domingo, 10 de julho de 2016

Guiné 63/74 - P16290: (In)citações (96): O sonho nunca morre: Viva Portugal! (Francisco Baptista, um português transmontano de Brunhoso)

1. Mensagem do Francisco Baptista [, ex-Alf Mil Inf da CCAÇ 2616/BCAÇ 2892 (Buba, 1970/71) e CART 2732 (Mansabá, 1971/72), um valente português transmontano de Brunhoso, que nos enviou este pedido, em cima da hora, e em pleno fim de semana, mas irrecusável, vindo de quem vem...


Caros amigos Luís e Carlos:

Envio este pequeno texto para ser editado, caso acheis que possa interessar ao blogue. Envio aos dois, porque a ser editado somente tem interesse ser amanhã [. dia 10,] antes das 20 horas e não sei qual é a vossa disponibilidade. Saúde e um abraço a ambos. Francisco Baptista.



Data: 9 de julho de 2016 às 22:55

Assunto: O SONHO NUNCA MORRE - VIVA PORTUGAL


Estamos todos a fazer força pela vitória da Selecção  Portuguesa de Futebol. FORÇA PORTUGAL!


O desejo e a vontade de todos é uma força imparável que se comunicará  aos técnicos e jogadores da selecção, que têm lutado como bravos  guerreiros, para continuarem invencíveis e ganhar a Taça Europeia  das Nações, que bem merecem.

Um povo tem uma grande força espiritual  que não se deve subestimar mas pelo contrário deve-se activar e  acreditar nela. Vamos por à prova a força da nossa vontade e dos  nossos sonhos que no passado, nos séculos quinze e dezasseis, nos fez  tão grandes, maiores do que todos os povos e nações da Terra. Nós um  povo pequeno mas corajoso e sonhador com um milhão de habitantes.


Lutámos como leões, como águias, como dragões e vencemos gigantes  Adamastores e outros, tempestades, cabos dasTormentas, cabos da Boa  Esperança, fomos à India, a China á Cochinchina, ao Japão, ao Brasil,  às Américas. Descobrimos as rotas do mundo e aproximamos os povos. O
decorrer dos séculos e as diferenças das gentes, a consciência dos  povos e a deriva da politica internacional, trouxe a independência de  territórios grandes ou menores, na América, na África, no Pacifico e  na Ásia, mas os nossos marcos, os nossos padrões , a nossa língua,  continuam a assinalar a nossa presença, por esse vasto Mundo que nós  demos a conhecer.

A nossa maior glória nunca foi conquistar nações ou dominar povos, a  nossa maior glória foi sim abrir as rotas do mundo e aproximar os  povos uns dos outros. 

Portugueses e camaradas vamos demonstrar mais uma vez, a essa Europa  rica e pretensiosa que o Povo Português tem uma grande alma e uma  grande História e que Portugal não deve ser maltratado .

VIVA PORTUGAL!

Francisco Baptista

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Nota do editor:

9 comentários:

Tabanca Grande disse...

Francisco Baptuista, há dias recebi esta mensagem de um outro Francisco, Gamelas de apalido, beirão de Aveiro, que ficou na caixa do correio como muitas outras, não se tratando de um assunto "diretamente" relacionado com o "core business" do nosso blogue...

Depois do teu poste, aproveitando a "aberta" dos nossos editores, aqui vai... É uma manifesto contra o racismo, usando a força (inegável) que tem o futebola mediático nas nossas sociedades... Que a julguem os nossos leitores... LG

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Francisco Gamelas

29/06/2016



Aqui vai um achado bonito, que nem sempre corresponde à realidade. Mesmo assim, ...

FG

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(Autor desconhecido)

Aproveito esta oportunidade para explicar um bocadinho a diferença entre racismo e anti-multiculturalismo.

É assim:

Um português nascido no Brasil corta uma jogada perigosa da Croácia na sua grande-área.
A bola é recolhida por um preto da Musgueira, que avança no terreno até ter a noção do melhor passe. Manda a bola para um mulato da Amadora, que a mete num menino pobre da Madeira. Este remata à baliza, mas o guarda-redes contrário só tem tempo de a defender para um espaço livre, onde surge um cigano a fazer golo.

Todos portugueses. Nenhum vai meter uma bomba no Rossio. Agnósticos, ateus ou cristãos, não sei.Todos filhos da cultura lusitana.

Racismo? Não, obrigado!

JD disse...

Caro Francisco,
No comentes, que quero ver o jogo antes que venha daí uma prometida cacetada.
Um grande abraço
JD

JD disse...

Queria dizer «no coments»

Tabanca Grande disse...

Acabou de me telefonar de Bissau o Cherno Baldé:
- Parabéns, Portgal!

Que lindo!

Está tudo em festa na Guiné-Bissau!...

JD disse...

CAMARADAS, BOA NOITE!

Como já devem saber, Portugal é campeão europeu. Tinham decorridos alguns poucos minutos e tocou o telefone. Ainda levei uns momentos a atender, por atrapalhação com um livro.

Do outro lado perguntaram por mim. Tinha reparado que o número não estava registado, portanto, não sabia a proveniência. Era uma voz emocionada. Confirmei que sim, que era eu quem atendia. Fala o CHERNO, o CHERNO BALDÉ, e de modo emocional acrescentou um e outro VIVAS a PORTUGAL.

Trocàmos abraços telefónicos, e desejàmos felicidades recíprocas, até que nos possamos encontrar. Valeu a pena, aqui e na Guiné-Bissau.

Abraços fraternos

JD

Tabanca Grande disse...

Éder, o último improvável herói português!...Éderzito António Macedo Lopes, mais conhecido como Éder (Bissau, 22 de dezembro de 1987), é um futebolista guineense naturalizado português que atua como atacante. Atualmente joga pelo Lille...


https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89derzito_Ant%C3%B3nio_Macedo_Lopes

Tabanca Grande disse...

Francisco, tinha acabado de chegar a casa, em Alfragide, de fim de semana, na Lourinhºa, sem portátil, sem Net (... até para proteger a minha saúde mental!), vi a tua mensagem e não hesitei em publicá-la, mesmo correndo o risco de infringir as nossas normas segundo as quais não falamos aqui, no blogue, de religião, política e futebol...

Eu, que não vejo jogos de futebol em direto, tive uma premonição, a de que a tua mensagem ia dar sorte aos nossos rapazes... Obrigado pela coragem e oportunidade da tua mensagem: de facto, os sonhos nunca morrem...É doravante uma frase de um grande poeta e de grande português de Brunhoso!

Tabanca Grande disse...

A França tinha um carrasco famoso, cujo nome está irónica e tristemente associado à "guilhotina", na época da “revolução francesa”, Joseph-Ignace Guillotin (Saintes, 1738 — Paris, 1814).

Agora tem outro, no século XXI, chamado Dimitri Payet. Foi o carrasco do nosso CR7, Ronaldo.
A Wikipédia descreve-o nestes ternos irónicos:

Florent Dimitri Payet (Saint-Pierre, 29 de março de 1987) é um futebolista francês que atua como kickboxer. Atualmente, joga pelo West Ham United.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dimitri_Payet

Anónimo disse...



Muito obrigado amigo e Comandante Luís Graça, por teres dado eco e resposta ao meu brado. No dia nove por sinais de que me apercebi cá em Portugal e outros sinais que me pareceu receber de França, entendi que a vitória de Portugal no Campeonato da Europa seria muito possível. Entre a maioria dos portugueses já havia uma grande confiança tanto nos jogadores como na equipa técnica. Tanto uns como outros já tinham dado provas para alimentar essa confiança. Acreditei como muitos na vitória e que só faltava o golpe de asa dado pela força mental de um povo crente na sua coragem, no seu passado histórico e no valor dos seus filhos, para se tornar realidade. Lancei o meu grito para tentar tornar mais audível, dentro das minhas limitadas possibilidades, um sinal positivo de confiança e crédito aos nossos guerreiros na frente de combate, em Paris, quando já me parecia que a vitória era inevitável. Tu acreditaste o José Dinis não, terá tido medo do sofrimento causado por desilusões,quando a aposta envolvia tanta paixão e amor pátrio, ele que ama tanto Portugal.
Doutros camaradas que terão lido o poste nada posso saber mas calculo que terá havido gostos e opiniões diversas.
Já passou felizmente ganhámos a Taça, que hoje se passeou por Lisboa, e com isso ganhamos também algum do amor próprio e do orgulho dos tempos áureos das descobertas em que Lisboa foi uma das capitais do mundo. Para os nossos emigrantes, no dia a dia confrontados, com a arrogância e sobranceria de muitos naturais de França, da Inglaterra, da Alemanha ou de outros países, esta vitória foi uma conquista intima de dignidade e respeito mal reconhecida. Emocionou-me ouvir num canal da TV a história da senhora portuguesa, há vinte anos em França, que após o jogo de ontem, foi encontrada pelo repórter a chorar copiosamente. Enfim seria a alegria do momento e os desgostos de muitas mágoas lavados em lágrimas.
Amigo Luís, mais uma vez muito obrigado por tantos incentivos e por tantos elogios, demasiados, para eu puder comprová-los com exemplos ou actos.
José Dinis igualmente muito obrigado pela tua opinião, concordante ou discordante.
Um grande abraço. Francisco Baptista