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domingo, 31 de janeiro de 2021

Guiné 61/74 - P21831: Tabanca Grande (509): Manuel Alves da Palma, ex-1.º Cabo Atirador da CCAÇ 4142/72, Gampará, 1972/74. Senta-se à sombra do nosso poilão no lugar n.º 827


1. Em mensagem do dia 29 de Janeiro de 2021, o camarada Sousa de Castro, ex-1.º Cabo Radiotelegrafista da CART 3494/BART 3873, tertuliano n.º 2 do nosso Blogue, envia-nos a inscrição na nossa tertúlia de mais um tertuliano que se vem sentar à sombra do nosso "Poilão Sagrado":

Caros amigos,

Apresento a todos os “atabancados” à sombra da Tabanca Grande um camarada que tal como nós calcorreou as matas da Guiné.
Curiosamente para além de ser um camarada d’armas, é também um camarada de trabalho do tempo do saudoso Estaleiros Navais de Viana do Castelo, onde foi soldador, trabalhámos naquela empresa sem que nunca tivéssemos tido oportunidade de falarmos sobre as nossas guerras devido a trabalharmos em áreas e secções diferentes.

Foi através das redes sociais que descobrimos termos algo em comum, ele esteve em Gampará e eu no Xime, embora a minha CART 3494 um pouco mais antiga, as nossas companhias ajudavam-se mutuamente quando era necessário apoio de fogo.

Chama-se:
Manuel Alves da Palma, nasceu a 07JAN1951
Ex-1.º Cabo Atirador da companhia independente CCAÇ 4142/72 (Herdeiros de Gampará);
Reside em Areosa - Viana do Castelo.

A companhia começou a ser formada em Junho de 1972 no RI 1 na Amadora, depois da instrução de especialidade rumou à Guiné a 16SET1972 onde no Cumeré fez o IAO (Instrução de Aperfeiçoamento Operacional).

Finda a instrução é colocada em Gampará a 18OUT1972 onde rendeu a CART 3417 (Os Magalas de Gampará).

Finda a comissão regressaram em Agosto de 1974.

É elemento activo do Grupo Etnográfico de Areosa para além de se dedicar à pesca.

Com amizade,
A. Sousa de Castro
Janeiro, 2021


Fotos de Manuel Palma nas suas actividades lúdicas e culturais

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2. Nota de Sousa de Castro:

Fotos de Gampará do tempo do Manuel Palma, onde aparece retratada uma canoa que faz lembrar a do Poste 21822:


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3. Comentário do editor CV:

Caro Sousa de Castro, muito obrigado por apresentares o teu amigo e nosso camarada Manuel Palma à tertúlia.

Caro Manuel Palma, sê bem-vindo à nossa Tabanca Grande, apadrinhado pelo teu amigo Sousa de Castro, com quem laboraste nos Estaleiros de Viana do Castelo. Como ele, também tu palmilhaste as terras cor de sangue da Guiné.

Futuramente, caso tenhas endereço de correio electrónico, poderás comunicar directamente connosco, caso contrário, contaremos com a colaboração do Sousa de Castro no papel de intermediário.
Deverás ter em conta que as fotos enviadas futuramente devem ser acompanhadas de legendas, referindo a data, o local e os retratados. Também esperamos que nos envies a narrativa de algumas das tuas memórias, as que consideres mais significativas. Podes sempre contar connosco para qualquer esclarecimento.

Ficas com o lugar virtual 827 da nossa tertúlia, onde poderás instalar-te. Navega e explora o nosso Blogue onde encontrarás inúmeras memórias fotográficas e escritas.

Recebe um abracelo da tertúlia e dos editores que ficam ao teu dispor.
Carlos Vinhal
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Nota do editor

Último poste da série de 30 de janeiro de 2021 > Guiné 61/74 - P21827: Tabanca Grande (508): Joaquim Costa, ex-fur mil at Arm Pes Inf (CCAV 8351, Cumbijã, 1972/74), natural de Vila Nova de Famalicão; senta-se à sombra do nosso poilão no lugar nº 826

Guiné 61/74 - P21830: Blogues da nossa blogosfera (148): Jardim das Delícias, blogue do nosso camarada Adão Cruz, ex-Alf Mil Médico da CCAÇ 1547 (58): Palavras e poesia


Do Blogue Jardim das Delícias, do Dr. Adão Cruz, ex-Alf Mil Médico da CCAÇ 1547/BCAÇ 1887, (Canquelifá e Bigene, 1966/68), com a devida vénia, reproduzimos esta publicação da sua autoria.


Memórias, saudades, alegrias e tristezas

Adão Cruz

Este é o meu velho consultório de há quase cinquenta anos, fechado desde o início da pandemia. Entro lá de vez em quando, sento-me no sofá, e os meus olhos enchem-se de vazio. Não admira. Por aqui passaram milhares de pacientes, de Vale de Cambra, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Sever do Vouga, Arouca, Alvarenga, Castelo de Paiva, Castro Daire, Cinfães do Douro, Amarante, Gondomar, Porto, Matosinhos, Espinho, Ovar, Estarreja, Aveiro, Albergaria e mesmo de mais longe, como S. Pedro do Sul, Viseu, Carregal do Sal, Guarda e até de Lisboa. Por aqui passaram também neste meio século muitos emigrantes, sobretudo em tempo de férias, da França, da Inglaterra, da Alemanha, da Suíça, do Luxemburgo, da Venezuela, do Brasil e até dos Estados Unidos.

A quarta fotografia mostra dois aparelhos, ecocardiógrafos. O mais pequeno, do lado esquerdo, um Alloka SSD 110 S (peça de museu), foi o primeiro ecocardiógrafo bidimensional que entrou no país, importado directamente do Japão. O da segunda foto foi o último que adquiri e que funciona correctamente. Tive ao todo oito ecocardiógrafos, três neste consultório e mais cinco no Gabinete de Ecocardiografia, em colaboração com os meus grandes e inesquecíveis amigos Dr. Duarte Correia e Professor Cassiano Abreu Lima. Entre eles, o primeiro Eco-Doppler a cor. Havia apenas dois laboratórios de Ecocardiografia no Porto que serviam todo o norte de Portugal.

A quinta foto a contar do fim mostra a velha secretária da minha empregada Aldina, mulher carinhosa e simpática que os doentes adoravam, conhecida por todas as redondezas e que sempre me acompanhou em quase sessenta anos, desde o início da clínica geral em Vale de Cambra, antes e depois da guerra da Guiné.

A quarta fotografia a contar do fim mostra o soneto que dediquei ao meu pai e que ainda se encontra na parede da primitiva sala de espera. As três seguintes são algumas das minhas primeiras pinturas que ainda por lá se encontram penduradas.

A despeito da idade, tudo poderia acabar de forma menos dura e menos triste, se não fosse a maldita pandemia. Mas a vida é assim e não há volta a dar-lhe.

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Nota do editor

Poste anterior de 20 de dezembro de 2020 > Guiné 61/74 - P21666: Blogues da nossa blogosfera (146): Jardim das Delícias, blogue do nosso camarada Adão Cruz, ex-Alf Mil Médico da CCAÇ 1547 (57): Palavras e poesia

Último poste da série de 21 de janeiro de 2021 > Guiné 61/74 - P21792: Blogues da nossa blogosfera (147): PANHARD - Esquadrão de Bula (Guiné, 1963/1974) (3): Nos dias da guerra: As Panhard em Guidage (José Ramos, ex-1.º Cabo Condutor de Panhard AML do EREC 3432)

Guiné 61/74 - P21829: Blogpoesia (716): "As ideias não dormem no chão"; "A encomenda esperada"; "Ameaças" e "Desfizeram-se as brumas", da autoria de J. L. Mendes Gomes, ex-Alf Mil Inf da CCAÇ 728

1. A habitual colaboração semanal do nosso camarada Joaquim Luís Mendes Gomes (ex-Alf Mil Inf da CCAÇ 728, Cachil, Catió e Bissau, 1964/66) com estes belíssimos poemas, enviados, entre outros, ao nosso blogue durante esta semana:


As ideias não dormem no chão

No chão, vivem a terra e o húmus.
Os pés as pisam, inclementes,
Possantes.
Se alheiam dos sonhos e do belo.
Elas clamam socorro às mentes.
Alheadas, nas canseiras da vida.
Só o arado revolve as raízes.
Crescem e amaduram ao sol e à chuva.
Voam no ar seduzindo os sonhos.
Brotam do chão os frutos que saciam a alma.
Poetas, pintores entoam poemas nas telas
Como flores num jardim.


Berlim, 30 de Janeiro de 2021
10h9m
Jlmg


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A encomenda esperada

Ainda não chegou a encomenda esperada.
Bateram à porta. Mas por engano.
Era na porta ao lado.
O bom e o não pdem surpreender-nos,
A toda a hora.
Ainda ontem, cozinhou de festa para a netinha doce.
Fez anos.
Estava mesmo a chegar. Sem o saber.
Hoje, já cá não está.
Partiu para sempre,
Para o reino da saudade e da esperança.
Descansa em paz, camarada de guerra.
Um "ranger" apaixonado e desprendido.
O Roger dos "comandos" da Guiné.
O Senhor te tenha em bom lugar...


Berlim, 28 de Janeiro de 2021
15h29m
Jlmg


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Ameaças

Pairam ameaças tonitruantes pelos céus.
Aves agoirentas toldam-nos de sons sinistros.
Sobem prantos de dor e lágrimas.
Clamando o seu perdão.
Se transviou a humanidade.
Errou a rota,
Escolhendo mal os seus caminhos.
Há sinais evidentes de que ainda é tempo.
Não tem fim a divina clemência.
Sempre pronta a acolher o tresmalhado.


Berlim, 26 de Janeiro de 2021
9h36m
Jlmg


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Desfizeram-se as brumas

Desfizeram-se as brumas na história da humanidade.
Se desfiguraram os sonhos da paz e da solidariedade.
É tudo sete cães a um osso.
Regrediu ao reino do homem da caverna.
Todos tratam de seu umbigo.
É o vale tudo.
O que importa é o nosso osso.
Para os homens do poder é era do vale tudo.
Se matar o semelhante, porque não?
Não falte o pão e o vinho na mesa do poder...


Ouvindo Rimsky-Korsakov: Scheherazade op.35
Jlmg

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Nota do editor

Último poste da série de 24 de janeiro de 2021 > Guiné 61/74 - P21801: Blogpoesia (715): "Naquelas paredes negras", "Vou partir" e "Tem sabor a fado", da autoria de J. L. Mendes Gomes, ex-Alf Mil Inf da CCAÇ 728

Guiné 61/74 - P21828: História da 3ª Companhia de Comandos (1966/68) (João Borges, 1943-2005) - Parte XI: atividade operacional, agosto/setembro de 1967, destaque para a Op Vénus, no Morés, região do Oio


Guiné > Bissau > Brá > 1966 > CCmds do CTIG >  O Alf Mil Virgínio Briote, à esquerda, ladeado de dois dos primeiros comandos africanos, o Jamanca e o Joaquim. Esta era a 1ª equipa do seu grupo de comandos, "Diabólicos" [que, juntamente com os "Centuriões", do alf mil 'comando' Luís  Rainha, fez a primeira operação helitransportada no CTIG, em março de 1966 (*)]. 

Essta foto foi tirada em vésperas da Op Atraca. O 1º cabo Abdulai Queta Jamanca integraria depois a 3ª CCmds, cuja história temos estado a apresentar.

 
 Foto (e legenda): © Virgínio Briote  (2005). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]





Brasão da 3ª CCmds (1966/68)





1. Começámos a publicar, em 17/11/2020, uma versão da História da 3ª Companhia de Comandos (Lamego e Guiné, 1966/68), a primeira, de origem metropolitana, a operar no CTIG. (Hão de seguir-se lhe, até 1974, mais as seguintes: 5ª, 16ª, 26ª, 27ª, 35ª, 38ª e 4041ª CCmds.)

O documento mimeografado, de 42 pp., que nos chegou às mãos, é da autoria de João Borges, ex-fur mil comando, já falecido (em 2005), e que vivia em Ovar. Trata-se de um exemplar oferecido ao seu amigo José Lino Oliveira, com a seguinte dedicatória:

"Quanto mais falamos na guerra, mais desejamos a paz. Do amigo João Borges".

Uma cópia pelo José Lino foi entregue ao nosso blogue para publicação. (*)




História da 3ª Companhia de Comandos
(1966/68) (**)


3ª CCmds
(Guiné, 1966/68) / João Borges
Parte XI (pp. 26-29)




16 de janeiro de 2021 > Guiné 61/74 - P21774: História da 3ª Companhia de Comandos (1966/68) (João Borges, 1943-2005) - Parte IX: atividade operacional: maio de 1967: destaque para a Op Xerês

9 de janeiro de 2021 > Guiné 61/74 - P21751: História da 3ª Companhia de Comandos (1966/68) (João Borges, 1943-2005) - Parte VIII: atividade operacional: março/abril de 1967: destaque para a Op White Label: golpe de mão ao acampamento de Cã Quebo, no Oio, que dispunha de abrigos de cimento

4 de janeiro de 2021 > Guiné 61/74 - P21733: História da 3ª Companhia de Comandos (1966/68) (João Borges, 1943-2005) - Parte VII: atividade operacional: dezembro 1966 / fevereiro de 1967: destaque para a Op Valquíria, Catió, Cufar

27 de dezembro de 2020 > Guiné 61/74 - P21699: História da 3ª Companhia de Comandos (1966/68) (João Borges, 1943-2005) - Parte VI: atividade operacional: Susana (Arame), Jababá (Flaque-Cibe e Bissilão), novembro de 1966

20 de dezembro de 2020 > Guiné 61/74 - P21667: História da 3ª Companhia de Comandos (1966/68) (João Borges, 1943-2005) - Parte V: atividade operacional: Jugudul (Ansonhe e Ponta Bará), Tite (Jorge), outubro de 1966

16 de dezembro de 2020 > Guiné 61/74 - P21650: História da 3ª Companhia de Comandos (1966/68) (João Borges, 1943-2005) - Parte IV: atividade operacional: Tite (Nova Sintra, Flaque Cibe, Jabadá, Jufá), setembro de 1966

10 de dezembro de 2020 > Guiné 61/74 - P21628: História da 3ª Companhia de Comandos (1966/68) (João Borges, 1943-2005) - Parte III: Composição orgânica

24 de novembro de 2020 > Guiné 61/74 - P21578: História da 3ª Companhia de Comandos (1966/68) (João Borges, 1943-2005) - Parte II: Cruz de Guerra de 1ª classe; Mobilização, composição e deslocamento para o CTIG

17 de novembro de 2020 > Guiné 61/74 - P21552: História da 3ª Companhia de Comandos (1966/68) (João Borges, 1943-2005) - Parte I: "A minha história"

sábado, 30 de janeiro de 2021

Guiné 61/74 - P21827: Tabanca Grande (508): Joaquim Costa, ex-fur mil at Arm Pes Inf (CCAV 8351, Cumbijã, 1972/74), natural de Vila Nova de Famalicão; senta-se à sombra do nosso poilão no lugar nº 826




Joaquim Costa, ex-fur mil at Armas Pesadas,
CCAV 8351 (Cumbijã, 1972/74)

Fotos (e legenda): © Joaquim Costa (2021). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
 


1. Mensagem de Joaquim Costa, novo membro, nº 826, da nossa Tabanca Grande (*):

Date: terça, 26/01/2021 à(s) 12:32
Subject: Pedido de adesão

Meu caro camarada Luís Graça, e amigo dos meus amigos e por isso (desculpando a presunção) meu amigo és.

Fui Furriel Miliciano, passei pela nossa Guiné de 72 a 74, tendo pertencido à companhia de intervenção CCAV 8351 ("Os Tigres do Cumbijã") cujo capitão era o já teu conhecido Vasco da Gama, de Buarcos (**.[Tem mais de 80 referências no nosso blogue.]

Fiz o percurso habitual até chegar à Guiné: Caldas da Rainha; Tavira (especialidade de armas pesadas); Chaves; formação da CCAV 8351 em Estremoz com uma passagem fugaz por Portalegre.

Não obstante um abstémio das redes sociais, sou um frequentador assíduo do teu blogue, mais particularmente nestes últimos 5 anos, altura em que me aposentei do Ensino

De há cinco anos a esta parte que todos os dias digo para comigo: "É hoje que vou deixar de ser um elemento passivo e passar a elemento ativo do blogue"...mas a inércia do corpo sempre venceu a dinâmica da mente.

Com a maldita Covid (não cocaína!), e a obrigatoriedade da preguiça contemplativa, a mente venceu este corpo invadido pelo reumático que, não obstante ser uma maleita de infância, foi agravado pelo cacimbo da Guiné.

E aqui estou, com a humildade que se impõe, perante todos estes catedráticos de estratégia militar bem como cronistas e escritores de primeira água, pedir permissão para entrar, sujeitando-me às praxes se tal as houver.

Embora me escasseiem a arte e o engenho, meti, de forma titubeante, mãos a uma hercúlea tarefa, A de rabiscar um conjunto de histórias ou estórias, desde a infância até aos tempos da Guiné.

Tive a ousadia de lhe chamar Paz e Guerra (que me desculpe Tolstoi mas este é um livro do avesso!) tendo como subtítulo: "De Pequeno ao Furriel Pequenina",

Embora não passe ainda de projeto, gostaria de partilhar no blogue parte destas vivências, se tal virem nos mesmos qualidade bastante para aqui serem difundidas, permitindo assim o crivo dos leitores, em particular dos que se acharem visados pelos mesmos, corrigindo o que houver a corrigir antes de o mesmo passar a livro.

Não abusando do teu tempo, a seu tempo pedirei permissão para a publicação de fotos propriedade do Blogue bem como citações de vários bloguistas.

Como creIo ser obrigatório, envio as duas fotografias da praxe bem como um resumo do meu percurso profissional.

Grande abraço,
Joaquim Costa
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Nota biográfica - Joaquim da Silva Costa

  • Nasceu a 27 de Abril de 1950
  • Minhoto de Vila Nova de Famalicão
  • Professor do Ensino Secundário
  • Com formação em engenharia eletromecânica pelo ISEP e um Curso Superior Especializado em Direção Pedagógica e Administração Escolar (ESEJP)
  • De 1975 a 1981 lecionou em várias escolas: Santo Tirso, Portalegre, Santarém, V.N. da Famalicão e Peso da Régua até se fixar em Gondomar.
  • De 1982 a 1985 foi destacado para a então Direção Geral do Ensino Secundário para exercer as funções de Orientador Pedagógco: Integrando a Equipa Pedagógica n.º 1 da DREN, orientou os estágios de professores nas escolas de V. N. de Gaia, V. N. de Famalicão, Braga, Barcelos , Viana do Castelo e Ponta Delgada (Açores)
  • Na escola Secundária de Gondomar ( mais tarde Agrupamento de Escolas n.º 1 de Gondomar) exerceu as funções de Vice-Presidente do Conselho Diretivo durante 4 anos e a de Diretor durante 20 anos
  • Responsável, durante 3 anos, pela cadeira de Prática Pedagógica, na profissionalização em serviço de professores, dos grupos: 430 e 520, na Escola Superior de Educação do Porto
  • Como profissional liberal, foi técnico responsável por projeto, exploração e execução de infraestruturas de eletricidade, telecomunicações e gás.
  • Durante vários anos trabalhou em regime de "part tame" numa empresa de construção civil e obras públicas
  • Foi ainda diretor pedagógico de um Polo de formação profissional do IEFP
  • Reformou-se em Maio de 2015 ao fim de 40 anos de serviço no ensino e 3 de serviço militar-...Ufff…!!!


Guiné > REgião de Tombali > CCAV 8351 (Cumbijã, 1972/74) > Nhacobá > s/d > Furriéis Azambuja Martins e Costa


Foto (e legenda): © Vasco da Gama (2009). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Aqui fica, desde já o índíce e a nota inicial do projeto de livro


PAZ E GUERRA (DE PEQUENO AO FURRIEL PEQUENINA)


ÍNDICE
Paz
1 – O primeiro dia das nossas vidas
2 – Dois tostões, o preço da privacidade
3 – A primeira grande (b)vitória
4 – As minhas tamanquinhas
5 – Sem pão "catem" (não há) presunto
6 – A primeira viagem para além do Ave
7 – A ida ao médico
8 – O mata bicho
9 – Caldas da Rainha – A chegada às portas da tropa … grande fardo!
10 – Tavira - Amor, ódio … e trampa
11 – Chaves – Férias, o Estraga a Tábua … e o Forte de São Francisco
12 – Estremoz – A "Outra Família", o Águias D'Ouro… e o Zé D'Alter
13 – Portalegre – De passagem, a fotografia… e o discurso
14– A Viagem dos três tristes tigres

Guerra
15 – O Embarque, as(os) hospedeiras(os) … e África Minha
16 – O batismo… com a reza do terço
17 – Gato por lebre.
18 – As nossas lavadeiras… e o Furriel Pequenina
19 – Cumbijã – A nossa modesta casinha, os picadores e a crueldade das minas
20 – A primeira visita dos "vizinhos"
21 – A cruel confirmação do discurso – "o primeiro murro no estômago"
22 – A segunda visita dos "vizinhos"
23 – Operação "Balanço Final" - A retribuição das visitas
24 – O dia mais negro – "o segundo murro no estômago"
25 – A primeira noite… em Nhacobá
26 - "Bora lá" para a nova casa (Nhacobá)
27 – Férias... e o teste da cerveja
28 – O regresso de férias – "o terceiro murro no estômago"
29 – O que outros disseram de nós
30 – A Ração de Combate
31 – O Cantinflas do Cumbijã
32 – As hortinhas dos "Duros" do Cumbijã
33 – Outras guerras... outros protagonistas
34– Atividades lúdicas… e Grândola Vila Morena
35– Galinha gorda... por muito dinheiro
36 – O regresso a casa

Nota inicial

Este meu pequeno livro não é, nem tem essa pretensão, autobiográfico. Não há lastro de vida que o justifique. São apenas flashes, de vivências de uma família numerosa no contexto de uma região, e de uma época, bem como vivências de um grupo de homens (...a outra família) que um acaso juntou em plena guerra colonial. Não é mais do que um auxiliar de memória coletiva para que se não percam nas brumas do tempo quer:

- As vidas de uma geração de homens e mulheres que em contextos tão adversos foram capazes de criar sólidos alicerces que tinham como cimento os valores do trabalho, da partilha, da honestidade da lealdade e da honra, e onde os seus filhos nasciam e cresciam como ramos de uma sólida árvore. O Zé e a Gracinda foram os pilares de uma dessas famílias: resilientes, determinados, de uma riqueza humana incomensurável e de uma grande sabedoria, não obstante nunca terem frequentado a escola;

- Bem como o sacrifício de toda uma geração de jovens, quase adolescentes, que generosamente ofereceram os melhores anos da sua juventude, e, muitos a própria viva, a uma causa que lhe disseram nobre, de defesa da pátria. Podemos, e devemos, questionar a justeza da guerra (se é que há guerras justas), mas é imperdoável esquecer e mesmo ostracizar muitos destes homens (que não conseguiram vencer o trauma da guerra), ignorando o seu sofrimento (e das suas famílias) tendo como causas quer deficiências físicas múltiplas quer o stress pós-traumático

Não pretendo com este livro questionar, analisar ou julgar, pretendo apenas e tão só contar um conjunto de histórias; entre muitas, de uma forma cronológica; vivenciadas e marcantes pela sua singeleza, ingenuidade e caricato das mesmas; bem como narrar, de uma forma ligeira (nunca aligeirada), aspetos da vida de um grupo de militares na guerra colonial, ainda hoje (mal contada) não contada.

Aqui procurei, com objetividade, narrar os acontecimentos sem os contaminar com narrativas autoelogiosas ou de patriotismos serôdio.

Por respeito aos meus camaradas que pereceram em combate e aos que ficaram com sequelas físicas e psicológicas, não obstante uma narrativa mais intimista e menos belicista e patrioteira dos acontecimentos, diferente de muitas outras já publicadas, são relatados todos os momentos, uns mais alegres e divertidos, outros mais dramáticos e dolorosos, com o respeito e admiração que a situação exige e estes valorosos homens (que a pátria rapidamente esquece) inequivocamente merecem. Limitei-me a contar ocorrências e vivências, evitando juízos de valor precipitados, não fugindo ao objetivo inicial de apenas contar histórias.

Com a memória já gasta, não obstante o rigor dos acontecimentos relatados, pode acontecer que nem sempre a sua sequência cronológica corresponda à realidade. Irrelevante para o caso tendo em conta o objetivo da narrativa


2. Resposta do editor LG:

26/01/2021, 13:10



Grande Tigre do Cumbijã!... Camarada e colega (também fui docente.. ) e, desde agora, membro da Tabanca Grande, com direito a sentares-te, à sombra do nosso sagrado e fraterno poilão, no lugar nº 826 (está "cativado", é teu):

Joaquim, fico feliz (, ficamos todos,) pela tua decisão. Como acompanhas o nosso blogue, há pelo menos 5 anos, sabes bem que temos incentivado os nossos camaradas a escrever e, se possível, publicar em papel... Hoje há outras alternativas como o e-book... De qualquer modo, temos o nosso blogue onde já se revelaram muitos talentos literários. Muitos livros aqui, dezenas e dezenas..

Fico entusiasmado com o teu projeto. Teremos muito gosto em publicar ( logo partilhar, ) as tuas memórias como minhoto, português,professor, engenheiro e ex-combatente. Como sabes, não somos um "blogue de causas", logo não temos qualquer "agenda político-ideológica"... Falamos de tudo ou quase tudo o que nos diz respeito, enquanto amigos e camaradas da Guiné, evitando apenas o "terreno minado" da PRF (Política, Religião e Futebol)... (Entenda-se: política partidária, proseltismo religioso, futebol clubístico...).

Gostamos de dizer que o Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande, nela cabendo todos nós (e mais alguns...) com tudo o que nos une e até com aquilo que nos pode separar... Portanto, Joaquim. estás em casa, e ainda por cima não muito longe (menos de uma hora de carro) da minha segunda terra, Candoz, Paredes de Viadores, Marco de Canaveses (, também região demarcada do Vinho Verde) ...

Eu próprio faço questão de te apresentar à Tabanca Grande, o mais rápido possível. Manda, entretanto, em formato jpg, se possível, mas pode ser também em pdf, uma foto tua, fardado... Só me chegou, em boas condições, a tua foto atual.

Boa saúde. Mantenhas. Protege.te. Luis

PS - Se quiseres que a gente te dê os parabéns, quando chegar o teu dia de aniversário, dá ao teu OK. Dou conhecimento ao nosso coeditor Carlos Vinhal.


3. Resposta do Joaquim Costa
26/01/2021, 14:45

A Guiné, o ensino e “Baco” nos une, ergamos as nossas taças e brindemos, se não te importas com Alvarinho, pela amizade que nasce e pela saúde de todos aqueles que viveram momentos difíceis, e momentos de grande cumplicidade na guerra colonial

Reenvio a foto solicitada
Um grande abraço de amizade


4. Resposta de LG:


26/01/2021, 14:57


À tua, Joaquim!... Bebamos, pois, um copo, mesmo que metaforicamente falando, da nobre casra Alvarinho, à tua, à nossa saúde! E aos 17 anos do blogue, que nasceu em 23/4/2004... E, claro, à tua entrada na Tabanca Grande, pela porta grande...

Obrigado pela foto, mais logo vou-te apresentar ao resto da rapaziada: somos 826 (contigo), mas infelizmente mais de 10% já deixou a "terra da alegria", embora continuando, ao nosso lado, em espírito... 

Um abração, Luis
_____________


25 de dezembro de 2020 > Guiné 61/74 - P21692: In Memoriam (378): Isabel Levezinho (Lisboa, 1952 - Oeiras, 2020), esposa do Tony Levezinho (ex-fur mil at inf, CCAÇ 2590 / CCAÇ 12, Contuboel e Bambadinca, 1969/71)... A sua memória fica inscrita, a título póstumo, no lugar nº 824, sob o fraterno e simbólico poilão da Tabanca Grande (Luís Graça)

9 de dezembro de 2020 > Guiné 61/74 - P21626: Tabanca Grande (506): António Marreiros, natural de Sagres, a viver há 48 anos no Canadá, ex-alf mil em rendição individual, CCaç 3544 (Buruntuma, 1972) e CCAÇ 3 (Bigene e Guidage, 1972/74): senta-se à sombra do nosso poilão no lugar nº 822

4 de novembro de 2020 > Guiné 61/74 - P21516: Tabanca Grande (505): Serra Vaz senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar nº 821: foi fur mil op esp, CCAÇ 2335 (Angola, 1968/70) e dedica-se ao estudo de memoriais militares

(**) Vd. postes de:

7 de Dezembro de 2008 > Guiné 63/74 - P3581: A História dos Tigres de Cumbijã, contada pelo ex-Cap Mil Vasco da Gama (1): Apresentação e Chegada a Bissau

15 de Dezembro de 2008 > Guiné 63/74 - P3624: A história dos Tigres de Cumbijã, contada pelo ex-Cap Mil Vasco da Gama (2): Natal de 1972 em Aldeia Formosa

16 de Dezembro de 2008 > Guiné 63/74 - P3638: A história dos Tigres de Cumbijã, contada pelo ex-Cap Mil Vasco da Gama (3): Jan 73: Com o Cherno Rachide, em Aldeia Formosa

17 de Dezembro de 2008 Guiné 63/74 - P3640: A história dos Tigres de Cumbijã, contada pelo ex-Cap Mil Vasco da Gama (4): 1973, Ano Novo... Vida Velha

28 de Dezembro de 2008 > Guiné 63/74 - P3675: A história dos Tigres de Cumbijã, contada pelo ex-Cap Mil Vasco da Gama (5): Ocupação do Cumbijã e construção das instalações

4 de Janeiro de 2009 > Guiné 63/74 - P3697: A história dos Tigres de Cumbijã, contada pelo ex-Cap Mil Vasco da Gama (6): Aditamentos (Vasco da Gama)

20 de Janeiro de 2009 > Guiné 63/74 - P3765: A história dos Tigres de Cumbijã, contada pelo ex-Cap Mil Vasco da Gama (7): A visita do General Spínola

15 de fevereiro de 2009 > Guiné 63/74 - P3898: A história dos Tigres de Cumbijã, contada pelo ex-Cap Mil Vasco da Gama (8): Maio de 1973 na vida da CCAV 8351 - (Parte I)

[As partes II e III não foram publicadas. LG]

Guiné 61/74 - P21826: Os nossos seres, saberes e lazeres (435): Andar a um certo vapor na Linha do Oeste (4): Regresso a Óbidos, o desfrute de uma vila artística, agradecimentos a Dona Josefa (Mário Beja Santos)

1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil Inf, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70), com data de 28 de Dezembro de 2020:

Queridos amigos,
Aproxima-se o final da estadia em Óbidos, surge inevitavelmente esta sensação de pesar, por haver tanta coisa que fica por ver, em Óbidos e arredores. Hoje é dia de reverenciar uma das nossas artistas maiores, Josefa d'Óbidos, procurar visitar a preceito o Museu Municipal, uma instalação cultural magnífica, andar por igrejas, rever livrarias, passear pela cerca do castelo, registar o que estas ruas mostram de boa conservação, toda a vila tem um chamamento a civilizações pretéritas, vale a pena percorrer os jardins e até perceber porque é que a UNESCO atribuiu a Óbidos o título de Cidade da Literatura.

Um abraço do
Mário


Andar a um certo vapor na Linha do Oeste (4):
Regresso a Óbidos, o desfrute de uma vila artística, agradecimentos a Dona Josefa


Mário Beja Santos

Começo o dia na Igreja de Santa Maria, chegou o momento de reverenciar Josefa d’Óbidos, nada melhor que pegar no historiador de Arte Vítor Serrão, alto especialista no Maneirismo, e citar o seu trabalho publicado pela Quetzal Editores em 2003: “É a nossa mais conhecida artista barroca, e o testemunho mais vivo, em tonalidades regionais, de uma cultura de retórica imagética, de simbologia decorativa e de requintada elevação sensual que, aliadas a uma espiritualidade tridentina, a situam no mesmo mundo de referência de um Padre António Vieira na oratória messiânica, de um Dom Francisco Manuel de Melo nas exaltantes narrativas literárias desse ‘tempo escuro’ de bloqueio nacional, de uma Soror Maria do Céu na sua poesia feita de arrebatamentos místicos, ou de uma Soror Mariana Alcoforado na sua amorosa epistolografia paraerótica. Os quadros de Josefa respiram o mesmo sabor: falam da religião, e falam com Deus, como se se tratasse de coisas simples e a todos acessíveis, estimulam os saberes da vista e adoçam os sabores do olfato, dialogam com os frutos dos pomares, as flores silvestres, os rebanhos de ovelhas e as vacas em pastorícia, com a água das fontes, a humidade da terra arada, a bravura dos ventos marinhos, em suma, com todos os elementos naturais, assim simplificando nessa visão bucólica as complexas vias artísticas da alegoria moral (…) Foi autora de adoçados Cordeiros Pascais em cartelas de flores e de ingénuos Meninos Jesus ora nus, ora vestidos de tule e rendas, ora ataviados como fidalgos de província ou amoráveis peregrinos, que faziam as delícias de uma clientela beata doméstica ou monacal; foi criadora de numerosas naturezas-mortas de aparato efeito cenográfico na representação de barros, frutos e flores, género que lhe conferirá o grau mais afirmado de originalidade; foi autora, por certo irregular, de pintura religiosa para ciclos decorativos ou retábulos de altar; foi executante de miniaturas de cobre onde a expressão do desenho e o sabor das composições se aprimoram…”. Enfim, um dos nomes consagrados das Artes Plásticas em Portugal no século XVII.
Entrei na Igreja de Santa Maria também com outro livro na mão, já referido, Linha do Oeste, coordenação de Benedita Pestana, Assírio & Alvim, 1998. É que além de Josefa d’Óbidos a Igreja de Santa Maria reserva outras surpresas. O interior da Igreja está ricamente revestido com azulejos seiscentistas, tem peças de Arte extraordinárias como seja o retábulo maneirista da capela-mor e o magnífico túmulo renascentista de D. João de Noronha e D. Isabel de Sousa, figuras nobres que se destacaram pela sua ação mecenática. Se o nome de D. João de Noronha está ligado à construção do Paço dos Alcaides no castelo, o de D. Isabel de Sousa está intimamente relacionado com a encomenda do seu próprio túmulo e do seu marido. Construído em pedra calcária de Ançã, o jazigo apresenta um arco de volta perfeita, ladeado por plintos e respetivas pilastras decoradas com motivos ao romano, encimadas por estátuas de profetas, cobertas por baldaquinos. A coroar toda a composição, encontramos uma representação da Assunção da Virgem e de Deus-Pai abençoando. Não se conhece o autor desta maravilha, há quem o atribua a Nicolau Chanterene, pela semelhança estilística com outras obras suas realizadas entre nós. O mais importante é que pela sua estrutura e decoração o túmulo de D. João de Noronha e D. Isabel de Sousa introduziu o formulário renascentista na região, trata-se de um símbolo de grandeza e de poderio, testemunha um gosto estilístico que conheceu um período de vigência relativamente curto em Portugal, motivado pela utilização prolongada das formas tardo-góticas e pela adoção desde cedo das formas maneiristas. Dito preto no branco, trata-se de um exemplar mais magnificente da escultura renascentista em Portugal.
O Museu Municipal de Óbidos é de visita obrigatória, os pontos de referência são em bastante número: Cruzeiro, Igreja de S. João Baptista, livrarias, a porta da vila, toda a Rua Direita, o edifício dos Paços do Concelho, a Capela de S. Martinho, a Igreja de S. Pedro, a Igreja da Misericórdia, a Igreja-Matriz de Santa Maria, há dois museus, este e o Museu Abílio de Mattos e Silva, entre outras belezas. O Museu é um antigo solar do século XVIII, foi residência do pintor Eduardo Malta, é muito compósito, desde Arte Sacra a Arte Contemporânea encontramos lá um pouco de tudo. É um espaço que a museografia brindou, trata-se de uma residência, o pintor Malta procedeu a alterações, está ricamente beneficiado com azulejaria, é bom que o visitante, se estiver em Óbidos mais de um dia, ali regresse para rever e usufruir de espólio tão rico em condições de exposição atraentes. E terá mais uma oportunidade de contemplar obras magnas de Josefa d´Óbidos.
Museu Municipal de Óbidos
Peça sem título, de Graça Pereira Coutinho, um espantoso aproveitamento de restos de cerâmica que ascenderam a escultura… E que escultura!
Auto-retrato de Eduardo Malta
S. Sebastião na imaginação do artista José Aurélio

Volta-se ao exterior, o tempo é ameno, o céu azul de nuvens em viagem, pode-se ir passear entre livrarias e andar ali à volta da Cerca do Castelo, subir e descer, descer e subir, contemplar a extensa Várzea. Há sempre um pormenor a reter nestas ruas calcetadas a rigor. A hidrângea floresce e lá ao fundo temos uma janela de caraterísticas manuelinas. Vamos então desfrutar este exterior antes de emergir noutros interiores artísticos.
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Nota do editor

Último poste da série de 23 de janeiro de 2021 > Guiné 61/74 - P21799: Os nossos seres, saberes e lazeres (434): Andar a um certo vapor na Linha do Oeste (3): Das Caldas da Rainha à Foz do Arelho (Mário Beja Santos)