quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Guiné 61/74 - P17074: Consultório militar do José Martins (20): Pelotão de Reconhecimento AML/Panhard 1106 (Guiné, 1966/68)



1. Em mensagem do dia 3 de Fevereiro de 2017, o nosso camarada José Marcelino Martins (ex-Fur Mil Trms da CCAÇ 5, Gatos Pretos, Canjadude, 1968/70), responde a mais uma solicitação ao seu consultório militar, a propósito da busca de elementos sobre o malogrado Soldado Atirador Explorador António Dias Simão, por parte da sua sobrinha Cristina Carvalho, conforme a mensagem que se publica:

Data 2 de Fevereiro de 2017
Assunto: Combatentes da Guiné

Saudações cordiais. 
Estou neste momento a tentar fazer um memorial acerca do meu tio António Dias Simão que morreu na Guiné em 15 de janeiro de 1967. 
Se puderem ajudar-me com algumas informações ficaria muito grata. Da família já só vive a minha mãe, irmã mais nova dele e as recordações são poucas para além de algumas fotos. 
Não queria que o nome do meu tio caísse no esquecimento e por isso vou tentar escrever um pequeno livro. 

Grata pela atenção 
Maria Cristina Pereira


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Nota do editor

Último poste da série de 5 de setembro de 2016 > Guiné 63/74 - P16451: Consultório militar do José Martins (19): Notícia da criação da "Agência de Leiria" da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, em 12 de abril de 1924, sendo seu presidente o cor inf Francisco de Lacerda e Oliveira, comandante do RI 7

9 comentários:

Tabanca Grande disse...

Obrigado aos dois, à Maria Cristina Pereira, sobrinha do nosso saudoso camarada António Dias Simão, natural do concelho de Sabugal, e ao nosso colaborador permanente, o sempre voluntarioso, generoso, solidário e persistente José Martins...

O Simão, bem como os dois outros infortunados mas bravos camaradas do Pel Rec Panhard 1106, o António Guerreiro Francisco (, natural de Loulé,) e o António Maria Simões (, natural da Lousã,) já não estão na "vala comum do esqquecimento"... Quem ler o nosso blogue encontrará esta justa homenagem à sua memória, agora resgatada.

Um alfabravo. LG

Anónimo disse...

Luís
Luís

Há aqui nesta informação do José Martins qualquer coisa que não bate certo.
O António Barbosa é meu amigo e conterrâneo e encontra-se comigo na Tabanca dos Melros
Há anos atrás quando tinha o meu site activo publiquei a História do Pel 1106, contada pelo Barbosa que também me deu a relação do pessoal sobrevivente e dos 4 mortos, num total de 46 elementos e nessa relação não consta nenhum dos 3 nomes indicados pelo José Martins.
O Barbosa tem aqui posts publicados ex P6773
É melhor falar com ele
Um abraço
Carlos Silva

Carlos Vinhal disse...

Consultando o Livro I do Tomo II - Mortos em Campanha - Guiné, constam estes 3 militares como pertencendo ao Pel Rec 1106. A única diferença (engano do Zé Martins?) é que o António Maria Simões aparece com o nome de José Maria Simões.
Carlos Vinhal

Anónimo disse...

Carlos

Fui verificar e tens razão
Contudo na lista do Barbosa não consta nenhum destes 3 nomes nem vivos nem mortos
Mas em Março vou falar com ele
Um abraço
Carlos Silva

José Marcelino Martins disse...

Os dados que remeto, em resposta a solicitações, são retirados de DOCUMENTAÇÃO OFICIAL, conservada ou publicada sob a égide do Estado Maior do Exército.
Os militares tombados referem-se ao dia 15 de Janeiro de 1967 e não à unidade.
A unidade não tem história no AHM. Da História dos Batalhões de Caçadores 1876 e Cavalaria 790, aos quais esteve adido o Pelotão de Reconhecimento 1106, nada consta sobre o facto ou sobre os militares referidos.

Na realidade há falhas, como a notada pelo Carlos Vinhal, a quem agradeço a correcção, mas são originadas com o "copy & paste".

Quando trato destes casos, que origina deslocações e outros demarches, coloco neles o maior cuidado, pois tratam-se de memórias e não noticiasv avulsas.

Há que ter em conta que, muitas vezes, os factos relatados na documentação oficial, não é exactamente o relato factual.

E deixo a pergunta: quantas operações foram feitas "apenas no papel"?


Anónimo disse...

Zé Martins

Parece que não gostaste do meu comentário ...
Eu apenas alertei para os dados que tenho de um elemento do Pel ALM 1106 meu amigo e conterrâneo e que até pode ter omitido esses 3 nomes, mas dar-me a lista completa do pessoal e indicar os 4 falecidos que te enviei por mail e que tu ao qual nem sequer respondeste, aliás enviei para o Luís e para o Blogue que não responderam e nem sei se entraram em contacto com o Barbosa
Sei muito bem o trabalho que dá fazer essa investigação, tenho muita experiência e sei que há muitas falhas nos livros do EME que tenho todos e já lhes alertei para muitas delas.
E sei muito bem como foram feitas as fichas desses livros, pois quando da recolha para os mesmos estive em contacto com elementos da equipa, os quais ainda estavam na Mouraria e quais as fontes, mas esse grupo de boa vontade era constituído por ser humanos e que por vezes passavam elementos errados para as fichas porque a fonte estava errada e que era a partir, embora não só, dos resumos das Unidades, como tu invocas, o que também pode não corresponder à verdade como eu detectei alguns casos das muitas Hist de Unidades que consultei no AHM em Sta Apolónia
Um abraço para todos
Carlos Silva

José Marcelino Martins disse...

Anónimo Anónimo disse...

Zé Martins

Parece que não gostaste do meu comentário ...


Não, Carlos Silva.
Não fiquei nem ficarei "chateado" com os comentários ou divergências que possam ser apontadas às minhas notas, postadas neste blogue.
Todos sabemos, e disso eu próprio e mais uma vez, dei nota, nem tudo o que se escreveu está correcto, mas, para o bem ou para o mal, será a "verdade" oficial, porque está escrito por quem de direito, e está em depósito numa instituição credível.

Abraço.

Hélder Valério disse...

Quanto a este assunto prefiro salientar o esforço e a dedicação do Zé Martins na tentativa de dar uma resposta o mais completa possível à louvável demanda da Maria Cristina.

Hélder Sousa

Anónimo disse...

Os meus sinceros agradecimentos por todo o empenho, dedicação e investigação sobre os acontecimentos relativos à morte do meu tio António Dias Simão, principalmente por parte do sr. José Martins.
É de louvar toso esse trabalho de investigação que não permite deixar cair no esquecimento os factos, podendo os familiares ter acesso às informações dos seus entes queridos. Bem hajam.
Cristina Dias Pereira