sábado, 12 de abril de 2014

Guiné 63/74 - P12971: Bom ou mau tempo na bolanha (52): Pelo Arizona e Nevada - Grand Canyon (Tony Borié)

Quinquagésimo segundo episódio da série Bom ou mau tempo na bolanha, do nosso camarada Tony Borié, ex-1.º Cabo Operador Cripto do CMD AGRU 16, Mansoa, 1964/66.


Há uns dias, um companheiro nosso, o Leopoldo Correia, que por lá andou, na então província da Guiné, não pertencia ao Agrupamento, mas esteve estacionado em Mansoa, precisamente nos mesmos anos, que felizmente ainda se encontra entre nós, entre muitas mensagens, algumas daquelas “maldosas”, pelo menos para a nossa idade, mandou-me uma, onde no final dizia algumas palavras como estas:

Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas!
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada!
Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar!
O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente!

Porra, que “verdade mais verdadeira”, é por isso que quero compartilhar com todos vocês, alguns momentos mais alegres da nossa existência, e por acaso podendo caminhar, mover-me, sem dores, portanto cá vai.



Há já alguns anos que andávamos com a ideia de ver esta maravilha, que é considerada uma das sete maravilhas naturais do mundo, já a tínhamos sobrevoado por diversas vezes, a caminho do oeste, mas nunca por lá caminhámos e, agora com todo o tempo disponível que a vida de um antigo combatente reformado proporciona, fomos de visita ao “Grand Canyon”. Aquilo é como se fosse uma “zona montanhosa”, mas ao contrário, cá em cima é plano, mesmo plano, depois são os “moldes” das montanhas, metidos nas aberturas da terra, desfiladeiros que vão até às profundezas do rio Colorado.

Tínhamos dormido na cidade de Flagstaff, onde dizem que por volta do ano de 1855, um tal Tenente Edward Fitzgerald Beale, que fazia a pesquisa para uma nova estrada desde o Rio Grande, no estado do Novo México, até Fort Tejon, no estado da Califórnia, acampou por aqui, e um dia disse aos seus homens, que cortassem um pinheiro “Ponderosa”, comprido e fino e colocassem no seu topo a bandeira dos USA a tremular..

Pronto, foi o início, depois veio um senhor de nome Thomas F. McMillan, que devia de ser de descendência escocesa, construiu umas barracas em madeira, um pouco a leste daquele acampamento, nos anos seguintes o lugar começou a crescer, abriu o primeiro “Post Office”, onde se podia tratar de tudo relacionado com a fixação de pessoas na zona, e passado uns anos já tinha uma pequena indústria de componentes para o caminho de ferro, principalmente traves de madeira para os carris. Por volta de 1886, a cidade de Flagstaff, já era a maior e mais importante cidade do caminho de ferro, entre Albuquerque e a costa oeste dos USA. Anos depois passou a ser um lugar turístico ideal para se parar, pois fazia parte da popular “Route 66”, e também pela sua proximidade ao “Grand Canyon National Park”.


Deixámos esta simpática cidade pela manhã, ainda muito cedo, tomando a estrada número 40, até à cidade de Williams, que é uma importante cidade de onde saem os comboios, alguns ainda a vapor, e que fazem parte da “Grand Canyon Railway”, e que leva as pessoas até ao “Grand Canyon Village”. Não parámos, tomámos a estrada número 64, em direcção ao norte, que nos levou até à entrada do “Grand Canyon National Park”.


Aqui, depois visitarmos o posto de boas-vindas, de nos informarmos de como proceder para melhor observarmos toda a beleza do Grand Canyon, estacionámos o carro e percorremos, caminhando ou nos autocarros que sempre rolam em ambos os sentidos ao longo do “North Rim”, vimos paisagens que não são possíveis de descrever, ficámos paralisados, e não querendo sair daquele maravilhoso lugar. Como já disse, é considerada uma das sete maravilhas naturais do mundo, tudo o que se diga, já foi dito, aquele silêncio, os nosso olhar perde-se no infinito, o pensamento vai para milhões de anos de história da natureza, como foi possível este cenário. Qualquer lugar em que a nossa mente se concentre é um quadro pintado maravilhoso, onde quer que se pare, fica-se deslumbrado, não querendo abandonar o local. Dizem que este lugar é um vale que foi moldado pelo rio Colorado durante milhares de anos, à medida que suas águas percorriam o leito, aprofundando-o ao longo de 446 km. Chega a medir entre 6 e 29 km de largura e atinge profundidades da ordem de 1600 metros, onde muitos aventureiros vão, uns caminhando, outros montados em “simpáticos burros”, que descem por um labirinto de carreiros, túneis, pontes estreitas, onde só pode passar uma pessoa ou um “simpático burro”, de cada vez.


Como gostamos de “caminhadas”, fomos perguntar pormenores e disseram-nos que para ir de “simpático burro”, teria que me inscrever com um ano de antecedência ou então colocar-me na lista de desistências e esperar que me chamassem. Deste modo talvez esperasse uns poucos meses. Se optasse por ir a pé, teria, na minha idade, de deixar um depósito de três mil dólares, para o caso de ser necessário evacuarem-me de helicóptero. Não havendo um “simpático burro” disponível, sendo “burro”, mas não tanto, desisti da caminhada lá ao fundo.

Enfim, cerca de 2 bilhões de anos da história geológica da terra foram expostos pelo rio, à medida que este e os seus afluentes vão expondo camada após camada de sedimentos.

O primeiro estrangeiro a visitar o Grand Canyon foi o espanhol Garcia Lopez de Cardenas em 1540, porém a primeira expedição científica ao desfiladeiro foi dirigida pelo Major John Wesley Powell, no final da década de 1870 e referiu-se às rochas sedimentares expostas no desfiladeiro como "páginas de um belo livro de histórias". No entanto, a área era já ocupada por nativos americanos que estabeleciam povoados ao longo do desfiladeiro, como os “hopi”.


É considerada uma das sete maravilhas naturais do mundo e um ponto turístico visitado por milhares de turistas anualmente, gerando receitas para as cidades e populações ribeirinhas ao desfiladeiro. O Grand Canyon tem cerca de 126.025,00 metros. Fica localizado entre as cidades de Las Vegas e Albuquerque.

Era meio dia, informaram-nos que a parte oeste do Grand Canyon também era maravilhosa, embora ficasse a umas centenas de milhas. Decidimos ir ver, depois de regressar à estrada 64, tomando de novo a estrada número 40, em direcção ao oeste, por uma zona ainda não habitada, onde andámos por mais de uma centena de milhas, sem qualquer posto de gasolina ou qualquer outro apoio, o que é um pouco raro, numa das seis ou sete auto-estradas que atravessam os USA de este a oeste, depois a estrada 93, em direcção ao norte, em seguida uma estrada de terra batida, fazendo algum pó, onde andámos por mais de duas horas, por entre desfiladeiros, planícies, curvas apertadas, alguns animais vadios e, finalmente um “Rancho”, onde se podia dormir e comer. Mais à frente havia uma aldeia de nativos, os “Hualapai”, onde funciona um centro de boas-vindas, com toda a informação.

A paisagem era a mesma, mas mais selvagem, sem grades de protecção ou qualquer sinalização, aqui, fomos ao fundo do Canyon de helicóptero, andamos de barco no rio Colorado, tocámos na água, fria e com alguma areia, uma corrente suave em alguns locais, pois em outros era forte, arrastando areia e alguma ramagem, vimos as aldeias de nativos e o seu modo de sobrevivência, visitámos o “Grand Canyon Skywalk”, que é uma plataforma em forma de ferradura, construída em vidro transparente, onde se pode caminhar, e ver numa distância em sentido vertical entre 500 a 800 pés de altura.

Era já quase noite quando regressamos ao “Rancho”, mas ainda a tempo de entre outras coisas, comer “cobras grelhadas”, dormir em cabanas, tal como os nossos antepassados dormiam há muitos anos, depois de andar a cavalo, ouvir canções de cowboys, dançar e beber cerveja à temperatura ambiental, em redor de uma enorme fogueira.
Tony Borie.
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Nota do editor

Último poste da série de 5 DE ABRIL DE 2014 > Guiné 63/74 - P12936: Bom ou mau tempo na bolanha (51): Batuque no aquartelamento (Tony Borié)

12 comentários:

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Bem haja, e goze com muita saude, toda essa felicidade que nos conta.
Um abraço de um velho Lacrau.Cart.11.

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