sábado, 25 de fevereiro de 2017

Guiné 61/74 - P17082: Notícias (extravagantes) de uma Volta ao Mundo em 100 dias (António Graça de Abreu) - Parte I: "O bom viajante não sabe para onde vai, o viajante perfeito não sabe de onde vem" (Lin Yutang 1895-1976)



Espanha > Catalunha > Barcelona > 1 de setembro de 2016 


Texto, fotos e legendas: © António Graça de Abreu  (2017). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].











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(Continua)


1. Mensagem, com data de 19 d corrente,  de António Graca de Abreu, António Graça de Abreu, escritor, poeta, sinólogo, nosso camarada, ex-alf mil, CAOP 1 [Teixeira Pinto, Mansoa e Cufar, 1972/74], membro sénior da nossa Tabanca Grande, e ativo colaborador do nosso blogue com 175 referências:


Luís, caríssimo


Conforme dombinado, envio-te, em texto definitivo, a primeira parte, a menos interessante, das Notícias (extravagantes) de uma Volta ao Mundo, Setembro, Dezembro de 2016. Vai em PDF com fotografias no correr do texto.

Tenho muitas mais fotografias de cada lugar, que te posso enviar em separado, a inserir em cada texto.

Diz-me o que achas. Não valerá pena publicar tudo, mas apenas os textos que considerares mais interessantes.

Como texto introdutório, sugeria estas minhas palavras:

Companheiros e camaradas da Guiné

Depois daqueles anos de fogo, nas décadas de sessenta e setenta do século passado em que, meninos e moços, fizemos uma guerra em terras da Guiné e depois, pelo bem e pelo mal, regressámos marcados para todo o sempre, continuámos as nossas sinuosas vidas, filhos, netos, casamentos, divórcios, trabalhos e lazeres, emigração, viagens de espantar, a atravessarmos o mundo e o mundo a atravessar-nos a nós.

Com sete décadas de complexa vida, tive a sorte de viver quase nove anos fora de Portugal, derramando-me por quatro continentes. Sou dono de coisa nenhuma, mas o mundo não me é estranho.

Acabei de concretizar uma Volta ao Mundo, por alguns dos muitos mares "nunca dantes navegados", três meses e nove dias de viagem num navio ao encontro do mundo, ao encontro de mim. Fui escrevendo uns textos curtos, de lugar em lugar, simples notícias às vezes extravagantes e, por certo, inéditas.

Se tiverem paciência, leiam, acompanhem-me na viagem. Prometo não vos desiludir. Em San Diego, EUA, em Melbourne, Austrália, na Tailândia, em Cochim, Índia, em Muscate, Omã, lá encontrarão também a referência aos combatentes de outras, ou as mesmas, guerras, e a essa fantástica, exaltante e estuporada expansão dos portugueses pelo vasto mundo.

Abraço a todos,


António Graça de Abreu

3 comentários:

Tabanca Grande disse...

António:

O pobre do Fernão de Mafalhães, transmontano de Sabrosa, morreu sem ter completado a viagem de circum-navegação ao globo terrestre (1519-1522... Mais comodamemnte, e em muito menos tempo (100 dias), tu foste de Savona a Savona, num desses navios de cruzeiro, italianos, que são verdadeiras cidades flutuantes... Todas as vezes que vejo um, no nosso Tejo, fico com ganas de apanhar uma boleia... Mas, pelas contas qe faºo por altro, e para levar a minha Maria, teria de dispor de uma grossa maquina, talvez entre 30 mil a 40 mil, fora o dinheiro de bolso... Convenhamos que a aventura não está ao alcance de 99& dos nossos grã-tabanqueiros...

De bom grado, vou acompanhar as tuas crónicas, e viajar contigo por esses mares que os nossos bravos antepassados de Quinhentos foram os primeiros a navegar e a explorar... Acredito que hoje ainda não haverá muitos portugueses que possam pôr no currículo uma proeza como esta...

Paea abrir o apetite aos nossos leitores, vou deiZAE aqui o último parágrafo da tua 1ª versão (documento em pdf, com 77 páginas):

(...) "Amanhã o Costa conclui a jornada de volta ao mundo, segue de Civitavecchia
para Savona, pedaços de mar Mediterrâneo que conhece de cór. Depois, um avião para
Lisboa e vamos regressar a casa, ao dulcíssimo lar. Foram três meses e oito dias de
viagem por oceanos infindos, terras de assombro e magia. Começo a ter saudades da
ditosa pátria, do conforto do meu lar, de respirar Portugal.
Depois, como dizia Bernardo Soares, aliás Fernando Pessoa:

A vida é o que fazemos dela,
As viagens são os viajantes.
O que vemos não é o que vemos
Senão o que somos." (...)

Fechas mesmo a tua reportagem com chave de ouro!...

Hélder Valério disse...

Claro que vou acompanhar, com todo o interesse, curiosidade e avidez por poder absorver as informações, cores e paisagens de locais que não poderei visitar.

Tenho para mim que o nosso Blogue, sendo um local indicado para o repositório das nossas 'memórias dos tempos de guerra', também pode ser um espaço onde nos possamos (re)encontrar com as 'coisas do Mundo'.
É assim que entendo os 'post' com poesia, as crónicas da América do Toni Borié, os relatos de viagens e outras observações do Beja Santos, os 'frescos' do Brunhoso do Francisco Baptista, etc.
Como não sou invejoso, fico até satisfeito que alguém tenha tempo e dinheiro para poder usufruir desses prazeres da vida e que seja generoso para nos dar a conhecer o Mundo através dos seus olhos e sentimentos.
Podes acreditar, caro António G de Abreu, que mesmo tendo "visto pouco do Mundo" irei dar bastante crédito ao muito que viste

Hélder Sousa

antonio graça de abreu disse...

Obrigado, Luís,pela publicação das minhas notas de viagem. Espero não aborrecer os nossos camaradas, pessoal amigo. Levá-los-ei até lugares exóticos como a Guatemala, a Costa Rica, as ilhas Tonga, ou Samoa, na Polinésia, praias selvagens no sudoeste da Austrália,Petra, na Jordânia, etc.
A primeira foto não é de Savona, mas da saída do porto de Barcelona.

Abraço,

António Graça de Abreu