),
Traz mais cor e melhor sabor
A uma vida bem vivida.


A uma vida bem vivida,
Neste ano que chega agora,
Dêmos  à má sorte uma corrida,
A tristeza mandemos embora.


A tristeza mandemos embora,
Que a vida é que vale a pena,
Aqui é que ela não mora,
Nesta casa da Madalena.


Nesta casa da Madalena.
Há o melhor “réveillon”,
Tia Nitas, mulher pequena,
Toca tudo, menos “acordéon”.


Toca tudo, menos “acordéon”,
Do cavaquinho à panela,
Sabe receber, é um dom,
Que, dizem, nasceu com ela.


Que, dizem, nasceu com ela,
É o marido que nos garante,
Enquanto por todos nós zela
E nos serve o espumante.


E nos serve o espumante,
Formam os dois um belo par,
Obrigado a este restaurante
Por este rico jantar.


Por este rico jantar,
Fica desde já prometido,
Pró ano nós cá voltar,
Fica escrito e fica dito.


Madalena,  V. N. Gaia,

6 comentários:

Carlos Vinhal disse...

Por lapso de memória, o nosso Editor esqueceu-se da activa Tabanca dos Melros e do Bando do Café Progresso que justamente também devem ser aqui lembrados.
Para todos os atabancados as nossas homenagens.
Carlos Vinhal, Co-editor.

Hélder Valério disse...

Pois muito bem!
Reparação justa, se bem que nestas coisas não se pode pretender ser "exaustivo".
Havia em tempos uma publicidade que dizia mais ou menos assim: "contra a tosse está sempre atento o rebuçado S. Bento" (é preciso é rimar...). Por analogia podemos considerar que "corrigindo sem ser por mal, temos sempre o 'nosso' Vinhal".
Vamos então começar as nossas caminhadas neste novo ano esperando que o saldo do "deve/haver" nos seja propício.
Abraços
Hélder Sousa

Tabanca Grande disse...

Bom dia, amigos e companherios: têm razão, ás vezes é pior o pecado por omissãodo que por ação... Da Tabanca dos Melros não em tinha esquecido, a Tabanca do Bando do Café Progresso é que foi lapso meu... Peço mil perdões ao régulo Jorge Teixeira e demais "bandalhos"... Mas haverá outras tabancas, mais efémeras, cujos nomes não me ocorreu...

Passei a alargar o período da nossa guerra para 1961... Afinal, é este esde o início da(s) guerra(s) do ultramar, se bem, que não "oficial" nem oficioso no caso da Guiné...

Já há muito que tencionava corrighir este lapso... Aliás o nosso blogue começou, em 2004, por abarcar o período de 1969/71, altura da minha comissão... Queremos que toda a malta, de 1961 a 1974, se sinta "abarcada" e "embarcada"...

Anónimo disse...

Bom dia estimados Camarigos: Editores; Co-Editores; Camaradas da Arma de Transmissões (sobretudo do AGRTMs); Todos os demais Tabanqueiros; os Amigo(a)s do Blogue e os visitantes não "utentes deste Pré", votos de um ANO NOVO excedentário de tudo!...
Correto?!...

Luis, Vinhal, Helder: um Bem Hajam e que Deus vos (nos) continue a proteger.

Tudo o que se tem publicado é muito estimulante, protege o "trilho", induz a "picada" , nutre a nossa estima e é um bom remendo para o "camuflado".

Obrigado e um forte Abraço

Álvaro Vasconcelos

António José Pereira da Costa disse...

Olá Camarada

Tás a poetar umas coisas! Ao "gosto popular".
É assim mesmo!
Empilhar frases pode ser um exercício mental (até muito válido) e um modo de expressar sentimentos, mas não é poesia.
Por outras palavras: versos brancos não são poesia.
Também haverá tintos? Se calhar até há palhetes e a gente não sabe...

Um Bom Ano
António J. P. Costa

António José Pereira da Costa disse...

Olá Camaradas

Proponho que a análise da guerra se alargue para 1958.
Para lá do início da luta armada na Guiné há a fase de "agitação" que as nossas autoridades teimaram em escamotear.

O estudo deste período é importante, tanto mais que a Guiné, enquanto país, não terá muita memória dele. E, digo eu, deveria tê-lo. Reparem que o PAIGC é um partido velho, dos mais velhos da África daquele tempo e, yalvez por isso surgiu muito organizado e estruturado.

Um Ab.
António J. P. Costa