domingo, 5 de agosto de 2018

Guiné 61/74 - P18897: Estórias avulsas (91): "São dois medronhos como deve ser, que depois arranjo-lhe pra Guarda Fiscal"... Lembranças da praia de Mil Fontes, onde passei as férias de agosto de 1983 a 1999... (Valdemar Queiroz)


Portugal > Odemira > Vila Nova de Mil Fontes >  Praia  de Mil Fontes > Pertence à freguesia do mesmo nome, concelho de Odemira, distrito de Beja, situando-se na margem norte da foz do rio Mira. Encontra-se inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. (Vd. Wikipédia)


Foto (e legenda): © Valdemar Queiroz (2018). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem de Valdemar Queiroz  [ex-fur mil, CART 2479 /CART 11, Contuboel, Nova Lamego, Canquelifá, Paunca, Guiro Iero Bocari, 1969/70):

Data: 3 de agosto de 2018 às 22:09
Assunto: Tempos de Férias


Como estamos em tempos de férias e haver sempre recordações desses tempos, cá vai uma estória passada em Vila Nova de Milfontes.

Passei férias em Milfontes de 1983 a 1999, empre no mês de Agosto.

Em 1983, Vila Nova de Milfontes era uma pequena povoação, só com as ruas principais alcatroadas.  Uma pasmaceira, como os seus habitantes diziam. Havia poucos habitantes e pouca actividade para se arranjar trabalho. Uma pequena actividade piscatória e pouco mais. No verão sempre apareciam alguns banhistas, principalmente os que se dedicavam ao campismo selvagem. Havia dois ou três restaurantes e o mercado tinha poucos produtos para venda. Fora o campismo, acampava-se em todo o lado, modalidade de que eu nunca fui grande amante.

Havia já alguma oferta de casas para aluguer. Alugava-se o mês inteiro, os donos iam viver para anexos ou vice versa, havia anexos com melhores condições que as casas, e ainda nos ofereciam polvos, fruta e batata doce. Havia grande dificuldade em lá chegar, a não ser com carro próprio, só havia uma carreira de manhã e à tarde entre Milfontes - Sines e julgo que para o Cercal.

Para se ter uma ideia da pasmaceira, em Maio de 1983 fui lá para arranjar e marcar alojamento para as férias desse ano e desde quase a entrada da povoação até ao farol no limite e junto à praia apenas me cruzei com duas pessoas.

Mas, partir de 1984 e com a rede de Expressos RN, de Lisboa à Zambujeira do Mar, tudo começou a mudar.

Agora cá vai a estória. Eu, para ser bem tratado,  tinha por hábito dizer "depois arranjo-lhe pra Guarda Fiscal"... e quando fui com o meu amigo Fanã beber um medronho a um cafezinho, junto da barbacã do Castelo, disse para o empregado: "São dois medronhos como deve ser, que depois arranjo-lhe pra Guarda Fiscal".

Talvez por usar cabelo curto, bigode e sobrolho carregado o homem serviu-nos
e garantiu: "Wste é do melhor,  bebam outro que este pago eu". Notei que no dia a seguir era olhado/cumprimentado por gente lá da terra, duma maneira diferente..

Ao jantar fui como habitualmente ao mesmo Restaurante / Taberna, no Rossio, que tinha que se ir cedo para arranjar lugar e peixe grelhado. Quando não é o meu espanto,  o empregado, marido da filha do dono da casa, disse que tinha mesa reservada para mim.

Conversa pra lá, conversa pra cá, o empregado disse-me que já tinha concorrido prá Polícia mas por causa da vista foi reprovado (usava uns óculos com lentes fundo de garrafa). "Pois é, por causa da vista",  disse-lhe eu. "Mas o meu capitão é que podia dar um jeitinho",  disse ele. "Espere lá, primeiro não sou capitão e segundo não tenho nada com a Polícia". Ele não desarmou: "Mas é da Guarda Fiscal e quando andam à paisana dizem todos o mesmo para não serem conhecidos".  Retorqui: "É, pá, desculpe mas está a fazer uma grande confusão"...  Paguei e fui dar uma volta.

No outro dia dirigi-me ao Posto da Guarda Fiscal, que ainda funcionava como tal, e expliquei ao Cabo o que se estava a passar. O homem olhou bem para mim: "Pois,  e deixe que lhe diga...parece mesmo!"...
Julgo que o Cabo andou ou mandou dizer a toda a gente que eu não era nada capitão, mas mesmo assim não me safei e durante mais uns bons anos notava que havia alguns homens da terra dizendo uns para os outros: "Lá vem o capitão  que arranja trabalho na Guarda Fiscal".

Boas Férias
Valdemar Queiroz

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11 comentários:

Anónimo disse...

Bom dia Valdemar,
Acho que sou o primeiro a ler e comentar, pois o Poste saiu agora há pouco tempo.
E já me saíram lágrimas, não de tristeza mas de me rir, são destas boas histórias que nos alegram logo de manhã. Eu vim cedo ver se o Luís teria postado o meu romance 'escaldante' dos bons velhos tempos, mas eu sei que há muito mais a fazer, e ele tem de cumprir as obrigações das suas férias. Pois deixe que lhe diga «Meu Capitão' se arranjar lá na Guarda um 'lugarzito' para um velho reformado, eu ainda aproveito...
Parabéns pela boa disposição, afinal também podemos rir de coisas da vida tão simples.
Eu vou mexer outra vez na ferida, não posso deixar em branco também contar umas piadas.
Eu vim para esta terra - Vila do Conde - aos 30 anos, a terra era - e continua a ser - uma pasmaceira e quem manda por cá são os 'bileiros' - nome dado aos grupos de rapaziada da pesada, que estão sempre nas portas do café cá do centro, a olhar e comentar - diga-se dizer mal - de todos que passam.
Quando cá aterrei devem ter todos comentado, quem é esta ave rara, que anda vestido de fato e gravata - fato feito à medida com umas fazendas, claras e bonitas que trouxe da Guiné - anda por aqui a pavoniar-se de carro, coisa rara também, era o meu Mini 1000 que comprei em 69 mal cheguei 'lá de fora', mas não encontravam respostas. Eu vim ainda muito antes no dia 1-11-69 começara trabalhar para uma Multinacional Sueca, que vim colaborar do inicio da sua montagem, aqui a uns 8 km da Vila, e como solteiro ainda, vinha almoçar à Arminda, junto ao Castelo cá do sitio, era o único local decente onde parava a malta grande, das industrias, dos quadros técnicos e assim, eu passei a ser um deles, mas ninguém sabia quem era, só sabiam que vinha do Porto, e era por ele que passavam as admissões de pessoal para essa grande fábrica 'estrangeira' que pagava muito bem, diga-se o dobro do salário normal de um operário têxtil. As miúdas cá do sitio, ou olhavam para o carro, que apesar de ser um Mini, estava na moda e era melhor que andar de carroça de bois. E viam ao seu volante um rapaz bem parecido, bem vestido devia ser um bom partido, daí que mandavam os piropos, elas, não eu, que andava atarefado nos preparativos para casar o mais rápido possível com a minha sempre namorada que me acompanhou antes, durante e depois da Guiné. Algumas, conto hoje pelo menos duas, ficaram solteiras, hoje são velhas mas ainda me cumprimentam com um olhar de vergonha, por terem ficado pelo caminho.
Mas depois de casado e quando a crise do petróleo de 73 chegou aos meus bolsos, viemos de armas e bagagem morar cá na vila dos 'Condes' e por aqui me estou neste momento. Já evoluiu é claro como qualquer parvalheira, à custa da nossa imensa dívida que nunca iremos pagar alguma vez nesta vida, nem nós nem os outros países que seguiram o nosso exemplo.
Bom os tempos foram passando, os filhos a crescerem, e o então ex - presidente cá do sitio, que se manteve até ao último dia, foi o Rei aqui do burgo, mas quando começou a minha empresa - minha, quero dizer dos suecos, mas era eu que mandava em tudo - comprava-lhe lá numa papelaria, as coisas banais de papeis e pastas e canetas etc, e levava-me a casa no Natal o respectivo cabaz, estava ele com uma enorme dívida lá na loja de 40 contos, até que aparece o 25A, e ele em menos de dois anos, passou de Agente Técnico para Senhor Engenheiro, presidente da respectiva edilidade, e assim se manteve séculos...
VT/.

Anónimo disse...

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Um dia deixei de lhe comprar porque ele já não tinha nada que fornecer, não tinha crédito, e mudei para outra, chamamos a isto à moda do Porto, dei-lhe com os pés.
Mas voltando à história, perco-me a escrever e já não sei o que ia dizer.
Bem, resumindo, sou uma pessoa importante pois todos querem um familiar ou amigo a ir trabalhar lá para a fábrica e tudo isto passava por mim, não entrava ninguém que não passasse o crivo e eu para mim só me interessava que fossem os melhores. Assim lá arranjei alguns empregos para pessoas da Vila - os outros, os operários, eram lá dos campos e aldeias, a maior parte pessoal dos 21 a 23 acabados todos de regressar dos 'Ultramares' portugueses. Esses que lhes arranjei bons empregos, hoje passam e se puderem viram a cara para o lado, e eu AGRADEÇO, NÃO OS CONHEÇO DE PARTE NENHUMA, E NUNCA ME FORAM APRESENTADOS - sic, PC.
Então vamos ao nosso capitão, para mim arranjaram todos os títulos e procedências das mais variadas. Era um gajo que tem uma Quinta no Alentejo, é muito rico, a mulher até tem casacos de 1000 contos, até dava outros casacos caros a qualquer pessoa, e o que permaneceu mais nos tempos, era o café onde eu tomava logo de manhã, pelas 7 horas, junto da malta da construção, com bagaço à mistura nessas manhãs frias, e parava em frente do outro lado do café, um dos meus Volvos, saiu o 440 Turbo era a coqueluche da classe média. O dono do café, com a inveja a sair-lhe da boca, até me disse, era este o carro dos meus sonhos...
Como era um cliente Volvo, já expliquei isso, todos os carros que comprava, em menos de nada iam para a sucata, os acidentes sucediam-se, por esta ou outra razão, nunca tive culpa de nenhum caso, tinha seguro contra todos, de modo que saia um, entrava outro, sempre mais modernos. Durante o tempo que duraram as matriculas, comprei 9 carros Volvo a começar pelo 'Q', desde o QN até o QQ. E quando levava os carros às inspecções sempre trazia outro de cortesia da casa, era um cliente VIP e camarada de tropa do filho do dono, o Faria.
Com isto tudo, só passados imensos anos, vim a saber que era conhecida como sendo o Dono da VOLVO', este foi o mais caricato. Mas tenho tantos que não vou maçar os camaradas que poderão ler estas histórias.

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Anónimo disse...

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Agora vamos para a parte chata, lá vou eu falar da quilo que alguns não gostaram de me verem escrever.
Vem o 25A, para mim só foi uma chatice, os Suecos, esses, ainda o Salgueiro não tinha subido para cima da Chaimite, já eles estavam todos em Espanha, eles tinham algum receio deste Bravo Povo, Nação valente e imortal, que manteve uma guerra em 3 frentes durante 13 anos. E eu trabalhei com estes 'pulhas' que desde a primeira hora se mostraram contra a nossa guerra, só muito ,ais tarde me apercebi que eram eles os financiadores do PAIGC, mas aprendi muito com eles, estava, 50 anos à nossa frente em tudo.
Vem a propósito que nestes anos 69 a 74 nuita gente, isto é quase toda a gente cá da Vila,
não me conhecia nem sabia ao certo de onde vinha e para onde ia, como disse o Bocage.
Um dia, naquelas 'manifes' que começaram a brotar por todo o lado, vejo-me no meio de uma sem saber porquê, até porque nunca andei metido em nenhuma grande quantidade de pessoas, excepto na Avenida dos Aliados em 1 de Maio 74. A primeira e última.
Mas sai lá do meio do POVO e logo um gajo me aponta dizendo alto e bom som, 'AQUELE TAMBÉM É UM BUFO DA PIDE'. Nada mais caricato, era um individuo que não me era estranho mas com quem eu não falava nem sabia quem era, nunca olhei para ele, nem ele para mim, assim ficamos e estamos ambos velhos. Não faço ideia daquilo que esse energumeno faz na vida, mas ainda está vivo.
Vou terminar, sem antes te perguntar, já fiz a mesma pergunta ao Luís, porquê escrevem estorias, em vez de histórias?
Um bom Domingo de leituras,
Virgilio Teixeira


Juvenal Amado disse...

Valdemar

Bem esgalhada a história mas isso que parecer e não ser é muito chato.
No minha companhia tinha vários oficiais da guarda fiscal que fizeram uma comissão para subir de posto e atingirem uma reforma bem mais dourada.
Assim dois 1º sargentos foram mobilizados como ajudantes, embarcaram cá como alferes,cumpriram a comissão como tenentes, de lá saíram como majores acabando as suas carreiras novamente na guarda fiscal.
O nosso comandante também promovido a t. coronel para chefiar o batalhão subiu a coronel e acabou a chefiar a GNR no Porto.
Oportunismos ou nem tanto, mas até parece.
Ao contrário do Teixeira o 25 de Abril não só me acabou com as chatices que já tinha como evitou uma palete delas. Julgo eu

Um abraço

Um abraço

Valdemar Silva disse...

Virgílio
Estória ou história é a mesma coisa.
Estória é uma história de carácter ficcional ou popular, uma narrativa ou conto curto.
Deriva de História, ou inglês story.

Valdemar Queiroz

Valdemar Silva disse...

Juvenal
É verdade.
Conheci um 'rapazinho' que gostava de ser o que não era e, uma vez, meteu uma
cunha a um amigo para ele arranjar uma borla num hotel do Algarve.
O amigo assim fez e pediu-lhe para confirmar, ao director do hotel, por fax as datas de chegada/partida.
E surgiu a grande barraca quando o director do hotel comunicou com o amigo para lhe dizer que não arranjava borlas a 'Directores Técnicos de Empresas'.
Mas, este perdeu o amigo e nunca chegou a ser o que, realmente, não era.

Ab.
Valdemar Queiroz

Tabanca Grande disse...

Virgílio:

Vamos, primeiro, à dúvida linguística: estória ou história ?... Bom, a série chama-se "estórias avulsas"... Com erro ou sem erro, está "grafado" assim no nosso blogue... E eu não já não posso emendar ou alterar...

Vamos ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa... que diz o seguinte, com a autoridade que é reconhecido aos "especialistas":


Pergunta: estória e história (I) [Ortografia / Lexicografia]

Tenho visto há algum tempo duas palavras que me têm deixado bastante confuso: história e estória. Ao ver que alguns dicionários não tinham qualquer referência a estória deduzi que não existiria tal palavra na língua portuguesa... Mesmo assim, fiquei intrigado pelas sucessivas "aparições" desta. Gostaria de saber se me poderiam informar se a palavra estória existe, e se sim , qual o significado desta e a diferença em relação a história.
L. Farinha (Portugal)

Resposta:

A palavra estória é uma forma divergente de história, pois ambas têm origem no grego historía, -as (exame, informação, pesquisa, estudo, ciência) através do latim historia, -ae, tendo a forma estória entrado através do inglês story.

O Dicionário Houaiss (brasileiro, mas também com uma edição portuguesa) informa-nos, na etimologia desta palavra, que estória foi uma forma "adoptada pelo conde de Sabugosa com o sentido de narrativa de ficção, segundo informa J.A. Carvalho no seu livro Discurso & Narração, Vitória, 1995, p. 9-11".

Em Portugal, apenas alguns dicionários registam estória; no entanto, esta palavra é actualmente utilizada com muita frequência com o sentido de narrativa popular.

Em relação a estas palavras, o Dicionário Aurélio (também brasileiro) faz mesmo uma recomendação: "[Recomenda-se apenas a grafia história, tanto no sentido de ciência histórica, quanto no de narrativa de ficção, conto popular, e demais acepções.]".

Em contextos em que o utilizador da língua queira evitar o uso de uma palavra polémica, deverá utilizar sempre a forma história, pois em relação a esta não há qualquer controvérsia.

Ver também: estória e história (II)

Helena Figueira, 17/09/2003
(...)

Tabanca Grande disse...

Virgílio:

Quanto à tua "história escaldante", prometo que ainda sai hoje ou amanhã... Só edito o blogue pela manhã, pela fresquinha, ou ao fim da tarde, quando chego da praia... e venho estafado... Ando muito a pé, pela praia fora, na maré vazia (que esta semana foi de manhã, e a partir de agora passa a ser de tarde)...

Espero que me mandem mais "pequenas histórias", deliciosas, como esta do Valdemar... Se ele fosse um gajo desonesto e oportunista, tinha-se fartado de comer e beber à borla dos pobres de Vila Nova de mil Fontes... Mesmo, assim, os de Odemira também não são diferentes dos outros tugas: gostam de dar um chouriço em troca de um porco...

De qualquer modo, ser da cidade, vir da cidade, e "puxar pelos galões" ou "ter lábia", era meio caminho andado para se ganhar a vidinha... Quantas histórias dessas não conhecemos já!... Felizmente que o Zé Povinho anda mais escaldanho e avisado...

Boa continuação das "férias"... Luís

Valdemar Silva disse...

Virgílio
Felizmente que dos vários acidentes, em que os carros foram para a sucata, não houve
nada de grave pessoalmente.
Por mera curiosidade, quando é que a tal multinacional sueca deixou de trabalhar em Portugal e pelo passado dos gajos, afinal, tinham medo das revoluções.
Quanto ao resto é sempre assim, todo o forasteiro num ambiente pequeno, à primeira impressão, é sempre olhado com uma certa desconfiança, principalmente quando dá nas vistas.

Ab.
Valdemar Queiroz

Anónimo disse...

Valdemar e Luís, vamos lá por partes:
- quanto a história fico com esta, a outra estória não vem nos dicionários. Já percebi.
- Nos multiplos acidentes que ocorreram, comigo, com os filhos, etc, os carros para mim foram para a sucata, nunca soube o que lhes fizeram, eu com base nos seguros, nunca paguei mais nenhum a não ser o primeiro, e depois o último de outra série, do qual em 30 anos nunca teve nenhum acidente.Os seguros colocavam um carro à disposição sem quaisquer custos, ou pelo seguro próprio contra todos, ou pela responsabilidade de terceiros.
- As consequências não foram nunca desastrosas pessoalmente, num dos acidentes a minha mulher no lugar do 'morto' safou-se por levar o cinto, embora ficasse com mazelas pela pressão do mesmo, durante anos. Eu não tive nada, agarrei-me ao volante e depois nem conseguia pegar num copo. Num outro gravíssimo com a minha filha mais velha, ela 'safou-se' por não levar o cinto, levou uma pancada do lado dela - condutora única - de tal violência, que foi automaticamente projectada para um jardim, as portas abriram-se no acto da pancada, e o banco dela, ficou esmagado junto ao banco do lado, com o cinto teria sido fatal.
Os 'exploradores' Suecos eram uns cagarolas, tinham medo do povo Português, mas eram eles que pagavam os salários. A fábrica multiplicou por 3, e lá está ainda hoje a trabalhar em grande, já mudou de vários donos, agora parece que pertence a um grupo americano.
O forasteiro, era assim mesmo, não era bem visto, as pessoas de cá - talvez o mesmo noutro lugar - não gostam de ver ninguém de fora ter sucesso, são racistas dentro do próprio país.
Com as devidas 'distâncias astronómicas' o Ronaldo não é nem nunca foi bem visto em Espanha, eles queriam um Ronaldo, mas Espanhol.
Quanto à história escaldante, já te mandei email pessoal para eliminar o Poste, que não deve ser do agrado, nem oportuno, pelos vistos nada tem a ver com a nossa guerra na Guiné.

A história do Valdemar é uma boa história, quantas não haverá por aí, e com outros finalmentes...!

Virgilio Teixeira

Valdemar Silva disse...

Virgílio
Grande sorte com os acidentes auto. Eu nunca tive nenhum.
Quanto a história, estória vem no dicionário INFOPÉDIA - DICIONÁRIOS PORTO EDITORA
com a definição já por mim explicada.

Ab.
Valdemar Queiroz